Novo tratamento para hiperplasia prostática benigna

Prof. dr. Francisco Cesar Carnevale - prof. dr. Miguel Srougi
Prof. dr. Francisco Cesar Carnevale - prof. dr. Miguel Srougi
25/05/2017 4 min de leitura

Depois de realizar testes na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, um grupo de médicos ligados ao Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e ao Hospital Sírio-Libanês passou a aplicar no Brasil, em homens, uma técnica inovadora para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. Trata-se da embolização da próstata (veja infográfico no final da página).

Desde o primeiro paciente, tratado em 2008 no Hospital das Clínicas, foram mais de 300 casos com mais de 90% de sucesso. Em meados de 2016, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou o uso da técnica em todo o País

Neuropatia periférica causa perda da sensibilidade e formigamento

Dr Carlos Eduardo Altieri
22/05/2017 3 min de leitura

Uma notícia divulgada no ano passado tem deixado os amantes do rock preocupados. O músico inglês Eric Clapton, de 72 anos de idade, revelou durante entrevista à Classic Rock Magazine que está com neuropatia periférica. Considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Clapton contou que, por causa da doença, tem tido dificuldade para tocar o instrumento.

A neuropatia periférica é uma condição que afeta os nervos periféricos, responsáveis por encaminhar informações do cérebro e da medula espinhal para o restante do corpo. Isso pode causar perda da sensibilidade, debilidade e atrofia

5 coisas sobre ácido fólico

Bem-estar, Hospital, Notícias e Saúde

brocolis.jpg Conhecido como folato ou vitamina B9, ele não é só indicado às gestantes para prevenir a malformação fetal. Na verdade, suas propriedades beneficiam a todos:

Faz bem ao cérebro

Idosos tendem à deficiência de folato que se relaciona à demência e problemas cognitivos. Estudos em fase inicial associam níveis elevados de homocisteína e Alzheimer, além de correlação entre baixa concentração da substância e a função cognitiva prejudicada e maior risco de desenvolver demência e doença de Alzheimer. Uma dieta equilibrada e eventual suplementação poderiam reduzir o risco dessas doenças.

Cabelos, unhas e pele saudáveis

Todas as vitaminas do Complexo B, incluindo o folato, têm papel essencial na saúde de pele, unhas e cabelos. A vitamina estimula o crescimento de unhas e cabelos, combate a acne e a dermatite. A pele responde positiva mente apresentando mais brilho. A oleosidade também fica sob controle. O folato ainda protege contra o câncer de pele causado pela radiação ultravioleta.

Protege o sistema circulatório

O folato se combina com as vitaminas B6e B12 formando uma coenzima que reduz os níveis de homocisteína, um aminoácido presente no organismo que, em excesso, afeta o sistema circulatório e coração de forma negativa. Altos níveis do aminoácido endurecem os vasos, elevando a pressão arterial. Há evidências de que a vitamina B protege contra o acidente vascular cerebral (AVC).

Blinda contra o câncer

A Sociedade Americana de Câncer declarou que a vitamina previne a progressão da doença. O estudo forneceu dados para apoiara hipótese de que a insuficiência de ácido fólico seja um fator de risco para a ocorrência de tumores malignos.

Afasta a depressão

Pouco folato no organismo tem sido associado ao problema e à pouca resposta aos antidepressivos. O ácido fólico não substitui a terapia antidepressiva tradicional, mas pode ser útil como coadjuvante. Há indícios de que ele age como cofator na produção de serotonina, um Neurotransmissor que garante o bom humor.

Fonte: VIVA SAÚDE/SÃO PAULO

Esporão de calcâneo não costuma causar dor no calcanhar

Dr Osny Salomão
09/05/2017 4 min de leitura

O esporão do calcâneo, também conhecido como "entesopatia de calcâneo" ou apenas "esporão", é um tipo de crescimento anormal do osso do calcanhar. Apesar de muitas pessoas associarem esse problema ortopédico a dores no calcanhar, o esporão do calcâneo é quase sempre assintomático.

A formação de um esporão do calcâneo ocorre quando a fáscia plantar, tecido que reveste a face plantar do pé (sola), faz excessiva tração sobre o calcanhar - movimento comum em corridas, jogos de futebol e outras atividades que demandam bastante dos pés.

Essas atividades físicas esticam e puxam a sola do pé

8 alimentos que ajudam a controlar o ácido úrico

Notícias, Saúde e Bem-estar

acido-urico-min.png Algumas pessoas sofrem com o excesso de ácido úrico no organismo. Quando os níveis não estão equilibrados, seja por causa de algum problema de saúde ou por medicamentos, pode acontecer infarto, AVC, cálculo renal ou gota, que nada mais é do que o ácido acumulado nas articulações e calcificado no local. Essa calcificação causa dor e, em muitos casos, é necessário fazer cirurgia, já que os movimentos das articulações ficam restritos. Quem tem predisposição a ter ácido úrico alto precisa tomar cuidado com alguns alimentos e também inserir bons itens na dieta.

Segundo a nutricionista Karla Vilaça, da Nutrenza Assessoria Nutricional, embutidos, como salsicha e presunto, bebidas alcóolicas, caldo de carne, frutos do mar, alguns peixes gordos, como o bacalhau e o salmão, além de tomate, aspargos, cogumelos, ervilha e couve-flor devem ser evitados. Esses alimentos podem aumentar a retenção de ácidos no corpo.

Beber bastante água ajuda a eliminar o ácido úrico do organismo, segundo a nutricionista. "O que pode acontecer é o organismo produzir mais ácido úrico por causa de algum problema – que deve ser investigado por um médico –, mas também a pessoa estar eliminando menos pela urina, por não beber tanta água", recomenda.

Além de se hidratar bem, aliar a alimentação na luta contra o excesso do ácido úrico é uma boa estratégia. Karla explica que alguns alimentos que são alcalinizantes e que ajudam no processo de eliminação desse ácido.

Veja 8 alimentos bons para controlar ácido úrico e procure inseri-los na dieta:

Alcachofra – Considerada uma das melhores verduras que age na eliminação de toxinas, as alcachofras são altamente diuréticas e evitam a retenção de líquido. Rica em minerais, vitaminas e antioxidantes, elas também possuem fibras, proteínas e ácidos graxos, que são utilizados como fontes de energia para o corpo.

Para consumir, basta fervê-las e servi-las temperadas com azeite de oliva e vinagre de maçã. O caldo também é benéfico à saúde e pode ser tomado à vontade.

Cenoura – Mais uma verdura que não pode faltar na dieta de quem precisa mandar embora o ácido do organismo. As cenouras têm efeito alcalinizante, o que significa que ajuda a retirar purinas e cristais das articulações.

Na hora de comer, ela é bem-vinda seja na refeição - crua ou cozida - ou até mesmo em sucos – combinando com outros ingredientes como beterraba ou laranja, por exemplo.

Laranja – A vitamina C, presente nessa fruta, também age na redução dos cristais no sangue. O suco de laranja natural ajuda a dissolver essas pedras e faz com que as articulações voltem ao normal.

Limão – Muito indicado no tratamento da desintoxicação do organismo, tomar um suco puro de limão, durante um período consecutivo, em jejum pode ajudar significativamente nos resultados.

Mesmo sendo considerada uma fruta ácida, ao chegar ao estômago o limão se torna alcalina, ou seja, ajuda a combater a acidez sanguínea.

Café – Ainda existem alguns estudos que tentam associar qual substância é responsável por eliminar esse tipo de ácido no corpo. O que se sabe, é que quem toma café tem menor índice de ácido no corpo, mas ainda não se tem um resultado consistente sobre o que, de fato, causa esse efeito.

Porém, pessoas que têm restrições ao consumo de café ou cafeína, devem continuar evitando a bebida.

Cebola – Assim como muitos dos alimentos já citados, a cebola também age como depuradoras no organismo. Elas diminuem a hiperuricemia e baixa os triglicerídeos.

Para consumir, o ideal é fervê-la até que fique macia, separar a água que sobrar e despejar em um recipiente com suco de um limão e tomar duas xícaras desse líquido por dia.

Alho – Assim como a cebola, o alho tem poder de reduzir o colesterol, a pressão arterial e as taxas de ácido úrico.

O indicado é amassar dois dentes de alho e colocar em um copo de água por cerca de 6 horas. Depois desse período, é só coar e tomar a mistura ao menos três vezes ao dia.

Sementes de abóbora – A abóbora é um dos vegetais mais diuréticos que existe e, por meio da produção de urina, ajuda a eliminar os níveis de ácido. Os modos de comer são variados - cozida ou assada são os mais indicados. Mas o mais importante é não descartar as sementes, que são ainda mais poderosas neste tratamento.

Como o ácido úrico age no organismo?

Esse ácido é uma substância naturalmente produzida pelo organismo, sendo o resultado da quebra de moléculas de purina, uma proteína presente em muitos alimentos, como os embutidos, feijão e carnes citados acima.

Ao serem ingeridas, as purinas são utilizadas e degradadas, transformando-se em ácido úrico. Ainda no corpo, maioria é eliminada pelos rins. No entanto, por algum erro metabólico, essa substância pode acabar retida no sangue, e, dependendo da quantidade, causar problemas sérios à saúde.

Seja porque o consumo de alimentos abundantes de purina aumentou, o corpo está eliminando pouco ácido pela urina, interferência pelo uso de algum tipo de medicamento ou vitamina, ou até mesmo por condições médicas - como hipotireoidismo ou obesidade-, os níveis do ácido podem se elevar, resultando em hiperuricemia , que acontece quando cristais de urato de sódio vão se formando e instalando em vários locais, principalmente nas articulações e rins.

Como saber se seu corpo está com níveis elevados da substância?

Na maioria dos casos, por conta da hiperuricemia, que tem como consequência a aglutinação dos cristais formados nas articulações, essas regiões podem ficar doloridas, inchadas, com aspecto vermelho e apresentar dificuldades de movimentação. Essas características acontecem, geralmente, nos dedos das mãos e nos membros inferiores, como joelhos, tornozelos, calcanhares e dedos do pé. Em casos mais complicados, essas alterações podem resultar em uma doença conhecida como gota úrica .

Gota: nem todo mundo que tem hiperuricemia vai ter gota. Mas, é preciso saber que essa doença é uma possibilidade, principalmente em pessoas com níveis mais elevados do ácido, geralmente superior a 10 miligramas por decilitro (mg/dL). A enfermidade ocorre em reação ao acumulo de cristais nas articulações, e acaba provocando dor extrema, inflamação, febre e descamação da pele ao redor das juntas.

Outras complicações conhecidas por ocorrerem graças as taxas altas de ácido são a insuficiência renal aguda ou crônica e cálculos renais. Nesses casos, dificuldade para urinar e dor intensa no "fundo" das costas podem ser sinais importantes.

Cálculo renal: conhecida também por "pedra nos rins", como o nome já diz, formam-se pedras, a partir dos cristais de sódio, que podem se deslocar até a uretra, canal por onde sai urina. Além de provocar imensa dor ao urinar, pode causar sangramento, dor intensa no abdômen, flanco e região da virilha, febre, náuseas e vômitos. Embora a maioria dos pacientes com gota apresente essa outra enfermidade, não significa que pessoas que não desenvolveram gota estão imunes.

Falência renal: Uma das consequências mais graves associadas aos níveis de ácido no organismo. Entre os sintomas, falta de ar, diminuição na micção, inchaço nos membros, confusão, fadiga, dor no peito e sonolência são os mais comuns.

De acordo com o Instituto do Coração de São Paulo, pesquisas feitas pelo hospital apontaram que níveis elevados de ácido úrico no sangue também podem influenciar nas chances de se desenvolver acidentes cardiovasculares.

Portanto, ao perceber essas alterações no organismo, é recomendável que se procure a ajuda médica o quanto antes, em centros hospitalares, como o Hospital Sírio-Libanes , referência nesse tipo de tratamento e unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Diagnóstico

Mesmo com todas essas características capazes de indicar problemas sérios relacionados ao alto índice de ácido úrico no sangue, em entrevista com o urologista João Afif Abdo, o especialista explica que, por se tratar de um distúrbio químico, a hiperuricemia pode, muitas vezes, não apresentar sinais específicos de que os níveis estão elevados.

"Geralmente o paciente fica sabendo que precisa controlar as taxas desse ácido por meio de exames rotineiros, como hemograma, que serve para analisar níveis de glicemia, diabetes, colesterol e triglicérides, por exemplo", explica o especialista.

Abdo também conta que casos de pacientes com hiperuricemia em consultórios urológicos correspondem a cerca de um quarto dos atendimentos. "Os cálculos renais, que provocam as cólicas renais, são comuns e podem ter duas causas: excesso de cálcio ou ácido úrico. Esse último representa 25% dos problemas pelos quais pacientes procuram um urologista", afirma ele.

Pacientes com suspeita de gota, frequentemente buscam os reumatologistas e, em outros casos, os ortopedistas também acabam auxiliando no tratamento de hiperuricemia.

Ácido úrico

Em geral, nessas situações, seja qual for o médico, são solicitados exames de sangue e urina. No sangue, o ideal é que a média do ácido úrico esteja entre 2,5 a 3 mg/dL para estar saudável. "Depende de pessoa para pessoa. Alguns ultrapassam essa média, mas o mais importante é não estar acima de 7 mg/dL".

Por ser um distúrbio químico, a hiperuricemia não tem uma cura efetiva. "É preciso um controle constante. Em alguns casos, o paciente vai precisa utilizar medicamentos, geralmente à base de alopurinol, combinado a uma dieta balanceada. Outras pessoas podem conseguir controlar essa alteração apenas com uma alimentação adequada, evitando, principalmente, alimentos de origem animal", finaliza Abdo.

Outros tratamentos e modos de prevenção

Além dos alimentos já citados, quem tem esse distúrbio metabólico pode seguir algumas outras recomendações que podem ser úteis para eliminação dessa substância do corpo.

O estresse físico deve ser evitado, anti-inflamatórios e diuréticos também não ajudam na remoção do ácido. Beber bastante água é fundamental para auxiliar na evasão da substância pelos rins.

De uma maneira geral, o mais indicado para o tratamento no controle do índice de ácido úrico é preferir alimentos menos industrializados, seguir uma dieta balanceada e saudável, rica em leite e derivados, frutas e verduras e esquecer o consumo de bebidas alcoólicas – incluindo a cerveja, que é rica em purina.

Fonte: http://saude.ig.com.br/

Dor no pescoço e febre podem ser meningite

Dr. Esper Kallás
Dr. Esper Kallás
05/05/2017 4 min de leitura
febre.jpg

A meningite é um tipo de inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem nosso cérebro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a meningite afeta pessoas em todo o mundo, apesar de ser mais frequente nos países em desenvolvimento, especialmente em áreas com grandes aglomerados populacionais, como o continente africano.

O Brasil, que já foi um dos países com maiores índices de meningite no início da década de 1970, conseguiu conter o avanço dessa doença com uma forte campanha de vacinação, lembra o dr. Esper Kallás, infectologista no Hospital Sírio-Libanês e professor da

Higienização das mãos: Mitos e verdades

Dra Mirian de Freitas Dal Ben Corradi
05/05/2017 5 min de leitura
lavar-maos.jpg

Para chegar até este site e ler esta notícia, provavelmente você usou as mãos. Para ligar o computador ou desbloquear seu celular também. Você já pensou quantas vezes usa as mãos ao longo do dia? Nossas mãos desempenham inúmeras funções e estão em contato frequente com objetos contaminados. Por isso, sempre que levamos as mãos a boca, nariz ou olhos sem higienizá-las, estamos correndo riscos de desenvolver alguma doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% dos casos de diarreias, gripes e conjuntivites poderiam ser evitados com o simples ato de lavar as mãos corretamente. Ou

Mitos e verdades sobre a vacinação

Saúde, Notícias, Bem-estar e Hospital

O Brasil tem registrado uma grande demanda por vacinações, como contra a gripe, a caxumba, o HPV e a febre amarela. No entanto, ainda existem muitas pessoas que contestam a importância da imunização e afirmam que vacinar pode provocar problemas de saúde, o que não é verdade. Na história da saúde pública brasileira, a Revolta da Vacina – violenta manifestação popular ocorrida no Rio de Janeiro em 1904 contra a imunização obrigatória da varíola – mostrou bem os efeitos positivos da vacinação. Já naquela época, o governo conseguiu controlar a revolta e erradicou a varíola – doença contagiosa, caracterizada por febre e lesões cutâneas -, por meio da vacinação em massa.

Ainda hoje, no entanto, volta e meia surgem falsas histórias de que as vacinas provocam danos maiores do que seus possíveis benefícios. "Os feitos alcançados por algumas vacinas estão entre os maiores avanços em saúde já conquistados pelo homem", comenta a dra. Maria Zilda de Aquino, infectologista pediátrica e responsável técnica pelo Centro de Imunizações do Hospital Sírio-Libanês.

Além da varíola, o Brasil, por meio do seu prestigiado Programa Nacional de Imunizações (PNI), já conseguiu praticamente erradicar a poliomielite e diminuir drasticamente os casos e mortes relacionados a sarampo, rubéola, tétano, difteria e coqueluche. Por ano, o País distribui mais de 300 milhões de doses de vacinas no território nacional.

Segundo a dra. Maria Zilda, no entanto, o mundo passa por um momento de escassez de algumas vacinas. As vacinas pentavalente (protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus B e poliomielite); hexavalente (protege contra essas mesmas doenças e ainda contra a hepatite B); a vacina contra a meningite B e a vacina contra a gripe, por exemplo, estão constantemente com falta de abastecimento no mercado nacional e internacional. "Acredita-se que os insumos utilizados nessas vacinas não estejam sendo produzidos na mesma quantidade que suas demandas", comenta a médica. "Os fabricantes, no entanto, informam que a partir de julho a situação deve ser normalizada", acrescenta.

Conheça abaixo alguns mitos e verdades sobre a vacinação:

Vacinas podem causar efeitos colaterais?

VERDADE – Toda vacina pode provocar reações indesejáveis, como manchas e coceira na pele, inchaço nos lábios e nas pálpebras, dificuldade para respirar, dor ou inflamação no local da aplicação. Diante de qualquer sintoma anormal, procure um médico.

Para doenças que nem sempre são severas, como catapora, a vacinação não é necessária.

MITO – Todas as doenças infecciosas preveníveis por vacinação são potencialmente graves, com registro de hospitalizações, sequelas ou óbitos, mesmo a catapora. "Vacinar contra essas doenças vale a pena", comenta a dra. Vivian Avelino-Silva, médica infectologista e docente do programa de pós-graduação do Hospital Sírio-Libanês.

Gestantes, bebês e pessoas imunodeprimidas (pacientes com aids, que passaram por transplante, em tratamento oncológico, entre outros) nunca devem ser vacinados.

MITO – Algumas imunizações, sobretudo aquelas feitas com vírus vivos atenuados, como a vacina contra a varicela, o sarampo e a febre amarela, podem ser contraindicadas para essas pessoas. No entanto, existem outras vacinas, como a da gripe, da pneumonia e do tétano – produzidas por vírus ou bactérias inativados -, que são indicadas e seguras mesmo para pessoas com o sistema imune debilitado. Se você estiver nessas condições, consulte um médico e veja quais vacinas tomar.

O mercúrio contido nas vacinas faz mal à saúde.

MITO – O mercúrio é usado como conservante, sempre em pequenas quantidades, nos frascos que contêm várias doses de vacinas. O objetivo é evitar a contaminação por fungos, bactérias e outros microrganismos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a utilização desse conservante por considerar o mercúrio seguro e não cumulativo, já que o organismo o elimina rapidamente após a aplicação da vacina.

Pessoas alérgicas a ovo não devem tomar vacina contra gripe.

VERDADE – No processo de produção das vacinas contra a gripe existe uma etapa em que os vírus crescem em ovos embrionados e isso pode levar partes proteicas dos ovos para a vacina. Em alguns casos de pessoas muito vulneráveis à gripe, porém, o médico pode indicar a vacinação mesmo com risco de alergia. Nesses casos, a vacinação deve ser feita por um centro de saúde especializado.

Quanto mais fortes forem as reações da vacina, mais protegida a pessoa estará.

MITO – A eficácia das vacinas não está relacionada à intensidade de seus efeitos colaterais. No geral, as vacinas provocam cada vez menos efeitos colaterais.

Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal.

VERDADE – Se você não lembra se foi imunizado contra alguma doença e perdeu sua carteirinha de vacinação, recomenda-se procurar um centro de imunizações. "Profissionais habilitados irão orientá-lo sobre quais vacinas devem ser tomadas e seus possíveis efeitos colaterais", comenta a dra. Vivian.

Diferenciais do Centro de Imunizações do Hospital Sírio-Libanês

O Centro de Imunizações do Sírio-Libanês tem-se destacado pela individualização do atendimento. Além do atendimento regular a qualquer pessoa que procure o serviço, o Centro está bem preparado para receber também pacientes que necessitem de cuidados específicos, como os internados, em tratamento oncológico, em uso de corticoides, entre outros.

"A gente analisa caso a caso para saber se há riscos acrescidos de reação ou se a vacina pode interferir no efeito de outros medicamentos em uso", observa a dra. Maria Zilda de Aquino.

Os profissionais do Centro de Imunizações do Sírio-Libanês, sempre que julgam necessário, entram em contato com os médicos desses pacientes para discutir os benefícios e possíveis riscos das vacinas. "Muitas vezes infectologistas e oncologistas trabalham em conjunto", exemplifica a dra. Maria Zilda.

Fonte: www.izazilli.com

Hidrocefalia pode causar dificuldades motoras e perda de memória em idosos, mas tem tratamento

Dr. Eduardo de Arnaldo Silva Vellutini
Dr. Eduardo de Arnaldo Silva Vellutini
03/05/2017 3 min de leitura

Dificuldade para andar, descontrole urinário e alterações cognitivas, como perda da memória, são sintomas típicos de hidrocefalia nos idosos. Essa doença, que quer dizer "água na cabeça", refere-se ao acúmulo de liquor (também conhecido como liquido cefalorraquidiano) nos ventrículos cerebrais.

As funções básicas do liquor são a proteção do sistema nervoso central e a manutenção do metabolismo cerebral. Ele é formado nos ventrículos laterais, uma área específica do cérebro, contabilizando um volume total de 140 mL a 170 mL; e é totalmente reciclado em menos de 24 horas. Por conta dessa

Depois do cigarro, o retorno da saúde

Saúde, Notícias, Bem-estar e Hospital

parar-fumar.jpg O pulmão de um ex-fumante se regenera? Conheça as etapas pelas quais o corpo passa ao se livrar do tabaco

Não tem discussão sobre isso: parar de fumar é uma das melhores decisões que se pode tomar em prol da saúde. De modo geral, todo o organismo se beneficia do fim desse vício – e os pulmões, diretamente impactados por cada cigarro aceso, são os primeiros a se valer da suspensão. Mas reverter o quadro de "ser fumante" leva tempo, muito tempo.

Quanto custa seu cigarro?

O pulmão, resiliente, começa a se curar do fumo em questão de dias. Segundo pesquisas, dentro de algumas horas sem receber a fumaça e suas toxinas, o pulmão é capaz de começar a se recobrar.

Mas se regenerar completamente do tabaco? Isso depende do tempo de tabagismo e do grau de lesões que podem ter se instalado no pulmão. Quanto mais tempo o indivíduo foi fumante, pior, claro.

Acontece que o hábito de fumar paralisa e eventualmente destrói parte da mucosa dos pulmões, enfraquecendo esse mecanismo de proteção natural – e aumentando a probabilidade de infecção.

Os danos mais comuns são o desenvolvimento de bronquite, bronquiolite e enfisema – além do câncer. A bronquite, que é a inflamação das vias aéreas mais centrais, e a bronquiolite, inflamação das pequenas vias aéreas, melhoram muito assim que o indivíduo para de fumar – e podem ser totalmente revertidas no intervalo de dois a cinco anos após a cessação do tabagismo.

"Já o enfisema, que é a destruição dos alvéolos, é irreversível", explica a pneumologista Elnara Márcia Negri, especialista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Embora os pulmões danificados nesse nível não possam se recuperar totalmente, parar de fumar ainda é a melhor maneira de limitar ainda mais a deterioração.

Alívio imediato

A ação do cigarro é um gatilho tão grave para o corpo quanto sua suspensão traz benefícios rápidos: dois dias depois de parar de fumar, o corpo está completamente livre de nicotina e de monóxido de carbono. E os nervos, responsáveis por olfato e paladar, se reavivam – fazendo a comida ficar mais saborosa, por exemplo.

Pouco tempo depois, novas melhorias: em um estudo publicado há alguns anos na revista médica "Respirology", especialistas já notavam que 15 dias depois de cessado o tabagismo, os cílios e flagelos recuperavam suas funções. Isso explicaria, por exemplo, que boa parte dos ex-fumantes para de tossir e de sentir pigarro já nos primeiros dias depois de parar de fumar.

De uma a duas semanas depois de parar com o cigarro, o pulmão irritado já consegue diminuir o número de células produtoras de muco, desbloqueando a passagem de ar e regulando a quantidade de saliva produzida, por exemplo.

Por volta de três meses sem tabaco, os seios da face estarão mais limpos e respirar é claramente mais fácil. Esse, porém, é um momento crucial do processo, quando muitas pessoas param definitivamente e outras passam pela tentação de voltar.

Para os resistentes, vai valer a pena: em 12 meses sem cigarro, o risco de ter uma doença cardíaca já reduz bastante. Outra boa notícia: após 5 anos, a probabilidade de sofrer um derrame é tão baixa quando a de um não-fumante.

A má notícia? "Além de um enfisema pulmonar, irreversível, o cigarro pode induzir o aparecimento de câncer no pulmão, bexiga, boca, esôfago, estômago e outros tipos até 10 a 15 anos depois que uma pessoa parou de fumar", diz Elnara.

Passado esse período, mais de uma década depois do último cigarro ou similar, é que um ex-fumante volta a ter a saúde comparada a de outra pessoa qualquer. Daí a suspensão do tabaco ser aquele desafio que, pensando bem, nunca deveria ter sido necessário.

Fonte: coracaoevida.com.br