Entenda tudo sobre: Fibromialgia

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Conheça a síndrome misteriosa que causa fortes dores pelo corpo

1 - Você Sabe o que é Fibromialgia?

Popularmente conhecida como fibro, a fibromialgia é uma síndrome de causas ainda desconhecidas. Mas, que pode provocar dores fortes por todo o corpo durante muito tempo ou sensibilidade nas articulações, nos músculos e nos tendões. Isso acontece devido uma alteração da interpretação dos estímulos recebidos pelo cérebro e também pelos receptores cutâneos.

"A fibromialgia (FM) atige de 2 a 10% da população mundial, sendo predominante entre mulheres jovens e de meia idade (20 a 50), em uma proporção de sete mulheres para cada homem. Estes são os dados que temos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade ou gênero", alerta o Dr. Charles Amaral de Oliveira, membro da American Society of Interventiomal Pain Physicians (ASSIP).

Segundo o reumatologista Thiago Bitar do corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, o que causa a fibromialgia são os estímulos captados e interpretados de uma maneira anômala pelo cérebro, ou seja, um simples abraço ou um aperto de mão mais forte pode desencadear essas dores.

2 - Quais são os Sintomas ?

Os sinais mais visíveis de quem possui essa síndrome são: dores generalizadas, espalhadas pelo corpo e articulações, podendo durar meses; fadiga e cansaço durante o dia; sono prejudicado, em alguns casos o paciente apresenta quadros de apneia ou insônia, problemas cognitivos e alteração da memória, transformando uma simples tarefa de atenção ou concentração em algo difícil de ser realizado. Segundo o reumatologista Dr. Thiago Bitar em alguns casos a fibromialgia pode desencadear um fenômeno vascular chamado Raynaud, que causa alteração da cor das mãos e dos pés quando em situações de estresse ou baixas temperaturas.

3 – E o Diagnóstico?

Essa doença é mais comum entre as mulheres, mas todos os sexos e diversas faixas etária podem ser atingidos. Ela também pode ser adquirida geneticamente e caso exista algum caso em sua família basta procurar um médico especialista. A blogueira Mirian Assis que possui a síndrome, relata como foi sua descoberta: "Tenho 39 anos e era bem ativa até quatro anos atrás, quando comecei a sentir dores no peito, tonturas, picos de pressão e desmaios, indo parar no posto de saúde. Procurei ortopedistas, neurologistas e cardiologistas, sempre fazendo exames que não davam em nada. Eu só piorava, até fui encaminhada para um reumatologista. Recebi então o diagnóstico de fibromialgia, síndrome que me causa muita dor, depressão e outros sintomas".

Para o especialista Dr. Thiago Bitar, o diagnóstico é clínico, feito com a realização da anamnese e exame físico específico. São solicitados exames laboratoriais e de imagem apenas para descartar outros quadros que possam confundir o diagnóstico ou se somar à fibromialgia.

4 - Existe Tratamento?

Sim, tratamento deve ser feito com um acompanhamento especializado e consiste no uso de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e relaxantes musculares. Mas, principalmente na prática regular de atividades físicas como aeróbica e anaeróbica. Já a fisioterapia, o pilates e o fortalecimento muscular são grandes aliados para o controle da doença, porém é preciso também ficar atento na alimentação e ter hábitos saudáveis, essas pequenas atitudes farão uma grande diferença no dia a dia do paciente. Não podemos esquecer que é preciso ter uma boa noite de sono, pois ela ajudará muito na qualidade de vida de um portador de fibromialgia.

5 - Mas qual é a Importância da Alimentação?

A nutricionista Ana Paula Gluck Karam nos revela que é preciso manter uma alimentação saudável que contenha boas fontes de nutrientes precursores de serotonina.

"Alimentos fontes de triptofano terão como objetivo aumentar a produção de serotonina e podemos citar exemplos como: carnes magras, peixes, mel, iogurte desnatado, queijos brancos e magros, nozes, leguminosas, damasco, açaí, arroz integral e banana; alimentos fontes de melatonina: aveia, cereja, amendoim e vinho; alimentos antioxidantes: frutas e verduras em geral, chá verde, cúrcuma, cacau; alimentos que atuam na redução do estresse/cortisol: abacate, fitoterápicos adaptógenos (rodiola rosea, withannia somnifera e ginseng coreano); suplementos coadjuvantes: ômega 3, óleo de prímula, resveratrol, coenzima Q10 e cúrcuma. Com esse cardápio os sintomas serão minimizados, você sentirá uma redução do cortisol (estresse) e uma indução do sono e relaxamento", afirma a nutri Ana Karam.

Uma dica bacana é acrescentar a couve ao suco de laranja. "O suco é rico em antioxidantes (vitamina C) e rico em polifenóis, já a couve ajuda no processo de detoxificação. Vamos retirar apenas o açúcar por ter ação inflamatória e substituir por mel, por sua ação calmante", aconselha a nutri Ana Karam.

Para melhor o desempenho também é preciso evitar o excesso de industrializados, açúcar, gorduras saturadas e hidrogenadas, que possuem ação inflamatória e alguns alimentos com: glúten, glutamato monossódico, cafeína, corantes, chocolate, camarão, produtos lácteos e aspartame.

6 - E os Exercícios?

As atividades físicas são um dos pilares que ajudam no tratamento de um indivíduo com fibromialgia, direta e indiretamente. Segundo o fisioterapeuta Jonas de Andrade Silva, os benefícios diretos da atividade física são: liberação de endorfina, que melhora o fluxo sanguíneo e traz um relaxamento corporal, levando o paciente a ter uma sensação de bem-estar, aliviando as dores e os sintomas associados a doença, como a fadiga e as alterações no sono.

Já a forma indireta auxilia na prevenção de obesidade, artralgias, depressão, atrofia muscular e osteoporose. "Os exercícios mais indicados são os de intensidade leve a moderada, evitando chegar a uma fadiga muscular. Dentre esses podemos citar: caminhada, alongamento, natação, musculação, pilates e até uma corrida leve, sempre respeitando os limites de capacidade física e dor apresentados por cada indivíduo", explica o fisioterapeuta Jonas Silva. Mas, é preciso tomar cuidado e devem ser evitadas atividades extenuantes, ou praticadas em ambientes com temperatura, barulho ou claridade excessiva. As atividades de grande impacto também podem desencadear as crises ou até mesmo agravar os sintomas.

7 - Como é a rotina?

Lidar com as dores provocadas pela fibro não é uma tarefa fácil, também é preciso muita determinação para mandar embora aquela fadiga que costuma atrapalhar o dia a dia. Apesar do tratamento a doença leva um tempo para ser controlada.

A coach Lívia Teixeira, que também é portadora de fibromialgia, ajuda pessoas que passam pelas mesmas situações que ela. "Viver com fibromialgia é extremamente desafiador e completamente exaustivo. Imagine sentir dor o tempo todo, no corpo todo, não saber a causa nem o que fazer para melhorar e sua única certeza ser o fato de que fibromialgia não tem cura. Sou portadora desde criança. Passei por momentos em que achei que não ia aguentar, saindo de casa todos os dias como se estivesse saindo para a guerra: armada, rígida, preocupada e sem saber se voltaria viva – metaforicamente falando – apesar de às vezes a sensação ser de quase morte. Aos poucos fui encontrando meu caminho e aprendi a conviver com a síndrome", explica.

Já a escritora Fernanda Carvalho Veiga nos conta como foi seu processo de aceitação e como é possível levar uma vida normal mesmo com essa síndrome. "Quando descobri que tinha a fibromialgia fiquei assustada, pois era algo desconhecido para mim, fiquei muito triste por saber que as dores me acompanhariam pelo resto da vida. De início foi difícil aceitar, me acostumar e me adaptar a minha nova rotina, principalmente as medicações, seus efeitos colaterais, a incompreensão das pessoas e a pegar leve com a academia, não fazendo esportes com impacto como boxe e capoeira. Após essa fase inicial, aprendi a fazer tudo que gosto dentro do meu limite, voltei a andar de bicicleta, pular corda, dançar, ir para shows, carnaval e fazer tudo como qualquer outra pessoa da minha idade".

Apesar de ser difícil conviver com a síndrome, pois ela pode desencadear dores terríveis, procure um bom profissional e siga à risca suas indicações, pois só assim será possível driblar a temida fibro.

Fontes Consultadas:

Dr. Charles Amaral de Oliveira: Anestesiologista e Médico Intervencionista da Dor, com certificação pela AMB - Associação Médica Brasileira. Membro da American Society of Interventiomal Pain Physicians (ASSIP) - CRM 78024 - SP.

Dr. Thiago Bitar Moraes Barros: Especialista em Reumatologia pela SBR - CRM 127-125. Ana Paula Gluck Karam: Nutricionista Esportiva e Clinica Funcional - CRN8-6160.

Jonas de Andrade Silva: Fisioterapeuta Especialista em Fisiologia do exercício resistido na saúde, doença e envelhecimento/CECAFI-USP.

Fonte: Revista Suplementação

Saiba tudo o que acontece durante uma endoscopia digestiva

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medico.jpg Elaboramos um guia sobre esse procedimento corriqueiro, mas cheio de detalhes a entender

Mesmo sabendo que é um procedimento seguro, feito por tantas pessoas todos os dias, sair do consultório médico com um pedido de endoscopia em mãos faz algumas pessoas ficarem ansiosas – pelo processo de "engolir" uma microcâmera, pela sedação. Mas entender por que e como ela é feita ajuda a tranquilizar.

A endoscopia digestiva alta (aquela feita por via oral) é uma rotina preventiva segura, capaz de diagnosticar inúmeras doenças do aparelho digestivo – até mesmo cânceres em estágio inicial.

O exame permite visualizar o esôfago, o estômago e o duodeno, que é o início do intestino delgado. Muitas lesões são, inclusive, tratadas ou removidas na hora, evitando cirurgias.

Sílvia Mansur Reimão, doutora em gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e médica do Serviço de Endoscopia do Hospital Sírio-Libanês responde algumas dúvidas para tranquilizar os novatos nesse procedimento.

Como deve ser o preparo para a endoscopia?

É preciso fazer uma dieta leve na véspera, sem comer alimentos de difícil digestão, como carne vermelha. O jejum para alimentos sólidos é de oito horas; líquidos, de três a quatro horas. O estômago precisa estar completamente vazio, do contrário não será possível visualizar os órgãos. E o mais importante: se o jejum não for respeitado, o paciente corre o risco de aspirar o conteúdo do estômago para o pulmão e ter complicações.

Posso conversar com o médico antes de entrar na sala de procedimentos?

Sim. Chegando ao hospital, a primeira etapa é a entrevista. Tire todas as dúvidas com o endoscopista e com o anestesista. Responda as questões com muita precisão: período correto do jejum, medicamentos de uso constante, cirurgias prévias, alergias, problemas de saúde, como foi sua última refeição. Não omita nenhum dado.

Há medicamentos que interferem no exame?

Os principais são os anticoagulantes usados para afinar o sangue (ácido acetilsalicílico e similares). Eles não interferem no exame endoscópico em si, mas em alguns desdobramentos, como biópsia ou retirada de pólipos (se for necessário). As chances de sangramento aumentam porque o sangue fino não coagula – então essa medicação pode ser suspensa antes do exame. Da mesma forma, pacientes diabéticos que usam insulina devem pedir orientação ao seu médico.

A endoscopia é feita com sedação endovenosa?

Sim, pois é um procedimento desconfortável que provoca náuseas. A sedação tem efeito pontual, dura somente o tempo do exame, e o paciente acorda logo depois. Do início ao fim, ele recebe monitoramento cardíaco e fica conectado a uma fonte de oxigênio.

Pode ser realizada apenas com anestesia tópica?

É possível, apesar do desconforto. Alguns pacientes, habituados a fazer endoscopia sem sedação, preferem ficar acordados durante o procedimento. Nesse caso, o médico aplica um spray anestésico na garganta. O monitoramento das funções vitais, porém, é feito da mesma forma.

Como acontece o exame?

Após a sedação, o médico introduz o endoscópio (tubo flexível bem fino, com luz e microcâmera na ponta) pela garganta, fazendo o percurso até os órgãos do aparelho digestivo. Tudo é observado em tempo real pelo monitor de vídeo.

É comum introduzir ar no estômago?

Sim, é preciso insuflar o interior do estômago e demais órgãos para uma melhor visualização. Mas todo o ar que foi injetado é aspirado no final – e o paciente não sentirá mal-estar.

Quais complicações podem ocorrer durante o procedimento?

A endoscopia digestiva é muito segura e as complicações são raras. Mas, como envolve anestesia, há riscos cardiopulmonares, arritmias, parada respiratória, reações anafiláticas. Outros riscos são de perfuração, sangramentos (após biópsia ou remoção de pólipos) e infecções, causadas pela possível migração de bactérias do estômago para a corrente sanguínea.

Que doenças o exame pode detectar?

São muitas, mas entre as principais estão gastrite, úlceras, tumores, esofagites, duodenites, refluxo gastroesofágico, câncer de esôfago, de estômago ou de duodeno.

Se forem encontrados pólipos, úlceras, tumores, o que pode ser feito?

Uma das vantagens da endoscopia é a possibilidade de tratar lesões durante o processo. Os pólipos são retirados, da mesma forma que tumores (como cânceres em fase inicial). Lesões suspeitas são colhidas e encaminhadas para biópsia. Sangramentos causados por úlceras são tratados com medicamentos. Em muitos casos, a endoscopia deixa de ser apenas diagnóstica para ser terapêutica, uma alternativa à cirurgia.

O câncer é uma lesão facilmente detectada, ainda que em estágio inicial?

Sim. Independentemente da fase do tumor, é possível ter o diagnóstico. Cânceres iniciais são, muitas vezes, removidos pela técnica endoscópica. Em estágios avançados, porém, não podem ser retirados. Por isso a importância de realizar o procedimento de forma preventiva.

Qual a duração do exame?

Se for uma endoscopia diagnóstica, é muito rápido: de 10 a 15 minutos. No caso da endoscopia terapêutica, que requer algum tratamento, como a retirada de pólipos ou tumores, é difícil estimar a duração. Dependerá do tipo de lesão.

A partir de que idade a endoscopia se torna um exame de rotina?

Como prática preventiva, costuma ser solicitada a partir dos 50 anos (e repetida a cada cinco anos). Mas pode ser realizada a qualquer momento, caso o paciente tenha queixas de queimação ou dores abdominais, vômitos, náuseas, refluxo, difícil digestão, dificuldade para engolir. Pessoas com histórico familiar de pólipos ou câncer devem fazer o exame antes dos 50 anos, de acordo com a solicitação médica. Em casos específicos, como acompanhamento de cânceres ou de cirurgia bariátrica, é feito ainda mais regularmente.

O que acontece após o procedimento?

Recomenda-se repouso por cerca de 30 minutos, até se recuperar dos efeitos da sedação. O paciente deve comer algo leve e ir para casa sempre acompanhado. Não é permitido dirigir. Caso sinta algum mal-estar acompanhado de febre, vômito, dores abdominais, deve-se procurar o pronto-atendimento para avaliação.

Fonte: coracaoevida.com.br

Prisão de ventre: saiba mais sobre esse mal tão comum entre as mulheres

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​Aprenda o que é, quais são as suas causas e o que fazer para acabar de vez com ela

Só a existência de produtos de mercado desenvolvidos para acabar com a prisão de ventre já deveria servir de indicativo do quanto o problema é comum. Mesmo assim, o assunto segue sendo tabu, com muita gente deixando de buscar tratamento ou mesmo sem saber que sofre com a condição.

"Prisão de ventre, ou constipação intestinal, diferente do que muitos imaginam, não é apenas o fato de evacuar poucas vezes por dia ou não evacuar todos os dias. Quem possui dificuldade persistente para evacuar, com fezes endurecidas, dor, ou necessita realizar muito esforço também é considerado constipado", esclarece o Dr. Marcos Belotto, gastrocirurgião do Hospital Sírio Libanês.

Causas

A constipação tem a ver com o movimento intestinal que, por sua vez, está diretamente ligado ao bom (ou mau) funcionamento do organismo. Por isso mesmo, a prisão de ventre costuma estar associada a diversos fatores, sendo os principais deles comportamentais, de acordo com o especialista. Confira abaixo os mais importantes:

Dieta com escassez de fibras: encontradas em verduras, frutas e cereais, as fibras são essenciais para a formação do bolo fecal. Baixa ingestão de água: enquanto as fibras auxiliam na formação do bolo fecal, a água é fundamental para hidratá-lo, evitando seu ressecamento e garantindo um melhor trânsito intestinal. Sedentarismo: atividades físicas, com destaque para as aeróbicas, estimulam o movimento peristáltico. Sua ausência, portanto, pode estar por trás do intestino preguiçoso. Deixar de atender à urgência para evacuar: toda vez que deixamos de ir ao banheiro por vergonha ou por preguiça, alteramos o hábito intestinal, deixando-o mais lento. Além disso, atrasar a ida ao banheiro favorece o ressecamento das fezes, causando dificuldade e dores na evacuação. Uso de alguns medicamentos: antidepressivos que desaceleram os processos normais do corpo podem desacelerar também a musculatura do intestino. Ansiedade, estresse e depressão: retardam o trânsito intestinal devido à conexão entre o sistema nervoso central e o sistema nervoso entérico, rede de neurônios do sistema digestivo ligada às funções intestinais.

Além dessas causas, o Dr. Marcos Belotto menciona que a prisão de ventre também pode estar associada a problemas mais sérios de saúde. "Ela pode ser secundária a alterações anatômicas, doenças próprias do intestino, metabólicas e neurológicas. Uma causa muito frequente é a síndrome do intestino irritável", diz. Sendo assim, se você mantém hábitos saudáveis e mesmo assim sofre com a constipação, o ideal é procurar um médico a fim de descartar a possibilidade de doenças mais graves.

Sintomas

Apesar de ser um problema bastante comum, que atinge cerca de 30 % dos brasileiros, muita gente não sabe ou não admite possuir intestino preso. Isso se deve em grande parte por conta da vergonha de tocar em um assunto tido como escatológico, mas também pela falsa ideia de que só pode ser considerado constipado quem nunca vai ao banheiro.

"O ideal é que a frequência de evacuações seja de 3 a 12 vezes por semana, mas ainda que esteja dentro desses valores, pode ser considerado constipado aquele que necessita realizar um esforço muito importante ou pouco produtivo para evacuar", diz o Dr. Marcos Belotto.

Para acabar com as dúvidas, ele lista os principais sintomas associados à constipação:

  • 2 ou menos evacuações semanais
  • Fezes ressecadas e pouco volumosas
  • Desconforto para evacuar
  • Distensão abdominal
  • Gases em excesso
  • Sensação de esvaziamento incompleto após a evacuação

Embora esses sintomas sejam forte indicativo de prisão de ventre, o médico ressalta que "não existe uma regra. O importante para diferenciar se é uma variação normal ou anormal do ritmo intestinal é a alteração do ritmo padrão individual e o bem estar do paciente", diz. No entanto, ele alerta que sintomas adicionais como mal estar, dores fortes e sangramentos devem sempre ser investigados o mais rápido possível.

Tratamentos

Por não ser uma doença propriamente dita, a constipação não costuma requerer um tratamento específico. "A grande maioria dos pacientes se beneficia ao realizar mudanças no estilo de vida", explica o especialista. Confira abaixo os principais tratamentos para diferentes quadros de prisão de ventre.

  • Apostar em alimentos que são laxantes naturais: acrescentar frutas como ameixa e mamão, além de farelos ricos em fibra, é uma forma de estimular o funcionamento do intestino.
  • Aumentar o consumo de água: seguir a clássica orientação de beber dois litros de água por dia já ajuda a amenizar o problema.
  • Supositórios e enemas: exclusivos para os casos mais graves de prisão de ventre, esses dois medicamentos facilitam a eliminação das fezes.
  • Intervenção cirúrgica: o gastrocirurgião diz que apenas casos mais restritos podem necessitar de intervenção, mas afirma que eles são bem pouco frequentes.

Segundo os especialistas, remédios laxantes devem ser utilizados apenas sob orientação médica, visto que agem de maneira muito pontual, irritam o intestino e, a longo prazo, podem até piorar o quadro de constipação.

Receitas caseiras para combater a prisão de ventre

Para quem convive diariamente com o intestino preso, mesmo adotando hábitos de vida saudáveis, a boa notícia é que alguns remédios caseiros naturais podem ajudar a melhorar o trânsito intestinal. Veja abaixo duas opções recomendadas pelo especialista.

Água de semente de linhaça

Ingredientes:

  • 1 copo de água 2 colheres de sopa de semente de linhaça

Modo de preparo:

  • À noite, antes de dormir, coloque as duas colheres de semente de linhaça em um copo com água e reserve; Tome a água na manhã seguinte. A receita pode ser consumida diariamente.

Suco de ameixa com laranja

Ingredientes:

  • 1 copo de água 3 ameixas Suco de 1 laranja

Modo de preparo:

  • Coloque as ameixas em um copo com água antes de dormir e deixe a mistura descansar até a manhã seguinte; Bata a água e as ameixas no liquidificador; Acrescente o suco de laranja ou meio copo de suco integral de uva. Beba a mistura em seguida.

A vantagem dessas duas receitas é que, por serem leves e naturais, elas não possuem efeitos colaterais, como irritação do intestino. Procure fugir de chás que prometem solução imediata a não ser que consumidos sob orientação médica.

Grupos de risco

Seja em razão de uma viagem ou por alguma mudança temporária na alimentação, é possível que todo mundo apresente ao menos um episódio de constipação uma vez na vida. No entanto, por motivos hormonais, químicos, físicos ou mesmo sociais, alguns grupos estão mais sujeitos à prisão de ventre crônica. São eles:

  • Mulheres: de acordo com o especialista, a grande razão para as mulheres estarem no grupo de risco são as mudanças hormonais, que influenciam os movimentos peristálticos. Além delas, os médicos também apontam o fato de mulheres crescerem com a ideia de que evacuar é algo feio, o que nos leva a não utilizar o banheiro no trabalho, faculdade, na casa de amigos, etc, facilitando o ressecamento das fezes e o atraso no hábito intestinal.
  • Idosos: ao envelhecer, nossos movimentos se tornam mais lentos, incluindo os movimentos da musculatura intestinal, responsável pela condução e eliminação do bolo fecal.
  • Pessoas acamadas: tanto pela restrição de movimentos quanto pela baixa ingestão de água que geralmente apresentam, pessoas internadas ou em constante repouso devem dar atenção redobrada à prisão de ventre.

Lembrando que, mesmo fora do grupo de risco, qualquer pessoa pode se tornar constipada dependendo dos hábitos adotados no dia a dia.

Como prevenir

Conforme levantado pelo especialista anteriormente, o intestino preso é sinal de que algo não vai bem no organismo. Por isso, não tem jeito. Mais do que fazer receitas que amenizem o problema, a solução para evitar a prisão de ventre é manter hábitos saudáveis na rotina e não somente em momentos de crise. Veja a seguir como prevenir o quadro de maneira duradoura:

  • Praticando atividades físicas: exercícios aeróbicos estimulam os movimentos peristálticos, facilitando o trânsito intestinal.
  • Aumentando a ingestão de fibras: frutas, verduras e legumes ricos em fibra vão auxiliar na formação do bolo fecal. Algumas frutas, inclusive, funcionam como laxantes naturais.
  • Bebendo mais líquidos: para hidratar o bolo fecal, o ideal é beber mais água, mas também vale apostar em sucos ou chás que não sejam diuréticos.
  • Atendendo aos chamados da natureza: brincadeiras e eufemismos à parte, evacuar quando sentir vontade é fundamental para não ressecar as fezes e para não retardar o hábito intestinal.
  • Gerenciando o estresse: nossas emoções também estão ligadas ao funcionamento do intestino. Por isso, procure relaxar, investindo em atividades que dão prazer no dia a dia.

Outra dica para prevenir a prisão de ventre é tentar regular o intestino para ir ao banheiro sempre no mesmo horário, o que pode ser feito com a ajuda de laxantes naturais, como mamão ou iogurtes com probióticos. Assim, você consegue escolher um horário em que costuma estar disponível e à vontade para evacuar.

O que comer (e o que evitar) para não sofrer com o intestino preso

Que manter uma dieta adequada é essencial para manter o bom funcionamento do organismo não há dúvidas, mas o que exatamente comer e o que evitar para conseguir manter o trânsito intestinal em dia?

Aposte nestes alimentos...

  • Frutas laxativas: ameixa e mamão possuem um alto teor de fibras, além de, respectivamente, sorbitol e papaína, substâncias que estimulam o peristaltismo.
  • Linhaça: possui fibras solúveis e insolúveis que ajudam a aumentar o bolo fecal e a melhorar o trânsito do intestino.
  • Abóbora: quando consumida no mínimo três vezes por semana, ela ajuda a equilibrar a flora intestinal graças à alta concentração de fibras, ferro, zinco e potássio.
  • Verduras de folhagem escura: alface, rúcula, couve e agrião são ricas em fibras insolúveis que facilitam a formação do bolo fecal;
  • Frutas com o bagaço: a maior concentração de fibras nas frutas está na casca e no bagaço. Por isso, opte por frutas em que é possível comer essas partes, como é o caso da laranja com bagaço.
  • Cereais integrais: por possuírem muito mais fibras do tipo insolúveis que suas versões refinadas, também auxiliam na formação do bolo fecal e no trânsito intestinal.

E fique longe desses...

  • Alimentos industrializados: biscoitos, refrigerantes e outras guloseimas possuem baixo teor de fibras, mas são ricos em carboidratos e açúcares, que impedem a atuação de bactérias benéficas ao funcionamento do intestino.
  • Cereais refinados: farinha de trigo branca, arroz branco e outros cereais refinados são pobres em fibras e contribuem para a contração intestinal, além de fermentarem, produzindo gases.
  • Goiaba: apesar de ser pouco calórica e rica em fibras, suas fibras são do tipo solúvel, conhecidas por retardarem o funcionamento intestinal, principalmente quando há baixo consumo de água.
  • Maçã: assim como a goiaba, é rica em fibras solúveis, que podem absorver a água do bolo fecal, gerando retardo intestinal.
  • Alimentos gordurosos: além de possuírem baixo teor de fibras, alimentos como salgados fritos deixam o pH do intestino mais ácido, dificultando seu funcionamento.
  • Alimentos condimentados: frequentemente pobres em fibras, eles ainda irritam a mucosa intestinal.
  • "E o café?" você pode estar se perguntando. Embora muita gente relate sentir o intestino soltar após o seu consumo - fato explicado pela ciência pela presença da gastrina, hormônio que estimula a atividade motora do intestino - seu consumo em excesso pode ter efeito diurético, provocando desidratação, o que, por sua vez, favorece a prisão de ventre.

Embora não seja uma doença, a prisão de ventre gera muitos desconfortos e, se não tratada, pode levar a problemas mais sérios como as hemorroidas. Por isso, identificar e buscar tratamento para o intestino preso é fundamental para ter uma vida mais saudável e com maior qualidade de vida.

Fonte: www.dicasdemulher.com.br

Cuidado com o vento

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Aliado do sono em noites quentes, o ventilador atenua o calor, mas também pode espalhar a poeira e causar inflamações e alergias

Em dias e noites quentes, o ventilador é item quase obrigatório dentro de casa. No entanto, há quem sofra por sentir o nariz e a garganta ressecarem com seu uso. Nos alérgicos, o vento agradável pode acabar causando inflamação.

O músico Marcellus Meirelles, 34 anos, sofre para conseguir dormir quando a noite está abafada, e a temperatura, alta. "Se eu dormir com o vento em cima de mim, acordo nodiaseguinte todo entupido. Tenho rinite alérgica, e o ventilador só piora”, conta. "Dependo da minha voz para trabalhar, não posso acordar rouco. Então, o ventilador me preocupa. Mudo de lugar o tempo todo para evitar o vento direto."

Uma das alternativas que o músico encontrou para melhorar os sintomas da rinite alérgica foi dormir com uma bacia de água no chão do quarto. “A água evapora durante a noite e ajuda a umedecer o ar", conta Meirelles.

Segundo Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do HospitaL Sírio-Libanês dormir com o ventilador ligado pode causar inflamações e ressecamento das vias aéreas por causa da poeira e da sujeira que estão no ambiente e são dissipadas pelo vento. "Pode agravar o processo alérgico por causa das muitas substâncias presentes no ambiente, como ácaros e fungos."

Essa poeira espalhada pelo vento não tem a ver, necessariamente, com ter uma casa suja, mas trata-se de substâncias que podem, com o dia a dia, ir acumulando e agravar a qualidade do ar no ambiente. Alguns casos são pelos de animais, ácaros e fungos—que podem surgir a partir de infiltrações nas paredes, por exemplo. Até mesmo insetos, como as baratas, podem deixar partículas no ar que são alergênicas.

O ar condicionado e o climatizador são alternativas contra o calor, mas, segundo Nakandakari, também dissipam a sujeira. O profissional lembra que ambos precisam de manutenção constante. "O filtro do ar condicionado exige revisão e limpeza frequentes, e o climatizador pede troca da água." O médico aconselha, para garantir um ambiente extremamente limpo, que um pano úmido seja passado diariamente nas superfícies do cômodo em que a pessoa dorme. Isso pode incluir chão e móveis, por exemplo.

Outras maneiras de evitar o problema são: retirar tapetes e carpetes do cômodo, pois acumulam muita poeira; evitar bichos de pelúcia no quarto; trocar a roupa de cama e o pijama semanalmente. "Não adianta nada, também, não ligar o ventilador e dormir em um ambiente empoeirado", diz Nakandakari. Deixar as janelas abertas pode ajudar, segundo ele. "É sempre melhor que o ar circule, isso evita que os vírus se propaguem", alerta o especialista.

O uso de inalador com soro fisiológico e o consumo de bastante água ajudam amanter as vias aéreas hidratadas. "Faço inalação quatro vezes por semana para respirar bem. Desta forma, sinto-me melhor", diz Meirelles.

Fonte: REVISTA DA HORA/AGORA SÃO PAULO/SÃO PAULO

Hospital Sírio Libanês inaugura Pronto Atendimento Infantil

Sírio-Libanês
Sírio-Libanês
08/02/2018 2 min de leitura
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O Hospital Sírio Libanês em São Paulo, inaugurou na noite de terça-feira (06.02.) seu novo Pronto Atendimento Infantil. O espaço foi totalmente renovado e ampliado, passando de 150m2 para 600m2 exclusivos ao atendimento pediátrico, proporcionando um atendimento de qualidade e excelência, porém sem deixar de abrir mão do conforto, oferecendo uma melhor experiência para as crianças, adolescentes e seus familiares.

Com uma decoração alegre, divertida e lúdica as crianças poderão aguardar pelo atendimento médico com maior tranquilidade e descontração, dando mais leveza a momentos que muitas vezes

Quando uma pinta ou mancha na pele pode se tornar perigosa ?

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pinta.jpg Todo mundo tem uma pinta ou uma manchinha na pele, mas você sabia que o formato, tamanho e até a cor dela pode indicar um tipo de câncer?

Apesar de ser o tipo menos frequente entre os tumores da pele, o melanoma, que se desenvolve nas células que produzem a melanina e se manifesta sob a forma de pintas ou manchas, tem o mais alto índice de mortalidade. Entretanto, quando há detecção precoce da doença, a chance de cura ultrapassa os 90%.

"O diagnóstico precoce do melanoma é essencial. O problema é que poucos se atentam aos seus sinais", disse a dermatologista Cristina M. Z. Abdalla, coordenadora do Núcleo Avançado do Câncer de Pele do Hospital Sírio Libanês durante um talk show sobre a doença, em dezembro.

"Indivíduos que têm muitas pintas (mais de 50), histórico familiar de câncer pele, com uma lesão que está crescendo, uma pinta que coça ou sangra devem ficar alertas. "

E não pense que o problema aparecerá escancarado em sua pele. "Às vezes a suspeita não é aquela pinta gordinha que parece uma verruga. Geralmente é a pequenininha feia", disse Veridiana Pires de Camargo, médica oncologista de Centro de Oncologia do Sírio-Libanês

Com as manchas, a questão é a mesma, mas é preciso ainda mais atenção, já que cuidados estéticos são comumente realizados para acabar com elas. Quando a mancha aparece quer dizer que você excedeu a capacidade que sua pele tinha de manejar os raios ultravioletas. "E quanto mais sol você toma, mais mancha vai ter. Por isso é importante avaliá-la, para saber se não é melanoma. Antes de fazer qualquer tratamento estético, vá ao dermatologista", disse Cristina.

Segundo as especialistas, o ideal é visitar o médico pelo menos uma vez por ano, para verificar as pintas e manchas. Além disso, não se pode esquecer do cuidado diário com a pele, usando protetor e se protegendo dos raios solares. "Você não precisa ficar enclausurado em casa, basta seguir as recomendações e cuidar da sua pele", alertou Cristina.

Confira como identificar se uma pinta ou mancha pode representar algum perigo de câncer de pele, por meio da escala ABCDE:

A – Assimetria: uma metade da pinta não se parece com a outra;
B – Bordas: o contorno da pinta é irregular, sem delimitação clara;
C – Cores: a cor da pinta não é uniforme e apresenta variações;
D – Diâmetro: o tamanho da pinta é superior a 6 mm (a parte de trás de um lápis, por exemplo);
E – Evolução: a pinta apresentou alterações, como aumento de tamanho ou endurecimento.

Fonte: vivabem.uol.com.br

9 respostas sobre rinite alérgica

Saúde, Notícias, Bem-estar e Hospital

O que é rinite alérgica?

É uma alergia respiratória que afeta cerca de 40 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai). Filhos de pais e mães que sofrem com o problema apresentam 50% de chance de terem rinite. As crises ocorrem quando a mucosa nasal inflama, reagindo ao contato com algum alérgeno, como ácaros ou poeira.

Quais são os principais sintomas?

Coriza, espirros, tosse, coceira nos olhos e no nariz, e também congestão nasal, em maior ou menor intensidade. Alguns estudos associam dores de cabeça e pressão facial à doença. Como consequência de todos esses sintomas, fica mais difícil a criança respirar, prejudicando o sono e também a realização de suas atividades diárias.

Que fatores podem desencadear uma crise?

Poeira, ácaros, fungos e pólen estão entre os mais comuns, assim como pelos e saliva de animais – principalmente os gatos. Como pessoas alérgicas costumam ser mais sensíveis, muitas vezes até mesmo odores fortes, como perfumes, tintas e fumaça de cigarro, provocam reações, fazendo o nariz coçar e causando espirros. Isso não significa necessariamente que haja uma alergia a essas substâncias, mas que elas foram capazes de irritar a mucosa nasal. A poluição também está ligada às crises, sobretudo os gases liberados pelos carros.

Como é feito o diagnóstico?

A partir de 1 ano. A rinite é detectada quando a criança apresenta todos os sintomas juntos: coriza, espirro e coceira no nariz. A realização de testes alérgicos para os pequenos é controversa. Por isso, o diagnóstico costuma ser clínico. Ao contrário da gripe, ela não dá febre, nem aquela dorzinha de garganta ou mal-estar no corpo.

Qual é o tratamento?

Para contornar crises ocasionais, além de afastar o que provoca a alergia, é preciso amenizar os sintomas, com descongestionantes nasais e anti-histamínicos, entre outros medicamentos prescritos pelo médico. Inalação com soro, que umidifica a mucosa, também ajuda. Se a rinite evoluir a ponto de a criança só respirar pela boca e não dormir bem, é necessário fazer um tratamento contínuo, para que seu desenvolvimento não seja prejudicado.

Como prevenir as crises?

O melhor jeito é aliar a higiene nasal à limpeza do ambiente. Lavar as narinas com soluções salinas diariamente, como soro, é imprescindível para remover os alérgenos em contato com a mucosa. Em casa, os ambientes precisam ser arejados e limpos. Por isso, mesmo em dias frios, as janelas devem ficar abertas por um período, para que o ar circule. No quarto das crianças, evite o acúmulo de brinquedos, livros e outros objetos que juntam poeira, bem como carpetes e cortinas. Passar pano úmido no chão todos os dias é uma boa medida. Se tiver animais domésticos com pelos, mantenha-os sempre limpos e fora do ambiente em que a criança for dormir. Roupas e cobertores guardados há muito tempo precisam ser lavados e secos ao sol antes do uso. E não custa lembrar: crianças devem ficar bem longe de fumaça de cigarro.

A doença piora nos dias frios?

Sim, porque eles fazem com que as pessoas passem mais tempo em locais fechados (que podem acumular poeira e ácaros) e aumenta o contato com casacos e cobertores. O ar também fica mais seco, elevando a incidência de infecções. Umidificadores podem ajudar, desde que o ambiente não fique úmido demais (ideal para a proliferação de fungos) e seja bem limpo.

Existe vacina para a rinite?

Sim, há mais de 30 anos. E consiste em pequenas doses de alérgenos para tentar dessensibilizar o organismo e reduzir as crises. No entanto, a imunização só é recomendada pelos especialistas para casos graves, quando todas as outras possibilidades de tratamento já se esgotaram, e a partir de 3 ou 4 anos. Vale lembrar que, por ser uma doença crônica, a rinite não tem cura, e, sim, controle.

A rinite pode evoluir para algo mais grave?

Eventualmente, pode ocasionar sinusite, quando o acúmulo de secreção nos seios da face é contaminado por algum tipo de bactéria. Também pode aumentar a incidência de otites e, em casos mais sérios, até pneumonias. O principal problema, no entanto, é que as crises prejudicam a qualidade do sono e a disposição da criança de maneira geral. Ou seja, como ela não consegue respirar pelo nariz, o ar chega aos pulmões sem ser filtrado e a mucosa da boca tende a ressecar. Criança com respiração bucal dorme pior, o que faz com que não alcance o estágio de sono profundo, quando são produzidos os hormônios do crescimento. Sem contar que a deficiência de respiração pode influenciar o crescimento craniofacial, quando o maxilar se desenvolve mais do que a parte nasal.

Fontes:

Edmir Américo Lourenço, otorrinolaringologista e professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP); Nilton Kiesel Filho, pediatra do Hospital Pequeno Príncipe (PR); e Rubens de Brito Neto, coordenador do Centro de Otorrinolaringologia do Hospital Sírio-Libanês (SP) e professor associado da Faculdade de Medicina da USP (SP).

CRESCER ONLINE/SÃO PAULO

Cuidados com o óleo de prímula

Saúde, Notícias, Bem-estar e Hospital

As (muitas) mulheres que sofrem atualmente com os sintomas decorrentes da chamada Tensão Pré-menstrual (TPM) ou da menopausa certamente já buscaram tratamentos e remédios alternativos para o que sentem. Um deles é o óleo de prímula, que, inclusive, é indicado por alguns médicos como uma opção aos métodos tradicionais.

É preciso atentar-se, no entanto, que não há comprovação científica dos benefícios gerados pelo óleo de prímula em pacientes com queixas de TPM ou menopausa. Quem explica é Eliezer Berenstein, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz.

"Muitas pacientes frequentemente se voltam para abordagens ditas alternativas sem base na Medicina, baseadas em evidências terapêuticas fora da medicina convencional. Não há evidências suficientes para fazer uma avaliação confiável [da eficácia do óleo]", afirma Berenstein, que discorre sobre as propriedades da substância.

"O óleo de prímula [Oenotherabiennis] é uma terapia alternativa de uso comum e uma fonte rica de ácidos graxos essenciais ômega-6. É mais conhecido pelo seu uso no tratamento de doenças sistêmicas marcadas por inflamação crônica, como dermatite atópica e artrite reumatóide. No entanto, a maioria dos testes até o momento tem falhas metodológicas significativas e devem ser considerados preliminares", completou.

A avaliação é partilhada por Eduardo Motta, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês que alerta sobre o oferecimento da substância sem qualquer controle ou acompanhamento para mulheres de perfis e sintomas diversos.

"É importante observar que estas substâncias são oferecidas à população sem parâmetros de controle de qualidade definidos, o que permite que possa haver oferta de componentes contaminantes ou em dosagem desconhecida. Desta forma, é importante estar atento à procedência e aos controles de qualidade para o consumo. Qualquer substância ingerida pode apresentar efeitos colaterais, como alergias, por exemplo", explica.

É importante ressaltar ainda que os sintomas inerentes à TPM ou à menopausa não devem ser minimizados. Pelo contrário, podem e devem ser combatidos, na medida do possível, para evitar que a paciente tenha uma piora sensível na qualidade de vida.

Justamente por isso os especialistas ressaltam a importância de buscar acompanhamento médico ao notar a permanência dos sintomas e a piora do quadro clínico.

"É importante ter certeza do diagnóstico para que não se esteja retardando um tratamento mais adequado", afirma Motta.

Já Berenstein destaca que cada mulher deve seguir o tratamento mais adequado às suas necessidades, pois não existe um único medicamento ou tratamento capaz de amenizar, de forma geral e indistinta, os sintomas da menopausa ou da TPM (chamada também pelos especialistas de Síndrome do Transtorno Pré-menstrual, ainda que o "nome popular" persista).

"Toda mulher é diferente e única. A maioria, mas não todas, experimenta sintomas da síndrome, até certo ponto, em algum momento. Mas nem todas sentem os mesmos sintomas, e esses sintomas variam em gravidade entre as mulheres, e mesmo de mês para mês", completa.

Se você está experimentando sintomas fortes e persistentes relacionados à TPM ou à menopausa, procure um ginecologista para monitorar a situação. Antes disso, evite qualquer tipo de remédio ou terapia alternativa, sem comprovação científica, justamente para evitar um possível agravamento do quadro.

Fonte: coracaoevida.com.br

Como o sol e o estilo de vida saudável podem te ajudar a ter controle sobre a psoríase

Prof Dr Reinaldo Tovo Filho
08/12/2017 4 min de leitura
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Estima-se que de cada 100 pessoas ao redor do mundo, três têm psoríase – doença crônica que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas na pele. Apesar de geralmente não trazer complicações, a psoríase requer cuidados médicos.

Dermatologista no Hospital Sírio-Libanês, Dr. Reinaldo Tovo Filho explica que o diagnóstico correto é fundamental para o tratamento da psoríase. “Muitas pessoas acham que estão com um problema de pele menos importante e ignoram os sintomas desta doença”, comenta. “E como trata-se de um problema cíclico (aparece e desaparece periodicamente), algumas pessoas