Tontura pode ser sinal de doença grave e é preciso sempre procurar um médico

tontura.jpg Pressão alta, colesterol alto e diabetes são alguns dos problemas que podem provocar tonturas

Quem tem tontura com frequência deve, sem dúvida, procurar um médico para esclarecer a causa. Essa recomendação existe porque as tonturas podem ser consequência de vários tipos de doenças, e precisam ser investigadas para que o tratamento seja efetivo.

De acordo com Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, várias doenças podem causar tonturas, entre elas as labirintites, doenças de causas cerebrais, metabólicas (como o diabetes), doenças tireoidianas, colesterol alto, problemas na coluna cervical, pressão alta e dieta desregrada.

"O equilíbrio é regulado pelo labirinto [dentro do ouvido] e manda o estímulo para o cérebro. Portanto, doenças que levam aos distúrbios do labirinto ou do cérebro podem causar tonturas", esclarece.

O otorrinolaringologista explica que quem tem enxaqueca também pode, eventualmente, sofrer com tonturas, pois ela pode influenciar diretamente no funcionamento do labirinto. As variações hormonais na mulher também podem influenciar. "Não são causas frequentes, mas há relatos de alterações hormonais femininas que levam a labirintopatias", diz o médico.

E os enjoos, que costumam aparecer quando há tontura? Nakandakari explica que os problemas no labirinto podem causar uma alteração no sistema que regula as náuseas, por isso pode provocar esse incômodo ne estômago.

Diferentemente da pressão alta, a tontura causada pela pressão baixa (hipotensão arterial), no entanto, não está relacionada a problemas no labirinto, e sim com a alteração da circulação sanguínea, quando a pessoa se levanta rapidamente e sente tontura como se fosse desmaiar, diz Nakandakari.

Procure um médico

O otorrinolaringologista explica que, sempre que a pessoa sentir algum sintoma relacionado à labirintite, é preciso procurar um médico, já que pode ser um sinal de para outras doenças mais sérias.

"Tontura incapacitante, dor de cabeça de forte intensidade, enjoos e vômitos são sinais de alarme para várias doenças graves e são sintomas comuns nas labirintites, portanto é sempre recomendado procurar um pronto-socorro no surgimento desses sintomas", alerta.

Fonte: Coração & Vida

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Inchaço: descubra o que pode estar lhe causando a retenção de liquido

Saúde, Notícias, Bem-estar e Hospital

O inchaço pode ser comum em sua vida, mas não é saudável. Descubra as causas mais comuns do inchaço e o que dá para fazer para acabar com ele de vez

O inchaço é um incomodo muito presente na vida das mulheres. Às vezes, você se olha no espelho e percebe que alguma parte do seu corpo, principalmente barriga, está maior que o normal. É o famoso inchaço.

Na maioria das vezes, a causa do inchaço é a retenção de liquido. Esse problema pode ser definido como o excesso de água que acaba se acumulando entre as células. A principal época do ano aonde isso ocorre é no verão. Isso por que um dos principais agravantes é o calor excessivo.

É notável que as formas de inchaço variam de uma pessoa para outra, e circunstâncias, claro. Enquanto algumas pessoas sofrem com o inchaço no corpo inteiro, outras passam pelo problema em apenas algumas partes isoladas do corpo.

Ele se dá como um edema nos membros inferiores, que pode causar sensação de dor, de cansaço nas pernas, e em alguns casos se manifestar de forma mais graves. Visualmente o inchaço é perceptível, podendo alterar o aspecto da pele.

Ana Priscila Soggia, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, em entrevista ao site Saúde, da Abril, afirmou que existem variadas causas para a retenção de liquido.

"Muitas são as causas de retenção hídrica, como problemas hormonais relacionados à tireoide, problemas em órgãos como rim e coração, problemas relacionados ao tipo de alimentação…", explica ela, que completa: "outra causa muito frequente é a retenção hídrica que acontece durante a fase pré-menstrual".

Como consequência da fase menstrual feminina, que acaba com uma variação hormonal, o inchaço tende a afetar mais as mulheres do que os homens. A faixa etária mais atingida são mulheres de 25 aos 30 anos.

Para diagnosticar o problema, será realizado exames hormonais, cardiológicos e nas veias, o último só em caso de a retenção estar nas pernas. Todos os exames serão passados pelo médico.

Caso o resultado dos exames dê negativo, o médico deverá fazer uma investigação mais profunda. O incomodo, nesse caso, pode estar relacionado a uma dieta com muito sódio ou até mesmo ao período menstrual.

O tratamento dependerá diretamente da causa. Por exemplo, se a retenção de liquido for uma consequência da alimentação ou dos hormônios, o tratamento será uma reeducação alimentar.

Outras causas requererão um tratamento mais intenso. Em casos mais leves podem ser usados remédios fitoterápicos. Em outros problemas são prescritos até mesmo diuréticos. Mas se você quer diminuir o inchaço imediatamente, diminuir o uso de sal e sódio já é um bom, e eficaz, começo.

Cortar alimentos salgados podem até prevenir o inchaço. Além disso, praticar execícios bombeia o sangue e ajuda a evitar a retenção de líquidos.

E, falando em retenção de líquidos, essa outra matéria pode ajudar bastante, caso você também sofra com o problema: Como fazer drenagem linfática em casa e se livrar da retenção de líquido.

Fonte: R7

Será cólica menstrual ou endometriose?

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anticoncepcionais.jpg "Cólicas que começam antes da menstruação e duram todo o período de sangramento não são normais. Assim como também não é normal sentir dor durante a relação sexual. Sintomas assim devem ser investigados pelo médico e tratados"

Alexandre Pupo: Ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, obstetra, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Ele também é mastologista e membro titular do núcleo de mastologia do Hospital Sírio-Libanês. É diretor clínico da Clínica Souen, onde atende.

Atendo muitas pacientes com dúvidas sobre a endometriose, principalmente mulheres que estão pensando em engravidar, já que essa doença atinge a fase reprodutiva da vida: da primeira menstruação até a menopausa. Aparece pela presença de tecido endometrial (aquele que tem dentro do útero e descarna na menstruação) no abdômen, causando inflamação. Isto ocorre ou por refluxo do sangue menstruai pelas trompas para dentro da barriga ou por transformação de células predispostas a isso.

É possível que a endometriose passe despercebida por toda a vida, porém, os sintomas mais comuns são cólicas menstruais e dificuldade de engravidar. Pode ainda causar dor na relação sexual e alterar a evacuação no período menstruai. Seu diagnóstico pode ser difícil e demorado, pois muito se confunde com a cólica menstruai natural (uma dor já esperada pela mulher, já que a maioria das pessoas acreditam ser normal). Existem casos de mais de nove anos entre a mulher ter os sintomas e, finalmente, alguém decidir pesquisar a fundo a causa da dor.

Por isso, é muito importante que você, mulher, fique atenta ao seu corpo e informe detalhes ao seu médico sobre o que acontece com você. A menstruação é um relógio do corpo feminino que permite identificar muitas doenças e anomalias. Mantenha um calendário ativo das menstruações para que possa perceber se houve alguma modificação. Cólicas que se iniciam antes de menstruar e que duram por todo período de sangramento não devem ser consideradas normais. Mais ainda se vierem acompanhadas de alteração no hábito intestinal (como intestino solto ou dor para evacuar). Isso pode ser endometriose e deve ser devidamente pesquisado pelo médico.

Dor na relação sexual também é um sinal, principalmente aquela que dói lá no fundo, deixando uma cólica depois do ato. Relatos assim são frequentes em pacientes com a doença e devem ser falados nas consultas.

Endometriose tem cura!

A boa notícia é que a endometriose e também seus sintomas têm cura. O tratamento pode ser feito com o uso de anticoncepcionais, medicações hormonais específicas e principalmente pela laparoscopia, um método minimamente invasivo, em que se opera por meio de pequenos furos e pela inserção de uma câmera dentro do abdômen. Com ela, o médico consegue identificar e remover as lesões.

Vida nova de novo!

Quando for preciso, a laparoscopia é o tratamento mais indicado, já que a remoção cirúrgica, via de regra, melhora os sintomas e recupera a qualidade de vida das pacientes. E, por ser pouco invasivo, o método permite que a recuperação seja rápida e indolor.

Fonte: Ana Maria

Ômegas, as gorduras do bem

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​Essenciais para a saúde, eles equilibram o colesterol, evitam inflamações no organismo e até ajudam a combater o câncer. Conheça melhor esses nutrientes e inclua-os já no seu dia a dia

Certamente, você já ouviu falar nos ômegas 3 e 6 — ainda existem os menos conhecidos, mas igualmente importantes, 7 e 9. Também já deve saber que eles são substâncias "do bem" e que devem ser consumidos como parte de uma dieta saudável. Mas já se perguntou o que são, exatamente, os tais ômegas? Nós explicamos: são gorduras do tipo insaturada, formadas por ácidos graxos, e popularmente conhecidas como "gorduras boas". Os números 3,6,7 e 9 têm a ver com a composição química desses ácidos graxos. "O que difere uma gordura da outra são as ligações de carbono em cadeia. No ômega 6, por exemplo, a primeira ligação dupla de carbono deve ocorrer no sexto carbono. No ômega 3, no terceiro", explica Luciana Harfenist, nutricionista, do Rio de Janeiro (RJ). E completa: "Quando presentes na dieta de forma equilibrada, todos os ômegas têm papel fundamental para a saúde de forma geral, pois estimulam o crescimento celular, preservam a saúde cerebral ocular e o sistema nervoso". Também são utilizados como fonte de energia para o funcionamento do corpo. Por isso, é importante que alimentos que os contenham, como peixes de água fria e azeite de oliva, façam parte da dieta de maneira regular. A seguir, conheça cada uma das gorduras mais a fundo.

Ômega 3

Existem vários tipos de gorduras classificadas como ômega 3. Elas diferem quimicamente, de acordo com sua forma e tamanho. As mais importantes são: ácido eicosapentaenoico (EPA), ácido docosahexaenoico (DHA) e ácido alfa-linolênico (ALA). A principal função do EPA é produzir substâncias químicas chamadas eicosanoides, que ajudam a reduzir a inflamação no organismo. Dessa forma, combatem diversos males que têm esse fator como desencadeante, como a obesidade, a artrite reumatoide e até algumas doenças cardiovasculares. Além disso, equilibra os níveis de colesterol e de triglicérides no sangue, e também ajuda a reduzir os sintomas da depressão. Já o DHA representa cerca de 8% do peso do cérebro e é extremamente importante para o desenvolvimento e função normal deste órgão. Estudos recentes relacionam o seu uso à melhora dos sintomas de depressão, Alzheimer e distúrbios de comportamento, como hiperatividade e déficit de atenção. Por fim, o ALA pode ser convertido em EPA e DHA, e é usado pelo corpo principalmente como energia. Os ômegas 3 ainda têm papel importante na saúde dos olhos. Estudos demonstram que essa gordura é capaz de proteger a retina contra inflamações e preservar o funcionamento dos vasos sanguíneos nesta região. Também existem evidências de que a substância atue no combate ao câncer, inibindo a carcinogênese (processo de formação da doença) e o crescimento de tumores e aumentando a eficácia de drogas quimioterápicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de pelo menos duas porções por semana de peixes ricos em ácidos graxos, como o salmão selvagem, a cavala, a sardinha, a anchova ou o atum. Mas o ômega 3 pode ser encontrado também nas sementes de chia e de linhaça e nas nozes. Ainda existem ovos e leites enriquecidos com a gordura.

A suplementação de Ômega 3 é necessária?

O ômega 3 não é produzido naturalmente pelo organismo e a alimentação do brasileiro nem sempre supre essa necessidade. No entanto, antes de partir para as cápsulas, é bom saber que a suplementação só deve acontecer sob orientação médica. O melhor mesmo é obterá gordura por meio da alimentação. "A necessidade ou não de suplementação é algo muito pessoal, que depende de vários fatores. Recomendo o acompanhamento de um profissional para saber exatamente o que cada um precisa", pondera Ana Luisa Vilela, nutróloga, de São Paulo (SP). "Até porque estudos recentes concluíram que a suplementação não protege de eventos cardiovasculares maiores, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte por doenças cardiovasculares", alerta Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP). Por isso, cautela, informação e avaliação de um médico ou nutricionista são importantes

Ômega 6

A gordura ômega 6 mais comum é o ácido linoleico (AL) que, depois de ingerido, é convertido em ácido araquidônico (AA). Quanto às funções, o ômega 6 ajuda no crescimento celular. Por isso, é muito importante para o desenvolvimento do cérebro, dos músculos e da pele. "Em proporções apropriadas, preserva os neurônios e permite uma transmissão nervosa adequada. Por isso, estudos apontam seus efeitos na prevenção do Alzheimer, uma doença neurodegenerativa", destaca Luciana Harfenist. É bom saber que, se consumido em excesso, o ômega 6 intensifica processos inflamatórios — que podem se manifestar, por exemplo, na forma de hipertensão, aumento da dor nos casos de artrite e até doenças inflamatórias intestinais. O consumo exagerado desse tipo de ácido graxo também tende a estimular a produção de cortisol, hormônio relacionado ao enfraquecimento do sistema imunológico, ao diabetes, elevação do colesterol LDL (o "ruim") e redução do HDL (o "bom"). Por isso, de maneira geral, ele não precisa ser suplementado. A ingestão de alimentos ricos em ômega 3, por sua vez, balanceia o ômega 6. "Vale lembrar que sempre deve existir o equilíbrio. Se a ingestão dos ômegas for equilibrada, contemplando uma maior quantidade de ômega 3 do que do 6, só há benefícios. Por isso é interessante que haja o acompanhamento de um nutricionista, que vai balancear a alimentação da maneira correta" completa Luciana. A gordura pode ser encontrada nos seguintes alimentos: azeite de oliva, óleos de soja e de milho, maionese, nozes, sementes de girassol, amêndoas, amendoim e castanha-de-caju.

Ômega 7

Ao contrário dos ômegas 3 e 6, este ácido graxo não é considerado essencial, o que significa que ele é produzido pelo organismo. Também conhecido como ácido palmitoleico, foi o último dos ômegas a ser descoberto. Por isso, as pesquisas sobre seus benefícios ainda estão no início. No entanto, existem evidências de que ele possivelmente combate os fatores que causam a síndrome metabólica, atua na regulação do metabolismo, equilibra o colesterol e pode diminuir o risco de desenvolver diabetes tipo 2. É encontrado no óleo de macadâmia e, em menor quantidade, no abacate.

Ômega 9

Assim como o ômega 7, este tipo também é produzido pelo organismo. Por isso, não recebe a denominação de essencial. No entanto, só pode ser aproveitado pelo organismo com a ajuda dos ômegas 3 e 6. Por isso, a regra de ouro no consumo dos ácidos graxos é, mais uma vez, o equilíbrio. Ele atua na produção de hormônios sexuais e ajuda o organismo a absorver vitaminas com mais eficiência. Pode ser encontrado em alimentos como azeite de oliva, óleos de castanha-de-caju, de amêndoa, de abacate e de amendoim, além das castanhas e nozes.

Alternativa viável ao salmão

O salmão é o primeiro peixe que vem à mente quando se pensa em ômegas. De fato, sua carne rosada e saborosa é uma excelente fonte do nutriente. No entanto, há quem diga que o animal criado em cativeiro tem menos ômega 3 do que o salmão selvagem. Mas será que é verdade? "Assim como nós, o salmão também não produz o ômega 3 — ele o obtém a partir do consumo de peixes menores e outras criaturas que consomem plânctons e algas. Conforme ele se alimenta, esse ômega 3 vai para a sua carne e é assim que também chega até nós", diz Luciana Harfenist. O salmão de cativeiro, no entanto, é alimentado por ração. Por isso, há a crença de que ele não é uma boa fonte de ômega 3, diferentemente do pescado selvagem. "Na verdade, alguns estudos já mostraram que isso não é real", garante Luciana. A ração que alimenta o salmão é feita à base de farinhas e óleo de peixe e ambos são fonte do ácido graxo. Portanto, sua carne possui, sim o nutriente. Se, no entanto, o que impede de ter salmão mais vezes à mesa é o custo elevado, há um outro peixe que o substitui — e com louvor. Estamos falando da sardinha. "Ela tem até mais ômega 3 do que o salmão — em torno de 3.5 gramas contra 1.5 g, em 100 g", completa. Versátil, pode ser assada, empanada, grelhada, servir como recheio de tortas, e até em forma de patê.

Fonte: Pense Leve

Diverticulite: o mal do intestino

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Quando assintomática é chamada de diverticulose. Ao primeiro sinal de problema, passa a ser conhecida por doença diverticular. Já a diverticulite é a inflamação dos divertículos, e deve ser tratada o quanto antes

A diverticulite afeta principalmente pessoas que adicionam muito carboidrato refinado em uma dieta que, em geral, é pobre em fibras, for isso é considerada uma doença da civilização ocidental. Nos países da África e da Ásia, regiões com dietas ricas em fibra e com baixo consumo de carboidratos refinados, a incidência é pequena. Uma pesquisa sobre a presença da diverticulite na população japonesa parece comprovar esse fato O estudo mostrou que apenas 18% dos japoneses que vivem no Japão apresentam a condição. Esse número sobe para 50% entre os japoneses que se mudaram para o Havaí e adotaram hábitos alimentares ocidentalizados.

O distúrbio também costuma aparecer a partir da meia-idade, atingindo os idosos com maior frequência. E como a população global está envelhecendo cada vez mais, os especialistas acreditam que a doença diverticular do cólon, como também é conhecida, e suas complicações representem uma grande porcentagem dos pacientes que procuram um gastroenterologista ou um cirurgião gástrico, no consultório ou nos atendimentos de emergência. "Cerca de um terço das pessoas acima dos 45 anos e mais de 50% dos indivíduos com mais de 80 apresentam o distúrbio. Enquanto os indivíduos mais jovens, com idade inferior a 40 anos, somam menos de 10% no total de pacientes com o problema", diz Marcos Belotto, cirurgião gástrico do Hospital Sírio-Libanês (SP).

Mas ao primeiro sinal de problema, a condição muda de nome e passa a se chamar doença diverticular, que apresenta sintomas como: dor abdominal (habitualmente localizada no quadrante inferior esquerdo), diarreia, cólicas, alteração dos hábitos intestinais e, ocasionalmente, hemorragia retal severa. Já a diverticulite é uma complicação da doença diverticular dos cólons, representada pela inflamação e/ou infecção dos divertículos, e deve ser tratada o quanto antes.

Estágios diferentes

Na maioria das vezes, a doença é assintomática e chamada de diverticulose, quando o diagnóstico mostra a presença de divertículos, que são como pequenos sacos que aparecem no intestino grosso, órgão responsável pela absorção de água, bem como pelo armazenamento c pela eliminação dos resíduos da digestão que formam o bolo fecal (fezes). Esse diagnóstico é feito por ocasião de um exame (colonoscopia ou tomografia) de rotina.

A maioria dos pacientes permanece sem sintomas por toda a vida. Vez ou outra, a pessoa tem cólica do lado esquerdo do abdome, gases, inchaço e prisão de ventre.

Atitudes que afastam o risco

Sabe-se que alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento da diverticulite, como pouca ingestão de fibras, dieta com muitos alimentos processados, pouco exercício físico, obesidade, hidratação deficiente, fumo e. segundo alguns especialistas, o uso constante de medicamentos como esteroides, opioides e anti-inflamatórios, como ibuprofeno e naproxeno. Veja as recomendações de prevenção da gastroenterologista Elaine Moreira.

  1. Tenha uma dieta rica em alimentos com fibras, que ajudam a formar o bolo fecal, como frutas, em especial as que têm bagaço, como a mexerica, ou as que podem ser consumidas com a casca, como as uvas
  2. Legumes, como brócolis, e verduras, como rúcula, alface e espinafre, também são classificados como alimentos ricos em fibras e, por isso, devem fazer parte da dieta de todo mundo. Coma todos os dias!
  3. Mantenha o peso adequado.
  4. Beba, em média, dois litros de água por dia, o que, entre outros benefícios, evita o intestino preso.
  5. Invista nos exercícios físicos. Vale até mesmo caminhar por pelo menos 15 minutos desde que seja todo dia.

Como a doença aparece

Os especialistas não sabem dizer a etiologia exata, ou seja, o mecanismo de formação dos divertículos. Muitos acreditam que a presença de pequenas hérnias na mucosa do intestino grosso (cólon), em especial em uma região conhecida como colón sigmoide (situada entre o cólon descendente e o reto), faz parte do processo natural do envelhecimento, já que, com o passar tios anos, a musculatura lisa da região vai perdendo a elasticidade, o que colabora para a formação de divertículos.

Outros pesquisadores, porém, entendem que existe mais um fator que pode desencadear o problema. Funciona assim: o intestino grosso é formado por várias camadas, sendo que a externa, conhecida como serosa, é tão fina que chega a ser translúcida; logo abaixo vem a camada muscular, formada por músculos lisos, cuja função é comprimir e empurrar o Isolo fecal até que seja expulso pelo ânus; por fim, vem a camada interna, que reveste a musculatura lisa, constituída por uma mucosa cheia de glândulas que produzem muco, enzimas e anticorpos, importantes na proteção do órgão contra substâncias estranhas e agentes agressores, como bactérias que produzem infecções no trato intestinal, por exemplo. Essa mucosa é irrigada por minúsculos vasos que saem da camada serosa atravessam a musculatura intestinal, até chegar à parte interna do intestino. Dessa maneira, podem aparecer alguns pontos de fragilidade nos músculos, c é aí que começa o problema, principalmente diante de certas condições, como uma dieta pobre em fibras, por exemplo.

"Quando as fezes apresentam-se endurecidas, o intestino necessita fazer mais força para empurrá-las, e isso acaba por aumentar a pressão dentro do cólon. Essa pressão aumentada força determinados pontos de baixa resistência na parede do cólon, projetando externamente pequenas saculações ou divertículos", explica detalhadamente Elaine Moreira, gastroenterologista do Instituto EndoVitta (SP). O risco de complicações aumenta quando pequenas quantidades de bolo fecal (fecalitos) e bactérias penetram nos divertículos, cansando inflamação.

Sinais para ficar alerta

A maioria dos pacientes permanece sem sintomas durante toda a vida. Vez ou outra, a pessoa pode apresentar uma leve cólica abdominal do lado esquerdo, gases, inchaço na região da barriga, prisão de ventre. Nesse caso, em que o diagnóstico 6 de doença diverticular, o médico já precisa ser consultado, ainda que esse não seja considerado um quadro de grande urgência.

Porém, quando há inflamação ou infecção das pequenas bolsas, o que caracteriza a diverticulite aguda, o estado clínico pode se agravar. É exatamente por isso que, já nos primeiros sintomas, o especialista deve ser procurado. "Dependendo da extensão do processo inflamatório, pode ocorrer uma dor súbita e forte na parte inferior esquerda do abdome. Em geral, o desconforto vem acompanhado de febre baixa, alterações no intestino (diarreia ou constipação) e falta de apetite, um hemograma costuma registrar aumento de leucócito (leucocitose)", diz Virgínia Maria Figueiredo, gastroenterologista, professora do Curso de pós-graduação em Gastrenterologia da Faculdade de Ciências Médicas TPEMED.

Por sorte, o mais comum é o paciente apresentar uma diverticulite aguda não complicada, como comumente chamam os especialistas, que melhora apenas com tratamento clínico, feito com uso de analgésicos, antiespasmódicos e dieta reforçada com fibras. Em geral, os sintomas diminuem consideravelmente em dois ou três dias.

Casos para cirurgia

Outro sinal de alerta é a presença de sintomas de problemas no peritônio, que é a membrana que recobre as paredes do abdome e os órgãos digestivos. "Esses são detectados pelo médico ao fazer o exame clínica Se a dor abdominal aumenta quando há descompressão brusca do abdome, é um indício de que há necessidade de internação em hospital, uso de antibióticos venosos, jejum e observação. Caso não haja melhora após 72 horas com o tratamento clinico, é indicada então a cirurgia", explica a gastroenterologista Virgínia.

Os pacientes que apresentam diverticulite aguda não complicada podem ter uma ou mais crises. Se ocorrer outro episódio, a tendência é manter o mesmo esquema de tratamento, a não ser que o quadro clínico se mostre mais resistente aos medicamentos e comece a interferir na qualidade de rida desse paciente. Nesse caso, o especialista pode indicar uma cirurgia paro ressecção (retirada) da parte inflamada do intestino, que em geral é o já conhecido sigmoide.

Exames para o diagnóstico preciso

A diverticulite pode ser confirmada por meio de ultrassonografia de abdome e tomografia computadorizada. Exames de sangue (hemograma) e de urina também são úteis para ajudar rio diagnóstico diferencial. A colonoscopia ajuda a saber realmente onde está o problema, esse exame percorre todo o intestino grosso e tem a vantagem de avaliar a mucosa com melhor precisão, afastando outras alterações como pólipos e tumores. Já o enema opaco consiste na introdução de contraste e ar pelo reto. Depois, são tiradas várias radiografias para saber como estão distribuídos os divertículos no cólon. Esses dois exames só devem ser feitos 45 dias após o término da crise, para evitar o risco de disseminara infecção.

  • Cerca de 80% dos pacientes com divertículos no cólon não têm nenhum sintoma, condição chamada de diverticulose
  • 10 a 25% dos pacientes que apresentam diverticulose podem desenvolver uma diverticulite, que é a inflamação
  • 1 a cada 5 pacientes que apresentam diverticulite aguda não complicada podem ter uma ou mais crises ao longo da vida

Fonte: Viva Saúde

11 problemas que você pode ter se tomar bebida alcoólica todos os dias

A maioria das pessoas sabe o quanto o álcool é prejudicial à saúde, mas não liga muito pois não exagera na bebida, só toma uma ou duas latinhas no fim do dia para relaxar, e um pouco mais no fim de semana para curtir a vida.

Pois saiba que mesmo bebendo só esse "pouquinho" você pode ter problemas de saúde. "Não existe uma quantidade comprovadamente segura para o consumo de álcool, só um limite indicado para reduzir o risco de doenças em quem escolhe fazer uso desses produtos", explica a médica Carolina Hanna, psiquiatra do núcleo de álcool e drogas do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

A recomendação varia, mas um bom limite é que as mulheres não tomem mais de uma dose por dia e os homens duas, além de não beber mais de cinco vezes por semana --alguns órgãos de saúde "liberam" 10 doses semanais para o sexo feminino e 15 para o masculino. Como uma dose, entenda uma lata (330 ml) de cerveja, uma taça (100 ml) de vinho ou um copo (30 ml) de destilado.

Veja os problemas mais comuns que o organismo pode sofrer quando essa quantidade é ultrapassada regularmente.

Obesidade

Bar e perda de peso são duas coisas que definitivamente não combinam. Dados recentes da Investigação Prospectiva Europeia sobre Câncer e Nutrição (EPIC) mostram que o consumo de álcool regular estimula o acúmulo de gordura corporal e o aumento da circunferência da cintura.

A bebida alcoólica é pobre nutricionalmente (não alimenta) e possui alto valor calórico: 1 grama de carboidrato ou proteína tem, mais ou menos, 4 calorias, enquanto a mesma de álcool tem 7 calorias. Uma lata de cerveja, por exemplo, fornece aproximadamente 150 calorias, praticamente o mesmo que um pão francês.

Além disso, o álcool eleva o nível de cortisol --o hormônio do estresse -- no organismo, isso tende a aumentar o desejo por comidas cheias de açúcar e gordura.

Depressão

Embora gere uma alegria inicial durante o uso, o álcool é uma substância depressora do sistema nervoso central. Seu consumo exagerado afeta diretamente o humor e contribuir para a redução de células no cérebro, o que pode levar a quadro depressivos.

"Além da toxicidade direta da bebida, a pessoa pode desenvolver depressão por ter constantes arrependimentos do que fez sob os efeitos do álcool", comenta Paulo Camiz, clínico geral e professor da Universidade de São Paulo (USP).

Perda de memória

Quando o sistema nervoso central é afetado, não é somente o humor que fica alterado. "O álcool tem efeito deletério na arquitetura cerebral, causando danos em estruturas importantes ligadas à memória", alerta Alessandra Diehl, psiquiatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

Um estudo francês publicado no periódico The Lancet analisou 1 milhão de pessoas e descobriu que entre os 57 mil casos de demência de início precoce, em torno de 60% tinham relação com o consumo exagerado de álcool. "A ingestão demasiada da substância causa deficiência de algumas vitaminas, como a B1 (tiamina), e isso pode contribuir para o risco de demência alcoólica, um quadro grave e irreversível", alerta Diehl.

Fígado gorduroso e cirrose

O fígado é o responsável por metabolizar os nutrientes de tudo o que comemos e bebemos. Beber demais sobrecarrega o órgão, o que altera o metabolismo dos triglicerídeos, gerando um acumulo de gordura no fígado, doença chamada de esteatose hepática alcoólica.

"Esse fenômeno é identificado frequentemente em pacientes que consomem grandes quantidades de bebidas (mais de 6 doses por dia). Ela ocorre não apenas pela má nutrição associada ao alcoolismo, mas também pela hepatotoxicidade direta do álcool", comenta o médico Alexandre de Araújo Pereira, professor da pós-graduação em psiquiatria da Faculdade Ipemed de Ciências Médicas.

Até 40% das pessoas diagnosticadas com fígado gorduroso desenvolvem cirrose, inflamação crônica irreversível do órgão, que altera sua capacidade de funcionar adequadamente.

Pâncreas doente

O abuso de álcool é a principal causa de pancreatite, que é a inflamação do órgão. "Em geral, ocorre com o passar de cinco a dez anos de consumo pesado e regular. A taxa de mortalidade de pacientes com pancreatite alcoólica é cerca de 36% mais elevada do que para a população geral", afirma Diehl.

Por conta da doença, o pâncreas para de desenvolver alguns hormônios essenciais ao organismo, como a insulina, levando a um quadro de diabetes tipo 2.

AVC (derrame)

Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública, da Finlândia, mostrou que pessoas que consomem bebidas alcoólicas acima da dose recomendada pela OMS têm um risco 40% maior de derrame em comparação com aqueles que nunca bebem demais.

"Um dos fatores de risco mais importantes para o AVC é a elevação constante da pressão arterial, e o álcool em excesso pode contribuir com esse aumento", explica Pereira.

Cardiomiopatia

O efeito tóxico da bebida atinge o coração e, com o passar do tempo, dificulta a atividade de algumas enzimas nas células cardíacas, o que deixa o músculo cardíaco fraco e flácido: a chamada cardiomiopatia alcoólica. A doença dificulta a distribuição de sangue para o organismo e pode desencadear outros problemas, como dificuldade para respirar, fadiga, inchaço nas pernas e nos pés e até uma parada cardíaca.

Pneumonia e tuberculose

A bebida alcoólica interfere na produção de glóbulos brancos --responsáveis por combater as infecções no organismo -- e prejudica o sistema imunológico. Em curto prazo, é possível que isso faça com que as gripes e resfriados se tornem constantes. Mas, com o passar do tempo, doenças mais graves podem surgir, como pneumonia e tuberculose.

"O álcool tem um efeito supressor (tóxico) em toda a medula óssea, que faz com que ela produza menos sangue e, por consequência, reduza a quantidade de glóbulos brancos no corpo. Outro fator é quando o paciente apresenta problemas avançados de fígado. Por consequência de doenças no órgão, o baço acaba crescendo e sequestra os glóbulos brancos, os vermelhos e as plaquetas do sangue, o que diminuir as quantidades dessas células no organismo", explica Camiz.

Câncer

Segundo a OMS, vários tipos de tumores estão relacionados ao consumo de bebidas por um período prolongado, como o câncer de mama, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, fígado e intestino.

"Além de ter um efeito cancerígeno, quando chega ao intestino, o álcool pode funcionar como solvente, facilitando a entrada de outras substâncias carcinogênicas para dentro das células", explica Pereira.

​Fonte: Viva Bem

3 sintomas de pedra nos rins que você não deve ignorar

Saúde, Notícias, Bem-estar e Hospital

É possível que você esteja com uma pedra no rim e nem tenha percebido. Muitas vezes, quando o cálculo está alojado nesse órgão, não há sintomas ou dor, e o problema só é percebido após um exame de ultrassom ou tomografia.

Mas, quando a pedra se desloca para outras partes do corpo, como a bexiga, o canal da uretra, o ureter ou até a região dos testículos, há sinais que podem fazer com que você descubra --de forma não muito agradável -- que sofre de cálculo renal.

Portanto, ao perceber alguns dos três sintomas abaixo, é bom não ignorar e procurar um urologista, pois a pedra, além de crises de cólica e vômitos, pode causar dores extremas na região da uretra e sangramentos internos, que podem, em casos extremos evoluir para uma infecção ou um tumor.

Tem sangue na sua urina

A presença de sangue na urina, ou hematúria, ocorre por diferentes problemas e não é exclusivamente ligada ao cálculo renal. Mas a relação existe. "Como os rins 'filtram' o sangue, alguns problemas, como o cálculo, podem fazer com passe glóbulos vermelhos por esses órgãos", explica Roberto Santos, médico e professor de urologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Além disso, se a pedra se deslocar para o canal da uretra, pode causar dano na estrutura do trato urinário e lesar vasos sanguíneos. "Nesse caso, a presença de sangue na urina pode ser visível ao olho nu ou somente nos exames.".

As idas ao banheiro aumentaram

Se de uma hora para outra você passou a ir muito mais vezes ao banheiro, sem ter feito grande mudança na hidratação, pode ser sinal de que algo está errado com sua bexiga, como uma pedra que começou a se "movimentar". "Esse deslocamento costuma ser acompanhado de dor", aponta Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Também pode haver diminuição no fluxo urinário.

Vale ressaltar que muitas coisas podem aumentar a frequência com que você faz xixi, como a quantidade de água que você toma e o consumo de cafeína --presente no café, em alguns chás e refrigerantes. Portanto, é importante verificar se não houve mudança de hábitos antes de se preocupar.

Dores insuportáveis apareceram

Muitos dizem que a dor de uma pedra mudando de lugar chega a ser tão forte quanto a do parto. Quando o cálculo renal se desloca para a bexiga ou pelo canal da uretra, é comum sentir uma dor lombar aguda, unilateral, que tende a se deslocar para as partes mais baixas do abdome. Em alguns casos, os homens também sofrem um desconforto nos testículos e as mulheres, nos grandes lábios. Além da dor, o quadro pode ser acompanhado de problemas intestinais, náuseas e vômitos.

Quem pode ter?

Segundo os especialistas, o cálculo renal tende a afetar mais homens do que mulheres. A maior incidência é em jovens na casa dos 20 anos, e está ligada à baixa ingestão de água ao longo do dia e à alimentação.

Fontes: Alex Meller, urologista e médico assistente do Grupo de Endourologia e Litíase Urinária da Unifesp; Fernando Gonçalves de Almeida, professor livre-docente pela Universidade da Califórnia (UCLA), urologista do Hospital Sírio-Libanês e chefe do setor Miccional, Urologia Feminina e Urodinâmica da Unifesp; e Roberto Santos, professor doutor da especialidade urologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Campus Caruaru.

Fonte: UOL Viva Bem