Dia Mundial do Diabetes

Sírio-Libanês
Sírio-Libanês
14/11/2021 2 min de leitura
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Saiba curiosidades sobre esta doença e a sua relação com a COVID-19

O diabetes mata mais do que a COVID-19

A pandemia do novo coronavírus provocou 5,06 milhões de vítimas fatais em quase dois anos no mundo. Dados iniciais e inéditos da 10ª edição do Atlas Diabetes, produzido pela IDF (International Diabetes Federation), mostram que 6,7 milhões de pessoas em todo o mundo morreram por causa do diabetes e suas complicações em 2021, isso é o equivalente a uma pessoa morta a cada cinco segundos.

Relação entre Diabetes e COVID-19

A obesidade e o diabetes são os principais fatores de risco

O Coronavírus no mundo

Coronavírus

Então vou tentar equilibrar com uma aqui do brasil é o hospital sírio libanês que é um hospital de referência aqui em são paulo mas também tem é sede é também tem uti hospital em brasília informa que pela primeira vez desde o início da pandemia não há nenhum paciente com o coronavírus na uti do hospital de brasília a sede do sírio libanês fica aqui em são paulo na capital paulista já tem uma informação de brasília mas é aquele tipo de notícia que aos poucos a gente vai acalmando o coração também na logo começamos esta semana com aquele dado de nenhuma morte por coronavírus aqui em são paulo agora a gente encerra esse ciclo com uma outra informação com cem pacientes internados na uti de brasília então aos poucos a vacinação vai avançando e a gente vai percebendo essas quedas no número de casos no número de internados no número de mortes isso é muito importante mas não é a realidade em grande parte do mundo tem problemas na europa né sabe que a gente quando começou a noticiar aqui é que outros países estavam liberando o uso de máscaras liberando algumas medidas restritivas a gente estava num momento muito ruim no brasil um momento de muitas mortes de hospitais abarrotados e é eu me lembro que várias vezes aqui no programa a gente falava complexo vai passar quando é que a gente vai poder chegar também a esse momento de falar olha dá pra ir pra rua sem máscara dá prepara uma festa dá pra ir pra um restaurante de novo e a gente não sabia bem quando isso ia acontecer está acontecendo agora por causa do avanço da vacinação o brasileiro tá devendo a vacinação de quer tomar vacina e quando notou que não tem são poucos os casos que existem ainda bem de quem não quer tomar por livre espontânea vontade mesmo com a vacina ali à disposição na europa nos estados unidos muitas liberações acontecerão antes do avanço da vacinação e muito se questionou se era o momento citava na hora mas porque quiseram fazer na europa viram europeu é uma época em que o comércio fatura muito o turismo fatura muito então liberar as pessoas para livre circulação é economicamente falando importante mas talvez tenha sido imprudente porque acabou de chegar uma notícia de que nesse momento em que a gente está vendo aí o mundo convergir para um começar a entrar nesse momento de conversão de de caminho reto aí pra sair dessa pandemia a holanda vai e vai impor o primeiro lote da parcial da europa ocidental desde que acabou o verão os casos explodindo no país e por isso bares restaurantes e comércio não essencial a partir de amanhã sábado vou ter que fechar mais cedo a partir das sete horas da noite o pelo menos três semanas tem também um incentivo para trabalhar em casa o máximo que for possível eventos esportivos já não podem mais ter presença de público nas próximas semanas apenas escolas teatros cinemas vão permanecer aberto então não é uma restrição assim tão é pesada como a gente viu em alguns momentos mas é numa demonstração de preocupação com novas infecções que aumentaram rapidamente depois da da liberação de várias medidas restritivas em setembro a áustria também já é um país que está a poucos dias de um por um aqui dá pra pessoas não vacinadas na alemanha algumas medidas restritivas também já estão começando com foco nas pessoas que não estão vacinadas que não será permitido que elas participem por exemplo presença na rua entrar em restaurantes então o cerco se fechando em países onde a vacinação ou não avançou o suficiente ou ainda tem grupos negacionistas grandes então que que a gente quer dizer com tudo isso a gente para um momento muito diferente aqui no brasil e pra gente continuar andando pra frente tem que tomar ainda alguns cuidados fique ligado aí proteja se cuide se a pandemia não acabou mas só vai acabar e tomara que não esteja longe disso é isso laureano neto obrigada pela audiência mandando várias mensagens Lauriano.

Fonte: RÁDIO BANDEIRANTES 840 AM/SÃO PAULO | BORA BRASIL

Viagens e aglomerações geram temor de retorno da Covid no Brasil em 2022

Sírio-Libanês
Sírio-Libanês
11/11/2021 4 min de leitura

O aumento de novos casos de Covid-19 em países europeus, sobretudo Rússia e Alemanha, gera preocupação de uma retomada de infecções no Brasil no contexto de aglomerações de verão. No entanto, a alta da taxa de vacinação no País deve impedir a ocorrência de casos mais graves, hospitalizações e óbitos. “Terá turista europeu vindo para o Brasil, brasileiros viajando à Europa, eventos de aglomeração como carnaval, praias, bares e shoppings, relaxamento de medidas de proteção. A gente tem um risco de ter um novo aumento no número de casos, mas, com o avanço da vacinação, iremos conter casos mais

Saiba mais sobre o Câncer de Bexiga

Hospital Sírio-Libanês
Hospital Sírio-Libanês
01/11/2021 2 min de leitura

O câncer de bexiga é a neoplasia mais comum do trato urinário e o nono tipo de câncer mais incidente no mundo.

Mais comuns entre homens, brancos e idosos, as neoplasias uroteliais possuem ainda uma forte associação com tabagismo e exposição a carcinógenos nos ambientes de trabalho.

Dessa forma, é crucial a cessação de tabagismo para os fumantes e o uso de equipamentos de proteção individual capazes de reduzir a exposição aos mais variados carcinógenos

Rastreamento

Não existem recomendações formais para o rastreamento de tumores urológicos.

A grande maioria dos pacientes apresenta

Saiba mais sobre o Câncer nos Rins

Sírio-Libanês
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01/11/2021 1 min de leitura

Com uma incidência estimada de 7 a 10 casos para cada 100 mil habitantes no Brasil. os tumores renais vêm apresentando elevação em seus números.

A neoplasia renal ocorre em sua maioria em homens na faixa etária entre 65 e 74 anos.

Muitos fatores parecem estar associados ao aparecimento desses tumores, como:

  • Tabagismo
  • Hipertensão
  • Obesidade
  • Histórico familiar
  • Síndromes genéticas

Rastreamento

Não existem recomendações para rastreamento precoce em populações sem fatores de risco reconhecido, mas com o grande número de exames de check-up, os diagnósticos precoces cresceram

Saiba mais sobre o Câncer de Testículos

Hospital Sírio-Libanês
Hospital Sírio-Libanês
01/11/2021 1 min de leitura

Apesar de raro, o câncer de testículo é a neoplasia que mais acomete jovens entre 15 e 35 anos e corresponde a 5% das neoplasias que acometem os homens no Brasil. Entre seus fatores de risco mais presentes estão a criptoquirdia (testiculos que não desceram) e o histórico familiar. A maioria desses tumores pode se apresentar com edema (inchaço) ou nodulação palpável e endurecida na região testicular.

Prevenção e rastreamento

Não existem atualmente estratégias de prevenção ou rastreamento. No entanto, muitos desses tumores são encontrados no seu estágio inicial. Sendo assim, o autoexame

Saiba mais sobre o Câncer de Pênis

Hospital Sírio-Libanês
Hospital Sírio-Libanês
01/11/2021 2 min de leitura

O câncer de pênis representa 2% dos tumores entre os homens, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Principais causas

  • Condições socioeconômicas precárias
  • Baixos níveis de escolaridade
  • Má higiene
  • Ausência de circuncisão
  • Tabagismo
  • Infecção pelo HPV

Formas de prevenção

Iniciativas como campanhas educacionais, melhorias em saneamento básico e maior acesso à saúde são fundamentais e estão ao alcance de gestores municipais, estaduais e federais. No que se refere ao individuo, o hábito de limpeza diária do órgão genital é capaz de evitar a doença na

Saiba mais sobre o Câncer de Próstata

Hospital Sírio-Libanês
Hospital Sírio-Libanês
01/11/2021 2 min de leitura

Afinal, o que é Novembro Azul?

Também chamada Movember em alguns países, Novembro Azul é uma campanha internacional criada com o objetivo de conscientizar os homens sobre o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata, e que ganhou nas dias atuais uma visão mais ampliada, buscando chamar a atenção para os cuidados com a saude masculina como um todo.

A próstata é uma glândula que só o homem possui, localizada na parte inferior do abdômen, próxima à bexiga e à porção final do intestino reto. Ela produz o líquido prostático, que auxilia os espermatozoides na fecundação.

Entre os

Mesmo com fim da pandemia, Covid permanecerá e deve causar gripe grave

Coronavírus

São Paulo

Mesmo com o fim da pandemia, a Covid-19 ficará entre nós em forma de endemia. A doença vai continuar presente, mas sem um aumento significativo de casos. O Sars-CoV-2 será mais um dos vírus que causam a grip egrave. A avaliação é do cirurgião Paulo Chapchap, que liderou um grupo de médicos e especialistas em saúde pública no Todos pela Saúde, uma iniciativa do Itaú Unibanco que investiu mais de R$ 1,2 bilhão no combate à pandemia e agora virou tema de documentário. Frustrações, dificuldades, desafios, erros e acertos desse trabalho compõem o filme “SARS-C0V-2/O Tempo da Pandemia", dirigido por Eduardo Escorei e Lauro Escorei. O longa estreia neste sábado (30), no Cinesesc, durante a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O grupo, composto por Drauzio Varella, Eugênio Vilaça, Gonzalo Vecina Neto, Maurício Ceschin, Pedro Barbosa e SidneyKlajner, reuniuse diariamente em 2020 para decidir as medidas mais urgentes a serem tomadas durante a crise sanitária. Dentre as inúmeras frentes, foram feitas campanhas de informação, a compra de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), respiradores e outros equipamentos hospitalares, de oxímetros para as unidades básicas de saúde, testes sorológicos, além da capacitação de profissionais. “Não existe saúde pública sem informar as pessoas do que elas têm que fazer e quais são os direitos delas. Procure Eieças publicitárias do Estado sobre medidas preventivas], não tem. Uma parte importante dos recursos [da iniciativa] foi para o pilar de informar”, afirma o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto. “Parecia que [as autoridades federais] estavam remando contra. Você faz ampla campanha de distanciamento físico e utilização de máscara, e as nossas autoridades se reúnem, aglomeram e não asam máscaras, dizem que isso é bobagem” lembra Chapchap sobre práticas negacionistas lideradas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A mesma frustração aconteceu em relação ao tratamento precoce com medicamentos sem eficácia para a Covid, rechaçado pelo grupo, mas incentivado pelo Planalto. No início, não havia informação nem do que estava faltando, lembra Maurício Ceschin, ex-presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). “Já tinha uma avalanche de doentes chegando aos serviços e a gente não tinha um retrato. Faltava leitos de UTI, faltava monitor, faltava luva. Quanto faltava? Onde faltava? Nós não tínhamos essa informação, o Ministério não tinha, ninguém tinha.” O grupo enviou equipes para todos os estados do país e em um mês havia montado gabinetes de crise em todos eles. Em 186 hospitais referências em Covid19, profissionais alocados pela iniciativa passaram a orientar equipes locais sobre o fluxo de pacientes, a identificação de casos graves e os melhores protocolos. “Uma coisa é fazer gestão em tempos de bonança, a outra é a gestão quando no seu hospital você tem 15 ambulâncias e não tem um leito vago para internar”, comenta Eugênio Vilaça, consultor em saúde pública. A enfermeira Verlaine Alencar, administradora de saúde no Hospital Sírio-Libanês, foi uma das que se deslocaram até Manaus (AM) no auge das mortes para ajudar na gestão da crise. "Apesar da briga da família [que temia por sua segurança], do medo, eu disse 'eu vou’. Havia falta de leitos, Samu parado na porta sem o pessoal conseguir receber o paciente, pessoas morrendo numa situação bem complicada”, lembra. Ogrupo atuou também em várias instituições de longa permanência para idosos fazendo testes de Covid19 nos residentes e nos profissionais e implantando protocolos mais adequados de cuidado. Videochamadas entre os idosos e suas famílias, além de mimos como radinhos de pilha, também foram providenciados. Algumas ações do grupo, porém, não se mostraram tão efetivas na prática. Um exemplo foi a transformação de escolas em alojamentos para abrigar infectados que não tinham condições de manter o isolamento porque vivem em moradias precárias com muitas pessoas em um mesmo cômodo. “Foi um fracasso. As pessoas não querem ficar isoladas, querem ficar junto com a família. As mulheres com filhos, se forem para um abrigo, quem cozinha para eles, quem cuida deles? Não funcionou, gastamos dinheiro à toa”, diz o oncologista Drauzio Varella, colunista da Folha. Por meio de depoimentos do grupo gestor e de relatos de sete profissionais da linha de frente, o telespectador revive os momentos mais críticos da pandemia, como o esgotamento de leitos de terapia intensiva em Manaus (AM). “Foi muito traumático. Chegava num setor e eram 20,30 pacientes com indicação de UTI. O jeito era escolher aqueles com mais probabilidade de sobreviver. Internamos pessoas em cadeiras de roda, em macas no chão”, lembra o médico intensivista Marcelo Ferreira, coordenador da UTI do Hospital Dr. João Lúcio. Muitos dos depoimentos são carregados de emoção. “Tive mortes amigos próximos que me doeram muito porque poderiam ser evitadas [com decisões corretas dos governos]. O que me incomoda é a morte desnecessária”, diz Ceschin, com olhos marejados e voz embargada. Pedro Barbosa, diretor-presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, também se emocionou com as lembranças. “A sensação de impotência é muito ruim. É um misto de tristeza e de revolta. É um sofrimento de ver tanto negacionismo e a barbárie acontecendo.” Em outubro do ano passado, com os recursos praticamente esgotados, o grupo começou a ser desmobilizado e foi surpreendido com a segunda onda da pandemia, com Manaus vivendo, de novo, uma situação muito crítica, agravada por falta de oxigênio. “Aquilo acontecer com uma população onde 76% das pessoas já tinham tido contato ou infecção por Covid um ano antes? Eu me senti um pouco no meio do filme do dia da marmota [Feitiço do Tempo, u tenho esperança de que vão surgir retrovirais, vacinas melhores, mais oportunas, megaplataformas de exames, vamos conviver melhor com isso. A gente convive com a gripe Eugênio Vilaça consultor em saúde pública 1993] onde tudo acontece de novo. Só que numa situação em que os recursos humanos beiram à exaustão”, comenta Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein e também colunista da Folha. Para os especialistas, o Brasil perdeu a guerra de enfrentamento da pandemia. “Poderia ter sido diferente se a autoridade federal tivesse entendido os vários de graas de sofrimento, o social, econômico, o educacional Vimos famílias inteiras sendo dizimadas”, afirma Chapchap. Eugênio Vilaça se diz impactado com toda a desgraça causada pela pandemia, mas otimista com o futuro. “Tenho esperança de que vão surgir retrovirais, vacinas melhores, mais oportunas, megaplataformas de exames, vamos conviver melhor com isso. A gente convive com a gripe.” O grupo é unânime em apontar que a pandemia mostrou que o SUSé fundamental, que sem ele o enfrentamento da pandemia teria sido um caos maior e que investir mais recursos no sistema público de saúde é a melhor forma de distribuição de renda e de redução das desigualdades. "O que mata não é o vírus, é a desigualdade. O preto que morre cinco vezes mais do que o branco, morre porque tem que buscar comida, porque não tem comida em casa, e não por casa do vírus”, diz Vecina Neto. “Precisamos entender que a desigualdade social não é um destino final do Brasil” acrescenta Drauzio Varella. “O problema do outro é o nosso problema. Se não atuarmos como sociedade organizada, resgatar essas comunidades do tráfico, do crime, das milícias, o Estado reconhecer essas pessoas e atuar, essa pandemia não vai servir de aprendizado para nada”, resume Ceschin.

Fonte: FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO

É #FAKE que imagem microscópica revele criatura de carbono e alumínio em sangue de vacinado contra Covid

Coronavírus

Circula nas redes sociais uma mensagem que mostra uma imagem extraída de um microscópio e descreve a cena como a observação de um novo modo de criatura com tentáculos feita de carbono e alumínio e colocada dentro das vacinas. O texto diz ainda que é possível observar na imagem linhas de montagem com nano robôs e partículas magnéticas. É #FAKE. A mensagem, que também cita esferas metálicas, chips e tripomastigotas do Trypanossoma cruzi, é disseminada por grupos antivacina no Telegram e em posts no Facebook e no Twitter. O boato é um combo de várias teorias da conspiração, algumas delas já desmentidas pelo Fato ou Fake. Ana Paula Herrmann, professora do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que a mensagem é "absurda". "São afirmações tão bizarras e sem fundamento que é difícil ter o que dizer. Me parece que esse tipo de fake news tem evoluído ultimamente para um lado que não tem como contrapor com argumentos racionais. Porque simplesmente não tem um raciocínio, uma interpretação que possa ser contra-argumentada", diz. Sobre o carbono e o alumínio, ela diz: "Vacinas contra a Covid19 têm carbono, sim, e os seres humanos também têm carbono, os seres vivos têm carbono, as plantas têm carbono. Os seres vivos são feitos basicamente de moléculas que contêm carbono em sua estrutura. Carbono, hidrogênio, nitrogênio, fósforo. Os lipídios, os carboidratos, as proteínas, os ácidos nucleicos, todos eles têm carbono. Então, as vacinas também têm carbono. E algumas têm, sim, alumínio. O alumínio é usado como adjuvante para potencializar a resposta imune. O que não tem nada a ver com criaturas feitas de carbono e alumínio. As vacinas não são seres vivos. Nem os próprios vírus são considerados seres vivos. Então não há seres vivos dentro das vacinas". Sobre nano robôs e partículas magnéticas, a especialista afirma: "Também não há nano robôs nem partículas magnéticas. Não há nenhum fundamento nisso, nenhuma lógica. Não há robôs sendo vistos na análise do sangue. Esferas metálicas magnetizadas também não. Nem chips ou tripomastigotas do Trypanossoma cruzi. Não tem nada vivo dentro da vacina. Elas, em geral, são feitas de mRNA, que é o foco desta postagem, e outras são feitas com vírus atenuado ou vírus inativado. Enfim, não é nenhuma nanotecnologia. Isso é uma teoria da conspiração. Acho que nem a própria pessoa que lançou essa bobagem sequer acredita nisso". A professora destaca que as vacinas são seguras. "O que pode eventualmente acontecer é a contaminação com algum ser vivo, alguma bactéria ou algum fungo, porque eles estão por todos os lugares. De qualquer forma são seres vivos já conhecidos e contaminantes esperados. Só que para isso a gente tem controle de qualidade. Existem protocolos que são seguidos para evitar que uma solução aquosa seja contaminada com bactérias ou fungos. Isso não tem nada a ver com robôs ou chips ou Trypanossoma cruzi, que é um protozoário. Não existe nem uma coisa nem outra." "Os seres vivos, de forma geral, são feitos de elementos químicos e um dos elementos é carbono. Nós também temos alumínio no nosso organismo, que é proveniente da dieta. A gente acaba ingerindo através da comida e da água alguma quantidade pequena de alumínio. A maior parte disso é excretada pelos rins, pela urina ou nem sequer é absorvida", diz Ana Paula Herrmann. A doutora em hematologia pela Escola Paulista de Medicina, professora do Uniceplac e médica do Hospital Sírio-Libanês Martha Mariana Arruda, que já esclareceu para o Fato ou Fake uma mensagem que usava imagens de microscópio para alegar que vacinas contra Covid-19 alteram células sanguíneas, deixa claro que os formuladores da mensagem falsa apenas repetiram o truque. "Nano não é possível ver em microscopia óptica. Isso aí são hemácias normais em microscopia de campo invertido apenas", diz a especialista. "O que está mexendo no fundo são bactérias... Pegaram uma cultura com sangue e bactérias e colocaram para avaliação por microscopia de campo invertido", esclarece. A médica explica que as estruturas grandes que aparecem no vídeo não são similares às do Trypanossoma cruzi, o protozoário que causa da doença de Chagas. Ela diz que a escala mostrada na imagem está errada. Ana Paula Duarte Souza, farmacêutica, pesquisadora e professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, também diz que a imagem não mostra nada do que a mensagem falsa alega. E ressalta que nem faz sentido dizer se a amostra é de um vacinado ou não. "Provavelmente são hemácias. Dá para perceber alguma contaminação com micro-organismos. Mas não são robôs. Provavelmente são artefatos, talvez um fio de algodão ou uma gaze que contaminaram aquela amostra. Não tem nada do que está sendo dito." Ana Paula Duarte acrescenta que a mensagem como um todo é completamente sem fundamento. E explica que a composição das vacinas contra a Covid19, podem ser facilmente encontrada em websites confiáveis como o FDA, dos Estados Unidos, ou a Anvisa, no caso do Brasil. "Esses sites liberam a bula da vacina e na bula da vacina está explicando qual é a sua composição", diz. A especialista também esclarece a parte que fala da vacina de RNA mensageiro: "A vacina tem o RNA mensageiro, que é o princípio ativo da vacina. Esse RNA mensageiro é uma sequência de ácidos nucleicos que vai ser traduzida em proteína para induzir a resposta imune no paciente que receber a vacina. A vacina também tem lipídios, que são muito importantes, porque eles recobrem esse RNA mensageiro para ele conseguir, então, entrar dentro das células das pessoas vacinadas. Esses lipídios são polietilenoglicol e estão na composição da vacina. E a vacina também tem estabilizantes para conservar a vacina, como sacarose, ácido acético e outros componentes que estão ali para estabilizar essa composição. Mas não tem nada do que diz na mensagem. Essa mensagem é completamente fake", diz. Ela diz que a vacina pode realmente causar miocardite em adolescentes e que esse evento adverso está descrito na bula e foi divulgado em estudos científicos. "Esse efeito adverso é raro e manejável. Então os benefícios da vacinação são muito superiores ao potencial risco desse efeito adverso. Por isso, se vacinem." As fabricantes de vacinas têm sido alvo de vários boatos sobre a composição dos imunizantes. O Fato ou Fake já desmentiu que as vacinas contenham chip ou qualquer tipo de inteligência artificial. Também já demonstrou que é falso que vacinas contenham ímãs e causem magnetismo. As empresas sempre reforçam que a bula completa de cada uma está disponível no site da Anvisa. A Organização Mundial de Saúde também esclarece que os ingredientes são seguros. Procurada pelo g1, a Pfizer afirma que desconhece a análise alegada na mensagem falsa, mas garante que seu processo de fabricação respeita regras rigorosas de vigilância sanitária, para garantir a pureza e a segurança do imunizante. Também diz que todas as etapas de fabricação do imunizante, incluindo análise de qualidade do produto, são minuciosamente avaliadas pelas agências regulatórias em todo o mundo por ocasião de aprovação de uso e seguem processos contínuos de inspeção por esses órgãos, de acordo com a legislação vigente. Afirma ainda que dedica seus maiores esforços na vigilância da qualidade, segurança e eficácia dos insumos e produtos que fabrica e comercializa, disponibilizando seus produtos de forma segura e responsável ao mercado, em conformidade com as mais rigorosas normas de qualidade e segurança. E esclarece que a bula do imunizante com todas as informações, incluindo sua composição, é acessível ao público e pode ser encontrada na internet. Vídeo: Veja como identificar se uma mensagem é falsa.

Fonte: G1/NACIONAL