Moradores de SP testam positivo para Covid e gripe no mesmo dia; médicos dizem que casos de dupla infecção serão comuns

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Moradores da cidade de São Paulo foram diagnosticados com gripe e Covid-19 ao mesmo tempo nas últimas semanas. Os relatos de pacientes da capital paulista com dupla infecção pelos vírus Influenza e coronavírus ocorreram com diagnósticos feitos na mesma semana ou até no mesmo dia. Um desses relatos foi o da jornalista Giulia Fernandez, que recebeu a confirmação par Covid-19 e Influenza na mesma ocasião. Os testes foram feitos no dia 20 de dezembro em um hospital particular. "Como meus sintomas começaram no mesmo dia e fiz teste no mesmo dia, e os dois deram positivo, o período de isolamento foi o mesmo, 10 dias. Mas foram dias muito complicados, quatro dias de cama que eu não conseguia levantar, e a partir disso fui melhorando aos pouquinhos", contou. "Como meus sintomas começaram no mesmo dia e fiz teste no mesmo dia, e os dois deram positivo, o período de isolamento foi o mesmo, 10 dias. Mas foram dias muito complicados, quatro dias de cama que eu não conseguia levantar, e a partir disso fui melhorando aos pouquinhos", contou. No último sábado (1º), o governo de Israel registrou, pela primeira vez, um caso dessa dupla infecção em uma mesma pessoa. A condição ficou conhecida como flurona, uma junção das palavras "flu", que é gripe em inglês, com parte da palavra "coronavírus". Apesar disso, médicos ouvidos pela TV Globo explicaram que a dupla infecção já foi registrada no Brasil há algum tempo, e que não deve trazer, necessariamente, um aumento no sintoma das duas doenças. Em outros lugares do Brasil, como Rio de Janeiro e Ceará, também há registros da dupla infecção (veja no vídeo abaixo). Segundo a infectologista Mirian Dal'Ben, do Hospital Sírio Libanês, a infecção dupla não aumenta as chances de óbito nem faz com que as doenças sejam mais leves. "O importante é que as pessoas precisam saber que a gente não tem nada ainda na ciência que fale pra gente que pegar as duas coisas ao mesmo tempo aumente as chances da pessoa morrer ou que faça a doença talvez ser mais leve. Nenhuma das duas coisas", disse a médica. "O importante é que as pessoas precisam saber que a gente não tem nada ainda na ciência que fale pra gente que pegar as duas coisas ao mesmo tempo aumente as chances da pessoa morrer ou que faça a doença talvez ser mais leve. Nenhuma das duas coisas", disse a médica. "A gente acaba tendo que acompanhar as duas doenças como a gente faria se a pessoa tivesse pegado de forma independente", explicou. O tratamento duplo ocorreu também na casa do contador Mario Martins Bastos Junior. Tanto ele quanto a esposa foi diagnosticados com Covid-19. Antes disso, o filho, de 19 anos, recebeu um teste positivo para Influenza. O resultado dos exames tem dois dias de diferença: dia 28 de dezembro para influenza e dia 30 para Covid-19. "Meu filho está bem, nós três estamos bem, medicados, só que o que está perturbando mais é a tosse seca", disse o contador. Aumento de casos Hospitais públicos e privados da cidade de São Paulo têm registrado aumento no fluxo de pessoas com sintomas gripais nas últimas semanas, o que tem provocado filas e maior tempo de espera por atendimento. Em prontos-socorros municipais, pacientes afirmam que a espera pode chegar a 6 horas. Além dos vírus Influenza A e B, que provocam a gripe, a circulação de outros vírus também pode estar por trás do crescimento repentino de um "conjunto de doenças respiratórias", segundo os médicos. Prontos-socorros municipais registraram esperas de até 6 horas. Hospitais São Camilo, Beneficência Portuguesa, Einstein e Santa Catarina confirmaram aumento repentino de pacientes. As hospitalizações de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 também aumentaram. A média móvel de pacientes internados com Covid-19 nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no estado voltou a crescer após 6 meses de queda, de acordo com dados do governo. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana

Fonte: G1/NACIONAL

Flurona: quais sintomas quando os vírus da gripe e da Covid atacam juntos

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A pandemia de Covid-19 com um novo surto de H3N2, um subtipo do vírus influenza A conhecido como Darwin, tem gerado preocupação. A identificação dos casos é difícil porque são duas doenças respiratórias com sintomas semelhantes. No Rio de Janeiro, foi identificado um jovem de 16 anos que testou positivo para coronavírus SARS-CoV-2 e Influenza A. A combinação dos vírus é chamada de “Flurona”, uma designação a partir dos termos “flu” (gripe, em inglês) e “rona” (de coronavírus). As duas doenças afetam o sistema respiratório. Em entrevista à TV Globo, a mãe do jovem disse que o filho é atleta e que ele tomou as vacinas contra a covid-19 e gripe. Segundo a mãe, o filho está bem e praticamente sem nenhum sintoma. Os casos de Flurona foram detectados pela primeira vez nos Estados Unidos, durante o primeiro ano da pandemia de covid-19, de acordo com a Agência Brasil. “Esses casos de pacientes com dupla infecção viral não são novidades. Há pouco tempo pacientes tinham variante Delta e P1”, explicou a infectologista Ana Helena Germoglio. Segundo a médica, no exame, são encontrados materiais genéticos dos dois vírus. Não significa que os vírus vão causar doenças, eles podem estar apenas colonizando. “Estar com o material genético presente não significa que a pessoa está doente”, disse a especialista. A infectologista explicou que os efeitos das duas doenças são semelhantes, com casos assintomáticos à insuficiência respiratória. Em alguns casos, a influenza pode ser tratada com Tamiflu. “As pessoas devem fazer a testagem ao sentir febre, dor no corpo e coriza. O tratamento deve ser feito após os testes. Não é possível fazer o diagnóstico baseado apenas nos sintomas relatados, alerta Germoglio. A médica orienta que a forma de prevenção é a mesma para as duas doenças, com vacinas, uso de máscaras e evitar compartilhar copos e talheres. A infectologista Maura Salaroli, do Hospital Sírio-Libanês, alerta que os sintomas de influenza/gripe são mais intensos nas primeiras 48/72 horas de doença, já na Covid, os sintomas ficam mais intensos após o quinto dia de infecção. Em Israel, o primeiro caso de contágio simultâneo pela Covid-19 e pelo vírus Influenza foi detectado em uma mulher grávida não vacinada. A mulher recebeu alta em 30 de dezembro, após ser tratada com sintomas leves, informou o jornal Times of Israel. No país, cerca de 2.000 pessoas estão internadas por gripe e os casos da variante Ômicron do SARS-CoV-2 estão aumentando. Para o médico Roberto Debski, os casos de Flurona devem aumentar no Brasil. “Precisamos estar preparados acompanhando e medicando as pessoas. Os casos de Covid19 não têm sido graves, mas ainda há uma grande quantidade de pessoas com a doença”. O Instituto Butantan ajuda a diferenciar os sintomas da gripe e da infecção pelo novo coronavírus: Sintomas da gripe os sintomas clássicos da gripe sazonal são febre súbita, tosse (geralmente seca), dor de cabeça, dores musculares e articulares, mal-estar, dor de garganta e coriza. A tosse pode ser forte e durar duas ou mais semanas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No caso do H3N2, os sintomas são os mesmos, com o potencial de causar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em idosos e imunocomprometidos. “O que muda, neste caso, é que o surto é considerado fora de época e é consequência do relaxamento das medidas de proteção, como o uso de máscaras”, explica o diretor do Laboratório Multipropósito do Instituto Butantan, Renato Astray. “O problema deste ano é que estávamos há dois anos usando máscara e ela protege tanto contra a influenza quanto contra o SARS-CoV-2, já que ela inibe o contato com vírus respiratórios”, diz Astray. Sintomas da Covid-19 No início da pandemia, a OMS divulgou que os infectados apresentavam sintomas como febre, tosse seca, cansaço e perda do paladar ou do olfato. Após o surgimento das variantes, os sintomas clássicos sofreram mudanças. À medida que a variante delta se espalhava pelo planeta, os sintomas mais comuns da doença passaram a ser febre, tosse persistente, coriza, espirros e dor de cabeça e garganta. Características semelhantes à gripe sazonal. A perda de paladar e de olfato deixou de ser relatada. Já as infecções pela variante Ômicron, descoberta na África do sul em novembro, demonstraram outro padrão sintomático, segundo a médica Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica da África do Sul. Segundo a médica, pacientes infectados pela Ômicron apresentavam sintomas como dores pelo corpo, dor de cabeça, dor de garganta e, sobretudo, um cansaço extremo que ela não via nos que contraíram a delta.

Fonte: ISTOÉ DINHEIRO ONLINE/SÃO PAULO

Vacina, vacina e vacina

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VACINA, VACINA E VACINA Obviamente não é preciso dizer que a pandemia foi -é- uma campanha de vacinação. No Brasil temos um sistema excelente, capilarizado, que chega aos quatro cantos do país. O brasileiro, apesar das fake news, tem a cultura de se vacinar, o que tem sido fundamental. Embora permaneça a necessidade de mantermos outras formas de tragédia no mundo inteiro, inclu-prevenção, como o uso de máscara eo distanciamento social, o carro-chefe para combater o coronavírus é vacina, vacina e... vacina. Do primeiro ao décimo lugar. O momento é melhor, porém todo cuidado é pouco. Não voltamos à vida normal, ainda estamos na pandemia. Precisamos entender que o vírus continuará por um bom tempo. Apenas víramos o ano um pouco mais tranquilos do que na passagem anterior. Temos que continuar seguindo as orientações sanitárias, e grande proteção é a vacinação, algo que fará parte da nossa vida, entrará na rotina. Assim como devemos nos vacinar anualmente para H1N1, teremos que nos vacinar para Covid. Por isso, quando me perguntam se a dose de reforço é importante, sive no Brasil. Em 2021 nós vivemos 0 pico de uma catástrofe. Os hospitais, tanto da rede pública quanto da rede privada, estiveram à beira do colapso, com UTIs lotadas e profissionais da área completamente estafados, tendo que atender, além dos pacientes com Covid -e outras doenças represadas -, aqueles com a chamada síndrome pós-Covid. Essa é uma doença séria, predominantemente pulmonar no início, mas o vírus ataca vários órgãos, inclusive o coração - e, nos casos mais graves, deixa sequelas neurológicas, motoras e pulmonares crônicas. Se o ano de 2021 começou ruim, bem pior do que imaginávamos, agora o momento é um pouco melhor. O alento veio com o início da digo claro que sim. Não tem conversa. Estamos na terceira dose e iremos para a quarta, a quinta, quantas vierem. Qual vacina você deve tomar? A que tiver. Vacina boa é a disponível. Uma das grandes lições da pandemia foi ter mostrado o poder do SUS. Nosso Sistema Único de Saúde salvou milhões de vidas e sairá fortalecido dessa. Um sistema que, infelizmente, esta subfmanciado há décadas e que, até agora, era objeto de desconfiança da população. Mas isso mudou. Agora precisamos que as autoridades também tratem melhor o SUS. A medicina brasileira é de ponta, os nossos profissionais são excelentes. O SUS tem que ser fortalecido a cada dia, é prioridade. Salvou vidas e impediu o pior. A grande interrogação do momento é o Carnaval. Acredito que a festa boa será a de 2023. Neste momento, não. Qual é a graça de curtir essa festa maravilhosa desse jeito? Não tem. As pessoas estão com medo, o Carnaval não vai ter brilho, não vale a pena correr esse risco. Deixemos para o ano seguinte. Neste 2022, teremos o ano de uma possível normalização, esperamos chegar ao fim dele já fora da pandemia. Daí sim, se continuarmos no ritmo em que estamos, podemos pensar em passar o próximo Réveillon como antigamente e, claro, um Carnaval maravilhoso em 2023. ■ Roberto Kalü Filho épresidente do Conselho Diretor do InCor, do HCFMUSP e diretor de cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Muitas vezes cotado para assumir 0 Ministério da Saúde ou enfrentar as urnas, diz que 0 seu governo ROBERTO KALIL FILHO*

Fonte: PODER JOYCE PASCOWITCH | Outros

Internação por Covid volta a subir em SP e acende alerta

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Internações por Covid19 voltam a subir em SP As internações por Covid-19 no estado de São Paulo voltaram a subir e passaram das mil hospitalizações nesta semana. Em um dia, na terça (28), foram 581, atingindo a marca de 1.015 pacientes em leitos de UTI. Saúde B2 Internação por Covid19 volta a subir em SP e acende alerta Ocupação em leitos de UTI na região metropolitana de SP chegam a 30% Cláudia Collucci e Ana Bottallo são paulo As internações por Covid-19 no estado de São Paulo voltaram a subir, passando das mil hospitalizações nesta semana. Na última terça (28), o estado registrou 581 novas internações, atingindo uma área de 1.015 pacientes em leitos de UTI. Em leitos de enfermaria, há 1.454 pacientes internados com Covid19. Em 4 de dezembro, o estado tinha atingido a sua menor marca (982). Antes da última terça, o patamar de mil internações foi ultrapassado na sexta (24), com L020. No mesmo dia, foram 492 novas internações. J á a média móvel semanal de novas internações por Covid ou de casos suspeitos quase dobrou no último mês em SP: pulou de 283, na primeira semana de dezembro, para 465 nesta última (até terça 28), segundo dados do Info traeker, projeto da USP e da Unifesp que monitora a pandemia. A variação no número de hospitalizações nos últimos sete dias foi de 19%. A tendência de aumento, porém, já podia ser notada desde a segunda semana de dezembro. O período coincide com a epidemia de gripe pelo vírus influenza que atinge a capital e com a transmissão comunitária da variante ômicron. Como o governo paulista não discrimina os leitos a partir dos testes q ue diferenciam os vírus, não é possível saber se todas as internações se referem de fato à Covid19. Os dados foram retirados da plataforma Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) do Governo do Estado de São Paulo, que não utiliza as plataformas Sivep-Gripe e e-SUS notifica governo federal, instáveis nas últimas semanas após um ataque hacker sofrido em todos os sites do governo. Como os dados de internação hospitalar são enviados diretamente pelas secretarias municipais de saúde à Secretaria de Estado de Saúde, não estão sujeitos a atrasos e são, assim, mais confiáveis que a notificação de novos casos. Hospitais privados da capital também registram aumento nas internações por Covid-19. N 0 Albert Einstein, o número subiu de 15 na primeira semana de dezembro para 43 na quarta semana (até o dia 28). Já na UTI-Covid houve queda de internados, de 57 para 23. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o número de casos de Covid-19 nas unidades de internação subiu de quatro casos, no início de dezembro, para 28—três estão na UTI. Para Wallaee Casaca, coordenador do Infotraeker, é bem possível que grande parte dessas novas internações registradas no estado sejam decorrentes da Covid19, se levado em conta o que está acontecendo nos outros países desde a chegada da variante ômicron. “Estamos numa crescente. O governo tem sugerido que o aumento é devido ao surto de influenza. Mas é preciso ponderar que os testes rápidos para Covid, que estão sendo disponibilizados, não são tão efetivos para detectar a nova variante ômicron, a sensibilidade é muito baixa. Ou seja, os casos de Covid19 podem não estar detectados.” Outro dado que chama a atenção do pesquisador é o fato de o Rio de Janeiro também ter enfrentado uma epidemia de gripe, com muitos casos, mas as internações se mantiveram estáveis. “Por que São Paulo está tendo essa explosão de casos de internações e no Rio não?” A mesma visão é compartilhada pelo físico da Unesp e membro do Observatório Covid-19 BR, Roberto Kraenkel. "Tem uma subida muito forte que não pode ser expli- Internações por Covid no estado de São Paulo ■ Internações — Ocupação dos leitos de UTI, em % 92,2 15.000 ~ 13.119 100 Hospitalizações diárias por suspeita de Covid no estado de São Paulo Estimativa de internações por dia Internações do último dia (número total) Intervalo de confiança 800 — 100 miiiuiuiiiinmmininuiuiiiininiiuiii)iinmiumuiiumuiuimniiiiuiiiininimuiiimmuiiii l°.set 29.dez Fontes: Seade, Censo hospitalar do estado de São Paulo; análise de Leonardo Souto Ferreira, Observatório Covid-19 BR U Estamos vivendo duas viroses respiratórias simultaneamente com potencial para agravar, e ambas têm a mesma via final, que é o pronto-socorro Celso Granato diretor médico do grupo Fleury cada somente por gripe já no início de dezembro, e naquele momento ninguém fazia teste para gripe. E a gente sabe que a ômicron está vindo, é só ver que ela vem de todos os lados, na Europa, nos Estados Unidos, por que achar que aqui não vai ser assim também?”, diz. O aumento na incidência de hospitalizações por síndrome gripai não tem sinais de parar de crescer tão cedo, avalia o físico e mestrando do Instituto de Física Teórica da Unesp, Leonardo Souto Ferreira, que pesquisa modelagem matemática de epidemias. "Independente de modelo, o dado de novas internações nos últimos sete dias apresenta um crescimento claro desde o meio de dezembro. Já o dado de novas internações diárias alcançou patamares de setembro e não aparenta que vá cair tão cedo”, avalia. Procurada, a Secretaria do Estado de Saúde disse que mantém o monitoramento do cenário epidemiológieo em todas as regiões e reforça a queda de indicadores da pandemia e que é equivocado atribuir isoladamente os dados ao Sars-CoV-2, pois há outros vírus em circulação, como o influenza. "Atualmente, conforme o Censo Covid-19, há 2.700 pacientes internados por Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave), incluindo 1.100 em UTI. Estes números somam pacientes que podem ser suspeitos ou confirmados para Covid-19”, disse em nota. A cidade de São Paulo viu uma alta nas internações por gripe nas três semanas anteriores, verificada também na explosão de testespara influenza nos laboratórios privados e públicos. No Fleury, foram 35 mil no período de 1 ° a 28 de dezembro deste ano—contra 300 em dezembro de 2020. "Mas não é só gripe. Nossos testes de Covid dobraram neste mês, atingindo o recorde diário de abril deste ano. Na última terça (28), foram 6.600 testes, frente a 3.000 em novembro e início de dezembro", afirma 0 diretor-médieo do Grupo Fleury, Celso Granato. Assim como crescem os no vos testes, a positividade, isto é, a taxa de resultados positivos dentre os exames realizados, explodiu. "Era de 2% no início de dezembro e chegou a 2o%agora. Não acho queseja apenas de pessoas que queiram se testar preventivamente. Para mim, é a ômicron.” No Hospital Sírio-Libanês, a positividade para a Covid nos casos de sintomas gripais que chegam ao pronto-atendimento passou de 3% para 30%. No Einstein, passou de 3,9% para 15,8%. De acordo com Granato, a nova cepa já é predominante nas amostras sequenciadas. “Agora, ela tem um diferencial em relação às outras variantes que é uma carga viral altíssima. Muitos [dos pacientes] já tomaram a vacina e por isso podem ser quadros mais leves, mas se há um aumento de casos, consequentemente vai haver um aumento de hospitalizações”, afirma. Segundo Miguel Cendoroglo Neto, diretor-superintendente médico e serviços hospitalares do Einstein, a maioria dos pacientes internados por Covid não tem demandado leitos de UTI. Dos dez pacientes internados com Covid nesta terça, apenas um estava na unidade semi-intensiva. Nenhum precisou ser intubado. No auge da pandemia, o Einstein chegou a ter 305 pacientes internados, com 150 intubados. “Nossa observação está consistente com o que vem sendo observado na Europa. Os casos são mais leves”. De acordo com o último relatório do hospital, 61% das amostras. O grande volume de atendimento do hospital tem se concentrado no pronto-atendimento, com muitos resultados positivos para os dois viras respiratórios [Sars-Cov2 e influenza], diz Neto. Granato, do Fleury, reforça. “Estamos vivendo duas viroses respiratórias simultaneamente com potencial para agravar, e ambas têm a mesma via final, que é o pronto-socorro.” O Einstein, de acordo com Neto, teve que recorrer a recursos adicionais, especialmente mais profissionais de saúde, para atender o grande volume de pacientes. No Hospital Oswaldo Cruz, a demanda de pacientes com sintomas respiratórios também explodiu no último mês. De uma média diária de 65 pacientes atendidos para 300. Os cuidados seguem: uso de máscaras, distanciamento, evitar aglomerações, higiene das mãos e dose de reforço.

Fonte: FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO

Boletim Médico - Arnaldo Jabor

O Sr. Arnaldo Jabor continua internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês. Encontra-se consciente, em fase de recuperação do Acidente Vascular Isquêmico e melhora progressiva do quadro neurológico.

Ele está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Dr. Rogério Tuma.

Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez
Diretor Clínico

Brasil sofre apagão de dados oficiais, mas laboratórios relatam alta de covid

Coronavírus

Em meio ao apagão de dados do Ministério da Saúde, que sofreu ataque hacker neste mês, farmácias e laboratórios têm identificado alta de casos de covid-19 e de gripe nos últimos dias. Com o avanço da variante Ômicron do coronavírus, mais contagiosa, a falta de monitoramento mais preciso preocupa especialistas. Nas redes sociais e entre pessoas públicas – como os cantores Caetano Veloso e Chico César e o vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT) –, também aparece uma sequência de relatos. No Grupo Fleury, a procura por testes dobrou, mas o alerta vem da taxa de casos confirmados: perto de 20%. “Estava com positividade de 3% a 2%, a nossa maior baixa. De repente começou a subir o número de pedidos e de positividade”, diz o infectologista Celso Granato, diretor clínico do grupo, um dos principais de medicina diagnóstica. “Gostaria de falar que estão fazendo mais testes por precaução, para se encontrar com a família, mas, se fosse isso, não estaria dando tanto positivo.” Segundo ele, a demanda intensificada aqui e no exterior fez com que até outros laboratórios tenham procurado o grupo para terceirizar testes, diante da dificuldade de obter insumos no mercado. Sobre o vírus influenza (gripe), a situação também é atípica: mais de 27 mil testes só em dezembro (48% de positivos). Situação similar é relatada pela rede Dasa, que reúne mais de 900 unidades ambulatoriais no País: a taxa de positividade da covid passou de 1,38% no dia 4 para 11,4% no último domingo. Virologista da Dasa, José Eduardo Levi diz que o índice de positividade era o mais baixo da pandemia no início do mês. São Paulo e Rio são os principais responsáveis por elevar a média. No caso da influenza, a positividade na Dasa subiu de 7% (dia 1º) para 24%, no sábado. Para Levi, as festas de fim de ano podem ser uma das explicações, assim como o avanço da Ômicron. No exterior, essa combinação já tem resultado em recordes de casos – embora sem registros de explosões de hospitalizados e mortes, como em outras fases da crise sanitária. Dados levantados pela rede indicavam cerca de 20% de predominância da nova cepa na 1.ª quinzena do mês, média que estima chegar perto da metade até sexta. O predomínio é apontado também no monitoramento de variantes do Albert Einstein, no qual a Ômicron representa 61,1% dos casos dos últimos 30 dias. O Grupo Pardini teve 14% de alta na realização de testes e mais positividade na última semana ante a anterior – chegou a 6,2%. No Grupo Drogarias Pacheco e São Paulo, a positividade foi de 5%, na 1.ª semana de dezembro, para 15% na última semana, e o total de testes praticamente dobrou. Já a média móvel (dos sete dias anteriores) de exames confirmados de covid19 relatados pelas secretarias estaduais da Saúde segue tendência distinta. Caiu de cerca de 8,7 mil no início do mês para perto de 5 mil na terça-feira. No fim do ano, tradicionalmente, as redes têm mais dificuldade de atualizar as bases de dados e é comum que registros fiquem represados. Em nota, o ministério informou que as plataformas para registros de dados de infectados e vacinados – como e-SUS Notifica, SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações) e ConecteSUS – já foram restabelecidas na última semana. “A pasta trabalha para restabelecer as demais plataformas afetadas o mais rápido possível”, disse. Internações No Estado São Paulo, as novas internações de casos suspeitos de covid-19 têm subido desde o dia 10, quando a média móvel era de 269 hospitalizações, taxa que chegou a 465 no dia 27, conforme números de plataforma do governo (que compila dados da rede pública e privada). Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde disse que seria “equivocado” associar o cenário de novas hospitalizações a um avanço do coronavírus, pois pode incluir casos de outras síndromes respiratórias agudas graves. “A Secretaria de Estado de Saúde mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todas as regiões e reforça a queda de indicadores da pandemia, como é possível perceber pelo número de pacientes internados em UTI, com balanço inferior a mil nos últimos dias. Em comparação ao pico da segunda onda, este número é 97% menor”, apontou. Na capital paulista, os atendimentos de pacientes com sintomas respiratórios tiveram explosão na rede municipal. No dia 27, o balanço da Prefeitura apontou 1.279 casos com este quadro, dos quais 423 com suspeita de covid-19. Em 1º de dezembro, por exemplo, eram 325 atendidos, - 135 com suspeita da doença. No mesmo período, contudo, caíram as internações, de 262 hospitalizados (120 na UTI) no primeiro dia do mês para 197 na segunda-feira (57 em UTI). Em nota, a Prefeitura apontou que “não tem registrado aumento significativo nas internações por suspeita ou casos confirmados para covid-19”. No setor privado, o Hospital Albert Einstein teve aumento de internações por covid, de 15 pacientes na primeira semana do mês para 43 pacientes de enfermaria, entre os dias 22 e 28 de dezembro. Porém, o número caiu em UTI, de 57 para 23. Já o Hospital Sírio-Libanês apontou que a procura no pronto atendimento de pessoas com síndromes gripais dobrou, a maioria com diagnóstico de influenza. Nos hospitais paulistas da rede Dasa, também identificaram um aumento no número de atendimentos de pessoas com sintomas de doenças respiratórias. No Santa Paula, são 55% do total, média que era de 40% até 15 de dezembro. No 9 de Julho, houve crescimento de 18% nos pacientes atendidos na emergência com gripe de 2% nos de covid na semana de 20 a 26 de dezembro em comparação à média da anterior. “Sobre a ocupação de leitos, o número de internações dobrou no mesmo período comparativo, porém são casos de menor gravidade, e a maioria deles sem necessidade de terapia intensiva”, informou. 'Estamos em voo cego' Para Alexandre Naime Barbosa, chefe do setor de Infectologia da Unesp em Botucatu (SP), o País lida com o surto de gripe em meio à pandemia sem saber os rumos a tomar. “Estamos em voo cego”, critica. Ele destaca que o manejo dos pacientes infectados com o vírus causador da covid e com o da gripe é diferente, logo não ter as confirmações pode causar ainda mais complicações. “Hoje, não temos noção de qual é a gravidade do problema." A vacinação é o que vem fazendo a diferença, afirma o médico. Não fosse isso, os casos graves de síndrome respiratória seriam muito maiores do que o devem ser hoje, sem a confirmação oficial. Jesem Orellana, epidemiologista da Fiocruz Amazônia, destaca que os dados já tinham problemas, diante da baixa testagem e vigilância genômica – o que permite dizer por onde andam as cepas, como a Ômicron. “Dezoito meses após o início da pandemia, os sistemas deveriam estar aperfeiçoados, com erros que não deveria ter nessa altura do campeonato. Mas não ter o básico é o fundo do poço.” Medo do vírus motiva busca por teste, vacina e consulta médica para quem apresenta coriza e dor de cabeça, os sinais confundem: covid ou gripe? Nesta semana, o designer George Eduardo Teixeira Júnior, de 35 anos, teve esses sintomas. Com laboratórios cheios, foi à farmácia atrás do teste da covid19 – deu positivo. “Passei por consulta médica para saber como proceder, caso tenha sintomas agravados. Por enquanto, são leves”, conta Júnior, que já tomou a 3ª dose e se recupera em casa. A vacina não barra a infecção, mas evita hospitalizações. “Depois que fui testado, tive conhecimento de outros que tiveram a doença no trabalho.” O receio com os vírus motiva a busca por testes assim que o corpo alerta. A empresária Valdirene Moraes, de 53 anos, estava com a família em Maragogi (AL) na semana passada e teve dor de garganta e coriza. “Cheguei de viagem ainda indisposta e fui a um hospital particular de referência”, diz. Por sorte, os exames de covid19 e influenza deram negativo. Nas unidades básicas de saúde (UBSs) de São Paulo, já houve filas na busca pela vacina da gripe./COLABORARAM EMÍLIO SANT'ANNA E RENATA OKUMURA

Fonte: ESTADÃO/SÃO PAULO

Boletim Médico - Antônio Carlos Valadares

O paciente Antônio Carlos Valadares deu entrada no Hospital Sírio-Libanês no dia 15/12/21, para realizar uma revascularização cirúrgica do miocárdio, devido a um quadro já diagnosticado de insuficiência coronariana.

O procedimento, realizado no dia 17/12/21, foi bem-sucedido e o paciente permanece em recuperação e evoluindo bem.

Ele está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pela Dra. Silvia Pinella e pelo Dr. Fábio Jatene.

Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez
Diretor Clínico

Você se enquadra no grupo de pessoas que deixou de realizar exames de rotina ou parou de cuidar da saúde em geral por causa da Covid-19 ou da gripe?

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O grupo de pessoas que deixou de realizar exames de rotina ou parou de cuidar da saúde em geral por causa da Covid19 ou da gripe então preste muita atenção no que diz o clínico geral do hospital sírio libanês alfredo salim em entrevista à rádio bandeirantes de acordo com especialistas já está na hora de voltar a tratar como prioridade o cuidado médico mesmo coexistência do coronavírus e da nova gripe h três m dois no pronto atendimento de às vezes três horas de espera para atender gripe mas por favor isso não significa que as pessoas devam deixar de atender a própria saúde fazer diagnóstico precoce é muito importante fazer controle da glicemia é muito importante fazer controle da pressão quem está emagrecendo por sem motivo tenho histórico familiar forte de algumas doenças volte ao procurar os serviços médicos para ser bem atendido e o diagnóstico precoce de outras doenças ainda continua sendo a melhor solução para evitar que pertenço tem o abc um problema renal que o que o diabético fique descompensado isso tudo tem que voltar a rotina um clínico reforça que inúmeras doenças são tratadas de forma satisfatória se descobertas com antecedência e quanto à água a atriz em dois alfredo salim recomenda a permanência em casa para os pacientes que tiverem sintomas normais de gripe e que já estiverem imunizados contra a corrida e dezenove está com sintomas gripais no resfriado dor de garganta coriza a dor no corpo mal estar e o bloqueio de febre e já sei de convívio sabatinado grande chance de ser gripe de serviços influenza então não é interessante voltar a lotar os pronto atendimento os prontos-socorros pra saber o que tá acontecendo com uma gripe porque ainda não existe tratamento precoce o tal do tamiflu que é um antiviral já esgotou no mercado também ao povo proclamando desnecessariamente eu acho que agora tá na hora de continuarmos esclarecendo que a pandemia e disse agora no réveillon e no natal as pessoas tem que se cuidar mas a grande doença do momento é a gripe portanto cuidados redobrados nesta reta final de ano e atenção possíveis sintomas de gripe e convide por outro lado clínico geral do sírio libanês ressalta que os hospitais também estão preparados para cuidar de pacientes que necessitam de atendimentos relacionados a outras doenças agora são seis horas.

Fonte: RÁDIO BANDEIRANTES 840 AM/SÃO PAULO | O Pulo do Gato

A dieta pós-covid

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A DIETA APÓS A COVID19 Para quem permanece com sequelas da doença, é importante saber que a nutrição pode ser uma aliada na recuperação do organismo por MURILO TORETTA E entre 2019 e 2020, o mundo parou o que estava fazendo para lidar como início da pandemia causada pelovírus SARS-Cov-2, que ficou conhecido popularmente como “novo coronavírus”, causador da Covid-19. Pessoas que foram infectadas passaram a sentir perda de olfato e de paladar, dificuldade para respirar e sintomas similares ao da gripe H1NL como febre, dor de garganta e tosse. Porém, mesmo depois de receber altahospitalar, muitos dos pacientes sentiram as famosas sequelas da doença. A fadiga muscular ainda estava presente, os pulmões já não respiravam como antes e o olfato podia demorar meses a voltar. Apesar* de ainda não existir uma fórmula que possa ser aplicada em todos os pacientes que desenvolvem a Covid longa, médicos e cientistas sabem que fatores ligados qualidade de vida são essenciais na recuperação, e entre eles está a nutrição. Estudo brasileiro mostra que pacientes internados que receberam nutrição especializada reduziram em até 331 dias internação e 1,4 dia o suporte respiratório Energia e disposição Um estudo apresentado no congresso da Sociedade Européia de Nutrição e Metabolismo (ESPEN) e conduzido pelos médicos Dan Waitzbeqjfda Universidadede São Paulo - USP) e Paulo Cesar Ribei ro(do Hospital Sírio-libanês) revelou que pacientes internados com Covid-19 que receberam nutrição especializada reduziram em até 331 dias a internação e em1,4 dia o uso de suporte respiratório. Segundo os pesquisadores, a análise foi feita com a ingestão de 600 kcal em carboidratos de fácil absorção mais 35 g de proteína diariamente para poder de diminuir risco nutricional causado pela doença. E, de acordo com a nutricionista Gabriela Cilla (SP), essa combinação pode ser importante para uma boa recuperação da Covid-19 e suas sequelas. “A reeducação alimentar deve ser proposta mediante o grau de sequelas de um paciente. Mas é necessário observar que os pacientes que ficam acamados, fadigados e cansados podem precisar de um aumento no consumo de carboidratos de origem integral para ter energia por mais tempo, além do aumento de proteínas que diminuam a fadiga extrema que sentem”, completa Gabriela. > Para cada sintoma, uma dica quais os odores persistem por mais tempo e são mais potentes. Frutas como limão e mexerica e aromas como de café e canela também são interessantes. • Dor de garganta: Um alimentos que ajuda nesse caso é o alho, graças â sua função antissêptica, Ele pode ser adicionado a um chã com canela e gengibre, que promove alivio do sintoma. Outra dica ê comer alimentos pastosos até a dor passar. • Perda de massa muscular: Aqui é preciso priorizar a combinação de carboidratos, como pães emassas integrais, mais proteínas de origem animal ou vegetal. • Problemas na saúde pulmonar: Para quem encontra dificuldades para respirar, um alimento aliado a beterraba. A raiz possui efeito broncodilatador e pode ser consumida em forma de purê. • Perda de olfato: Vale tentara inclusão de alimentos e aromas a que o paciente estava acostumado. Um exemplo é uma salada temperada com vinagre e cebola, que são ricos em compostos sulforafanos, nos• Falta de apetite: Priorize algo que possa ser tomado, mas que tenha consistência. Por exemplo, um shake de manga ou açaí garante alto valor calórico, sem que o paciente precise mastigar. Aposte em frutas como abacate e coco ou ainda um suco verde. Para quem está se recuperando da Covid-19,em muitos casos, vale a pena bater, transformar em papinha ou amassar bem os alimentos para facilitar a ingestão E preciso evitar Não existe um alimento proibido para quem estase recuperando da Covid-19,porém existem contraindicações: Alimentos uttra processados e industrializados Alimentos ricos em gorduras saturadas e excesso de açúcar Fast food sem geral Bebidas alcoólicas Refrigerantes Recuperação nutritiva Para a nutricionista Débora Paios (SP),a alimentação pode ser a base para recuperar o estado nutricional de vitaminas, minerais e proteínas, além do estado físico e mental, acelerando o retorno do organismo à sua capacidade total. “A Covid-19 faz o organismo ficar num estado hiper inflamatório, com imunidade comprometida e tem influência nas mitocóndrias, que são responsáreis pela energia das células e consequentemente, de todos os órgãos. Por isso, é necessário priorizar uma nutrição que leve em conta fontes de alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes, com o objetivo de diminuir o crescimento viral e reduzir os sintomas", destaca. Nutrientes essenciais Uma das características de pacientes com sequelas, segundo Gabriela, é a anemia. Por isso, não somente é preciso aumentar o consumo de proteínas, como também associá-las a outros componentes como a vitamina C, o ferro e suplementos que melhorem a disposição. A suplementação de vitamina D também pode ser necessária para a melhora do quadro ósseo e para a imunidade de maneira geral. “Por isso é importante passar por uma avaliação nutricional", afirma. Por fim, a nutricionista ainda sugere que o suplemento de lactobacilos e probióticos pode ser usado para a melhora da imunidade e da função intestinal, contanto que seja indicado e supervisionado por um profissional de saúde. Do prato para a imunidade Débora conta que algumas substâncias presentes em alimentas podem ser úteis para a melhora no pós-Covid. Com o exemplo, ela cita a inclusão de curcumina, presente no açafrão-da-terra, e da quercetina, localizada em verduras e frutas como maçã e limão. "Outros alimentos capazes de auxiliar nesse aumento da imunidade são o chá verde, as frutas fontes de resveratrol, como as uvas, e os grãos ricos em beta-glucanas, como aveia e cevada. Todos esses possuem relação com a melhora do sistema de defesa natural do nosso organismo", exemplifica. Consistência importa Para muitas pessoas que estão se recuperando, fazer adaptações na forma como um alimento é servido pode ser um passo necessário na reabilitação. De acordo com Gabriela, não há problema em bater ,transformar em papinha ou amassar alimentos para facilitar a ingestão. “Quem tem perda de apetite quer evitar a mastigação e o consumo de alimentos crocantes. E isso pode ser evitado, contanto que haja orientação para fazer essa substituição”, diz. Da mesma forma, Débora ressalta que, caso o paciente se sinta fadigado, com dificuldade de respiração ou problemas de deglutição, por exemplo, receitas de consistência pastosa ou em caldos podem facilitar na hora de engolir. Combate prolongado A dica maior está em priorizar alimentos que forneçam mais energia por mais tempo. "Concentre sua atenção em alimentos que garantam energia, com ogrãos integrais e proteínas, mas leve em consideração que essa disposição precisa ser constante para não ter pico ou quedado índice glicêmico. E conte com ajuda deum nutricionista”, finaliza Gabriela. • 10 alimentos para o cardápio pós-Covid1. BETERRABA: Ê rica em óxidonítrico, que promove o relaxamento dos vasos sanguíneos, resultando num maior fluxo de sangue, oxigênio e nutrientes para o organismo. Além disso, ê broncodilatadora, auxiliando na função pulmonar. 2. Cúrcuma tempero anti-inflamatório que ajuda a combater o estado causado ela doença. Além disso, sugere-se que acurcumina ajude a reduzira replicação viral. 3. UVAS: São) fontes deflavonoides, taninos eresveratrol,um potente antioxidante para o organismo. iI5. CENOURA: É rica em vitamina A. O betacaroteno ê um importanteantioxidante, ajudando a combater 5os radicais livres e aumentando afunção imunológica. 4. QUEIJO BRANCO: É fonte de proteína,importante para a recuperação da forçamuscular, e possui base curada, que melhoraas funções das enzimas gástricas e alimenta as“bactérias do bem" presentes no intestino. 6. FRUTAS CÍTRICAS:Ricas em vitamina C,contribuem para adefesa imunológicae sao capazes deprevenir e tratarinfecções respiratóriase sistêmicas. 7. CASTANHAS EOLEAGINOSAS: Possuemselènio e zinco, alémde serem fontes degorduras boas (monoe poli-insaturadas),vitaminas do complexoBe vitamina E, que são antioxidantes eajudam no processode cicatrização. 8. CEBOLAROXA: Possuiquercetinacom açãoantioxidantee antí-inflamatória,além deefeitosantivirais. 9. KEFIR: Boa fontede probi óticos,fortalece a microbiotaintestinal, ajudandono amadurecimentodas células de defesa e no combate da infecção pelo vírus. 10. CHÁ VERDE:Possui catequinas anti-inflamatórias que diminuemalguns sintomas,melhorando a resposta imunológica.

Fonte: VIVA SAÚDE/SÃO PAULO | GERAL

Festas de final de ano: em meio à flexibilização, 5 medidas para garantir um Natal mais seguro

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Há um ano, no Natal e no Ano Novo, a vacina contra a Covid-19 ainda é uma promessa. Em 2021, 65% dos brasileiros já receberam duas doses, sendo que algumas cidades, como São Paulo, já têm 100% dos adultos imunizados. No entanto, não é hora de descartar as máscaras. O g1 conversou com especialistas e traz 5 medidas fundamentais para garantir um Natal e um Réveillon com segurança: 1. Convide os familiares vacinados Infelizmente, se o critério é segurança, os parentes que optaram por não se vacinar acabam se tornando um ponto cego para todo o grupo, principalmente se também estiverem crianças e idosos com comorbidades na reunião de fim de ano. "Primeiro, as pessoas precisam estar vacinadas. É possível que na família tenha crianças abaixo de 12 anos, que ainda não foram vacinas e que podem estar indo presencialmente nas escolas, que podem se infectar e transmitir", disse Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo e pós-doutora em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins. 2. Usar a máscara e, se tirar, manter o distanciamento Ainda não é hora de aposentar a máscara. Os especialistas pedem que ela seja mantida, no mínimo, entre as refeições. O ideal é tirar apenas na hora da ceia de fato e, neste momento, manter o distanciamento tradicional. "Mantenha o distanciamento entre as pessoas durante as refeições, reduza o número de cadeiras nas mesas e coloque-as alternadas. Evite colocar uma pessoa de frente para outra. Mantenha distância de 1,5 metro entre as pessoas...de maneira prática, este distanciamento equivale a 2 braços esticados", disse Maura Salaroli de Oliveira, Infectologista e gerente-médica da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Sírio-Libanês. 3. As regras precisam ser definidas antes cada família e seus integrantes têm rotinas diferentes e, por isso, se expõe a riscos também de diferentes graus. "Às vezes, a família já não tem mais criança, já está todo mundo vacinado, então, é um pouco diferente. Às vezes a pessoa não usa transporte coletivo, vai para o trabalho com seu próprio transporte, fica em um local com poucas pessoas. Temos sempre que pensar que o risco de transmissão é maior dependendo de quantas pessoas eu encontro no dia, quanto maior a minha interação social", explica Maciel. Com base no risco dos participantes, é importante estabelecer regras claras e bem-informadas aos convidados. Assim, a festa pode ocorrer com um risco menor e sem desgaste. "É importante reforçar que as pessoas infectadas que possuem um esquema vacinal completo tendem a apresentar sintomas mais leves, sendo necessário uma cautela a qualquer sintoma. Cuidado para não atribuir sintomas a 'rinite', 'resfriado comum', 'sinusite'", avalia Beatriz Tonetto de Almeida, enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Sírio-Libanês. 4. Fazer a festa ao ar livre Os especialistas defendem que uma alternativa que reduz o risco é fazer a festa ao ar livre, principalmente no momento das refeições, quando as pessoas estarão sem a máscara. "Se a reunião puder ser em um local aberto, por exemplo, em um quintal, em uma varanda, em que as pessoas vão ficar em um ambiente em que o ar circula, é melhor", afirma Maciel. Oliveira explica a mesma coisa: "Sempre que possível, as reuniões devem ser feitas em locais ao ar livre, ou em locais bem ventilado, com as janelas e portas abertas. Todas as pessoas precisam usar máscaras nos ambientes internos ou externos e retirá-las somente na hora das refeições". "Sempre que possível, as reuniões devem ser feitas em locais ao ar livre, ou em locais bem ventilado, com as janelas e portas abertas. Todas as pessoas precisam usar máscaras nos ambientes internos ou externos e retirá-las somente na hora das refeições". 5. Não compartilhar os pratos, talheres e etc. Por último, e não menos importante, é fundamental manter a regra de não compartilhar os objetos pessoais, como copos, pratos, talheres

Fonte: G1/NACIONAL