Surto de gripe em SP pressiona rede pública de saúde e hospitais

Coronavírus

Com o rápido avanço do surto de gripe, a cidade de São Paulo tem visto crescer a pressão sobre os postos de saúde, além da falta de remédios para tratar a doença. Para lidar com esse cenário, a prefeitura vai contratar mais 280 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, e comprar R$ 150 milhões em medicamentos, como tamiflu e dipirona. Já a demanda por leitos, diz o município, continua sob controle. "As unidades de atendimento estão sobrecarregadas. Há sobrecarga até porque não estamos suspendendo outros tipos de atendimentos. Por isso, estamos contratando mais médicos, mais enfermeiros, fazendo de tudo para atender essa demanda da gripe", disse o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, ao jornal O Estado de S. Paulo. O reforço no estoque de remédios, afirmou, ainda está sendo distribuído pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Segundo Aparecido, os hospitais públicos da capital registraram 54 internações por síndrome gripal de sábado até a terça-feira. Metade disso, explica, está em leitos clínicos e a outra parcela em leitos de UTI (unidade de terapia intensiva). Segundo nota do Observatório Covid-19 nesta segunda-feira (20), as hospitalizações de pacientes com sintomas respiratórios na Grande São Paulo voltaram a crescer em dezembro. Na última semana, o total de internações na região aumentou 51%. Conforme Aparecido, a variante Ômicron do coronavírus ainda não desencadeou alta de casos de covid-19 em São Paulo - há 17 casos confirmados com a cepa mais contagiosa. A piora, portanto, se deve à variante da gripe (H3N2). "Percebe-se claramente que a vacina não está tendo efeito", diz. "Ainda que não sejam (observados) só casos da variante da H3N2, ela está ficando prevalente." Não foi registrada morte por gripe na capital. "O drama é que temos uma nova variante (do coronavírus) circulando junto à onda de gripe que atinge fortemente a cidade. Temos de lidar com as duas coisas", acrescentou Aparecido. "A gente até está passando sufoco, fica lotado, mas é o que a gente quer, que as pessoas vão aos postos", disse. "A maior parte tem sintomas possíveis de fazer acompanhamento. Em cinco, seis dias as pessoas estão melhores." O secretário diz ainda que não há sobrecarga de leitos pelo surto de gripe. Mas explica que já são tomadas medidas de precaução. O Hospital Municipal da Brasilândia, na zona norte, passou a ser destinado, desde o fim de semana, para pacientes de síndromes gripais. Aparecido disse que não planeja antecipar a vacinação contra a gripe na cidade, que costuma começar por volta de abril. Segundo ele, essa antecipação teria de vir do Ministério da Saúde, assim como a definição de que está havendo ou não epidemia de gripe no Brasil. Grande parte dos especialistas, porém, afirma que o cenário já pode ser considerado epidêmico. Por causa do ataque hacker sofrido pelo governo federal há algumas semanas, o abastecimento de dados sobre casos de síndrome gripal tem ficado comprometido. Rede privada Nos hospitais particulares, o cenário se repete. É possível ver aumento da procura no pronto atendimento, mas não nas UTIs. É o cenário, por exemplo, na unidade Bela Vista do Hospital Sírio-Libanês, a principal do complexo, conta Felipe Duarte, gerente de Pacientes Internados e Práticas Médicas. "O volume de atendimento no pronto atendimento cresceu consideravelmente nos últimos dias. Duplicamos o total de atendimento de pacientes com síndromes gripais." O Hospital Alemão Oswaldo Cruz vive o mesmo desafio. "Em dezembro, percebemos aumento significativo de procura por nosso pronto atendimento de pessoas com sintomas respiratórios. Dobrou se compararmos com novembro", explica o diretor executivo médico Antonio da Silva Bastos Neto. Nos dois hospitais, a maioria dos diagnósticos não é de Covid, mas de influenza (gripe). "A proporção de positivos para influenza A neste grupo de pacientes é de 50%. De Covid19, é de 1 5%", diz. Em nota, o Hospital Nove de Julho relatou alta de 60% de pacientes com suspeita de síndrome gripal, ante a média da semana passada. Já sobre a Covid, diz que não houve aumento expressivo e os números "continuam baixos". O pronto atendimento do Hospital Nipo-Brasileiro, em Guarulhos, para síndrome respiratória, tem lotado. Em novembro, foram 150 atendimentos em 24 horas. Na segunda-feira, o número saltou para 518. A maioria dos pacientes apresenta teste negativo de Covid19. "Houve um aumento de 100% nos atendimentos no pronto atendimento adulto para síndromes respiratórias, Por isso, tivemos de atuar em todas as frentes", conta Rodrigo Borsari, superintendente técnico do Hospital Nipo-Brasileiro. A alta de casos já muda a rotina dos hospitais. O Oswaldo Cruz incluiu a testagem rápida para influenza A, B e H1N1 na lista de exames do seu drive-thru, na Bela Vista. O teste começou a ser feito na terça-feira. O Nipo-Brasileiro abriu salas de espera, aumentou de quatro para seis os guichês de recepção e elevou o número de funcionários: 25% mais médicos e 50% mais funcionários na triagem. Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.

Fonte: R7.COM/SÃO PAULO

Surto de gripe faz SP correr atrás de remédio e mais equipes

Coronavírus

Com o rápido avanço do surto de gripe, a cidade de São Paulo tem visto crescer a pressão sobre os postos de saúde, além da falta de remédios para tratar a doença. Para lidar com e sse cenário, a Prefeitura vai contratar mais 280 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, e comprar 150 milhões de medicamentos, como tamiflu e dipirona. Já a demanda por leitos, diz o Município, continua sob controle. “As unidades de atendimento estão sobrecarregadas. Há sobrecarga até porque não estamos suspendendo outros tipos de atendimentos. Por isso, estamos contratando mais médicos, mais enfermeiros, fazendo de tudo para atender essa demanda da gripe”, disse o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, ao Estadão. O reforço no estoque de remédios, afirmou, ainda está sendo distribuído pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo Aparecido, os hospitais públicos da capital registraram 54 internações por sín- drome gripai de sábado até ontem. Metade disso, explica, está em leitos clínicos e a outra parcela em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI). Segundo nota do Observatório Covid-19 anteontem, as hospitalizações de pacientes com sintomas respiratórios na Grande São Paulo voltaram a crescer em dezembro. Na última semana, o total de internações na região aumentou 51%. Conforme Aparecido, a variante Omicron do coronavírus ainda não desencadeou alta de casos de covid-19 em São Paulo há 17 casos confirmados com a cepa, mais contagiosa. A piora, portanto, se deve à variante da gripe (H3N2). “Percebe-se claramente que a vacina não está tendo efeito”, diz. “Ainda que não sejam (observados) só casos da variante da H3N2, ela está ficando prevalente.” Não foi registrada morte por gripe na capital. “O drama é que temos uma nova variante (do coronavírus) circulando junto à onda de gripe que atinge fortemente a cidade. Temos de lidar com as duas coisas”, acrescentou Aparecido. “A gente até está passando sufoco, fica lotado, mas é o que a gente quer, que as pessoas vão aos postos”, disse. “A maior parte tem sintomas possíveis de fazer acompanhamento. Em cinco, seis dias as pessoas estão melhores.” O secretário diz ainda que não há sobrecarga de leitos pelo surto de gripe. Mas explica que já são tomadas medidas de precaução. O Hospital Municipal da Brasilândia, na zona norte, passou a ser destinado, desde o fim de semana, para pacientes de síndromes gripais. Sem antecipar campanha Edson Aparecido disse não planejar antecipar a campanha de vacinação da gripe na capital em 2021 Aparecido disse que não planeja antecipar a vacinação contra a gripe na cidade, que costuma começar por volta de abril. Segundo ele, essa antecipação teria de vir do Ministério da Saúde, assim como a definição de que está havendo ou não epidemia de gripe no Brasil. Grande parte dos especialistas, porém, afirma que o cenário já pode ser considerado epidêmico. Por causa do ataque hacker sofrido pelo governo federal há algumas semanas, o abastecimento de dados sobre casos de síndrome gripai tem ficado comprometido. REDE PRIVADA. Nos hospitais particulares, o cenário se repete. E possível ver aumento da procura no pronto atendimento, mas não nas UTIS. É o cenário, por exemplo, na unidade Bela Vista do Hospital Sírio-Libanês, a principal do complexo, conta Felipe Duarte, gerente de Pacientes Internados e Práticas Médicas. “O volume de atendimento no pronto atendimento cresceu consideravelmente nos últimos dias. Duplicamos o total de atendimento de pacientes com síndromes gripais.” O Hospital Alemão Oswaldo Cruz vive o mesmo desafio. “Em dezembro, percebemos aumento significativo de procura por nosso pronto atendimento de pessoas com sintomas respiratórios. Dobrou, se compararmos com novembro”, explica o diretor executivo médico Antonio da Silva Bastos Neto. Nos dois hospitais, a maioria dos diagnóstico- Vacinar crianças contra covid é crucial para imunidade coletiva Sem a vacinação em massa das crianças contra a covid19, dificilmente o Brasil conseguirá atingir os patamares mínimos de imunização necessários para proteção coletiva da população. A conclusão é de um estudo da Fiocruz, submetido à Revista Brasileira de Epidemiologia, e apresentado ontem em formato preprint. O trabalho revela que o ritmo do avanço da imunização vem caindo sistematicamente desde setembro e já chegou, praticamente, à estagnação. Caso essa tendência se confirme, teríamos, ao final do processo, cerca de 75% da população vacinada, o que é muito pouco para a proteção coletiva. O ideal seria, no míni- I mO, 85%. • ROBERTA JANSE N cos não é de covid, mas de influenza (gripe). “A proporção de positivos para influenza A neste grupo de pacientes é de 50%. De covid, é de 1,5%”, diz. Em nota, o Hospital Nove de Julho relatou alta de 60% de pacientes com suspeita de síndrome gripai, ante a média da semana passada. Já sobre a covid, diz que não houve aumento expressivo e os números “continuam baixos”. O pronto atendimento do Hospital Nipo-Brasileiro, em Guarulhos, para síndrome respiratória, tem lotado. Em novembro, foram 150 atendimentos em 24 horas. Anteontem, o número saltou para 518. A maioria dos pacientes apresenta teste negativo de covid. A alta de casos já muda a rotina dos hospitais. O Oswaldo Cruz incluiu a testagem rápida para influenza A, B e H1N1 na lista de exames do seu drive thru, na Bela Vista. O teste começou a ser feito ontem. O Nipo-Brasileiro, em Guarulhos abriu salas de espera, aumentou de quatro para seis os guichês de recepção e elevou o número de funcionários: 25% mais médicos e 50% mais funcionários na triagem.

Fonte: O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL

A medicina de precisão no combate ao câncer de pele

Dr. Eduardo Bertolli
17/12/2021 5 min de leitura
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A medicina de precisão une ferramentas tradicionais de diagnóstico (avaliação de sintomas, resultados de exames, histórico etc.) com informações mais detalhadas sobre o perfil do paciente. Assim, ela possibilita um tratamento mais preciso e personalizado, além de entender quais são os riscos embutidos em cada caso.

Com o uso cada vez mais comum do termo “precisão”, a oncologia tem sido uma área frequentemente associada a esse conceito. Neste artigo, vamos analisar o uso da medicina de precisão para o câncer de pele sob duas perspectivas diferentes: o da radioterapia e o da cirurgia.

Dia do Fonoaudiólogo: Qual o papel e a atuação desses profissionais?

Priscila Rodrigues Prado Prado Zagari
Priscila Rodrigues Prado Prado Zagari
09/12/2021 3 min de leitura
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O dia 9 de dezembro de 1981 é a data onde foi regulamentada a área da Fonoaudiologia no Brasil. A data é uma homenagem e uma comemoração a este importante marco na história desses profissionais. O Hospital Sírio-Libanês parabeniza à todos os profissionais fonoaudiólogos e aproveitando a data explica sobre o papel e a atuação destes profissionais.

Você sabe qual é o papel desse profissional?

O Fonoaudiólogo é o profissional da área da saúde responsável pelo cuidado, estudo e prevenção de todas as doenças e distúrbios da linguagem humana, através da audição, fala e escrita, trabalhando com

Com ômicron, hospitais privados de SP reforçam triagem de pacientes

Coronavírus

Com ômicron, hospitais privados de SP reforçam triagem de pacientes Se houver alta no número de casos, plano de transformar enfermarias em UTI pode ser retomado Equipe médica em UTI de Covid no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo Eduardo Anizeiu-9.de2.20/Folhapress Cláudia Collucci são paulo O relaxamento das medidas preventivas, a chegada da variante ômicron e as hospitalizações por síndrome respiratória voltando a subir depois de um período de estabilidade colocaram os hospitais privados paulistas em alerta. Embora as internações por Covid-19 no sistema privado permaneçam em queda, muitas instituições estão com os leitos com mais de 90% de ocupação com outras demandas de saúde que ficaram represadas durante a pandemia. O Hospital Israelita Albert Einstein, por exemplo, tem batido nas últimas semanas recordes históricos de cirurgias eletivas, com mais de 800 por semana, e a ocupação de leitos acima de 90%. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o número de cirurgias está 15% acima das taxas registradas antes da pandemia. Comitês multiprofissionais estão avaliando diariamente os dados da pandemia e também houve reforço na triagem dos pacientes com sintomas gripais. Francisco Balestrin, presidente do Sindhos (sindicato paulista dos hospitais, clínicas e laboratórios privados), diz que foi divulgada uma orientação às instituições filiadas para que tenham uma preocupação epidemiológica maior do que vinham tendo. “Não temos ainda clara a situação dessa nova variante no Brasil. Então precisamos trabalhar esses casos, além do ponto de vista de assistência, também sanitário, epidemiológico. Temos que ajudar a saúde pública também”, diz ele. Isso significa acrescentar novas perguntas aos pacientes que chegam ao pronto atendimento (PA). “Estamos checando se têm passagem por países da Europa, África e pelos Estados Unidos e reforçando a necessidade das medidas de proteção, como máscara, uso do álcool em gel", afirma Antonio da Silva Bastos, diretor-executivo médico do Oswaldo Cruz. Ao mesmo tempo, os gesto res dizem que esse período de pandemia trouxe aprendizados, como a consolidação do conceito dos chamados "hospitais sem paredes” que permite uma gestão mais eficiente de leitos caso haja aumento das internações por Covid19. Dentro dessa metáfora estão consultas virtuais, que evitam que as pessoas se desloquem até os prontos-socorros, e adaptações na estrutura física de acordo com a demanda, que permitem a criação rápida de novos leitos. “A gente aprendeu muito coma pandemia. Dá para capacitar [profissionais de saúde] em tempo recorde e dá para oferecer o mesmo resultado quando você tem a enfermaria intereambiável entre apartamentos, leitos de semi-intensiva ou UTI”, conta Sidney Klajner, presidente do Albert Einstein. Segundo ele, outros processos de gestão que já vinham sendo adotados antes da pandemia se fortaleceram com a crise sanitária, como a criação de um time de fluxo do paciente que permite um giro de leitos mais eficiente. Esse time desenvolveu algo ritmo capaz de predizer com uma acurada de 90% a necessidade de leito de internação, assim que o paciente chega ao pronto-atendimento. “Por conta desse time de fluxo, a gente transformou unidades de infusão de medicamentos na oncologia em leitos, polissonografia em leitos, salas de aula em lugar de infusão de medicamentos. E não faltou vaga para quem chegasse ao PA”, relata. Na segunda onda da pandemia, conta Klajner, o hospital chegou a fazer no mesmo dia dezintubações de pacientes em apartamentos para só depois levá-los à UTI. A instituição chegou a ter 310 pacientes internados com Covid. Hoje tem 12. Outra novidade do Einstein durante a pandemia foi criar, em parceria com a empresa Enebras, um sistema portátil que permitiu transformar apartamentos normais em áreas de pressão negativa, evitando a propagação do vírus dentro do ambiente hospitalar. Essa pressão negativa é obtida por meio de um sistema de exaustão. A pressão do ar dentro de um quarto é controlada para que fique abaixo daquela dos demais ambientes do hospital. O ar contaminado passa por um filtro de alto desempenho e por lâmpadas germicidas e é expelido para A pandemia nos ensinou a ser versáteis, em ter agilidade para converter unidades em outras conforme a necessidade Felipe Duarte gerente de pacientes internados e práticas médicas do Sírio-Libanês o ambiente externo sem os contaminantes. “A pandemia nos ensinou a ser versáteis, em ter agiliza de para converter unidades em outras conforme a necessidade”, diz Felipe Duarte, gerente de pacientes internados e práticas médicas do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ele, as unidades Covid-19 estão sendo fechadas com a possibilidade de voltar à mesma função se houver aumento de casos. “O plano já está desenhado e estruturado.” O hospital mantém ainda a estrutura de comitê de crise, com reuniões semanais e não mais diárias como ocorriam meses atrás. Duas alas de UTI, com 23 leitos novos, foram construídas durante a pandemia. O Sírio chegou a ter 260 pacientes internados com Covid, com perto de 100% de ocupação. Hoje está oscilando entre 12 e 16. Em razão do avanço da vacinação no país e, em São Paulo em particular, a expectativa dos gestores é que mesmo em um cenário de aumento de casos devido à ômicron, a demanda por leitos hospitalares seja menor do que nas ondas anteriores. “O que a gente tem reforçado é que não dá para não tomar vacina. Somos defensores ferrenhos da vacinação. E a gente não sente uma segurança de baixar a guarda em relação o uso da máscara”, diz Duarte. Sidney Klajner, do Einstein também é enfático ao afirmar que o maior risco é a flexibilização das medidas de proteção. Na sua opinião, essa é a principal razão do aumento dos casos e internações em países da Europa e da Ásia mesmo como taxas de vacinação acima de 70%. “Quando você diz que não precisa mais asar máscaras, acaba sendo um estímulo não só para não se proteger, mas também um estímulo às aglomerações. E isso vai aumentar o número de casos”, afirma. As instituições dizem orientar pacientes e visitantes sobre a importância da vacinação, mas não têm respaldo legal para condicioná-la ao atendimento ou circulação dentro da instituição.

Fonte: FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO

Boletim Médico - Governador Robinson Faria

O Governador Robinson Faria foi operado pelo Prof. Raul Cutait e equipe, tendo sido submetido à retirada da vesícula e correção de hérnia inguinal. A cirurgia transcorreu sem intercorrências e o paciente já se encontra na recuperação anestésica.

Dr. Fernando Ganem
Diretor de Governança Clínica

Dr. Angelo Fernandez
Diretor Clínico

É enganoso que vacinação ampliou a taxa de mortalidade por covid

Coronavírus

É enganoso conteúdo de vídeo publicado em redes bolsonaristas no Telegram, segundo o qual um médico afirma que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer contra o coronavírus são nocivas para a população por falta de eficácia ou segurança. Também é enganoso que não haja solidez no acompanhamento da vacinação em gestantes e que pessoas vacinadas podem, sim, transmitir, mas a probabilidade é menor. A vacina é comprovadamente eficaz tanto para evitar que haja contaminação quanto a transmissão da covid-19, além de reduzir as chances daqueles que venham a contrair o vírus de desenvolverem a forma grave da doença. A reportagem contatou o médico Alessandro Loiola, autor do conteúdo verificado aqui, mas ele não respondeu até a publicação deste texto. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor. Como verificamos? Inicialmente, a reportagem foi em busca de informações sobre a forma como a eficácia e a segurança das vacinas são aprovadas por órgãos reguladores de saúde, como a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil; a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos; e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que faz a avaliação na Europa. Na sequência, foram cruzadas as informações que Loiola apresenta em seu discurso com o que já foi comprovado sobre as vacinas — eficácia, segurança e procedimentos para aprovação de uso. Além disso, enviamos um e-mail para o Ministério da Saúde questionando qual era a política definida no país para vacinação de gestantes e lactantes. A reportagem encaminhou, ainda, um e-mail para a Pfizer com pedido de esclarecimentos sobre os pontos citados no vídeo em verificação. O Comprova também entrou em contato com a Câmara Municipal de Sorocaba (SP), cuja página do Facebook ainda mantém disponível o vídeo de Loiola, mas até a publicação desta reportagem não recebeu retorno. O infectologista e médico no Hospital Sírio-Libanês Alexandre Cunha foi contatado para esclarecermos se o vídeo apresenta dados que encontram respaldo na realidade. Cunha comparou, ainda, as afirmações que Loiola defende no vídeo com os dados fornecidos pelo Our World in Data, site ligado à Universidade de Oxford. Por fim, o Comprova enviou mensagem para Loiola para questionar as fontes das declarações feitas por ele. Até 29 de novembro, não houve retorno. O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 29 de novembro de 2021. Verificação Em buscas na internet, a reportagem conseguiu identificar que o vídeo se trata de um trecho retirado do discurso de Alessandro Loiola em uma audiência pública na Câmara Municipal de Sorocaba. O evento aconteceu no dia 10 de novembro e tinha como tema o uso do passaporte sanitário na região. Desde o dia 23 de novembro, o conteúdo não está mais disponível no canal do órgão legislativo no YouTube por "violar as diretrizes da comunidade". No entanto, a transmissão segue disponível no Facebook da Câmara. Entramos em contato com a Câmara, mas, até a publicação desta reportagem, não tivemos retorno. As afirmações sobre a segurança e eficácia da vacina presentes no vídeo foram tiradas de contexto por Loiola, e repercutiram nas redes sociais e no WhatsApp. De acordo com os primeiros estudos lançados pela Pfizer sobre os imunizantes contra a covid-19, ainda em julho de 2020, os testes utilizaram adultos saudáveis entre 18 e 55 anos. Contudo, isso não significa que os imunizantes, em suas fases iniciais, não foram aplicados em idosos e em imunossuprimidos, mas que, no início das testagens, fase de maior risco para qualquer categoria de fármaco, e não apenas os desenvolvidos contra a covid-19, apenas adultos saudáveis integravam as pesquisas. O laboratório norte-americano anunciou em 18 de novembro de 2020 a conclusão da última fase de testes, que incluíam a imunização de pessoas de todas as faixas etárias acima dos 18 anos. Os imunizantes apresentaram 95% de eficácia em todas as idades, gêneros e etnias, segundo os laboratórios da Pfizer e da alemã BioNTech. A 3ª fase de testes com a vacina desse imunizante começou em julho de 2020 e envolveu mais de 43 mil participantes em seis países, incluindo o Brasil, os Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul e Argentina. Em dezembro de 2020, a farmacêutica deu entrada no pedido de uso emergencial das vacinas junto à Anvisa. Orientações do Ministério da Saúde para gestantes O Ministério da Saúde comunicou no dia 28 de julho deste ano, em seu site oficial, a orientação para grávidas e puérperas em relação aos imunizantes contra a covid-19. A pasta orienta que mulheres deste grupo que receberam a primeira dose da AstraZeneca recebam a segunda da Pfizer. O que implica dizer que os imunizantes, além de seguros, têm uso incentivado pelo órgão de saúde brasileiro, diferente do que afirma o médico no vídeo em verificação. A imprensa brasileira também esclareceu, com base em estudos e declarações de cientistas, que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e pela Moderna são seguras para grávidas. As notícias desmentindo boatos sobre as duas farmacêuticas foram destaque na mídia após circular a informação falsa que gestantes teriam a placenta danificada caso recebessem as doses. Vacina não é experimental Em entrevista ao Comprova, o infectologista Alexandre Cunha disse que as informações apresentadas no vídeo "não fazem nenhum sentido". "A essa altura do campeonato, questionar isso [a vacina] é uma narrativa completamente fantasiosa." O especialista também desmentiu o conteúdo apontando que a vacina não é experimental — mesma posição da Anvisa, da FDA, da EMA e Pfizer, conforme foi amplamente noticiado pela imprensa. Ele explica o que pode ou não ser definido, em termos científicos, como "experimental". "O conceito científico experimental é um produto qualquer que pode ser um medicamento ou uma vacina que não passou pelas fases de estudos clínicos. A gente tem estudo pré-clínico, que é o estudo feito em animais, podem ser ratos, camundongos, cobaias, depois a gente tem os estudos clínicos fase um, fase dois e fase três." Cunha detalha ainda que as vacinas contra a covid-19 já ultrapassaram a fase três e que está na quarta etapa de estudos. "A gente chama de fase quatro quando o produto não é mais experimental e já está sendo usado na vida real", diz. Ser contra a vacina é um "pensamento delirante", segundo o infectologista. "É um absurdo, hoje, alguém querer falar contra a vacina", afirma. O que diz a Pfizer Em nota encaminhada ao Comprova, a Pfizer informou que a vacina ComiRNAty, desenvolvida contra a covid-19, foi avaliada em estudo de fase três e apresentou eficácia global de 95% em toda a população participante. A farmacêutica disse que a ação do imunizante foi analisada em diversos grupos, incluindo pacientes com condições clínicas de risco, sendo observada ainda uma eficácia de 94% em indivíduos acima dos 65 anos. O laboratório argumenta ainda que a concessão do registro de uso definitivo, concedido pela Anvisa à vacina, atesta a segurança, qualidade e eficácia em públicos de diversas idades e condições imunológicas. A Pfizer ressaltou que o estudo em gestantes também avaliou a segurança e tolerabilidade dos imunizantes aos bebês, além da transferência de anticorpos potencialmente protetores da mãe para o filho. "Até o momento, especificamente sobre a vacina ComiRNAty, não há qualquer alerta de segurança ou preocupação, de modo que o benefício da vacinação segue se sobrepondo a qualquer risco", diz a farmacêutica. Mais de 2,1 bilhões de doses do imunizante produzido pela Pfizer em parceria com a BioNTech já foram distribuídas em mais de 161 países ao redor do mundo, até 25 de novembro de 2021. É correto comparar a mortalidade de 2020 e 2021? Loiola afirma no vídeo verificado que os 20 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo tiveram aumento de até 1.600% no número de mortes após o início da vacinação da população. No entanto, é incorreto comparar dados - seja de mortes ou casos de covid-19 - de dois anos e dois momentos diferentes da pandemia, da evolução de casos e da cobertura vacinal nos países. Anteriormente, o Comprova verificou e definiu como enganoso um post que comparava a mortalidade da covid-19 em 2020 e 2021. Além disso, em uma verificação anterior o UOL Confere comprovou que o avanço da imunização nos Estados Unidos gerou queda no número de mortes pela doença entre janeiro — que foi o pico de casos no país — e julho deste ano. A verificação usou dados da Universidade Johns Hopkins utilizados pelo monitoramento do site Our World in Data. Quem é o médico que aparece no vídeo? O homem que aparece no vídeo é o médico Alessandro Loiola. Natural de Vitória, no Espírito Santo, Loiola apareceu em outra verificação recente do Comprova, que apontou que ele também é registrado como profissional no Conselho Federal de Medicina em Minas Gerais, nas áreas de cirurgia geral e proctologia. Loiola é formado pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam), no Espírito Santo. No site do Conselho Federal de Medicina (CFM) constam três registros em seu nome, em diferentes estados: Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Os registros múltiplos são possíveis para médicos que atuam em cidades diversas. O médico tem dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais, como o Twitter e o Instagram, onde já fez diversas postagens relacionadas à pandemia de covid-19, falando em "riscos da vacina" e contra o uso de máscaras. Por que investigamos? Em sua quarta fase, o Comprova verifica conteúdos suspeitos que tenham viralizado sobre pandemia, políticas públicas do governo federal e eleições. O conteúdo em verificação foi compartilhado em grupos bolsonaristas com mais de 45 mil inscritos no Telegram. Publicações como essa deixam as pessoas mais vulneráveis em relação à imunização, ainda que essa medida sanitária seja a mais eficaz para evitar a contaminação, transmissão e quadros graves da doença. Isso faz com que a população fique em perigo, uma vez que, sem as doses da vacina, há mais chance de exposição ao vírus e de desenvolver a fase aguda da covid-19, com risco de intubação e óbito. O Comprova tem publicado verificações que desmentem boatos de internet que interferem negativamente na proteção contra a covid-19 ou que podem influenciar no processo democrático brasileiro, como o que esclareceu que o inquérito da PF não investiga fraude no processo de votação. Assim como o boato de internet que engana ao afirmar que o CDC coleta dados de pessoas reinfectadas transmitindo coronavírus. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

Fonte: UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO

Vacinação em massa não ampliou a taxa de mortalidade por covid, diferentemente do que afirma médico

Coronavírus

Esta checagem foi produzida por jornalistas da coalizão do Comprova. Leia mais sobre nossa parceria aqui. É enganoso conteúdo de vídeo publicado em redes bolsonaristas no Telegram, segundo o qual um médico afirma que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer contra o coronavírus são nocivas para a população por falta de eficácia ou segurança. Também é enganoso que não haja solidez no acompanhamento da vacinação em gestantes e que pessoas vacinadas podem, sim, transmitir, mas a probabilidade é menor. Leia Também Ativista antivacina espalha boatos sobre AVC em pilotos e aborto em palestra A vacina é comprovadamente eficaz tanto para evitar que haja contaminação quanto a transmissão da covid-19, além de reduzir as chances daqueles que venham a contrair o vírus de desenvolverem a forma grave da doença. A reportagem contatou o médico Alessandro Loiola, autor do conteúdo verificado aqui, mas ele não respondeu até a publicação deste texto. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor. Como verificamos? Inicialmente, a reportagem foi em busca de informações sobre a forma como a eficácia e a segurança das vacinas são aprovadas por órgãos reguladores de saúde, como a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil; a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos; e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que faz a avaliação na Europa. Na sequência, foram cruzadas as informações que Loiola apresenta em seu discurso com o que já foi comprovado sobre as vacinas — eficácia, segurança e procedimentos para aprovação de uso. Além disso, enviamos um e-mail para o Ministério da Saúde questionando qual era a política definida no país para vacinação de gestantes e lactantes. A reportagem encaminhou, ainda, um e-mail para a Pfizer com pedido de esclarecimentos sobre os pontos citados no vídeo em verificação. O Comprova também entrou em contato com a Câmara Municipal de Sorocaba (SP), cuja página do Facebook ainda mantém disponível o vídeo de Loiola, mas até a publicação desta reportagem não recebeu retorno. O infectologista e médico no Hospital Sírio-Libanês Alexandre Cunha foi contatado para esclarecermos se o vídeo apresenta dados que encontram respaldo na realidade. Cunha comparou, ainda, as afirmações que Loiola defende no vídeo com os dados fornecidos pelo Our World in Data, site ligado à Universidade de Oxford. Por fim, o Comprova enviou mensagem para Loiola para questionar as fontes das declarações feitas por ele. Até 29 de novembro, não houve retorno. O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 29 de novembro de 2021. Verificação Em buscas na internet, a reportagem conseguiu identificar que o vídeo se trata de um trecho retirado do discurso de Alessandro Loiola em uma audiência pública na Câmara Municipal de Sorocaba. O evento aconteceu no dia 10 de novembro e tinha como tema o uso do passaporte sanitário na região. Desde o dia 23 de novembro, o conteúdo não está mais disponível no canal do órgão legislativo no YouTube por “violar as diretrizes da comunidade”. No entanto, a transmissão segue disponível no Facebook da Câmara. Entramos em contato com a Câmara, mas, até a publicação desta reportagem, não tivemos retorno. As afirmações sobre a segurança e eficácia da vacina presentes no vídeo foram tiradas de contexto por Loiola, e repercutiram nas redes sociais e no WhatsApp. De acordo com os primeiros estudos lançados pela Pfizer sobre os imunizantes contra a covid-19, ainda em julho de 2020, os testes utilizaram adultos saudáveis entre 18 e 55 anos. Contudo, isso não significa que os imunizantes, em suas fases iniciais, não foram aplicados em idosos e em imunossuprimidos, mas que, no início das testagens, fase de maior risco para qualquer categoria de fármaco, e não apenas os desenvolvidos contra a covid-19, apenas adultos saudáveis integravam as pesquisas. O laboratório norte-americano anunciou em 18 de novembro de 2020 a conclusão da última fase de testes, que incluíam a imunização de pessoas de todas as faixas etárias acima dos 18 anos. Os imunizantes apresentaram 95% de eficácia em todas as idades, gêneros e etnias, segundo os laboratórios da Pfizer e da alemã BioNTech. A 3ª fase de testes com a vacina desse imunizante começou em julho de 2020 e envolveu mais de 43 mil participantes em seis países, incluindo o Brasil, os Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul e Argentina. Em dezembro de 2020, a farmacêutica deu entrada no pedido de uso emergencial das vacinas junto à Anvisa. Orientações do Ministério da Saúde para gestantes O Ministério da Saúde comunicou no dia 28 de julho deste ano, em seu site oficial, a orientação para grávidas e puérperas em relação aos imunizantes contra a covid-19. A pasta orienta que mulheres deste grupo que receberam a primeira dose da AstraZeneca recebam a segunda da Pfizer. O que implica dizer que os imunizantes, além de seguros, têm uso incentivado pelo órgão de saúde brasileiro, diferente do que afirma o médico no vídeo em verificação. A imprensa brasileira também esclareceu, com base em estudos e declarações de cientistas, que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e pela Moderna são seguras para grávidas. As notícias desmentindo boatos sobre as duas farmacêuticas foram destaque na mídia após circular a informação falsa que gestantes teriam a placenta danificada caso recebessem as doses. Vacina não é experimental Em entrevista ao Comprova, o infectologista Alexandre Cunha disse que as informações apresentadas no vídeo “não fazem nenhum sentido”. “A essa altura do campeonato, questionar isso [a vacina] é uma narrativa completamente fantasiosa.” O especialista também desmentiu o conteúdo apontando que a vacina não é experimental — mesma posição da Anvisa, da FDA, da EMA e Pfizer, conforme foi amplamente noticiado pela imprensa. Ele explica o que pode ou não ser definido, em termos científicos, como “experimental”. “O conceito científico experimental é um produto qualquer que pode ser um medicamento ou uma vacina que não passou pelas fases de estudos clínicos. A gente tem estudo pré-clínico, que é o estudo feito em animais, podem ser ratos, camundongos, cobaias, depois a gente tem os estudos clínicos fase um, fase dois e fase três.” Cunha detalha ainda que as vacinas contra a covid-19 já ultrapassaram a fase três e que está na quarta etapa de estudos. “A gente chama de fase quatro quando o produto não é mais experimental e já está sendo usado na vida real”, diz. Ser contra a vacina é um “pensamento delirante”, segundo o infectologista. “É um absurdo, hoje, alguém querer falar contra a vacina”, afirma. O que diz a Pfizer Em nota encaminhada ao Comprova, a Pfizer informou que a vacina ComiRNAty, desenvolvida contra a covid-19, foi avaliada em estudo de fase três e apresentou eficácia global de 95% em toda a população participante. A farmacêutica disse que a ação do imunizante foi analisada em diversos grupos, incluindo pacientes com condições clínicas de risco, sendo observada ainda uma eficácia de 94% em indivíduos acima dos 65 anos. O laboratório argumenta ainda que a concessão do registro de uso definitivo, concedido pela Anvisa à vacina, atesta a segurança, qualidade e eficácia em públicos de diversas idades e condições imunológicas. A Pfizer ressaltou que o estudo em gestantes também avaliou a segurança e tolerabilidade dos imunizantes aos bebês, além da transferência de anticorpos potencialmente protetores da mãe para o filho. “Até o momento, especificamente sobre a vacina ComiRNAty, não há qualquer alerta de segurança ou preocupação, de modo que o benefício da vacinação segue se sobrepondo a qualquer risco”, diz a farmacêutica. Mais de 2,1 bilhões de doses do imunizante produzido pela Pfizer em parceria com a BioNTech já foram distribuídas em mais de 161 países ao redor do mundo, até 25 de novembro de 2021. É correto comparar a mortalidade de 2020 e 2021? Loiola afirma no vídeo verificado que os 20 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo tiveram aumento de até 1.600% no número de mortes após o início da vacinação da população. No entanto, é incorreto comparar dados – seja de mortes ou casos de covid-19 – de dois anos e dois momentos diferentes da pandemia, da evolução de casos e da cobertura vacinal nos países. Anteriormente, o Comprova verificou e definiu como enganoso um post que comparava a mortalidade da covid-19 em 2020 e 2021. Além disso, em uma verificação anterior o UOL Confere comprovou que o avanço da imunização nos Estados Unidos gerou queda no número de mortes pela doença entre janeiro — que foi o pico de casos no país — e julho deste ano. A verificação usou dados da Universidade Johns Hopkins utilizados pelo monitoramento do site Our World in Data. Quem é o médico que aparece no vídeo? O homem que aparece no vídeo é o médico Alessandro Loiola. Natural de Vitória, no Espírito Santo, Loiola apareceu em outra verificação recente do Comprova, que apontou que ele também é registrado como profissional no Conselho Federal de Medicina em Minas Gerais, nas áreas de cirurgia geral e proctologia. Loiola é formado pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam), no Espírito Santo. No site do Conselho Federal de Medicina (CFM) constam três registros em seu nome, em diferentes estados: Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Os registros múltiplos são possíveis para médicos que atuam em cidades diversas. O médico tem dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais, como o Twitter e o Instagram, onde já fez diversas postagens relacionadas à pandemia de covid-19, falando em “riscos da vacina” e contra o uso de máscaras. Por que investigamos? Em sua quarta fase, o Comprova verifica conteúdos suspeitos que tenham viralizado sobre pandemia, políticas públicas do governo federal e eleições. O conteúdo em verificação foi compartilhado em grupos bolsonaristas com mais de 45 mil inscritos no Telegram. Publicações como essa deixam as pessoas mais vulneráveis em relação à imunização, ainda que essa medida sanitária seja a mais eficaz para evitar a contaminação, transmissão e quadros graves da doença. Isso faz com que a população fique em perigo, uma vez que, sem as doses da vacina, há mais chance de exposição ao vírus e de desenvolver a fase aguda da covid-19, com risco de intubação e óbito. O Comprova tem publicado verificações que desmentem boatos de internet que interferem negativamente na proteção contra a covid-19 ou que podem influenciar no processo democrático brasileiro, como o que esclareceu que o inquérito da PF não investiga fraude no processo de votação. Assim como o boato de internet que engana ao afirmar que o CDC coleta dados de pessoas reinfectadas transmitindo coronavírus. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

Fonte: BLOGS DO ESTADÃO