Como proteger a pele além do protetor solar
1 – Buscar sombra sempre que possível (principalmente entre 10h e 16h) – reduzir a exposição direta no pico de UV é uma das medidas mais eficazes. O Índice Ultravioleta é uma escala padronizada (muito fácil de ser verificada pela internet) para indicar o nível de radiação UV que chega à superfície da Terra e o risco de dano à pele e aos olhos. Ele varia de 0 a 11. Quando estiver em 3 ou mais, já há risco de danos; por isso, deve-se evitar a exposição excessiva nesses dias. Porém, se não for possível evitar, optar pelo conjunto de medidas protetivas: protetor solar, chapéu, roupas e óculos escuros, sempre buscando sombra.
2 – Usar roupas com proteção UV, chapéu de aba larga e óculos UV – roupas bem escolhidas bloqueiam grande parte da radiação; chapéus protegem face e pescoço; óculos protegem conjuntiva e pálpebras.
3 – Evitar câmaras de bronzeamento (tanning beds) e exposição intencional para bronzear – aumento claro do risco de câncer de pele e fotoenvelhecimento.
4 – Aplicar protetor solar corretamente e considerá-lo um complemento, não substituto – aplicar quantidade adequada (aproximadamente 2 mg/cm²), reaplicar a cada 2 horas ou após banho ou atividade física, escolher filtro de amplo espectro (UVA + UVB) e FPS maior que 50.
5 – Proteger lábios e couro cabeludo – usar protetor labial com FPS e chapéus; áreas frequentemente esquecidas têm risco aumentado.
6 – Instalar películas ou vidros que bloqueiam UV em carros e residências, quando indicado – reduz a exposição durante deslocamentos; importante para pacientes com fotossensibilidade.
7 – Educação do paciente e políticas ambientais (sombra em escolas e locais de trabalho, pausas ao sol) – intervenções comportamentais e ambientais aumentam a adesão às medidas.
8 – Identificar e revisar medicamentos com potencial de fotossensibilização (ex.: alguns antibióticos, diuréticos, anti-inflamatórios) e orientar pacientes sobre o risco aumentado – ajuste ou alerta quando apropriado.
9 – Parar de fumar ou reduzir a exposição a poluentes – o tabagismo acelera o fotoenvelhecimento e prejudica o reparo tecidual; é uma medida geral de proteção cutânea (há evidência de impacto na fotoidade).
10 – Autoexame regular da pele e consultas dermatológicas em grupos de risco (história prévia de carcinoma, melanoma, múltiplas queratoses actínicas, pele muito clara, olhos claros, cabelos claros e pessoas com imunossupressão) – triagem e remoção precoce salvam vidas.
A adoção desses cuidados é essencial para a prevenção e a detecção precoce de doenças da pele. Em casos de suspeita ou diagnóstico confirmado, o Núcleo de Oncologia Cutânea e Sarcomas atua de forma integrada, reunindo especialistas para oferecer avaliação precisa, acompanhamento contínuo e tratamento individualizado, sempre com foco na segurança e na qualidade do cuidado.