“Foi um milagre moderno”: diagnóstico precoce e avanços da medicina ajudam paciente a vencer o câncer de pulmão

Oncologia

São Paulo, agosto de 2025 – Há pouco mais de um ano, a empresária Elizabeth Regina Villela Ferreira, de 66 anos, foi surpreendida por um diagnóstico inesperado: um tumor maligno no pulmão, com cerca de 10 centímetros. O que começou como uma dor cervical recorrente evoluiu para um quadro grave, mas tratável. Após nove meses de quimioterapia, imunoterapia e sessões intensas de radioterapia, a paciente alcançou a remissão total. “Eu perguntei ao médico: tem cura? Ele respondeu: tem tratamento. Então vamos continuar! Se tiver que ficar de ponta cabeça, eu fico”, relembra.

O câncer de pulmão ainda representa um dos maiores desafios da oncologia mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é responsável por cerca de 1,8 milhão de mortes por ano. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 32 mil novos casos anuais, muitos deles descobertos em estágios avançados. Apesar do cenário desafiador, especialistas apontam avanços importantes no diagnóstico e tratamento da doença.

O oncologista Guilherme Harada, coordenador da pesquisa clínica em oncologia do Hospital Sírio-Libanês, explica que o tabagismo continua sendo o principal fator de risco, relacionado a cerca de 85% dos casos. No entanto, a exposição à poluição, agentes tóxicos e até ao uso de cigarros eletrônicos também contribuem para o aumento da incidência. “O câncer de pulmão em não fumantes é uma realidade que precisa ser cada vez mais pesquisada e debatida. Muitos dos pacientes que acompanho nunca fumaram”, destaca o médico.

Foi o caso de Elizabeth. Quando surgiram as primeiras dores, a hipótese de câncer sequer foi cogitada. “No começo, achei que era só uma crise cervical. Fiz ressonância no ombro e no pescoço, mas nada no tórax. Somente após muita investigação, uma avaliação da alergista e uma tomografia do tórax solicitada por precaução é que descobrimos o tumor”, relembra. Mesmo sem histórico recente de tabagismo - ela havia parado de fumar dois anos antes - , a paciente reconhece que o hábito pode ter sido um fator de risco. “Pode ter acelerado. Mas tem gente que nunca fumou e também desenvolveu a doença. Então, não sabemos com certeza”, pondera.

Após o diagnóstico, Elizabeth iniciou o tratamento com quimioterapia e imunoterapia, que reduziram o tumor para 3,5 cm em apenas 40 dias. Apesar da tentativa de cirurgia, os médicos optaram por não remover o carcinoma por estar localizado em uma área muito delicada, próxima a artérias e nervos. Como alternativa, foram realizadas 30 sessões de radioterapia. O resultado foi mais positivo do que o esperado: até o momento, os exames de imagem não mostram vestígios da doença. “Para além do avanço da medicina, isso aconteceu por um conjunto de fatores: os médicos, o hospital, o apoio da minha família e a minha fé”, afirma.

Segundo Harada, os avanços terapêuticos têm revolucionado a abordagem da doença. “Como existem diferentes tipos de câncer de pulmão, hoje somos capazes de identificar as alterações genéticas, a partir de testes moleculares, o que nos permite escolher o melhor tratamento para cada paciente, de forma personalizada", explica.

Natural de Presidente Prudente, no interior paulista, Elizabeth permaneceu em São Paulo durante todo o tratamento. O apoio familiar e o acompanhamento de perto pela equipe médica foram fundamentais. “Estar perto dos médicos fez toda a diferença”, diz. Atualmente, ela segue com sessões preventivas de imunoterapia e retomou a rotina. “Já viajei, paguei promessa na França e em breve vou viajar com meus netos. A vida continua”, diz.

Para Harada, casos como o de Elizabeth reforçam a importância do diagnóstico precoce. “Mesmo diante de um cenário desafiador, o avanço da medicina tem trazido esperança. Quanto mais cedo descobrimos a doença, maiores as chances de sucesso no tratamento”, conclui.

Os principais sinais de alerta do câncer de pulmão incluem tosse persistente, dor torácica, falta de ar, rouquidão e perda de peso sem causa aparente. Ao perceber qualquer sintoma incomum, a recomendação é procurar orientação médica e evitar a automedicação.

Sobre o Sírio-Libanês
A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que em 2021 completou 100 anos, trabalha diariamente para oferecer e compartilhar com a sociedade uma assistência médico-hospitalar de excelência, sempre com um olhar humanizado e individualizado em mais de 60 especialidades. Um trabalho reconhecido desde 2007 com o selo da Joint Commission International (JCI), o órgão mais importante do mundo em controle da qualidade hospitalar. O Sírio-Libanês mantém o compromisso assumido em 1921 por suas fundadoras e realiza iniciativas sociais em quatro pilares: Integração com a Comunidade, Ambulatórios de Filantropia, Instituto Sírio-Libanês de Responsabilidade Social e Projetos de Apoio ao SUS. Desde 2003, por meio do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa, a instituição contribui para o desenvolvimento de profissionais da saúde regidos pela ética e capacitados para prestar um atendimento baseado em boas práticas, além de contribuir com o desenvolvimento científico por meio de parcerias, estudos e pesquisas nacionais e internacionais. Atualmente, a instituição oferece programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, programas de residências médicas e multiprofissionais, cursos de atualização (continuados e de curta duração), Ensino a Distância (EAD), estágios, seminários e reuniões científicas. O Sírio-Libanês foi pioneiro na criação de programas de Saúde Populacional, que unem empresas, operadoras e time de Atenção Primária no cuidado qualificado e acompanhamento da saúde, ajudando na gestão do benefício do plano de saúde e melhorando a qualidade de vida e a produtividade de profissionais. Atualmente, o Sírio-Libanês está presente com dois hospitais e cinco unidades em São Paulo e Brasília. Saiba mais em nosso site.

Boletim Médico - José Serra (16/12/2025 - 18h00)

O Sr. José Serra foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 11 de dezembro de 2025, em decorrência de um quadro infeccioso.

O paciente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica, clinicamente estável, em acompanhamento médico, sob os cuidados do Prof. Dr. Roberto Kalil Filho.

Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica

Dr. Álvaro Sarkis
Diretor Clínico

Protocolo rápido de ressonância magnética de mamas traz mais agilidade e precisão ao diagnóstico do câncer

Sírio-Libanês
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A ressonância magnética (RM) das mamas é reconhecida como um dos métodos mais sensíveis para a detecção precoce da doença, capaz de

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1. O que é a Hérnia de Disco?

A hérnia de disco acontece quando uma parte do disco intervertebral (uma espécie de “almofada” entre os ossos da coluna) sai do lugar ou se rompe, pressionando nervos da coluna; outro exemplo seria a saída do recheio de um “babalú”

Imagine sua coluna como um monte de blocos (as vértebras), e entre eles há discos que funcionam como amortecedores, quando esse disco se desgasta ou sofre muita pressão, ele pode “vazar” e apertar algum nervo, essa saída do disco em direção ao nervo é a hérnia de disco.

2. Causas da Hérnia de Disco

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Receber o diagnóstico de câncer ou ser encaminhado ao oncologista é um momento que costuma gerar muitas dúvidas, apreensão e até medo. Por isso, entendemos a importância de acolher você e sua família desde o início dessa jornada. A primeira consulta com o oncologista clínico é um passo fundamental para organizar todas as informações sobre sua saúde e planejar, junto com você, as melhores estratégias de tratamento.

Esse encontro é diferente das consultas médicas habituais: costuma ser mais longo, durando em média entre 1 hora e 1h30. Durante esse tempo, o médico ouvirá atentamente sua história