Análise do Sêmen: Saiba mais

Sírio-Libanês
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08/09/2021 5 min de leitura

A análise do sêmen deve ser o primeiro teste laboratorial solicitado. Deve ser cuidadosamente realizada para que possa fornecer as informações necessárias com relação à espermiogênese e à permeabilidade do trato reprodutivo. Não é um teste de fertilidade, e o exame do ejaculado deve, no mínimo, corresponder às orientações estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Geralmente, é aconselhável a obtenção de duas análises de sêmen antes que se ofereça uma opinião sobre a condição do paciente. Um período de abstinência de dois ou três dias deve ser respeitado, e o tempo de entrega do

A vida pós-covid

Coronavírus

O sistema de saúde deu um nó no ano passado. No início da pandemia, com o receio de colapso e o aumento descontrolado de infecções, hospitais e clínicas voltaram todas as atenções à Covid-19. A população foi aconselhada a ficar em casa, e os atendimentos de outras questões médicas acabaram desencorajados pela preocupação com a contaminação. A crise sanitária, entretanto, foi se estendendo, e logo se chegou à conclusão que o esquema traria prejuízos. Em meio a suspensões (algumas ainda em vigor) e retomadas de serviços, o sistema se adaptou e separou a assistência aos pacientes com coronavírus daqueles com outras doenças. Não foi suficiente. Os exames e cirurgias eletivos, aqueles que não são considerados de urgência — a exemplo de operações de catarata, hérnia ou retirada de vesícula, entre muitos outros — acabaram negligenciados. Trata-se de um fenômeno não apenas nacional, mas global. Para se ter uma ideia, de janeiro a maio de 2019, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 811.808 cirurgias eletivas. Em 2020, foram 587.248 no mesmo período. Neste ano, houve 432.784 registros, uma queda de 46% em relação a 2019. Vale ressaltar que eletivo não é sinônimo de opcional. Ou seja, quando chegar a vez dessa turma realizar seus procedimentos, pode estar em situação bem mais agravada de saúde. DIAGNÓSTICO TARDIO O empresário Rafael Vitalli, de 34 anos, começou a sentir dores fortes no pé direito em março do ano passado, bem no início da quarentena. Os exames básicos não foram capazes de identificar a causa do incômodo. O paciente buscou, então, testes mais complexos, porém teve dificuldades de marcá-los. — Como não se sabia se meu caso era urgente ou não, sempre foi muito custoso fazer os agendamentos. Eu acabava sendo passado para trás —conta. O diagnóstico final veio só no fim de setembro: um tumor raro no pé. No Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, realizou sessões de quimioterapia e duas cirurgias. — Se eu tivesse começado os procedimentos antes, o tumor não teria crescido nesse período, eu faria uma cirurgia menos invasiva, sem perder tanto os movimentos. Um estudo do Sírio-Libanês, inclusive, mostrou que 50% dos pacientes com câncer no mundo atrasaram seus tratamentos por conta do coronavírus. Mais de 60% dos médicos reporta- EDILSON DANTAS BEM-ESTAR EM RISCO As redes públicas e privadas precisarão se organizar para recuperar o atraso dos procedimentos e diagnósticos que ficaram parados 0 sistema público calculou baixa de 46% nas cirurgias eletivas na comparação do mesmo período de 2019 e 2021 Em 2019, os hospitais particulares realizaram cerca de Em 2020, o número caiu em 11%, para 07 mi L exames à 95 mil de acordo com a Associação Nacional de Hospitais Privados Um estudo do Hospital Sírio-Libanês mostrou que 50% dos pacientes com câncer atrasaram seus tratamentos por conta da Covid-19. Registrou-se ainda 77% de queda nos diagnósticos da doença. Editoria de Arte ram atrasos —90% se referiam a radioterapia, 20%, a quimioterapia, e 76%, a cirurgias. Foram ainda 77% menos diagnósticos da doença, para a qual o tempo faz toda a diferença. Com a expansão da campanha de vacinação e a queda dos casos de Covid-19 no país, espera-se um bem-vindo alívio da pandemia. Mas, ao fim de um desafio, já aparece outro. Chega agora a conta de meses de desatenção a outros pontos do bemestar. Mesmo o avanço da telemedicina não conseguiu resolver o impasse. —O SUS não é desenhado com sobra de infraestrutura — explica o oncologista Paulo Hoff, de Rede D’Or. — São 600 mil registros de câncer por ano no Brasil, ou seja, 50 mil casos surgindo todo mês. Agora, juntam-se a eles milhares de diagnósticos represados. Esse aumento de demanda vai gerar um estresse no sistema. Outro cenário alarmante desponta nas doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no Brasil, com exceção do coronavírus. Entre seus fatores de risco, estão sedentarismo, tabagismo, dietas inadequadas, álcool em excesso, pressão alta e diabetes. Tudo isso acabou agravado durante a quarentena. A principal prioridade será compensar o que ficou parado. Só a cidade de São Paulo possuía, no fim de julho, uma fila de espera de 143 mil avaliações para operações eletivas e 339 mil consultas com especialistas. Para aliviar a situação, a rede de Hospitais Dia, por exemplo, expandirá seu horário e deixará de receber apenas infectados pelo coronavírus. O SUS prometeu um montante extra de R$ 350 milhões para impulsionar as cirurgias pelo país. —Houve prejuízo à saúde, mas parte dele é recuperável — acredita o epidemiologista Pedro Hallal, coordenador do estudo Epicovid-19. — Será preciso formar uma força-tarefa ou teremos uma bola de neve e um problema contínuo. Dá para aproveitar esse momento da população sensibilizada para mobilizar a liberação de mais verbas. COVID LONGA Fora isso, há os impactos das sequelas da Covid-19. Uma análise de pesquisadores do Hospital das Clínicas mostrou que 60% dos internados apresentaram sintomas um ano após a alta. O país calculou, até agora, quase 20 milhões de infecções. Muitas dessas pessoas ainda enfrentam complicações de diversas naturezas, de respiratórias a psiquiátricas. Esses pacientes crônicos necessitarão de cuidados complexos e duradouros. O empresário paulistano Wiam El Sahmarani,de 38 anos, se contaminou em maio. Acabou na UTI, onde foi intubado e ficou por 26 dias. Conseguiu se recuperar, mas retornou para sua casa debilitado. Voltou a andar, porém com dificuldades. Sofre com fadiga pulmonar, cansaço, queda de cabelo, crises de pânico, perda de memória e equilíbrio. — Faço fisioterapia, acupuntura, drenagem linfática, psicólogo, musculação com personal trainer... Gasto cerca de R$ 3,5 mil por mês com essa estrutura —revela. A criação de ambulatórios pós-Covid, multiprofissionais, para tratar das sequelas — iniciativa já vista em universidades —se mostra uma boa saída. Além disso, falta um movimento organizado para o aumento dos quadros de mão de obra na rede pública. — Estamos muito atrasados. Precisamos olhar com uma lupa principalmente a saúde mental, tanto dos acometidos pelo vírus quanto dos que ficaram confinados, que perderam parentes, adolescentes que não foram à escola —afirma Hallal. Da parte da população, o primeiro passo é tomar as rédeas de seu bem-estar e investir na precaução. Mais do que nunca, vale o famoso ditado “é melhor prevenir do que remediar”. A pandemia mostrou que a saúde é questão relevante para aqueles com 18 ou 80 anos. Ou seja, é preciso compromisso com o próprio cuidado e marcar um check-up. Do lado governamental, demandam-se mudanças. —A pandemia escancarou problemas já conhecidos, como a desigualdade —explica a cardiologista Ludhmila Hajjar, da Rede D’Or. — O SUS precisa ser repensado. Faltam médicos nas pontas do país, estruturas de maior complexidade para atender doenças crônicas, tecnologia, financiamento, melhores recursos humanos. Para Hajjar, é urgente ainda firmar parcerias com universidades, entidades privadas e indústrias. — Não dá para começar 2022 como se nada tivesse acontecido —afirma. Demora. Para o empresário Rafael Vitalli, o atraso dos exames prejudicou o prognóstico de um câncer raro no pé.

Fonte: O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral

Covid-19 abre caminhos para o desenvolvimento de uma vacina contra o câncer

Coronavírus

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca poderá facilitar a criação de um imunizante contra o câncer. Em testes realizados em camundongos, a candidata a vacina foi capaz de aumentar os níveis de células que combatem o câncer e melhorar a eficácia do tratamento contra a doença. Os resultados foram publicados no periódico científico Journal for ImmunoTherapy of Cancer. A vacina de Oxford/AstraZeneca contra o novo coronavírus utiliza uma tecnologia chamada de vetor viral não replicante, que tem como objetivo induzir a resposta do sistema imunológico e gerar proteção contra a doença. O imunizante tem como base um adenovírus de chimpanzé geneticamente modificado, que não é capaz de causar danos aos humanos, com um gene da proteína S (Spike) do novo coronavírus. Com base no conhecimento adquirido na criação da vacina que tem sido amplamente utilizada no Brasil, pesquisadores de Oxford atuam no desenvolvimento de um imunizante que tem como objetivo tratar o câncer. A candidata a vacina, que ainda está em fase de testes pré-clínicos, com a participação de animais, também utiliza a tecnologia de vetor viral com um esquema inicial de duas doses. Vacina + imunoterapia Segundo o estudo, a vacina apresentou resultados positivos quando utilizada de forma combinada com a imunoterapia, que é um método de tratamento contra o câncer com base na indução do combate às células cancerosas pelo próprio sistema imunológico do paciente. O tratamento é diferente das técnicas de quimioterapia e radioterapia, por exemplo, que atacam diretamente as células tumorais. Apesar de promissor, o tratamento com a imunoterapia pode ter baixa eficácia para alguns pacientes, especialmente aqueles que apresentam baixos níveis de células que combatem os tumores no organismo. “A imunoterapia só vai funcionar se o paciente apresenta as células corretas do sistema imune, nesse caso seriam as células CD8+, que realmente atacam o tumor e defendem nosso organismo. Nos pacientes com câncer, frequentemente essas células são reduzidas pela ação do tumor”, explica Bryan Eric Strauss, coordenador de Pesquisa no Laboratório de Vetores Virais do Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). É nesse contexto que entra a tecnologia da vacina de Oxford, que gera fortes respostas de células específicas de defesa do organismo, chamadas linfócitos T CD8+, que são necessárias para bons efeitos contra os tumores. A partir da experiência com o imunizante de Oxford/AstraZeneca, os pesquisadores desenvolveram um potencial vacina terapêutica contra o câncer, de duas doses, com diferentes vetores virais primários e de reforço, incluindo o vetor da vacina contra a Covid-19. Os ensaios pré-clínicos em camundongos demonstraram que a vacina aumentou os níveis de células T CD8+, que se infiltram no tumor, e ampliou a resposta à imunoterapia. A vacina combinada e o tratamento imunoterápico resultaram em uma maior redução no tamanho do tumor e melhoraram a sobrevivência dos animais em comparação com a imunoterapia isolada. “Se você der um estímulo ao sistema imune e aumentar as células CD8+, liberadas do efeito inibitório desencadeado pelo tumor, graças à ação da imunoterapia, haverá um maior efeito contra a doença”, explica o pesquisador Luiz Fernando Lima Reis, diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A receita da vacina as vacinas podem ser produzidas a partir de diferentes tecnologias. No entanto, o objetivo é o mesmo: apresentar ao sistema imunológico uma informação associada ao agente nocivo ao organismo, que pode ser um vírus, uma bactéria e até mesmo um tumor, para que o sistema de defesa produza as células e os anticorpos específicos para o combate a esse agente. Para formular o imunizante direcionado especificamente para as células tumorais, os pesquisadores focaram em duas proteínas que estão presentes na superfície de diversos tipos de células cancerosas, chamadas MAGE. “O antígeno é a isca que mostra para o sistema imune como atacar o tumor. É semelhante ao que é feito na vacina da Covid-19, que utiliza a proteína Spike como a informação que o sistema imune precisa para encontrar o alvo e se livrar do coronavírus. No caso do câncer, esse antígeno é uma proteína que as células do tumor têm e as células normais não têm”, explica Bryan. Segundo o pesquisador do Icesp, a utilização de proteínas presentes em uma grande variedade de tumores como receita para o imunizante permite que a candidata a vacina possa ser utilizada futuramente para o enfrentamento de diferentes tipos de câncer. Para Bryan, o desenvolvimento de uma vacina contra o câncer enfrenta desafios como a busca por um antígeno adequado, que não cause efeitos adversos nos pacientes e que seja capaz de ativar a resposta imunológica. “A busca pelo antígeno certo para usar na vacina é uma questão. No caso da Covid-19, por exemplo, é muito claro. Com o câncer, isso é muito complicado por que temos milhares de proteínas diferentes e nunca se sabe qual paciente irá expressar qual dessas proteínas, que são diferentes para cada pessoa”, explica. Segundo a Universidade de Oxford, os próximos passos da pesquisa incluem a realização de um ensaio clínico de fases 1 e 2 da vacina contra o câncer em combinação com imunoterapia. O início do estudo, que deve contar com a participação de 80 pacientes com câncer de pulmão, está previsto para o final deste ano.

Fonte: CNN BRASIL ONLINE

Nota de Falecimento - João Sayad

O ex-ministro e professor de economia João Sayad faleceu no domingo, dia 5 de setembro de 2021, em decorrência de complicações onco-hematológicas.

Ele estava internado desde o dia 30 de agosto de 2021 para tratamento hematológico e oncológico sob os cuidados médicos da Dra. Yana Novis e Dr. Diogo Assed Bastos.

Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez
Diretor Clínico

Reprodução Assistida: conheça mais sobre os tratamentos

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03/09/2021 6 min de leitura
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As possibilidades de tratamento vão desde procedimentos simples até os de alta complexidade.

Reprodução Assistida

Para auxiliar os casais que estão com dificuldades de engravidar, a medicina oferece diversas técnicas de reprodução assistida. A indicação do que é melhor para cada caso leva em conta os diagnósticos sobre as causas da infertilidade.

  • Fertilização in vitro
  • Inseminação intrauterina
  • Relação sexual programada

Procedimentos cirúrgicos

Algumas doenças podem influenciar direta ou indiretamente a fertilidade e o resultado dos tratamentos de reprodução assistida. Dentre

Fertilidade: Saiba Mais

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03/09/2021 9 min de leitura

Muitos fatores interferem na fertilidade tanto do homem quanto da mulher. Por isso, as possibilidades de tratamento também são diversas.

  • Causas – Conheça os principais fatores da infertilidade.
  • Diagnóstico – O diagnóstico da infertilidade é do casal e não só da mulher ou do homem. Entenda.
  • Exames – Existem recomendações específicas para a avaliação da fertilidade que variam dependendo da situação.

Causas

O Centro de Reprodução Humana Sírio-Libanês oferece tratamento para as principais causas ginecológicas relacionadas à infertilidade. Idade da mulher, problemas anatômicos no útero

Boletim Médico - Marcos Tolentino Da Silva

​BOLETIM MÉDICO
MARCOS TOLENTINO DA SILVA
01/09/2021
19:00

O paciente Marcos Tolentino da Silva deu entrada no Pronto Atendimento (PA) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 31/08/2021, com queixas de desconforto precordial e formigamento de membros. O paciente foi internado e submetido a exames laboratoriais e de imagem. Exames laboratoriais revelaram hipopotassemia grave (potássio de 2,6), que pode induzir arritmia cardíaca. Aplicou-se terapia de reposição endovenosa de potássio e novos exames do aparelho digestivo, cardíacos e neurológicos estão sendo feitos. No momento, o paciente encontra-se estável. Não há previsão de alta hospitalar. O paciente é acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Dr. Luis Fernando Corrêa Zantut.

Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez
Diretor Clínico

Preservação da Fertilidade em Pacientes Oncológicos

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01/09/2021 3 min de leitura
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No tratamento oncológico a preservação da fertilidade também é um ponto importante a ser discutido com o médico.

A avaliação de um especialista, em conjunto com o oncologista, ajudará a entender como a fertilidade pode ser afetada e a planejar o futuro reprodutivo.

Efeitos dos tratamentos oncológicos sobre a fertilidade

Os tratamentos oncológicos (quimioterapia e radioterapia) podem causar danos ao tecido ovariano e testicular, com diferentes graus de comprometimento da fertilidade. Assim, após o final do tratamento oncológico, do ponto de vista reprodutivo, pode haver:

  • **Fertilidade

Mentiras no bolso do jaleco

Coronavírus

Em um vídeo no formato selfie, num quintal com piscina ao fundo, rede de descanso e uma pequena bandeira do Brasil encostada no portão, o médico imunologista do Hospital Sírio-Libanês Roberto Zeballos anuncia: “As pessoas que pegaram a doença e venceram o vírus selvagem têm imunidade sete vezes maior do que com a vacina.” Segundo ele, a fonte é um estudo recente de Israel sobre a Covid-19. Reforça a “novidade” por cerca de dois minutos e se despede com um sorriso: “Então, essa é uma notícia boa, tá bom, pra quem já teve, óbvio.” O suposto estudo foi divulgado pelo site Frontliner e compartilhado, no Twitter, pelo deputado bolsonarista Osmar Terra (DEM-RS). Em sua publicação, Terra escreveu que se surpreende “vendo epidemiologistas dar declarações confusas sobre o fim da pandemia, ignorando que pessoas infectadas ficam imunizadas, tanto ou mais que as vacinadas”. O tuíte teve mais de 5,8 mil interações. Longe de ser uma boa notícia, Zeballos divulgou desinformação. O Comprova – coalizão que reúne 33 veículos de comunicação (incluindo a piauí) para verificação de boatos – mostrou que o vídeo, que teve mais de 188 mil visualizações no Instagram, é enganoso, assim como a publicação do site e a de Terra. Os dados divulgados por ele não foram obtidos por meio de estudo, mas, sim, via monitoramento epidemiológico. O Ministério da Saúde de Israel esclareceu aos verificadores que não é possível confirmar que a imunidade das pessoas que entraram em contato com o vírus seja mais forte do que a conferida por vacinas e que “não é conhecido no momento” se os anticorpos advindos da infecção natural são mais fortes que os criados pelos imunizantes. A pasta reforçou a importância da vacinação e confirmou que ela já se mostrou eficaz em prevenir casos graves e hospitalizações. O imunologista também apareceu em outra verificação do Comprova por afirmar, de modo enganoso, que as vacinas não funcionam contra a variante delta e que crianças não desenvolvem a doença nem a transmitem. Em dezessete dias úteis, entre 5 e 27 de agosto, o Comprova teve um pico de checagens de conteúdos enganosos sobre vacinas: foram dez, incluindo as duas mencionadas acima. Todos os boatos, que atingiram mais de 27 mil interações e 578 mil visualizações, desinformam ao desqualificar os imunizantes e/ou negar a eficácia deles. Zeballos não é o único médico que entrou nessa estatística. Das dez checagens, seis vieram de boatos disseminados por médicos. Cinco desses profissionais são alinhados ao governo Bolsonaro – a exceção é o americano Daniel Stock, que viralizou ao afirmar que as vacinas confundem o sistema imunológico. O vídeo dele foi compartilhado em redes bolsonaristas e também atingiu milhares de usuários em outros países. Zeballos tem mais de 290 mil seguidores no Instagram e aparece, com frequência, em entrevistas ao programa Pânico Jovem Pan. Reportagem do Aos Fatos de fevereiro deste ano, sobre médicos que desinformam sobre a Covid-19, mostra que Zeballos é um dos campeões: está em quatro vídeos com mais de 2,7 milhões de visualizações, e defendeu, em todos eles, a administração de cloroquina em pacientes com coronavírus. Ele também já disse ser a favor do uso de corticoides como “solução” em casos graves da doença. O imunologista é um dos potenciais alvos da CPI da Pandemia e já foi citado por Carlos Wizard – empresário que atuou como consultor informal de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde – como membro de um “conselho científico independente”, juntamente com outros três médicos: Nise Yamaguchi, Anthony Wong (toxicologista morto em janeiro) e Dante Senra. Ao ser questionado sobre o suposto estudo de Israel pelo Comprova, ele disse que “isso é imunologia básica” e que quem se infecta acaba desenvolvendo resposta imunológica a todas as partes do vírus, não só a uma proteína dele, referindo-se à tecnologia utilizada em algumas vacinas. Além disso, afirmou que falou em “estudo”, mas quis dizer os dados de monitoramento. “E quando faz a conta, vê os números e quem teve infecção realmente ficou mais protegido. Não pode ser considerado um estudo, mas tem vários estudos que mostram que quem pegou a doença tem uma imunidade longa e mais eficaz”, sustentou. A médica otorrinolaringologista Maria Emilia Gadelha Serra foi outra que viralizou com declarações enganosas sobre as vacinas contra a Covid-19. Um trecho de uma live de que ela participou foi publicado no TikTok, atingindo 135 mil visualizações. Nele, ela tira dados de infecções entre vacinados de contexto; afirma que componentes das vacinas, como o alumínio, causam demência e Alzheimer, o que não tem embasamento científico; e diz que os imunizantes são experimentais. Todas as vacinas utilizadas no Brasil foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após terem eficácia e segurança comprovadas ao serem aplicadas em milhares de voluntários durante os testes. Em seu perfil no Instagram, Serra se apresenta como “médica-detetive hardcore com sangue Viking” e presidente da Sociedade Brasileira de Ozonioterapia Médica (SOBOM). A prática da ozonioterapia é contestada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), que, em Resolução de 2018, a definiu como “procedimento de caráter experimental, cuja aplicação clínica não está liberada, devendo ocorrer apenas no ambiente de estudos científicos”. Procurada pela piauí, Serra mandou por e-mail dois PDFs que, segundo ela, foram “respostas já enviadas para o Estadão Verifica e Agência Lupa” – ambas são agências de verificação. Nos documentos, ela contesta as checagens e reitera o que disse anteriormente, questionando a eficácia das vacinas. A bióloga Nathália Leite, divulgadora científica na União Pró-Vacina – iniciativa da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com instituições científicas que tem como objetivo produzir material informativo sobre vacinas e combater informações falsas – destaca que, além do discurso, muitas figuras alinhadas ao governo adotaram postura anticientífica, defendendo aglomerações e o não uso de máscaras. “As questões científicas não estão isoladas da sociedade, da economia e da política. Portanto, muito do discurso de profissionais da saúde vai ao encontro das ideias do governo Bolsonaro. A pandemia e as vacinas foram ‘politizadas’, o exemplo mais clássico é a enorme sinofobia vinda de indivíduos com aspirações políticas de direita. Por isso que – ainda que profissionais da saúde – esses indivíduos mantêm opiniões contrárias ao que diz a ciência e preferem seguir ideologias”, comenta Leite, mestranda em imunologia na USP. Segundo ela, a utilização de informação verdadeira fora do contexto para construir boatos é uma estratégia comum. É o caso, por exemplo, de dados de órgãos reconhecidos como o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos. O empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, presidente do diretório estadual do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em São Paulo, postou em seu Twitter que o órgão americano estava aconselhando a suspensão da aplicação da vacina contra a Covid-19 da Janssen. A postagem é enganosa ao levar a entender que a situação é atual. A interrupção ocorreu em abril e, no mesmo mês, a vacinação foi retomada. Fakhoury é investigado em inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre propagação de notícias falsas e financiamento de atos antidemocráticos. A polícia encontrou no computador do empresário notas fiscais emitidas por duas gráficas do Nordeste que indicam que ele custeou material de divulgação da campanha de Bolsonaro à presidência, em 2018, sem registrar na Justiça Eleitoral. No Twitter, ele se define como “conservador, antiglobalista e anticomunista”. Logo após contato do Comprova, o post foi excluído e substituído por outro no qual ele alega que a suspensão temporária seria prova do caráter experimental das vacinas – o que também é enganoso. Para a piauí, a assessoria de imprensa do empresário enviou vários links de artigos científicos e disse que a primeira publicação de Fakhoury foi postada com um erro na “data”, mas foi apagada e corrigida. O inquérito dos atos antidemocráticos foi arquivado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O ministro determinou a abertura de outra investigação para apurar a existência de uma organização criminosa digital voltada a atacar as instituições a fim de abalar a democracia, incluindo a atuação de Fakhoury. Sobre o inquérito das fake news, a assessoria disse que está “para ser arquivado” e “na iminência de terminar e devolverem a conta de Twitter dele”. A conta antiga de Fakhoury foi retirada do ar por decisão do Supremo. A vacinação de jovens, que começou recentemente no país, serviu para estimular boatos, como o postado pelo site antivacina Coletividade Evolutiva afirmando que 80% das crianças vacinadas desenvolvem efeitos adversos – e dando a Pfizer como fonte da informação. A farmacêutica informou aos verificadores que não tem nenhum estudo sobre vacinação em crianças concluído. O site publica de modo recorrente textos enganosos ou falsos sobre imunizantes. Relatório da Avaaz.org de 2019, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), sobre como a desinformação estaria reduzindo as taxas de cobertura vacinal no Brasil, já apontava o Coletividade Evolutiva pelo destaque na produção de conteúdo antivacinação no país. Os recentes casos de Covid-19 em pessoas vacinadas, incluindo personalidades, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Tarcísio Meira, Glória Menezes, Zeca Pagodinho e Silvio Santos, também foram um prato cheio para a produção e disseminação de conteúdos enganosos. Um exemplo é o post que, assim como o boato que afirmava que o diagnóstico positivo de Doria significava uma ineficácia da vacina, usa a estratégia de associar a internação do apresentador Silvio Santos com uma suposta falha da CoronaVac. A infectologista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Raquel Stucchi, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), diz que as vacinas funcionam, sim, e reduzem os casos graves e a mortalidade. “É inegável que a vacinação conseguiu diminuir o número das internações, dos casos graves e da mortalidade. Se nós analisarmos os dados de março e abril, é facilmente perceptível que houve uma diminuição expressiva das internações e da mortalidade nos idosos que foram os primeiros a serem vacinados.” No entanto, ela destaca que, com a vacinação no mundo todo, o que foi observado e já documentado é que a proteção de todas as vacinas, independentemente do fabricante, diminui com o passar dos meses. “Particularmente, para alguns grupos populacionais, como por exemplo, os idosos. Eles vão perdendo a proteção pela vacina depois de 4 a 6/7 meses. Essa é a explicação porque, passados todos esses meses aqui no Brasil, nós devemos observar e já estamos observando um aumento de internação de idosos e vamos, infelizmente, observar também um aumento da mortalidade”, explica. Dessa forma, de acordo com a infectologista, a terceira dose – que começará a ser aplicada em setembro no país – para determinados grupos é essencial, “porque nós já sabemos que para qualquer vacina há uma redução da proteção”. Em nota enviada ao Comprova, a SBIm ressaltou que nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Além disso, fatores como imunossenescência (queda natural da imunidade relacionada ao envelhecimento), comorbidades e possível menor resposta a variantes podem contribuir para a redução do índice. O Comprova, desde o início da pandemia, tem um fluxo elevado de boatos sobre vacinas, elaborados com o objetivo de negar a eficácia e desqualificar os imunizantes. Isso se intensificou, porém, nas últimas semanas. De acordo com Sérgio Lüdtke, editor do projeto e integrante da equipe da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o pico das últimas semanas está relacionado com o fato de a desinformação se apegar à agenda pública para ganhar tração nas redes. “Com mais gente vacinada e casos de infecção aparecendo entre os imunizados, o que já era esperado por quem estava informado, o questionamento dos desavisados sobre a eficácia dos imunizantes cresceu muito. O problema é que negacionistas e grupos antivacina se aproveitam desse momento de desarranjo da informação para potencializar a dúvida e plantar informações enganosas ou sabidamente falsas”, explica. Lüdtke ressalta que o esvaziamento do discurso pró-tratamento precoce – defendido por todos os médicos citados na reportagem – também serviu para levar, novamente, o tema dos imunizantes à narrativa de grupos que partidarizam a pandemia. “Questionar as vacinas é a sua última ficha”, afirma. Roberto Zeballos e Osmar Terra também foram procurados pela piauí, mas não retornaram até a publicação desta reportagem.

Fonte: REVISTA PIAUÍ

Cidade de SP passa a exigir comprovante de vacinação para entrada em eventos com mais de 500 pessoas a partir desta quarta

Coronavírus

A cidade de São Paulo começa a exigir, a partir desta quarta-feira (1º), comprovante de vacinação contra a Covid-19 com pelo menos uma dose para a entrada em todos os eventos com público superior a 500 pessoas. O "passaporte da vacina" poderá ser apresentado por aplicativo de celular ou em formato físico. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a afirmar que o comprovante seria obrigatório para bares, restaurantes e shoppings. Após pressão do setor, no entanto, a gestão municipal voltou atrás e definiu que a medida será opcional para esses estabelecimentos. De acordo com decreto publicado no Diário Oficial de sábado (28), a obrigatoriedade do comprovante valerá para shows, feiras, congressos e jogos. Para os demais estabelecimentos e setores, o passaporte será apenas "recomendado". Em caso de descumprimento, há previsão de interdição do local e multa que varia de acordo com o tamanho do estabelecimento. São as mesmas punições estabelecidas no início da pandemia pelo decreto nº 59.298, de 23 de março de 2020. Embora os jogos constem no novo decreto da prefeitura, o estado de São Paulo ainda não liberou totalmente a presença de torcidas nos estádios. O governador João Doria (PSDB) havia afirmado que isso só aconteceria depois de 1º de novembro, mas abriu exceção para o jogo entre Brasil e Argentina que acontecerá no próximo domingo (5). (Leia mais abaixo) A gestão estadual encerrou em 17 de setembro as restrições da quarentena de limite de horário e de público nos estabelecimentos e serviços. Mas a realização de shows com público em pé e eventos com aglomeração continuam proibidos pelas regras estaduais. O uso de máscara também continua obrigatório em todo o estado. Como baixar o 'passaporte da vacina' De acordo com a Prefeitura de São Paulo, os participantes dos eventos poderão baixar o QR Code do “passaporte da vacina” no aplicativo E-saúde, da Secretaria Municipal da Saúde. É necessário fazer um cadastro com dados do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), data de nascimento, nome completo, e-mail e telefone. Caso não tenha acesso ao aplicativo, também é possível apresentar o comprovante físico que é entregue no momento da imunização. A Secretaria Estadual da Saúde também oferece o comprovante de vacinação em formato digital por meio do aplicativo do Poupatempo Digital. (Saiba como baixar aqui). Indefinição das regras Na segunda-feira (23), Nunes anunciou que o comprovante seria obrigatório para todos os bares, restaurantes e shoppings da cidade, o que gerou reação negativa do setor. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. Pouco depois, no mesmo dia, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, afirmou que o passaporte seria opcional para esses setores. Aparecido fez a ressalva de que apenas restaurantes com eventos e teatros de shoppings, por exemplo, teriam obrigatoriedade na exigência comprovante. Não ficou claro, portanto, as regras exatas que deveriam ser seguidas. Segundo a gestão municipal, a Vigilância Sanitária faria a publicação da norma para regulamentar o assunto na quinta-feira (26), o que não aconteceu. Na sexta-feira (27), o prefeito adiou a adoção da medida afirmando que a Secretaria Estadual de Saúde não havia disponibilizado dados da vacinação que permitiriam o funcionamento do aplicativo. Em nota enviada ao G1, a pasta disse que já oferecia o comprovante de vacinação em formato impresso e digital. Associações criticam medida Após o anúncio, a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) afirmou na segunda-feira que via com preocupação a decisão de exigência do passaporte. A entidade, que representa grandes redes alimentícias, disse ainda não houve diálogo com o setor antes da proposição da medida. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo afirmou que a exigência pode ser um incentivo à vacinação, mas fez a ressalva de que o aplicativo poderia ser um obstáculo para os clientes. "Sendo um incentivo à vacinação, o setor vê como apoio. A única ressalva e preocupação que o setor tem é com a funcionalidade desse aplicativo para que não seja um impeditivo ou obstáculo para frequência dos seus usuários, clientes, e também dos próprios estabelecimentos preocupados com o manuseio e a utilização desse aplicativo", afirmou o diretor Rodrigo Goulart. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) disse que está em "desacordo com a medida proposta pela Prefeitura de São Paulo de exigir o passaporte de vacinação em teatros de shoppings, conforme anunciado pelo secretário." "Para a entidade, a medida é considerada extemporânea, pois impõe severos custos e dificulta o acesso a um setor fortemente impactado pela Covid-19 e que já dispõe de rigorosos protocolos sanitários de operação elaborados pela consultoria do Hospital Sírio Libanês", disse por meio de nota. Quarentena A quarentena contra o coronavírus foi encerrada no estado de São Paulo pelo governador João Doria (PSDB) no dia 17 de agosto, antes que a maioria da população esteja imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19 e com indicadores da pandemia melhores, mas ainda fora de controle. Além disso, há a preocupação com o avanço da variante delta do coronavírus no país. Bares, restaurantes, academias e cinemas não têm mais restrição de horário ou quantidade de público para operar. As exceções são os shows, que estão permitidos, desde que com público sentado, e eventos esportivos com público, que continuam proibidos. A utilização de máscara segue obrigatória. O governador havia afirmado que shows com público em pé, torcidas em estádios e pistas de danças continuariam proibidos até 1º de novembro. Mas voltou atrás ao anunciar que o jogo entre Brasil e Argentina, no dia 5 de setembro, terá liberação para 12 mil pessoas como "evento-teste". A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no entanto, decidiu nesta segunda-feira (30) que não haverá venda de ingressos para a partida. Apenas 1,5 mil convidados poderão acompanhar o jogo no local.

Fonte: G1/NACIONAL