Infectologistas defendem vacinação em jovens e criticam decisão do Ministério

Infectologistas criticaram a decisão do Ministério da Saúde de suspender a vacinação de crianças de adolescentes sem comorbidades de 12 a 17 anos contra covid-19, anunciada em uma nota técnica hoje. Em entrevista coletiva, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que faltavam evidências científicas de que o imunizante era eficaz para a faixa etária , fato rechaçado pelos especialistas no combate à doença. O Dr. Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, médico infectologista do Hospital Emílio Ribas, esclareceu que a decisão de estender a vacinação para esse público começou nos Estados Unidos e em Israel, após estudos de eficácia e segurança, ao contrário do que afirmou Queiroga. "Temos estudos que embasaram a liberação dessa vacina não só no Brasil, mas em outros países, inicialmente a partir de 16 anos, e depois de 12 a 15 anos. Foram estudos que chamamos fase 3, de eficácia e de segurança. Posteriormente, a partir de maio, essas vacinas passaram a ser aplicadas na prática, na vida real, inicialmente em Israel, nos EUA, em outros países também, agora mais recentemente aqui no Brasil", diz, em entrevista exclusiva concedida ao iG Saúde. Para o especialista, a decisão de suspender a imunização é ruim também do ponto de vista epidemiológico, já que posterga a cobertura vacinal no Brasil. "É absolutamente equivocada. É importante diferenciar e entender que sem dúvida a população de crianças e adolescentes não é prioritária. Mas no estágio de vacinação que estamos no Brasil, onde a maior parte da população de alto risco está imunizada, é imprescindível ampliar a faixa de imunização", avalia. "Se essa medida tivesse acontecido há seis meses atrás, eu seria contra vacinar crianças e adolescentes com aquele contingente grande de adultos, pessoas com comorbidades e gestantes que precisavam ser vacinadas prioritariamente. Mas a partir do momento que passamos a proteger essa população é obvio que dentro de uma escala, os adolescentes terão que ser vacinados, por menor que seja o risco de evoluir para uma forma grave. O fato de ter um baixo risco não quer dizer que não existe risco nenhum", completa. A Dra. Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio Libanês, faz a mesma avaliação. "[O ministro] Muito provavelmente não foi transparente ao mencionar os reais motivos de preterir os adolescentes nesse momento. Já temos crianças e adolescentes nessa faixa etária no mundo inteiro vacinados com bons resultados, a discussão que se tem hoje não é em relação à segurança da vacinação, mas sim em relação à priorização frente a escassez de doses. Acho que a colocação dele [Queiroga] teria sido correta se tivesse dito que frente a disponibilidade, optou-se por priorizar a 3ª dose dos idosos. Mas não afirmar que essa decisão foi tomada por eventos adversos, pois isso não é verdade", completa. O representante do Emílio Ribas aponta que o problema é um reflexo da falta de coordenação nacional no Ministério da Saúde desde o início da pandemia. "O Ministério da Saúde teria que ser mais honesto e reconhecer que não nos preparamos de forma adequada, não compramos vacinas de forma eficiente e temos que priorizar, mas não criar uma preocupação nas famílias, criando uma guerra de informação que vai favorecer o medo, o preconceito, uma série de questões que podem prejudicar não só essa vacina, como outras. Temos que olhar mais longe. Quando o ministro da Saúde diz que não existe segurança para vacinar, se daqui a um mês recebe 100 milhões de doses, e a vacina fica disponível, como em um mês, antes não tinha e agora eu tenho?", indaga. "Justifique-se, não tenho vacina para mandar para os estados." A decisão, que pegou estados, municípios, conselhos e secretários de saúde de surpresa, causa uma guerra de narrativas que prejudica o Plano Nacional de Imunização (PNI) na avaliação da Dra. Mirian. "Toda vacinação tem prós e contras. Qualquer decisão vacinal tem prós e contras, vacinar adolescentes, priorizar adultos com essas doses. Não existe certo e errado, mas com certeza existe certo e errado na decisão de ficar indo e voltando com as informações prestadas à população. Esse vai e volta acaba dando espaço para fake news, com interpretações errôneas."

Fonte: IG/SÃO PAULO

Investigada na CPI da Covid, Prevent Senior ocultou mortes em estudo sobre cloroquina apoiado por Bolsonaro

Coronavírus

O plano de saúde Prevent Senior ocultou mortes de pacientes que participaram de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a Covid-19, aponta um dossiê ao qual a GloboNews teve acesso. A pesquisa foi apoiada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e é usada pelos defensores da cloroquina para justificar a prescrição do medicamento. A CPI da Covid recebeu um dossiê com uma série de denúncias de irregularidades, elaborado médicos e ex-médicos da Prevent, entre elas a de que a disseminação da cloroquina e outras medicações foi resultado de um acordo entre o governo Bolsonaro e a Prevent. Segundo o documento, o estudo foi um desdobramento do acordo. A reportagem da Globonews teve acesso à planilha com os nomes e as informações de saúde de todos os participantes do estudo. Nove deles morreram durante a pesquisa, mas os autores só mencionaram duas mortes. Um médico que trabalhava na Prevent e mantinha contato próximo e frequente com os diretores da operadora na época afirmou à GloboNews que o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina. Segundo ele, o resultado já estava pronto bem antes da conclusão do estudo. Áudios, conversas em aplicativos de mensagens e dados contraditórios relativos à pesquisa - divulgados pela própria Prevent e apoiadores do estudo, como Bolsonaro – reforçam a suspeita de fraude. A operadora informou, por nota, que "sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários" (leia mais abaixo). Mortes escondidas A pesquisa começou a ser feita em 25 de março. Em uma mensagem publicada em grupos de aplicativos de mensagem, o diretor da Prevent Fernando Oikawa fala pela primeira vez do estudo e orienta os subordinados a não avisar os pacientes e familiares sobre a medicação. “Iremos iniciar o protocolo de HIDROXICLOROQUINA + AZITROMICINA. Por favor, NÃO INFORMAR O PACIENTE ou FAMILIAR, (sic) sobre a medicação e nem sobre o programa.” Dos nove pacientes que morreram, seis estavam no grupo que tomou hidroxicloroquina e azitromicina. Dois estavam no grupo que não ingeriu as medicações. Há um paciente cuja tabela não informa se ingeriu ou não a medicação. Houve, portanto, pelo menos o dobro de mortes entre os participantes que tomaram cloroquina. Para preservar as identidades, a reportagem vai mencionar apenas as iniciais, o sexo e a idade dos que morreram. Grupo que tomou cloroquina: - H. S., 79 anos, sexo feminino; - H. M. P., 85 anos, sexo masculino; - J. A. L., 62 anos, sexo masculino; - R. A. V., 83 anos, sexo masculino; - M. C. O., 70 anos, sexo feminino; - F. S., 82 anos, sexo masculino. Grupo que não tomou cloroquina: - H. H. K., 68 anos, sexo masculino; - L. F. R. A., 82 anos, sexo feminino, Sem informações se ingeriu ou não cloroquina: - D. L., 66 anos, sexo masculino. O primeiro documento relativo ao estudo foi um pré-print divulgado em 15 de abril de 2020. Os pré-prints são a primeira versão de uma pesquisa e precisam ser revisados por outros cientistas independentes. No artigo, o coordenador do estudo, o cardiologista Rodrigo Esper, diretor da Prevent Senior, menciona a ocorrência de apenas duas mortes no grupo que usou as medicações. Os óbitos, segundo o artigo, foram provocados por outras doenças, sem relação com o coronavírus ou com as medicações. “Não houve efeitos colaterais graves em pacientes tratados com hidroxicloroquina mais azitromicina. Dois pacientes do grupo de tratamento morreram durante o acompanhamento; a primeira morte foi devido à síndrome coronariana aguda e a segunda morte devido a câncer metastático.” Não há, no entanto, entre as vítimas ninguém com as doenças mencionadas pelos coordenadores. Três dias depois, em 18 de abril, o presidente Jair Bolsonaro fez uma postagem no Twitter sobre o estudo. Citando a Prevent Senior, menciona a ocorrência de cinco mortes entre os pacientes do estudo que não tomaram cloroquina e nenhum óbito entre os que ingeriram as medicações. Segundo o CEO Fernando Parrillo, a Prevent Senior reduziu de 14 para 7 dias o tempo de uso de respiradores e divulgou hoje, às 1h40 da manhã, o complemento de um levantamento clínico feito: de um grupo de 636 pacientes acompanhados pelos médicos, 224 NÃO fizeram uso da HIDROXICLOROQUINA. Destes, 12 foram hospitalizados e 5 faleceram. Já dos 412 que optaram pelo medicamento, somente 8 foram internados e, além de não serem entubados, o número de óbitos foi ZERO. O estudo completo será publicado em breve!”, escreveu Bolsonaro. Segundo o CEO Fernando Parrillo, a Prevent Senior reduziu de 14 para 7 dias o tempo de uso de respiradores e divulgou hoje, às 1h40 da manhã, o complemento de um levantamento clínico feito: de um grupo de 636 pacientes acompanhados pelos médicos, 224 NÃO fizeram uso da HIDROXICLOROQUINA. Destes, 12 foram hospitalizados e 5 faleceram. Já dos 412 que optaram pelo medicamento, somente 8 foram internados e, além de não serem entubados, o número de óbitos foi ZERO. O estudo completo será publicado em breve!”, escreveu Bolsonaro. No mesmo dia 19 de abril, Esper postou uma mensagem de áudio no grupo de pesquisadores do estudo para orientá-los quanto à revisão dos dados dos pacientes. Ou seja, quatro dias depois da publicação do artigo científico com os resultados, estes mesmos resultados ainda não haviam sido revisados. No áudio, Esper cita a mensagem do presidente sobre o estudo. Acrescenta, ainda, que os dados precisam ser "assertivos", "perfeitos", para que não haja contestação. E finaliza, argumentando que esse estudo vai "mudar o curso da medicina". “Oi pessoal, tudo bem? É o Esper falando, tá, eu tô aqui com o (Fernando) Oikawa. Seguinte, a gente precisa revisar esses dados no máximo até amanhã, de todos os pacientes, então botei mais força aqui no grupo. Esses dados, são os dados... a gente tá revisando todos os 636 pacientes do estudo. Já tem mais ou menos uns 140 revisados, mas a gente precisa fazer a força-tarefa pra acabar isso amanhã. Só que a gente precisa olhar tudo. Se teve eletro (eletrocardiograma) ou não, se teve alteração no intervalo QT ou não, se fez swab pra Covid sim ou não. Então vamos programar uma live hoje, às 17h, com todos aqui desse grupo... O Fernandão (Oikawa) vai mandar o link aqui e aí a gente vai estabelecer os critérios e a gente vai pensar na tabela, estabelecer os critérios, e todos vão coletar os dados, e aí com umas seis pessoas, aí dá tipo 100 pacientes pra cada um, nem que a gente coloque mais gente aqui. O Fernando vai recrutar pelo menos mais dois colegas para colocar, pode ser essa colega aí do pronto-socorro, mas o dado precisa ser assertivo e perfeito porque o mundo tá olhando pra gente, tá? Esses dados vão mudar a trajetória da medicina nos próximos meses aí no mundo, tá bom? O (microbiologista francês) Didier Raoult eu entrei em contato com ele ontem, ele citou o nosso trabalho no Twitter, eu respondi ele, e então a gente precisa ser perfeito, o dado, tá? Até o presidente da República citou a gente. Esse áudio tem que ficar aqui, não pode sair. Então, vamos reunir às cinco horas hoje, numa videoconferência, todos, pra gente ajustar os parafusos e todo mundo falar a mesma língua e ter um levantamento perfeito do dado. Obrigado.” O cientista francês Didier Raoult coordenou um dos primeiros estudos no mundo sobre a cloroquina. Inicialmente, segundo os autores, a pesquisa teria indicado a eficácia da cloroquina para reduzir internações por Covid, mas o levantamento foi muito questionado pela comunidade científica. O próprio Raoult, meses depois, veio a público dizer que seu estudo não é capaz de indicar a eficácia da medicação. O resultado do estudo da Prevent foi divulgado dias depois que outro estudo semelhante, realizado em Manaus, foi suspenso em razão da morte de pacientes que ingeriram cloroquina. A pesquisa também não encontrou evidências da eficácia da medicação. Outro estudo iniciado na época envolveu algumas das principais instituições de saúde do país, como os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, mas a conclusão também foi de que a cloroquina não é eficaz contra a Covid. Restou, portanto, apenas o estudo da Prevent. A análise da planilha dos pacientes do estudo mostra que, dos 636 participantes, apenas 266 fizeram eletrocardiograma, que é recomendado para pacientes tratados com cloroquina, pelo risco de problemas cardíacos. Uma das pessoas que morreu, um homem de 83 anos, tomou cloroquina e apresentou arritmia cardíaca, que é um dos efeitos colaterais possíveis da medicação. Além disso, apenas 93 pacientes (14,7% do total) realizaram teste para saber se estavam com Covid ou não. Foram 62 casos positivos, menos de 10% do total de participantes. O estudo chegou a ser submetido à Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e aprovado, mas o órgão suspendeu a pesquisa por constatar que a investigação começou a ser feita antes da aprovação legal. Até hoje, no entanto, o estudo é usado pela própria Prevent Senior para justificar a prescrição da cloroquina aos seus associados. Ao longo da CPI, foram várias as menções. Subnotificação de mortes por Covid Além das suspeitas que recaem sobre o estudo, há indícios de que a operadora subnotificou mortes por Covid ocorridas em suas unidades. A GloboNews conversou com outra médica que trabalhou na Prevent e afirmou que essa prática tem ocorrido desde julho de 2020. Em uma mensagem enviada a grupos de aplicativos, outro diretor da Prevent determina aos coordenadores das unidades que alterem o código de diagnóstico (CID) dos pacientes que deram entrada com Covid-19 após algumas semanas de internação. “Após 14 dias do início dos sintomas (pacientes de enfermaria/apto) ou 21 dias (pacientes com passagem em UTI/Leito híbrido), o CID deve ser modificado para qualquer outro exceto o B34.2 (código da Covid-19) para que possamos identificar os pacientes que já não tem mais necessidade de isolamento. Início imediato.” A justificativa é viabilizar o isolamento dos pacientes, mas a alteração do CID, segundo a médica, faz com que o diagnóstico de Covid desapareça de um eventual registro de óbito. A GloboNews conseguiu comprovar dois casos em que a Covid foi omitida da declaração de óbito dos pacientes. O primeiro deles é de um homem que foi internado em novembro de 2020 na unidade da Prevent Senior do Itaim, Zona Sul da capital paulista. Ao dar entrada no hospital, o exame PCR deu positivo para Covid. Os médicos, então, prescreveram as medicações do chamado kit Covid, como cloroquina, ivermectina e azitromicina. Ele já havia ingerido essas medicações antes mesmo de ser internado e voltou a recebê-las no hospital. Também foi submetido a cerca de 20 sessões de ozonioterapia. Segundo a Conep, a ozonioterapia só pode ser feita em pesquisas experimentais por instituições credenciadas. O órgão informou que a Prevent não está credenciada. O paciente ficou dois meses internado e morreu após ter uma hemorragia digestiva. A Covid, doença que desencadeou a morte, foi omitida da declaração de óbito dele. O outro caso é de uma paciente que também morreu após ficar internada na Prevent Senior para tratar um quadro de Covid. Ela recebeu as medicações do kit Covid, mas o quadro não melhorou. Na declaração de óbito, a Covid também foi omitida. Investigações A Prevent Senior é investigada desde março pelo Ministério Público de São Paulo, que abriu um inquérito civil após uma reportagem da GloboNews mostrar 12 relatos de associados do plano que estavam recebendo o kit covid. Parte deles nem sequer tinha diagnóstico confirmado de Covid-19. Em abril, outra reportagem da GloboNews trouxe relatos de médicos que trabalharam na operadora. Eles disseram que foram coagidos a prescrever os remédios do kit covid e que foram forçados a trabalhar enquanto estavam infectados com o novo coronavírus. Tudo isso foi incluído na investigação da promotoria. O MP também investiga o uso de medicações sem eficácia comprovada, como flutamida, etanercepte, heparina inalatória e ozonioterapia. DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de São Paulo) e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) também abriram investigações. A reportagem teve acesso a uma página usada como guia por médicos da área de telemedicina da Prevent. A página contém uma planilha atualizada com os nomes dos pacientes e as medicações recebidas. É possível ver que a cloroquina e a ivermectina continuam sendo prescritas mesmo após o Ministério da Saúde ter declarado que o medicamento não funciona, o próprio ministro Marcelo Queiroga ter desaconselhado o uso das medicações e depois de estudos amplos de meta-análise indicarem que a cloroquina pode provocar um aumento das mortes de pacientes, e não a redução. O mesmo guia ainda mostra que a Prevent Senior continua testando outras duas medicações nos pacientes. A bicalutamida, um inibidor de hormônios masculinas, contraindicado para mulheres, e a chamada “Pílula do Açaí”. Irregularidades A CPI da Covid recebeu já denúncias formais que afirmam que a operadora de saúde e o governo federal fizeram um acordo, no início da pandemia do coronavírus, para testar e disseminar as medicações do kit covid. O documento cita uma série de irregularidades que, segundo os médicos, foram praticadas pela empresa, e reveladas pela GloboNews e o G1 em abril deste ano. O Ministério Público abriu investigação. A Prevent Senior afirmou, por meio de nota, que sempre atuou "dentro dos parâmetros éticos" (leia mais abaixo). O primeiro desdobramento do acordo entre a Prevent e governo federal, segundo a denúncia, foi a pesquisa feita com mais de 600 pacientes para testar a eficácia da hidroxicloroquina contra a Covid-19, realizada entre março e abril do ano passado. O resultado teria sido manipulado para que os resultados fossem favoráveis ao uso da cloroquina contra a doença. A denúncia afirma ainda que a Prevent realizou uma série de tratamentos experimentais em seus pacientes, muitas vezes sem que houvesse consentimento deles. O texto diz que pacientes foram usados como "cobaias humanas" para testar medicações contra a Covid. Em nota, a Prevent diz que "sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários. Todas as dúvidas e questionamentos formulados pela CPI foram devidamente esclarecidos junto às autoridades competentes". O que diz a Prevent Senior Em nota, a operadora informou que "sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários. Todas as dúvidas e questionamentos formulados pela CPI foram devidamente esclarecidos junto às autoridades competentes". VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana.

Fonte: G1/NACIONAL

SPTuris autoriza início dos preparativos para desfiles das escolas de samba de SP no Anhembi

Coronavírus

O presidente da São Paulo Turismo (SPTuris) publicou nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial uma autorização para que sejam iniciadas na cidade de São Paulo as medidas administrativas e preparativos para a realização dos desfiles das escolas de samba e das comemorações do carnaval no Sambódromo do Anhembi, em 2022. No decreto, a SPTuris afirma, contudo, “que a realização do referido evento estará condicionada à verificação, no correspondente período, das condições epidemiológicas relativas à pandemia do Covid-19”. “Para a realização deverão, também, ser cumpridos todos e quaisquer protocolos sanitários que se encontrem vigentes no correspondente período”, diz a publicação. Documentos internos que o G1 teve acesso apontam que a SPTuris trabalha com a realização dos desfiles entre 25 de fevereiro e 5 de março, quando devem ocorrer as apresentações das escolas de samba e o desfile das campeãs. No início de julho, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), havia declarado que o avanço da vacinação contra a Covid-19 na capital paulista possibilitaria a realização do Réveillon e do Carnaval na cidade. As duas festas foram canceladas pela gestão municipal em 2021 por conta da pandemia de coronavírus. Com o recrudescimento da doença no país este ano e o avanço da variante delta no estado de SP, entretanto, o assunto seguia sem definição. Agora, voltou à pauta da gestão municipal com a publicação do decreto no Diário Oficial desta quarta (15). Passaporte da vacina A cidade de São Paulo começou a exigir em 1º de setembro, comprovante de vacinação contra a Covid-19 com pelo menos uma dose para a entrada em todos os eventos com público superior a 500 pessoas. O "passaporte da vacina" poderá ser apresentado por aplicativo de celular, chamado E-saúde, ou em formato físico (saiba como baixar a versão digital mais ao fim da reportagem). O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a afirmar que o comprovante seria obrigatório para bares, restaurantes e shoppings. Após pressão do setor, no entanto, a gestão municipal voltou atrás e definiu que a medida será opcional para esses estabelecimentos. De acordo com decreto publicado no Diário Oficial de sábado (28), a obrigatoriedade do comprovante valerá para shows, feiras, congressos e jogos. Para os demais estabelecimentos e setores, o passaporte será apenas "recomendado". Em caso de descumprimento, há previsão de interdição do local e multa que varia de acordo com o tamanho do estabelecimento. São as mesmas punições estabelecidas no início da pandemia pelo decreto nº 59.298, de 23 de março de 2020. Embora os jogos constem no novo decreto da prefeitura, o estado de São Paulo ainda não liberou totalmente a presença de torcidas nos estádios. O governador João Doria (PSDB) havia afirmado que isso só aconteceria depois de 1º de novembro, mas abriu exceção para o jogo entre Brasil e Argentina que acontecerá no próximo domingo (5). (Leia mais abaixo) A gestão estadual encerrou em 17 de setembro as restrições da quarentena de limite de horário e de público nos estabelecimentos e serviços. Mas a realização de shows com público em pé e eventos com aglomeração continuam proibidas pelas regras estaduais. O uso de máscara também continua obrigatório em todo o estado. Como baixar o 'passaporte da vacina' De acordo com a Prefeitura de São Paulo, os participantes dos eventos poderão baixar o QR Code do “passaporte da vacina” no aplicativo E-saúde, da Secretaria Municipal da Saúde. É necessário fazer um cadastro com dados do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), data de nascimento, nome completo, e-mail e telefone. Caso não tenha acesso ao aplicativo, também é possível apresentar o comprovante físico que é entregue no momento da imunização. A Secretaria Estadual da Saúde também oferece o comprovante de vacinação em formato digital por meio do aplicativo do Poupatempo Digital (saiba como baixar aqui). Indefinição das regras Na segunda-feira (23), Nunes anunciou que o comprovante seria obrigatório para todos os bares, restaurantes e shoppings da cidade, o que gerou reação negativa do setor. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. Pouco depois, no mesmo dia, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, afirmou que o o passaporte seria opcional para esses setores. Aparecido fez a ressalva de que apenas restaurantes com eventos e teatros de shoppings, por exemplo, teriam obrigatoriedade na exigência comprovante. Não ficou claro, portanto, as regras exatas que deveriam ser seguidas. Segundo a gestão municipal, a Vigilância Sanitária faria a publicação da norma para regulamentar o assunto na quinta-feira (26), o que não aconteceu. Na sexta-feira (27), o prefeito adiou a adoção da medida afirmando que a Secretaria Estadual de Saúde não havia disponibilizado dados da vacinação que permitiriam o funcionamento do aplicativo. Em nota enviada ao G1, a pasta disse que já oferecia o comprovante de vacinação em formato impresso e digital. Associações criticam medida Após o anúncio, a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) afirmou na segunda-feira que via com preocupação a decisão de exigência do passaporte. A entidade, que representa grandes redes alimentícias, disse ainda não houve diálogo com o setor antes da proposição da medida. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo afirmou que a exigência pode ser um incentivo à vacinação, mas fez a ressalva de que o aplicativo poderia ser um obstáculo para os clientes. "Sendo um incentivo à vacinação, o setor vê como apoio. A única ressalva e preocupação que o setor tem é com a funcionalidade desse aplicativo para que não seja um impeditivo ou obstáculo para frequência dos seus usuários, clientes, e também dos próprios estabelecimentos preocupados com o manuseio e a utilização desse aplicativo", afirmou o diretor Rodrigo Goulart. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) disse que está em "desacordo com a medida proposta pela Prefeitura de São Paulo de exigir o passaporte de vacinação em teatros de shoppings, conforme anunciado pelo secretário." "Para a entidade, a medida é considerada extemporânea, pois impõe severos custos e dificulta o acesso a um setor fortemente impactado pela Covid-19 e que já dispõe de rigorosos protocolos sanitários de operação elaborados pela consultoria do Hospital Sírio Libanês", disse por meio de nota. Quarentena A quarentena contra o coronavírus foi encerrada no estado de São Paulo pelo governador João Doria (PSDB) no dia 17 de agosto, antes que a maioria da população esteja imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19 e com indicadores da pandemia melhores, mas ainda fora de controle. Além disso, há a preocupação com o avanço da variante delta do coronavírus no país. Bares, restaurantes, academias e cinemas não têm mais restrição de horário ou quantidade de público para operar. As exceções são os shows, que estão permitidos, desde que com público sentado, e eventos esportivos com público, que continuam proibidos. A utilização de máscara segue obrigatória. O governador havia afirmado que shows com público em pé, torcidas em estádios e pistas de danças continuariam proibidos até 1º de novembro. Mas voltou atrás ao anunciar que o jogo entre Brasil e Argentina, no dia 5 de setembro, terá liberação para 12 mil pessoas como "evento-teste". A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no entanto, decidiu nesta segunda-feira (30) que não haverá venda de ingressos para a partida. Apenas 1,5 mil convidados poderão acompanhar o jogo no local.

Fonte: G1/NACIONAL

Deslocamento seguro combina vacina e cuidados

Coronavírus

Apesar da vacinação, a sociedade continua preocupada com o contágio por covid-19, especialmente quem precisa se locomover todos os dias. Pesquisa realizada entre 26 de julho e 6 de agosto pela 99, plataforma de tecnologia voltada à mobilidade urbana com usuários em cerca de 2 mil municípios do Brasil, mostra que 45% dos motoristas e 42% dos passageiros mantêm essa percepção sobre a segurança e outras medidas que ajudam a prevenir o contágio pela doença. Dos 629 entrevistados, de diversas plataformas de transporte por aplicativo, 80% dos motoristas e 70% dos passageiros já tomaram a vacina contra a covid-19. Desse total, 58,6% dos condutores declaram ter tomado a primeira dose, e 23% afirmam já estarem com a imunização completa. Prevenção reduz o medo Este é o caso de Juliano da Silva Prates, de 32 anos, que trabalha na capital paulista como motorista de aplicativo desde 2015 e já está totalmente imunizado. Ele tomou a CoronaVac, vacina com espera de apenas 15 dias entre as duas aplicações. Porém, nesse intervalo, ele contraiu o coronavírus. “Felizmente, não fui internado, mas fiquei um pouco mal durante 10 dias, até conseguir me recuperar e voltar ao trabalho”, revela o profissional. “A vacina diminui nosso medo e preocupação, mas não completamente. Não podemos descuidar das medidas de prevenção”, alerta. Em relação aos itens de proteção que deixam as pessoas mais seguras, o uso de máscara lidera a lista, com 93,7% das respostas dos motoristas e 87,5% dos passageiros. Em segundo lugar, álcool em gel, apontado por 89% dos motoristas e 71% dos passageiros. Rotina ainda exige segurança Prates também conta que muitos usuários de apps migraram do transporte público. “Algumas empresas pagam essa despesa. Mas, por segurança, muitas pessoas assumiram esse custo para evitar a lotação dos trens e ônibus”, avalia. O motorista acredita que ações como a sanitização gratuita dos veículos, oferecida pelas Deslocamento seguro combina vacina e cuidados Pesquisa mostra que 80% dos motoristas de aplicativo e 70% dos passageiros foram imunizados, mas medo de contágio mantém rotina de prevenção, com máscaras e uso de álcool em gel empresas de aplicativos, e os escudos de proteção para separar motoristas de passageiros também contribuem para a migração para os apps. Aliás, o levantamento também sondou a percepção das pessoas obrigadas a sair de casa sobre a segurança dos modais: os veículos por aplicativo são considerados os mais seguros por 44,6% das pessoas, ficando atrás apenas dos carros próprios (48,2%) e seguidos por andar a pé, com 39,3% dos respondentes. Informação a serviço da vida Na pesquisa, as campanhas aparecem como principal medida de combate ao vírus, apontadas por 71,4% dos entrevistados. Na sequência, vêm monitoramento (45,1%) e aplicação de multas a quem desrespeitar as normas (32,1%). Para orientar as pessoas sobre a importância de continuarem se protegendo, a 99 investe em ações de conscientização destinadas a todos os públicos. Um exemplo é o material preparado em parceria com a consultoria do Hospital Sírio-Libanês, disponível no https://99app.com/coronavirus/, com dicas práticas para as corridas e orientações para evitar a doença.

Fonte: O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | JORNAL DO CARRO

Cálculo Renal: Saiba Mais

Sírio-Libanês
Sírio-Libanês
14/09/2021 4 min de leitura

Uma pedra é dita renal quando está localizada na pelve renal ou em algum cálice renal. Quando é uma peça maior e se molda à configuração anatômica da pelve renal e a pelo menos dois cálices renais, passa a ser denominada de coraliforme. Define-se como cálculo renal quando o mesmo está localizado na pelve renal ou em um grupo calicial. Quando o cálculo está presente na pelve renal e também em dois ou mais grupos caliciais é chamado de cálculo coraliforme.

Avaliação diagnóstica

Havendo suspeita de cálculo renal deve-se realizar exames por imagem para o diagnóstico, podendo ser realizado um

Cistite Intersticial: Saiba Mais

Dr. Daher Cezar Chade
14/09/2021 3 min de leitura

A cistite intersticial é uma complexa doença crônica caracterizada pela irritação ou inflamação da parede da bexiga. Ela pode deixar cicatriz na bexiga, provocar um espessamento na sua parede, diminuindo a sua capacidade, associada a pontos de sangramento.

Quem é mais afetado

Os estudos indicam que 90% dos portadores da cistite intersticial são mulheres e apenas 10% são homens.

Estatísticas americanas revelam que a doença já acomete 1 milhão de pessoas. A doença se manifesta mais intensamente por volta dos 40 anos de idade e raramente acomete crianças.

Sintomas

  • Urinar mais de

Cálculo Coraliforme: Saiba Mais

Sírio-Libanês
Sírio-Libanês
14/09/2021 4 min de leitura

Conceitua-se como coraliforme aquele cálculo renal ramificado, que se amolda aos contornos do sistema coletor e ocupa mais de uma porção do mesmo.

Consequências

Tem sido demonstrado que se um cálculo coraliforme não for tratado pode propiciar a destruição do rim acometido. Em 28% dos pacientes tratados conservadoramente ocorre deterioração do rim. Além de dor e perda de função renal, os pacientes podem sofrer de infecção renal e generalizada, com risco de vida.

Tratamento clínico

O tratamento clínico só pode ser considerado opção viável para pacientes que não apresentam condições

Divertículos Uretrais: Saiba Mais

Sírio-Libanês
Sírio-Libanês
14/09/2021 2 min de leitura

Divertículos uretrais são dilatações anormais da uretra. Podem ocorrer em homens ou mulheres e ser congênitos ou adquiridos após o nascimento.

Causas

Os divertículos uretrais podem resultar de traumatismo uretral, uso prolongado de sonda uretral, cirurgias sobre a uretra ou através dela, infecções uretrais ou perto da uretra e outras causas menos frequentes.

Sintomas

Geralmente, a paciente apresenta-se com um desconforto ou massa palpável na vagina. Frequentemente refere gotejamento de urina após terminar a micção e episódios de infecção urinária. Dor nas relações sexuais e

Câncer de Bexiga: Saiba Mais

Sírio-Libanês
Sírio-Libanês
14/09/2021 7 min de leitura

Nas últimas décadas tem-se observado um aumento na incidência dos tumores de bexiga. Contudo, ocorreram avanços significativos no tratamento, levando a um aumento na sobrevida.

A bexiga é um órgão que tem como função armazenar a urina produzida pelos rins, até que seja eliminada por contração da sua musculatura.

Internamente, a bexiga se assemelha ao interior da cavidade bucal, sendo revestida por uma fina película, ou mucosa, denominada urotélio. Este mesmo urotélio reveste também o interior dos ureteres, da pelves e dos cálices renais, que transportam a urina produzida nos rins até a

Câncer de Testículo: Saiba Mais

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14/09/2021 5 min de leitura

A grande preocupação com o câncer de testículo consiste no fato de ser a neoplasia maligna mais frequente em homens entre 20 e 34 anos, período de plena atividade produtiva e reprodutiva. O testículo é a maior fonte de testosterona produzida pelos homens, sendo responsável pela manutenção da libido (desejo sexual) e pela produção dos espermatozoides e, consequentemente, pela da fertilidade no homem.

Há alguns anos, esses tumores eram curados em apenas metade dos pacientes. Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, a sobrevida em cinco anos nos dias de hoje aproxima-se de 95% dos