Medicina Sexual
Sobre o nosso centro
As discussões sobre medicina sexual e a sexualidade humana evoluíram de maneira muito rápida nos últimos anos. A cada nova evidência clínica surgem também novas possibilidades de avaliação diagnóstica e novos tratamentos.
Criado recentemente, o Centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês atua de maneira multidisciplinar na abordagem das disfunções sexuais, com profissionais altamente qualificados e em permanente processo de atualização, nas áreas de Urologia, Ginecologia, Radiologia, Psicologia e Enfermagem.
Tudo isso aliado a avançados recursos tecnológicos e à humanização na prática médica, faz com que o Centro ofereça avaliação, diagnóstico e tratamento com olhar integrado, de acordo com a necessidade de cada paciente.
Endereços e horários
Hospital Sírio-Libanês Bela Vista
Rua Dona Adma Jafet, 115
Núcleo de Medicina Avançada
Bloco E - 4º andar
Horário de atendimento
Segunda a sexta: 8h às 19h
Contato
São Paulo
(11) 3394-5007
Equipe
Nossa equipe é altamente especializada em cada área de atuação.
Urologia
Dr. Bruno C G Nascimento
Dr. Carlos Ricardo Doi Bautzer
Dr. Celso Gromatzky
Dr. Flavio Trigo Rocha
Dr. Lísias Nogueira Castilho
Ginecologia
Dra. Helga Marquesini
Radiologia
Dr. Felipe Carneiro
Transexualidade
Prof. Dr. Francisco Tibor Dénes
Psicologia
Dra. Daniela Achette
Reabilitação Sexual do Paciente Oncológico
Com o desenvolvimento de novos tratamentos e aprimoramento técnico, felizmente a medicina moderna consegue oferecer resultados muito melhores de cura e sobrevida aos pacientes diagnosticados com câncer. Como consequência, cada vez mais percebemos a importância não só de sobreviver, mas de vencer a batalha e manter uma boa saúde para que a vida após o tratamento possa ser desfrutada em sua plenitude.
Dentre as várias áreas nos quais este tópico é relevante, nós, urologistas com enfoque em medicina sexual e andrologia, nos especializamos na atenção à vida sexual dos pacientes, área de extremo impacto no tratamento de alguns tumores como o de próstata, bexiga, colo-retal, pênis, dentre outros. Este impacto pode se dar em vários domínios da vida sexual, como na capacidade de ter uma ereção, na capacidade de se ter um orgasmo e de ejacular. Todos esses possíveis impactos precisam ser discutidos com os pacientes, acompanhados de perto, e algumas medidas podem e devem ser tomadas de modo a evitar prejuízos definitivos nessas áreas.
No centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês contamos com uma equipe multidisciplinar especializada e estrutura ampla para dar todo o suporte necessário nessa fase turbulenta pós-tratamento oncológico.
Ejaculação Precoce
A Ejaculação Precoce (EP) é uma das disfunções sexuais mais prevalentes no homem e seu diagnóstico envolve um tempo curto latência sexual (tempo entre o início da relação e orgasmo), a sensação de falta de controle sobre o momento do clímax e o impacto negativo na vida. Ela tradicionalmente é dividia em EP primária, presente desde o início da vida sexual, e secundária, com início da vida adulta depois de um período sem dificuldades.
No entanto, é comum na prática clinica que mesmo homens com latência considerada normal (> 1-2 minutos) se apresentem incomodados, e cada vez mais se considera o impacto na vida do paciente ou casal no diagnóstico e nas considerações sobre as possibilidades terapêuticas.
O tratamento pode envolver exercícios de auto-conhecimento e controle, medicações de uso diário ou antes do ato sexual, psicoterapia geral e focada para EP, dentre outros.
No Centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês contamos com uma equipe multidisciplinar especializada para dar todo o suporte para o diagnóstico e tratamento deste problema.
Ejaculação Retardada/Anorgasmia (dificuldade para atingir o orgasmo)
Apesar de tão pouco discutida, a Ejaculação retardada é uma disfunção sexual com grande potencial de impacto na vida de um casal.
Segundo a Sociedade Americana de medicina Sexual (SMSA), seu diagnóstico é feito quando existe uma dificuldade de atingir o orgasmo há pelo menos 6 meses e em mais de 75% das relações, gerando incomodo. Não existe um tempo fixo definido como limite, mas a maioria das sociedades médicas especializadas concordam que uma latência maior que 20 minutos pode gerar desconforto eventualmente.
As principais causas, que devem ser consideradas e investigadas apropriadamente, são: medicamentosa, perda de sensibilidade peniana, distúrbios hormonais, psicogênica e disfunções masturbatórias.
O tratamento da ejaculação retardada depende diretamente da causa do problema e vai desde reposição hormonal até o uso de dispositivos na relação sexual para aumentar o estímulo peniano.
No Centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês contamos com uma equipe multidisciplinar especializada para dar todo o suporte para o diagnóstico, investigação e tratamento deste problema que pode gerar tanto incomodo.
Deficiência de Testosterona
A testosterona é um hormônio muito importante e com função extremamente ampla, tendo ações na modulação do desejo sexual (libido), na ereção, no ganho de massa muscular, perda de gordura (principalmente abdominal), na regulação da glicose, na saúde dos ossos, dentre muitos outros.
Apesar disso, a definição e o diagnóstico de sua deficiência podem ser complexos e exigem cuidado. De maneira geral, sempre antes do início de reposição é necessário a avaliação de seus níveis no sangue a avaliação de sintomas. No entanto, muitos sintomas da falta deste hormônio podem facilmente ser confundidos com sintomas de stress crônico ou depressão, tão frequentes nos dias atuais. Além disso, em um mundo onde diversos médicos prometem milagres em pílulas, é muito frequente o uso indevido desta medicação, expondo diversos pacientes a riscos desnecessário e sem benefício certo.
É imprescindível, portanto, uma avaliação clínica e laboratorial completa por um profissional experiente, para se discutir de maneira individualizada se existe indicação, quais são os riscos e benefícios de sua reposição.
No Centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês contamos com uma equipe multidisciplinar especializada e estrutura ampla para dar todo o suporte diagnóstico, terapêutico e seguimento com segurança de pacientes que necessitam de reposição hormonal.
Anorgasmia/Transtorno do Orgasmo
O orgasmo ocorre no pico de excitação sexual, com liberação de tensões. É uma sensação de prazer intensa, e com ela ocorrem contrações rítmicas e involuntárias da musculatura do assoalho pélvico.
O prazer na relação sexual é mais amplo, e não está necessariamente ligado ao orgasmo. No entanto, quando o fato de o orgasmo não ocorrer - ou a dificuldade para que ele aconteça - trazem sofrimento ou incômodo significativos, se caracteriza uma disfunção sexual. A dificuldade em atingir o orgasmo pode ser um problema para até 30% das mulheres.
Desejo Sexual Hipoativo/Redução do libido
O nível de interesse sexual pode variar ao longo da vida, a depender de vários fatores. A depender do estudo, até cerca de 39 a 59% das mulheres se queixam de baixo interesse sexual em algum momento da vida. Quando o baixo desejo sexual (ou desejo ausente) leva a sofrimento pessoal, é um indicativo que pode haver um problema que merece avaliação.
Transtorno da Excitação Sexual
Ocorre quando a excitação é reduzida ou se perde ao longo da atividade sexual. Assim, a resposta do corpo ao desejo e aos estímulos sexuais fica prejudicada: pode ocorrer redução da lubrificação e das sensações – físicas genitais/não genitais e da percepção subjetiva da excitação sexual.
Dor Sexual
Não é normal ter dor na atividade sexual. A dor ou a antecipação da dor na relação sexual podem ser acompanhadas de medo e ansiedade, além de contração involuntária e tônus aumentado da musculatura do assoalho pélvico (aqui, está incluído o vaginismo).
A dor na atividade sexual pode ter origem multifatorial com base biológica (aqui, incluídas causas infecciosas e endometriose, dentre outras) e/ou psicológica, e pode gerar e perpetuar problemas de lubrificação. Uma importante causa de dor sexual e dificuldade de lubrificação é a síndrome gênito-urinária da menopausa, que pode cursar com atrofia e ressecamento vaginal.
De maneira semelhante a outras alterações de função sexual feminina, a dor sexual pode atingir uma porcentagem próxima de 30% das mulheres.