Varíola dos Macacos
A varíola dos macacos é uma doença causada por um vírus do grupo dos ortopoxvírus, o mesmo da varíola. Apesar do nome, os símios não são reservatórios do vírus; acredita-se que sejam pequenos roedores africanos, apesar de ainda serem desconhecidos.
Transmissão
A transmissão entre humanos ocorre por:
- Contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados;
- Via gotículas respiratórias;
- Via fluidos corporais;
- Via placentária, durante a gestação (mãe para o bebê).
Existem suspeitas, apesar de não haver confirmação, que seja uma doença sexualmente transmissível.
Sintomas
A pessoa infectada pode apresentar sintomas entre 5 e 21 dias após se contaminar (geralmente entre 6 e 13). Os principais sintomas são: febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, adenopatia (aumento de linfonodos/gânglios), calafrios, exaustão e lesões de pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo (incluindo área genital, palma das mãos, planta dos pés e mucosas). As lesões podem parecer com varicela (catapora) e sífilis, a grande diferença é que evoluem uniformemente.
Os infectados deixam de contaminar outras pessoas quando as lesões formam “casquinha”, o que costuma ocorrer entre 2 e 4 semanas. Apesar de menos contagiosa e severa que a varíola, alguns casos da doença podem ser graves. Fatores de risco para gravidade são: idade (crianças), extensão da exposição ao vírus, imunodeficiência.
Diagnóstico
Os exames são: RT-PCR, cultura de secreções, exame imuno-histoquímico ou microscopia eletrônica. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, é priorizado o RT-PCR.
Tratamento
O tratamento é focado em aliviar sintomas através de medicações (analgésicos para dor, antitérmicos para febre, antialérgicos para coceira, etc). Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente.
Prevenção
A vacina contra varíola dos macacos foi desenvolvida e aprovada pelo FDA (órgão americano) em 2019. Como a infecção é rara, a vacinação universal não é recomendada. Pessoas que foram vacinadas contra varíola no passado demonstraram ter proteção contra a varíola dos macacos, podendo não apresentar a doença ou apresentado sua forma leve. As vacinas contra varíola não estão mais disponíveis no mercado, pois a doença foi erradicada em 1980.
Prevenção de contato
- Isolamento de casos suspeitos e confirmados da doença;
- Evitar contato com possíveis materiais contaminados, inclusive roupas;
- Usar álcool ou sabão para higienizar as mãos após contato com pessoas, superfícies ou animais possivelmente infectados;
- Uso de equipamentos de proteção individual (máscara cirúrgica e luvas), quando cuidando de pessoas infectadas.
Em caso de dúvidas e para mais informações converse com o seu time de saúde.
Referências:
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/index.html
https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/monkeypox
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/v%C3%ADrus-pox/var%C3%ADola-do-macaco
https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Comunicacao-de-Risco-06-Monkeypox-22-05-22-FINAL[5321].pdf