Por que o autoexame das mamas não é mais recomendado?

Entenda por que o autoexame das mamas deixou de ser recomendado como método de rastreamento e quais são as estratégias mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama.
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Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês

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Durante muitos anos, o autoexame das mamas foi amplamente incentivado como uma forma de detecção precoce do câncer de mama. A proposta era simples e bem-intencionada: estimular as mulheres a se examinarem regularmente para identificar nódulos ou alterações suspeitas.

Com o avanço da medicina e o acúmulo de evidências científicas, essa recomendação mudou e por motivos importantes.

Atualmente, as principais sociedades médicas e especialistas em oncologia não indicam mais o autoexame como método isolado de rastreamento. Estudos demonstraram que ele não reduz a mortalidade por câncer de mama e, por outro lado, aumenta a ocorrência de falsos alarmes, o que leva muitas mulheres a exames, biópsias desnecessárias e a um impacto emocional significativo, como ansiedade e medo.

Isso não significa, porém, que a mulher deva ignorar o próprio corpo. Pelo contrário. O que se recomenda hoje é o autoconhecimento corporal — estar atenta às mudanças naturais das mamas, reconhecer o que é habitual e procurar avaliação médica sempre que algo novo ou diferente surgir.

A detecção precoce eficaz do câncer de mama continua sendo realizada por métodos de rastreamento adequados, como a mamografia e, em situações específicas, a ultrassonografia ou a ressonância magnética, sempre considerando a idade e o risco individual.

Em resumo:

  • O autoexame isolado não previne nem reduz mortes por câncer de mama;
  • O mais importante é conhecer o próprio corpo e manter acompanhamento médico regular;
  • A mamografia segue sendo a ferramenta mais confiável para o diagnóstico precoce.

Cuidar-se vai além do toque: é entender, prevenir e agir com orientação médica.