Por que o autoexame das mamas não é mais recomendado?
Durante muitos anos, o autoexame das mamas foi amplamente incentivado como uma forma de detecção precoce do câncer de mama. A proposta era simples e bem-intencionada: estimular as mulheres a se examinarem regularmente para identificar nódulos ou alterações suspeitas.
Com o avanço da medicina e o acúmulo de evidências científicas, essa recomendação mudou e por motivos importantes.
Atualmente, as principais sociedades médicas e especialistas em oncologia não indicam mais o autoexame como método isolado de rastreamento. Estudos demonstraram que ele não reduz a mortalidade por câncer de mama e, por outro lado, aumenta a ocorrência de falsos alarmes, o que leva muitas mulheres a exames, biópsias desnecessárias e a um impacto emocional significativo, como ansiedade e medo.
Isso não significa, porém, que a mulher deva ignorar o próprio corpo. Pelo contrário. O que se recomenda hoje é o autoconhecimento corporal — estar atenta às mudanças naturais das mamas, reconhecer o que é habitual e procurar avaliação médica sempre que algo novo ou diferente surgir.
A detecção precoce eficaz do câncer de mama continua sendo realizada por métodos de rastreamento adequados, como a mamografia e, em situações específicas, a ultrassonografia ou a ressonância magnética, sempre considerando a idade e o risco individual.
Em resumo:
- O autoexame isolado não previne nem reduz mortes por câncer de mama;
- O mais importante é conhecer o próprio corpo e manter acompanhamento médico regular;
- A mamografia segue sendo a ferramenta mais confiável para o diagnóstico precoce.
Cuidar-se vai além do toque: é entender, prevenir e agir com orientação médica.