Mamografia: quando começar e com que frequência fazer?

Saiba quando iniciar a mamografia, com que frequência realizar o exame e como o rastreamento muda para mulheres com maior risco de câncer de mama.
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Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês

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A mamografia é o exame mais importante para o rastreamento precoce do câncer de mama, pois permite identificar alterações ainda em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo de serem palpáveis.

Mas afinal, quando iniciar esse exame e com que frequência ele deve ser realizado?

De acordo com as principais sociedades médicas — Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) — a recomendação é objetiva:

Mulheres com risco habitual devem iniciar a mamografia aos 40 anos de idade e realizá-la anualmente.

Essa conduta se baseia em evidências científicas robustas, que demonstram redução da mortalidade e maior chance de diagnóstico precoce, quando o tratamento tende a ser mais simples, eficaz e menos invasivo.

Para mulheres com histórico familiar de câncer de mama (mãe, irmã ou filha diagnosticada antes dos 50 anos) ou com alterações genéticas conhecidas, como mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, o rastreamento deve começar mais cedo — geralmente 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar. Nesses casos, pode ser indicada também a ressonância magnética das mamas como exame complementar à mamografia. A ressonância apresenta maior sensibilidade, sendo especialmente útil em mulheres de alto risco ou com mamas densas, nas quais a mamografia pode ter limitações.

Esse acompanhamento deve sempre ser realizado sob orientação do mastologista, que definirá o protocolo mais adequado para cada situação.

Além disso, não existe uma idade máxima para interromper o rastreamento. Enquanto a mulher mantiver boa saúde e expectativa de vida superior a 10 anos, a mamografia continua indicada.

Em resumo:

  • Inicie a mamografia aos 40 anos, uma vez por ano;
  • Antecipe o início em caso de risco familiar ou genético aumentado;
  • Associe a ressonância magnética em mulheres de alto risco;
  • Mantenha acompanhamento regular com o mastologista.

A mamografia salva vidas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura e de um tratamento mais conservador.