Hipertensão
Perguntas frequentes
A pressão arterial é medida em dois números, como 120 por 80 mmHg (milímetros de mercúrio). O primeiro número indica a pressão quando o coração se contrai (sistólica) e o segundo, quando ele relaxa (diastólica). A pressão é considerada elevada, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, quando está igual ou acima de 130 por 80 mmHg (ou 13 por 8). Isso significa que o sangue está circulando com mais força do que o ideal, o que pode prejudicar o coração, os rins, o cérebro e os vasos sanguíneos.
A hipertensão geralmente não tem cura, mas pode ser bem controlada com mudanças no estilo de vida e uso de medicamentos, quando necessário. O objetivo do tratamento é manter a pressão dentro dos valores normais, reduzindo o risco de complicações como infarto e AVC. Com acompanhamento médico e disciplina, muitas pessoas vivem bem mesmo com o diagnóstico.
Na maioria dos casos, a hipertensão não provoca sintomas perceptíveis, mesmo quando os valores estão altos. Por isso, muitas pessoas só descobrem que têm pressão alta durante exames de rotina. Em alguns casos, podem ocorrer dores de cabeça, tontura, visão embaçada ou sangramento nasal — mas esses sinais costumam aparecer apenas quando a pressão está muito elevada.
Controlar a pressão envolve adotar um estilo de vida mais saudável. Isso inclui: reduzir o consumo de sal, evitar alimentos ultraprocessados, manter uma alimentação rica em frutas, verduras e grãos integrais, praticar atividade física regular, manter o peso adequado, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e controlar o estresse. Seguir o tratamento indicado pelo médico também é fundamental.
Não. Embora a hipertensão seja mais comum com o avanço da idade, ela pode ocorrer em adultos jovens e até em crianças. Fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo, má alimentação e uso de substâncias como cigarro ou drogas podem contribuir para o desenvolvimento da pressão alta em qualquer fase da vida.
A única maneira de saber é medindo a pressão arterial regularmente, mesmo quando não há sintomas. Isso pode ser feito em casa com aparelhos validados, em farmácias ou durante consultas médicas. Se os valores estiverem altos em mais de uma medição, o médico poderá confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.