Distúrbios do sono e o papel do otorrino na apneia

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O sono tem um papel fundamental na saúde das pessoas. Quando a qualidade do sono é ruim ou em quantidade insuficiente de forma frequente, isso pode interferir no funcionamento do cérebro levando a alterações na concentração, memória e atenção; pode provocar alterações nas funções metabólicas do organismo, podendo causar doenças no coração, diabetes e obesidade; e também pode diminuir a imunidade, aumentando a susceptibilidade a infecções. Além disso, a privação de sono de qualidade pode aumentar o risco de acidentes automobilísticos e de trabalho.

Existem diversas doenças do sono:

  • Distúrbios respiratórios do sono;
  • Insônia;
  • Hipersônia (sonolência excessiva);
  • Distúrbios do ritmo circadiano;
  • Parassonias;
  • Distúrbios do movimento relacionados ao sono;
  • Entre outras;

O ronco e a apneia obstrutiva do sono são distúrbios respiratórios em que o médico otorrinolaringologista tem papel importante no diagnóstico e no tratamento. No Brasil, cerca de um terço dos adultos apresenta apneia obstrutiva do sono. A apneia obstrutiva do sono é uma doença caracterizada pela obstrução da via aérea superior, geralmente na região da garganta, dificultando a passagem do ar em direção aos pulmões. Isso ocorre várias vezes durante a noite, causando ronco, interrupções frequentes do sono e dificuldade em atingir as fases profundas, reduzindo a qualidade do sono.

SINTOMAS:

Os principais sintomas são ronco frequente (todas as noites ou quase todas as noites), cansaço ou sonolência durante o dia, dor de cabeça pela manhã, diminuição da atenção, memória e concentração.

Vários fatores contribuem para a ocorrência da apnéia do sono:

  • Fatores genéticos;
  • Aumento do peso (sobrepeso e obesidade);
  • Idade;
  • Alterações da anatomia da via aérea superior como desvio do septo nasal;
  • Aumento dos cornetos nasais;
  • Amígdalas grandes;
  • Alterações na maxila e na mandíbula;
  • Ingestão de substâncias como o álcool e sedativos;

A apneia é mais frequente em homens, mas as mulheres podem ter maiores chances de apresentar ronco e apneia após a menopausa. Crianças também podem apresentar ronco e apneia do sono, principalmente quando têm amígdalas e adenoide (“carne esponjosa”) aumentadas.

É importante chamar a atenção para sintomas como ronco frequente e cansaço ou sonolência durante o dia, porque são sintomas que podem estar relacionados à apneia do sono, que deve ser diagnosticada pelo médico especialista e corretamente tratada, para que os riscos de doenças do coração, doenças metabólicas, alterações neurológicas e de acidentes de trabalho sejam reduzidos, além de buscar a melhora na qualidade de vida do indivíduo.

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico da apneia do sono é feito com o exame de polissonografia, em que o indivíduo é monitorado durante uma noite de sono. Através desse exame, é possível diferenciar se a pessoa tem somente um ronco primário (sem apneia) ou se tem a doença da apneia do sono, além de definir o grau da doença, podendo ser leve, moderada ou acentuada, para que seja possível escolher a melhor estratégia de tratamento.

TRATAMENTO:

O tratamento da apneia do sono é individualizado para cada caso e, geralmente, envolve diversos profissionais: médico do sono, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, odontologista ou cirurgião bucomaxilofacial.

Alguns tratamentos que podem ser indicados são: CPAP (tratamento feito com aparelho que gera pressão na via aérea superior através de máscara), cirurgias em casos selecionados, uso de aparelho na boca para avançar a mandíbula, exercícios com fonoaudiólogas, entre outros.

O médico otorrinolaringologista tem um papel importante na apneia do sono, tanto no diagnóstico, como também no tratamento. A avaliação minuciosa de toda a via aérea, incluindo o nariz, a faringe/garganta e boca é fundamental para identificar possíveis alterações que levam a obstrução durante o sono, podendo causar o ronco ou a apneia.

Em casos selecionados, o otorrino pode indicar cirurgias com o objetivo de curar a doença ou para ajudar na adaptação de outros tratamentos, como o CPAP e os aparelhos intra-orais de avanço mandibular (tratamento realizado pelos odontologistas).

As cirurgias mais realizadas pelo médico otorrino nos indivíduos com apneia do sono são as cirurgias nasais para o tratamento de desvios do septo nasal e aumento dos cornetos, e as cirurgias da faringe, que incluem as cirurgias para a remoção das amígdalas e da adenóide, quando aumentadas, e as faringoplastias, que são cirurgias que têm o objetivo de aumentar o espaço na garganta, diminuindo a chance de obstrução durante o sono.

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