Transplante de medula óssea: Mitos e Verdades
O que é a medula óssea?
A medula óssea é um tecido esponjoso que fica dentro dos ossos e é onde são produzidas todas as células do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas.
Tipos de transplante de medula óssea
1. Transplante Autólogo
Neste tipo de transplante, o paciente recebe suas próprias células-tronco da medula óssea. As células são coletadas antes do tratamento e depois, são reinfundidas no paciente para restaurar a medula óssea.
2. Transplante Alogênico
Aqui, as células-tronco vêm de um doador compatível, que pode ser um irmão ou irmã (transplante aparentado) ou um doador voluntário cadastrado em bancos de medula (transplante não aparentado).
Mitos e Verdades sobre o Transplante de Medula Óssea
"O transplante é uma cirurgia."
❌ Mito.
Apesar do nome, o transplante de medula óssea não é uma cirurgia. O processo é semelhante a uma transfusão de sangue. É um procedimento realizado em ambiente hospitalar, mas que exige preparação intensa, envolve altas doses de quimioterapia e exige acompanhamento rigoroso depois.
"O transplante é feito na coluna vertebral."
❌ Mito.
A medula óssea não tem relação com a medula espinhal. A coleta das células-tronco é feita do osso da bacia (em alguns casos) ou do sangue após estimulação com medicamentos.
"O transplante envolve quimioterapia."
✅ Verdade.
Para a realização de um transplante de medula óssea, a quimioterapia é utilizada antes do procedimento, seja no transplante autólogo quanto no alogênico. O objetivo da quimioterapia é destruir as células doentes e abrir espaço na medula óssea para as novas células-tronco, seja do paciente ou do doador.
"Encontrar um doador compatível pode ser difícil."
✅ Verdade.
A compatibilidade é genética. Fora da família, a chance de encontrar um doador totalmente compatível pode ser de 1 em 100 mil. Por isso, o cadastro de doadores voluntários é tão importante.
"Nem todas as pessoas podem ser doadoras de medula óssea"
✅ Verdade.
Nem todo mundo pode doar medula óssea. Para se cadastrar como doador voluntário é preciso ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não ter doenças infecciosas ou câncer. Pessoas com histórico de doenças autoimunes ou hematológicas também não podem doar. A triagem é rigorosa para garantir a segurança do doador e do paciente.
"O transplante pode curar algumas doenças."
✅ Verdade.
O transplante pode oferecer cura ou controle a longo prazo das doenças hematológicas e mesmo não hematológicas.
"Depois do transplante, a recuperação é rápida."
❌ Mito.
A recuperação é lenta. O sistema imunológico demora meses para se reconstituir. O paciente precisa de acompanhamento médico constante e cuidados rigorosos com infecções, alimentação e medicamentos.