Palpitações e o que seu batimento cardíaco diz sobre a sua saúde
Palpitações são sensações de batimentos acelerados ou irregulares, ou “pulos” ou “trancos” referidos pelo paciente. Na maioria das vezes são inofensivas, ocorrendo em momentos de estresse, ansiedade ou após o consumo de cafeína ou álcool, todavia podem indicar arritmias cardíacas que merecem avaliação e cuidado por um médico cardiologista ou arritmologista.
Procure atendimento médico imediato se as palpitações vierem acompanhadas de outros sintomas, como dor no peito, desmaio, falta de ar ou tonturas.
Causas e fatores de risco
Nem toda palpitação indica doença cardíaca. Muitas vezes, são batimentos acelerados ou irregulares, que provocam sensações de “pulos” ou “trancos” e que todos podemos apresentar em algum momento da vida, que ficam mais evidentes após o exercício, em momentos de estresse ou ansiedade. Cafeína, álcool, cansaço, desidratação, doenças agudas e algumas medicações também podem provocar a percepção desses batimentos acelerados ou irregulares.
Outras vezes, pode-se perceber batimentos acelerados, referidos como “batedeira”, ou “coração saltando na garganta”, geralmente começando e terminando de modo súbito, as vezes acompanhados de aperto no peito, falta de ar, tonturas ou desmaio, o que pode sinalizar a presença de uma arritmia cardíaca, situação que merece avaliação e cuidado por um médico cardiologista ou arritmologista.
Assim, seu médico vai considerar se as palpitações ocorrem em situações de estresse (susto, esforço, ansiedade), quando costumam desaparecer gradualmente, ou se surgem em repouso e de forma abrupta, quando a hipótese de uma arritmia cardíaca é muito sugestiva.
Sintomas
As palpitações podem ser percebidas como batidas fortes, rápidas, lentas ou irregulares, que duram de segundos a horas. Algumas pessoas referem “coração saltando na garganta” ou “falhando”. Podem existir sintomas associados, como falta de ar, desconforto no peito, tontura e, se a pressão cair, desmaio.
Os sinais de alerta para procurar um serviço de emergência são: dor no peito, falta de ar importante, tontura intensa ou desmaio.
Diagnóstico Na avaliação das palpitações, o objetivo principal é registrar o ritmo do coração no momento dos sintomas. Se o episódio de palpitação durar o suficiente para se chegar a um serviço de emergência, um eletrocardiograma (ECG) realizado no atendimento será de grande ajuda.
Quando os episódios de palpitações “vão e voltam”, o médico pode indicar exames ambulatoriais para monitorar o ritmo do coração, como o Holter (grava o eletrocardiograma continuamente por 24 horas) ou o gravador de eventos ou até o registro do evento em “smartwatch” (registra trechos do eletrocardiograma quando o paciente aciona o botão). Em alguns casos, o teste de esforço pode auxiliar na documentação da arritmia cardíaca.
Dependendo da situação, pode ser necessário o encaminhamento a um cardiologista especializado em distúrbios do ritmo (médico arritmologista), para auxiliar no diagnóstico e tratamento da arritmia cardíaca.
Dicas que pode auxiliar na consulta com um médico cardiologista ou arritmologista: anote quando começou a palpitação, quanto tempo dura e com que frequência ocorre; se a palpitação começa e termina de repente; se o pulso fica regular ou irregular; se há relação com exercícios, repouso, café ou álcool; e, se possível, contar os batimentos por minuto durante o episódio de palpitação.
Tratamento e prevenção
A conduta médica depende do tipo de palpitação e do quanto incomoda. Para algumas arritmias cardíacas, muitas vezes basta a orientação e a modificação dos gatilhos da arritmia, como reduzir a ingestão de cafeína/álcool, dormir melhor, hidratar-se e reduzir o estresse. Em alguns casos de taquicardias, ritmos nos quais a frequência do coração é muito rápida, acima de 100 batimentos por minuto, o médico pode orientar sobre manobras ou medicações que ajudam a interromper o ritmo rápido durante a crise.
Se as crises forem frequentes, prolongadas ou com repercussão, existem medicamentos de uso contínuo e, quando indicada, a ablação por cateter — um procedimento minimamente invasivo que mapeia e cauteriza o foco da arritmia com a utilização de cateteres especiais, eliminando os circuitos anômalos das arritmias, com boa segurança e chance de cura definitiva em casos selecionados.
Procure atendimento imediato se houver sinais de alerta, como dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou tontura intensa durante as palpitações.
Na maioria das vezes, palpitações são benignas. Mesmo assim, valorize os sinais de alerta e registre características dos episódios — isso acelera o diagnóstico e o tratamento adequado. Cuidar do ritmo faz parte do cuidado com o coração como um todo. Conte com a equipe de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês – Brasília para uma avaliação precisa e acolhedora.