Infarto em mulheres: quais os sintomas?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, responsáveis por cerca de 17,9 milhões de óbitos por ano. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais de 300 mil pessoas sofrem um infarto anualmente. Entre elas, muitas são mulheres - e os sintomas femininos nem sempre são iguais aos masculinos.
Essa diferença de manifestações clínicas pode levar a diagnósticos tardios e, consequentemente, a maior risco de complicações. Por isso, reconhecer os sinais de alerta é fundamental.
Causas e fatores de risco O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração é interrompido, geralmente por causa do acúmulo de placas de gordura nas artérias coronárias. Esse processo, chamado aterosclerose, pode evoluir para a formação de coágulos que bloqueiam a passagem de sangue e oxigênio, causando a morte das células do músculo cardíaco.
Os principais fatores de risco são:
- Hipertensão arterial (pressão alta);
- Diabetes;
- Colesterol elevado;
- Tabagismo;
- Sedentarismo e obesidade;
- Histórico familiar de doenças cardíacas.
No caso das mulheres, há fatores adicionais:
- Mudanças hormonais após a menopausa, quando diminui a proteção dos estrogênios;
- Complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional;
- Doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, mais comuns em mulheres;
- Estresse e depressão, que também aumentam o risco cardiovascular.
Sintomas
O sintoma clássico do infarto é a dor no peito em forma de pressão ou aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, mandíbula ou pescoço. No entanto, nas mulheres, os sinais podem ser diferentes e até mais discretos. Entre eles:
- Dor no peito leve ou atípica, muitas vezes confundida com azia ou dor no estômago;
- Falta de ar, mesmo em repouso;
- Cansaço extremo e sem explicação;
- Náuseas, vômitos e sensação de má digestão;
- Dor nas costas, ombros, mandíbula ou garganta;
- Tontura ou desmaio.
É importante destacar que algumas mulheres não apresentam dor no peito, o que torna ainda mais essencial a atenção aos sintomas menos comuns.
Diagnóstico
O diagnóstico do infarto deve ser feito rapidamente em ambiente hospitalar. Entre os exames mais utilizados estão:
- Eletrocardiograma (ECG): avalia a atividade elétrica do coração e pode identificar alterações típicas de infarto;
- Exames de sangue: detectam enzimas que se elevam quando há lesão do músculo cardíaco;
- Exames de imagem, como o ecocardiograma e a angiografia coronariana, ajudam a confirmar a obstrução e suas eventuais complicações.
Quanto mais cedo o diagnóstico for estabelecido, maiores as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas. Quando falamos de infarto vale lembrar uma frase muito comum entre os cardiologistas: tempo é coração!
Tratamento e prevenção
O tratamento imediato do infarto deve ser rápido e em hospital com atendimento de urgência e que disponha de recursos para restaurar o fluxo sanguíneo ao coração. O mais importante é procurar ajuda médica ao primeiro sinal suspeito.
A prevenção é a melhor forma de reduzir o risco. Algumas medidas fundamentais incluem:
- Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e grãos integrais;
- Praticar atividade física regular;
- Controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicose;
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
- Realizar consultas médicas periódicas, especialmente após a menopausa ou em casos de histórico familiar de doenças cardiovasculares.
O infarto é uma condição grave e que também atinge as mulheres. Como os sintomas podem ser diferentes dos clássicos e até mais discretos, saber reconhecer os sinais de alerta é essencial para procurar atendimento médico sem atrasos.
Mais do que buscar ajuda em situações de urgência, é fundamental manter consultas médicas regulares. O acompanhamento periódico permite identificar fatores de risco precocemente, controlar doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto, além de orientar mudanças no estilo de vida que reduzem significativamente as chances de um evento cardíaco.
Cuidar do coração passa por hábitos saudáveis e, principalmente, por um acompanhamento médico contínuo e de confiança. Estar atenta aos sinais do corpo e manter o check-up em dia é a melhor forma de proteger sua saúde e garantir qualidade de vida no futuro.
Conte com a equipe de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês – Brasília para uma avaliação precisa e acolhedora.