Saiba mais sobre o Sarampo
Sarampo é uma doença muito contagiosa que ocorre em todo o mundo.
As principais características clínicas são: febre alta, mal estar geral, tosse, coriza e conjuntivite. Após alguns dias, surge um vermelhidão por todo o corpo.
Um fato relevante, que atesta a alta contagiosidade do Sarampo, é que após o contato, 90% dos indivíduos suscetíveis desenvolvem a doença.
O período de contagiosidade estimado é de cinco dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após
São diversas as síndromes causadas pelo vírus do Sarampo, destacando-se:
- Sarampo clássico;
- Quadro clínico modificado, por imunização incompleta;
- Síndrome Neurológica, do tipo panencefalite esclerosante e encefalomielite;
- Complicações bacterianas, destacando-se a encefalite e a pneumonia;
O período de incubação do Sarampo clássico varia de 6 a 21 dias e se inicia após o vírus entrar nas conjuntivas ou mucosa respiratória. O período de contagiosidade estimado é de cinco dias antes e quatro dias após o aparecimento do exantema.
A fase prodrômica persiste de 2 a 8 dias. É definida pelo surgimento de febre, mal estar, anorexia, conjuntivite, coriza e tosse. A febre pode ultrapassar os 40 graus. A severidade da conjuntivite pode ser caracterizada por intenso lacrimejamento e fotofobia.
Após 48 horas do exantema o paciente pode apresentar enantema, caracterizado por manchas de Koplik - elevações eritematosas da mucosa oral, atingindo o restante da boca e lábios. Essas manchas permanecem por 12 a 72 horas e auxiliam no diagnóstico clínico da doença.
O exantema do Sarampo aparece aproximadamente 2 a 4 dias após o período da febre e consiste em lesões eritematosas, maculopapulares, iniciando-se na face e distribuindo-se na direção crânio-caudal, de forma centrífuga. As palmas das mãos e as plantas dos pés raramente são envolvidas. Nos casos mais severos podem surgir petéquias e, na sequência sinais de hemorragia.
Outros sinais clínicos do sarampo incluem: febre alta, aumento do tamanho e número de gânglios, sinais e sintomas respiratórios, destacando-se faringite e conjuntivite.
A melhora clínica inicia-se 48 horas após o aparecimento do exantema, ocorrendo , muitas vezes, descamação da pele nas áreas mais afetadas.
As complicações podem ocorrer em mais de 30% dos casos. A mais comum é a diarréia. As mortes são causadas por complicações respiratórias e neurológicas.
Nos países em desenvolvimento as complicações são mais frequentes e os casos fatais giram em torno de 4-10%.
Há aumento do risco de complicações em pacientes imunecomprometidos, mulheres grávidas, em indivíduos com deficiência de vitamina A ou de outros elementos nutricionais e em extremos de idade.
O diagnóstico clínico de Sarampo deve ser cogitado em pacientes febris, com exantema e sinais diversos como tosse, coriza e conjuntivite.
Adicionalmente, o diagnóstico laboratorial baseia-se em pelo menos um dos seguintes exames: positividade sorológica do anticorpo IgM, aumento significativo do anticorpo da classe IgG,em amostras paradas, colhidas com intervalo de tempo não inferior a duas semanas, isolamento do vírus em cultura ou detecção do RNA viral por reação de polimerase reversa.
O diagnóstico diferencial deve ser feito de acordo com a fase da doença destacando-se: Dengue, infecções respiratórias comuns, Roséola, Eritema infeccioso, reação alérgica a medicamentos e a diversos outros processos infecciosos.
Não há medicamentos específicos para o tratamento do Sarampo. Quando é necessário faz-se através de medidas de suporte, uso de medicamentos sintomáticos e quando necessário, pela gravidade, promove-se internações em Unidades de Terapia Intensiva. A Vitamina A é indicada nos caso de hipovitaminose específica, mais frequente em crianças.
Alguns especialistas recomendam o uso da Ribavirina - anti-viral - em pacientes com pneumonia causada pelo vírus do Sarampo em crianças com menos de 12 meses de idade, ou acima dessa idade, que necessitam de suporte respiratório mecânico e em pacientes com imunodepressão severa. A imunização é a melhor forma de prevenção do Sarampo em crianças e adolescentes. A vacina utilizada protege contra o Sarampo, Caxumba e Rubeola (MMR).
Em situações normais a vacina está recomendada a crianças =/> 12 meses de idade. Em locais onde existe risco ou aumento do número de casos de Sarampo, as crianças devem ser imunizadas a partir de 6 meses. A segunda é indicada aos 15 meses de idade
A vacina é de vírus vivo atenuado, administrada por via subcutânea. Apresenta as seguintes contra indicações: alergia previa aos componentes da vacina (ovo, gelatina), gravidez e imunodeficiência grave.
Adultos que não sabem ou não foram vacinados recomenda-se duas doses de vacinas com intervalo de 28 dias. Adultos nascidos antes de 1957, habitualmente estão protegidos, pois tiveram Sarampo A despeito das campanhas atuais que objetivam aumentar o número de imunizados, sente-se clara e inadmissível relutância em atender ao chamado público por parte da população.
As consequências são individuais - aumento do número de casos, das internações e das mortes e coletivos - aumento da população exposta e do custo público.
A decisão de não vacinar não encontra respaldo na literatura médica e científica.