Hepatite B: O que há de novo?

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O vírus da hepatite B é da família dos hepadnavírus e é considerado hoje um problema global de saúde pública.

Estima-se que aproximadamente 2 bilhões de pessoas no mundo apresentem evidências passada ou presente de infecção pelo vírus B da Hepatite.

Quase 250 milhões são carreadores crônicos do vírus. A prevalência estimada na América do Sul encontra-se entre 2 à 7%. No Brasil, 1% a 1,5%.

A progressão da doença aguda para crônica varia com a idade, atingindo 90% no período peri-natal, 20%-50% entre 1 e 5 anos e menos de 5% em adultos.

O diagnóstico de infecção crônica é baseado na persistência do antígeno de superfície (HBsAg) por um período superior a seis meses.

As formas mais comuns de transmissão do vírus B são materno-fetal, sexual e, através, do uso de seringas e agulhas contaminadas. Há ainda a o risco da contaminação nosocomial, ou de paciente a paciente ou do paciente ao profissional da área de saúde, via instrumental ou de forma acidental, pela picada da agulha.

É possível a transmissão horizontal através do contato inadequado do sangue e fluídos sanguíneos do pai com o filho e deve ser comprovada pela análise genética e filogenética do vírus.

A vacinação, pré-exposição, contra o vírus da hepatite B é a melhor forma de previnir a infecção pelo vírus. A vacinação universal em recém-nascidos é recomendada na maioria dos países. Deve ser administrada ainda a todas as pessoas que não tiveram contato com o vírus (soro-negativos) especialmente, aqueles com grande exposição ou considerados imunodeficientes por qualquer causa.

A profilaxia pós exposição deve ser considerada para os indivíduos que tiveram exposição e potencialmente podem transmitir o vírus. São incluídas a exposição percutânea ou de mucosas ao sangue ou secreções infectadas.

Para reduzir a transmissão materno-fetal, filhos de mães soro-positivas deverão receber imunização passiva e ativa (vacina e imune globulina específica). Adicionalmente, ministrar drogas anti-virais em mães com alta quantificação do vírus no sangue.

A decisão para iniciar o tratamento é primariamente baseada na presença ou ausência de cirrose hepática, níveis alterados das enzimas hepáticas e da quantificação do vírus no sangue.

O objetivo principal do tratamento é a supressão do vírus. Os agentes anti-virais para o tratamento da hepatite crônica incluem o Peg-interferon, os análogos nucleosídeos - entecavir e tenofovir.

Muitos pacientes que recebem análogos nucleosídeos são tratados por um período de 4 a 5 anos ou por um tempo indefinido.

Pacientes diagnosticados com hepatite crônica pelo vírus B devem ser aconselhados a previnir o agravamento da doença, evitando o uso de bebidas alcólicas e vacinando-se contra a Hepatite A.