Estimulação ovariana

O objetivo da estimulação ovariana é obter um maior número de óvulos para aumentar a chance de ter embriões de boa qualidade e de engravidar.

Habitualmente a estimulação ovariana é iniciada entre 1º e 3º dia da menstruação com gonodotrofinas, medicações subcutâneas que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos. A dose é definida de acordo com a idade, reserva ovariana e tratamento indicado.

Para impedir que a ovulação ocorra, antes da programação da coleta de óvulos, são utilizados análogos de GnRH, agonistas ou antagonistas. O medicamento e momento de início variam de acordo com o protocolo de estimulação escolhido.

A aspiração folicular para coleta de óvulos é realizada após 35-36h após desencadeamento da ovulação com hCG ou Análogo de GnRH. A escolha é feita de acordo com a resposta ovariana a estimulação e programação do tratamento (transferência fresco de embriões ou congelamento de óvulos/embriões).

Algumas variações da estimulação ovariana merecem destaque:

  • Random Stim: na estimulação randômica, o estímulo ovariano é iniciado em qualquer fase do ciclo. É indicado principalmente para criopreservação de óvulos em pacientes oncológicas em que o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.
  • Duo Stim: são realizados dois estímulos ovarianos em um mesmo ciclo. O primeiro é iniciado entre 1º-3º dia do ciclo menstrual. O segundo estímulo se inicia após 5 dias da aspiração folicular, antes da menstruação. Com isso, em um período mais curto, duas aspirações foliculares são realizadas, aumentando o número total de óvulos para a paciente. É indicado principalmente para paciente com baixa reserva ovariana e para aquelas que serão submetidas a tratamento oncológico.