O Centro de Reprodução Assistida é uma unidade especializada na realização dos mais avançados procedimentos para o tratamento da infertilidade por meio de técnicas de fertilização assistida. Atua dentro dos padrões de excelência praticados pelo Sírio-Libanês em todas as suas atividades, do diagnóstico ao tratamento.

A qualidade do atendimento oferecido tem como base o tripé formado por uma equipe multiprofissional altamente qualificada e em permanente processo de atualização, o uso dos mais avançados recursos tecnológicos e a humanização da prática médica.

A unidade também atua nas áreas de ensino e de pesquisa por meio do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa. Essas atividades garantem ao Centro de Reprodução Humana do Sírio-Libanês a possibilidade de oferecer o que existe de melhor e mais avançado para solucionar problemas relacionados à fertilidade.


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Segunda a sexta, das 7h às 18h

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Saiba mais sobre Reprodução Assistida:

Saiba mais sobre fertilidade

Fertilidade

Muitos fatores interferem na fertilidade tanto do homem quanto da mulher. Por isso, as possibilidades de tratamento também são diversas.

  • Causas – Conheça os principais fatores da infertilidade.
  • Diagnóstico – O diagnóstico da infertilidade é do casal e não só da mulher ou do homem. Entenda.
  • Exames – Existem recomendações específicas para a avaliação da fertilidade que variam dependendo da situação.

Fertilização in Vitro

Fertilização in vitro

Técnica também conhecida como "bebê de proveta", a fertilização in vitro (FIV) é um processo em que a fertilização do óvulo com espermatozoide é feita em laboratório. Os espermatozoides, com os óvulos, são colocados numa cultura especialmente preparada e mantida em condições ideais de temperatura em ambiente que simula as trompas. Se o processo evoluir favoravelmente, os pré-embriões são transferidos para o útero da mãe.

Além da FIV convencional, existe a técnica conhecida como ICSI (da sigla em inglês intra cytoplasmic sperm injection), em que o espermatozoide é injetado dentro do óvulo. Essa opção costuma ser adotada quando se sabe, previamente, que o espermatozoide não consegue fertilizar o óvulo por conta própria.

O processo de fertilização consiste em três etapas que acontecem em aproximadamente 15 dias:

Indução da ovulação – Os ovários são estimulados por medicações habitualmente administradas por via subcutânea. Durante a indução, é realizado o acompanhamento ultrassonográfico do crescimento dos folículos, as bolsinhas que contêm os óvulos. Quando atingirem aproximadamente 18 milímetros, os óvulos estarão maduros e é, então, programada a coleta de óvulos.

Coleta de óvulos – É o procedimento de aspiração dos folículos para captação dos óvulos. Ocorre dentro do centro cirúrgico do Hospital Dia do Sírio-Libanês, onde fica o laboratório de reprodução humana. A paciente é sedada e uma agulha, guiada por ultrassom, é introduzida no interior dos ovários, por via vaginal, para que os óvulos sejam captados. O procedimento dura aproximadamente 20 minutos e a paciente recebe alta no mesmo dia.

Transferência embrionária – É a transferência de embriões para o interior do útero da mulher, realizada após dois a cinco dias de desenvolvimento embrionário in vitro. Ocorre também no centro cirúrgico, porém não requer anest​esia.

Inseminação Intrauterina

Trata-se de um procedimento por meio do qual o sêmen é preparado e inserido diretamente no interior do útero com o objetivo de aproximar o espermatozoide do óvulo, facilitando, assim, sua fertilização. A ovulação da paciente é estimulada e o controle é feito por meio de exames de ultrassom.

O tratamento é indicado quando se verifica a presença de fator masculino leve ou infertilidade sem ​causa aparente.

Relação Sexual Programada

Nesse procedimento estimulam-se os ovários da paciente e controla-se o momento correto da ovulação por meio de exames de ultrassom. Dessa maneira, é possível orientar o momento correto para o casal ter relação sexual.

Costuma ser indicado para casais inférteis com tubas uterinas normais e com a análise seminal também normal ou pouco alterada. Esse tipo de procedimento é mais frequente quando existe alguma dificuldade na ovulação​ da paciente ou fator masculino leve.

Casais Sorodiscordantes

Casais sorodiscordantes

São considerados casais sorodiscordantes aqueles em que somente um dos parceiros tem alguma doença infectocontagiosa que pode ser transmitida por via sexual, impedindo a reprodução por vias naturais, sem que haja risco de contaminação pelo parceiro não infectado. As doenças mais frequentes são hepatite B, hepatite C e HIV.

Nos casos de hepatite B, a segurança na concepção é obtida pela vacinação do parceiro não infectado. Pessoas com hepatite C e HIV devem estar com a doença controlada e baixa carga viral. Se forem homens, o sêmen pode ser purificado e as técnicas de reprodução assistida (inseminação intrauterina ou fertilização in vitro) vão permitir que a concepção seja realizada com segurança.

Doação de Óvulos

Doação de óvulos

Tratamento em que uma mulher doa os óvulos para outra. É indicado principalmente para mulheres com baixa reserva ovariana devido à idade ou menopausa precoce.

São respeitadas as características físicas e a tipagem sanguínea para pareamento das doadoras e receptoras. O processo é aprovado pelo Conselho Federal de Medicina, desde que seja anônimo. Ou seja, a doadora não sabe para quem está doando e a receptora não sabe de quem está recebendo.

A duração do tratamento é a mesma da fertilização in vitro, ou seja, aproximadamente 20 dias, com a diferença que somente a doadora passa pelo processo de indução da ovulação e aspiração de óvulos.

​A receptora recebe medicações, habitualmente administradas por via oral, para preparar o endométrio. Normalmente, as doadoras são jovens (menos de 35 anos). No dia da coleta dos óvulos, parte deles é doada para a receptora e fertilizada com os espermatozoides de seu parceiro.​

Preservação da Fertilidade em Pacientes Oncológicos

Doação de óvulos

Tratamento em que uma mulher doa os óvulos para outra. É indicado principalmente para mulheres com baixa reserva ovariana devido à idade ou menopausa precoce.

São respeitadas as características físicas e a tipagem sanguínea para pareamento das doadoras e receptoras. O processo é aprovado pelo Conselho Federal de Medicina, desde que seja anônimo. Ou seja, a doadora não sabe para quem está doando e a receptora não sabe de quem está recebendo.

A duração do tratamento é a mesma da fertilização in vitro, ou seja, aproximadamente 20 dias, com a diferença que somente a doadora passa pelo processo de indução da ovulação e aspiração de óvulos.

​A receptora recebe medicações, habitualmente administradas por via oral, para preparar o endométrio. Normalmente, as doadoras são jovens (menos de 35 anos). No dia da coleta dos óvulos, parte deles é doada para a receptora e fertilizada com os espermatozoides de seu parceiro.​

Causas da Infertilidade na Mulher

​​Causas da infertilidade na mulher

O Centro de Reprodução Humana Sírio-Libanês oferece tratamento para as principais causas ginecológicas relacionadas à infertilidade.

Idade da mulher, problemas anatômicos no útero, tubas ou ovários, desequilíbrios hormonais que afetam o ciclo menstrual, além da endometriose, são os fatores mais frequentemente relacionados à infertilidade nas mulheres. Outros problemas que diminuem a fecundidade feminina são a exposição à radiação ou a certos produtos químicos, o tabagismo e o peso (excessivamente acima ou abaixo do ideal).

Veja de que forma cada um desses fatores afeta a fertilidade e quais os tratamentos disponíveis na unidade.

Idade

A idade é o fator mais importante que afeta a fertilidade de uma mulher. À medida que a idade avança, aumentam as chances de aborto e diminuem as taxas de gravidez. Para se ter uma ideia, aos 25 anos, uma mulher tem 25% de chance de engravidar por mês. Essa percentagem começa a diminuir entre 33 e 34 anos de idade. Depois disso, o declínio é constante. Aos 40 anos, a chance de engravidar é menor que 5% por mês.

Apesar de os problemas clínicos irem aparecendo com o passar do tempo, não é essa a principal razão para a redução nas chances de gravidez com o avançar da idade. Os fatores mais importantes são o esgotamento da reserva ovariana da mulher e a qualidade dos óvulos.

As mulheres nascem com um número limitado de óvulos. À medida que os meses vão passando e os óvulos vão sendo liberados, esse número diminui progressivamente, até se acabarem, no período conhecido como menopausa.

Além de o número de óvulos decrescer, sabemos também que as chances de uma gravidez ocorrer após a ovulação diminuem com o passar dos anos, aumentando o risco de abortamento espontâneo e de malformações.

Mas o que fazer diante desses fatos?

Conhecer essa realidade é fundamental para que as mulheres possam planejar seu futuro reprodutivo, o que muitas vezes é deixado de lado na hora de fazer planos para a vida pessoal e profissional.

O ginecologista deve estar preocupado em pesquisar a reserva do ovário da mulher e a mulher deve seguir uma grande dica: tentar engravidar antes dos 35 anos, fase em que as probabilidades ainda estão trabalhando a favor de se conseguir uma gravidez espontânea e saudável. Se algo for necessário para ajudá-la a engravidar, o tratamento pode aumentar as chances.

Doença tubária e aderências pélvicas

As tubas uterinas (trompas de Falópio) são o local onde acontece o encontro do espermatozoide com o óvulo, permitindo a fertilização. Na sequência o embrião formado migra até o útero, onde vai se implantar e desenvolver. Quando as tubas ou os ovários estão bloqueados ou envolvidos por algum tecido cicatricial (aderências), a fertilização não ocorre ou o embrião formado dificilmente conseguirá chegar ao útero.

As causas mais comuns para a formação de aderências pélvicas ou doença tubária são as infecções, endometriose e cirurgias como apendicectomia ou laqueadura tubária. Existem algumas opções para o tratamento dos problemas tubários ou das aderências pélvicas.

Inicialmente, é importante salientar a necessidade de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Uma vez diagnosticada, o tratamento com antibióticos deve ser precoce, o que minimiza as chances de complicações que causariam as obstruções tubárias.

Quando já existem aderências ou obstrução das tubas, o objetivo do tratamento é restabelecer a fertilidade do casal. A videolaparoscopia é um procedimento cirúrgico que, além de diagnosticar, trata o problema, restabelecendo a anatomia normal das tubas uterinas, liberando-as de aderências e possivelmente desobstruindo-as.

O grande desenvolvimento do equipamento cirúrgico – incluindo novas câmeras 3D, pinças mais delicadas e mesmo inovações como a cirurgia robótica – tem permitido solucionar boa parte dos problemas relacionados à obstrução das tubas e aderências em torno dos ovários. No entanto, em muitos casos, o problema tubário não pode ser corrigido e é necessário utilizar técnicas como a fertilização in vitro (FIV) para se conseguir obter a gravidez.

Endometriose

A relação entre endometriose e infertilidade está baseada em grandes estudos populacionais comparando a prevalência da endometriose em mulheres férteis e inférteis e em relatos sobre o restabelecimento da fertilidade após o tratamento dessa patologia.

A endometriose é muito mais frequente em mulheres inférteis (40% a 60%) do que nas mulheres que já engravidaram (1% a 5%).

Miomas e pólipos

Pólipos endometriais e miomas são tumores benignos do útero. No caso dos pólipos e de certos tipos de miomas (chamados de submucosos), ocorre uma alteração da anatomia normal da cavidade endometrial (local onde ocorre normalmente a implantação embrionária) e, com isso, há uma dificuldade para que o embrião se implante. Nesses casos a melhor opção é uma cirurgia chamada histeroscopia, que permite a retirada apenas dos pólipos e miomas, preservando o útero e normalizando a anatomia da cavidade endometrial, restabelecendo, assim, as chances de gravidez.

Disfunção ovulatória

As disfunções ovulatórias normalmente resultam de deficiências hormonais e do processo do envelhecimento do ovário, como mencionado. Algumas mulheres ficam sem menstruar. Outras, apesar de menstruar, enfrentam falhas no processo de ovulação. Algumas formas de disfunção ovulatória são:

  • Insuficiência ovariana prematura – A menopausa, que geralmente ocorre após várias décadas de ciclos menstruais, nada mais é que o esgotamento natural da reserva ovariana. A falência ovariana prematura ou menopausa precoce pode ser causada pela exposição a certos produtos químicos, quimioterapia e radioterapia para tratamento do câncer. Pode resultar também de outras condições que afetam os ovários, como cistos ou endometriose, ou de doenças genéticas e imunológicas.
  • Síndrome dos ovários policísticos – Caracteriza-se por ciclos menstruais com intervalos extremamente longos associados a sintomas como acne, oleosidade de pele e crescimento exacerbado de pelos no corpo. É uma das maiores causas de falta de ovulação (anovulação).
  • Hiperprolactinemia – Trata-se do aumento dos níveis sanguíneos da prolactina, hormônio relacionado à lactação. A hipófise, glândula localizada abaixo do cérebro que regula todos os hormônios produzidos pelo organismo, produz prolactina sem que a mulher esteja no puerpério e amamentando. Isso acaba atrapalhando a secreção de outros hormônios, inibindo a ovulação. Essa secreção inapropriada pode ocorrer com o uso de certas medicações, estresse ou mesmo ser causada por tumores da hipófise.

Existem muitos tipos de tratamento para as disfunções ovulatórias. De forma resumida, devemos tratar as causas da dificuldade de ovulação ou utilizar medicamentos que estimulem os ovários a ovular (indutores de ovulação). Esses indutores podem ser administrados por via oral ou injetável (intramuscular ou subcutânea).

Causas da Infertilidade no Homem

Causas da infertilidade no homem

O Centro de Reprodução Humana Sírio-Libanês oferece tratamento para as principais causas relacionadas à infertilidade do homem.

Doenças sexualmente transmissíveis, diabetes, caxumba, câncer, problemas na anatomia masculina ou mesmo hormonais podem afetar – ainda que indiretamente – o funcionamento do aparelho reprodutor do homem.

Veja de que forma cada um desses fatores afeta a fertilidade e quais são os tratamentos disponíveis na unidade.

Caxumba

Transmitida por tosse, espirros e saliva da pessoa infectada, a caxumba é uma infecção muito comum na infância que pode ser facilmente evitada com administração da vacina.

A doença afeta as glândulas parótidas – por isso o inchaço atrás das orelhas –, mas pode instalar-se também nos testículos, provocando sua inflamação (orquite). Nesse caso, como a área atingida é justamente a da fabricação dos espermatozoides, ela pode provocar infertilidade. E, diferentemente do que reza a crença popular, ficar em repouso absoluto durante a manifestação da doença não garante que o homem não tenha esse tipo de inflamação. Prevenir ainda é o melhor remédio.

Diabetes

Esta é uma doença crônica que pode, sim, prejudicar a fertilidade masculina. Como ela age desregulando o sistema hormonal do corpo, pode reduzir os níveis de testosterona e interferir no processo de fabricação e maturação das células reprodutivas do homem.

Ejaculação retrógrada, em que parte do ou todo o sêmen não é expelido, e espermatozoides com DNA fragmentado, que causam má-formação do embrião e consequentemente abortos espontâneos, são alguns dos problemas decorrentes da doença.

Doenças sexualmente transmissíveis (DST)

A clamídia e a gonorreia são as que mais afetam a fertilidade masculina. Suas feridas podem causar aderências nas estruturas do aparelho reprodutor masculino, assim como acontece com as trompas de Falópio nas mulheres. Essas aderências atrapalham a passagem do sêmen e dificultam a mobilidade interna dos órgãos. Seu tratamento é medicamentoso, à base de antibióticos.

Anticorpos antiespermatozoides

Muitas vezes, a célula reprodutiva masculina é atacada por inimigos do próprio homem. São os chamados anticorpos antiespermatozoides, que respondem por 10% dos casos de infertilidade masculina.

Isso acontece com frequência em pacientes com doenças autoimunes, que têm varicocele ou mesmo infecções, entre outras. Esse anticorpo não chega a destruir as células, mas atrapalha seu deslocamento, quando se liga a sua cauda, ou sua capacidade de penetrar no óvulo, quando está ligado à cabeça do espermatozoide.

Além dos anticorpos antiespermatozoides, o fator imunológico também pode gerar a infertilidade. Os motivos que estão por trás da criação de células de defesa que atacam o sistema reprodutor ou suas células ainda são, no entanto, desconhecidos.

Hormônios

Os hormônios são substâncias importantíssimas para o corpo humano. Servem para orientar todo o seu funcionamento, incluindo o do sistema reprodutor. Por isso, qualquer alteração que gere falta ou excesso deles interfere na fertilidade.

Algumas substâncias tóxicas podem causar modificações nas glândulas que produzem os hormônios masculinos e, por isso, gerar infertilidade. A alteração na quantidade de hormônios masculinos pode, por exemplo, modificar ou bloquear o funcionamento dos testículos, comprometendo sua função no processo reprodutivo. Tumores, cirurgias e traumas, entre outros, também podem afetar o bom desempenho das glândulas.

Os anabolizantes, em forma de medicamentos ou suplementos alimentares, têm papel importante como causadores de infertilidade. Bloqueiam o funcionamento da hipófise e, consequentemente, a produção da cadeia hormonal que regula a fabricação dos espermatozoides. Em alguns casos isso ocorre de forma irreversível, já que a hipófise para de funcionar e atrofia.

Problemas na anatomia masculina

Há homens cujos testículos demoraram a descer para o escroto após o nascimento. Outros são portadores de varicoceles, quando as veias dos testículos incham, provocando varizes na região. E há ainda os que ejaculam dentro da bexiga, em vez de expelir o sêmen para fora do pênis, ou que apresentam obstruções nos canais seminais e mesmo sua ausência.

Causas genéticas para a infertilidade tanto podem estar relacionadas ao modo de funcionamento do aparelho reprodutor quanto à presença de genes com defeitos no DNA do espermatozoide. A primeira hipótese é descoberta com o cariótipo, mapeamento genético das células. A outra pode ser diagnosticada com o teste de microdeleção do cromossomo Y, por exemplo.

Para qualquer um dos casos, no entanto, recomenda-se fazer a fertilização in vitro (FIV) juntamente ao diagnóstico pré-implantacional nos embriões fecundados em laboratório. Não há prevenção ou tratamento para essas alterações, mas com o diagnóstico, o casal pode ser mais bem orientado quanto às chances de sucesso e os riscos

Idade

Por muitos anos acreditou-se que somente as mulheres sofriam com o passar dos anos, produzindo menos óvulos ou de pior qualidade. Já os homens eram considerados totalmente imunes ao fator idade quando se falava em capacidade de reprodução.

Hoje, com os estudos mais recentes e a própria prática clinica, sabe-se que eles também podem ter uma diminuição na produção de espermatozoides. E, mais do que isso, sabe-se que embriões de pais com mais de cinquenta anos têm mais chance de apresentar síndrome de Down, correm seis vezes mais risco de ter autismo e quatro vezes mais de apresentar esquizofrenia. Outros tipos de alterações decorrentes da idade do homem podem ser a causa inclusive de abortos.

Por isso, quando houver alguma suspeita de má-formação congênita, como é o caso de abortos repetidos, a indicação é para que se recorra à investigação pré-implantacional no embrião, também conhecida por PGD ou DPI.

Câncer

Pacientes com câncer correm sério risco de ficar inférteis por conta da própria doença e, principalmente, por causa do tratamento dela.

Os tipos de câncer mais comuns nos homens são o de testículo, a doença de Hodgkin e a leucemia. Dependendo do grau e da localização da doença, o tratamento pode ser cirúrgico, complementado por sessões de radioterapia e quimioterapia.

As cirurgias para remoção do tumor podem lesar partes anatômicas importantes no aparelho reprodutor do homem. Já as sessões radiológicas e de medicamentos comprometem, na maioria das vezes, a produção de espermatozoides, danificando seu material genético de forma irreversível.

Para evitar esses danos, existe a crioterapia. Com essa técnica, os espermatozoides são colhidos e congelados antes de se iniciar o tratamento oncológico. Outra forma de preservar os espermatozoides é o congelamento do tecido testicular em que, por meio de uma cirurgia, retira-se parte do testículo para ser congelada.

Quando curado, o paciente pode ter o tecido reconstituído e recolocado no local original. Diferentemente do congelamento de sêmen, esta é uma técnica ainda em estudo, mas que deve ser considerada principalmente para pacientes que não têm ejaculação, pois não entraram na puberdade ainda.

Sem causa aparente

Muitas vezes as causas da i​nfertilidade não são diagnosticadas. Calcula-se que de 15% a 20% dos homens que procuram ajuda para ter filhos não obtêm uma resposta para seu problema.

O estresse e a ansiedade decorrentes dessa situação são ruins e também podem afetar o resultado de um tratamento de reprodução assistida.

A boa noticia é que isso tende a diminuir com o avanço da medicina. Um bom exemplo são as terapias genéticas que vão permitir daqui a alguns anos tratar diretamente um gene ou cromossomo com defeito que esteja impedindo a fecundação ou a formação de um embrião saudável.

Além da questão genética, outros grupos de causas não determinadas intrigam os cientistas. Fatores imunológicos, cujos mecanismos ainda são desconhecidos, ou de implantação do embrião no útero são apenas alguns deles.​​

Mitos e Verdades Sobre a Fertilidade