Sol e estilo de vida saudável ajudam a controlar psoríase

Reumatologia
Fonte: Dr. Reinaldo Tovo Filho, dermatologista e coordenador de Residência Médica em Dermatologia no Hospital Sírio-Libanês.
Publicado em 08/12/2017

Estima-se que de cada 100 pessoas ao redor do mundo, três têm psoríase – doença crônica que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas na pele. Apesar de geralmente não trazer complicações, a psoríase requer cuidados médicos.

Dermatologista no Hospital Sírio-Libanês, Dr. Reinaldo Tovo Filho explica que o diagnóstico correto é fundamental para o tratamento da psoríase. “Muitas pessoas acham que estão com um problema de pele menos importante e ignoram os sintomas desta doença”, comenta. “E como trata-se de um problema cíclico (aparece e desaparece periodicamente), algumas pessoas acreditam erroneamente que se livraram da psoríase, mas não”, acrescenta o médico.

Sintomas da psoríase

Existem diferentes tipos de psoríase, que são determinadas de acordo com a maneira que se manifestam. Embora possam variar de uma pessoa para a outra, a psoríase tem como sintomas principais:

  • Manchas avermelhadas com escamas secas esbranquiçadas em várias partes do corpo, como couro cabeludo, joelhos e cotovelos.
  • Pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento.
  • Coceira, queimação e dor no local da ferida.
  • Unhas das mãos amareladas, grossas, descoladas e com imperfeições.

Em alguns casos, geralmente após 20 anos do surgimento de sintomas na pele, a psoríase pode apresentar um quadro de artrite. Trata-se da artrite psoriásica ou psoríase artropática, que se manifesta por meio de inchaço e rigidez nas articulações das mãos, pés e joelhos.

Quais as causas da psoríase?

Ainda não se sabe as causas da psoríase, mas acredita-se que ela possa estar ligada a possíveis falhas do sistema imunológico; às interações com o meio ambiente; como exposição ao frio, tempo seco e falta de sol; e fatores genéticos. “Cerca de 30% das pessoas que têm psoríase relatam a presença da doença em seus familiares”, informa Dr. Tovo Filho. “Em gêmeos, quando um tem psoríase, a chance do outro ter é de aproximadamente 70%”, acrescenta.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, seguir um estilo de vida saudável com atividade física e alimentação balanceada contribui para diminuir a progressão ou melhora da psoríase. Outros fatores que parecem prejudicar o quadro clínico desta doença e devem ser evitados são o estresse, o tabagismo, a obesidade e o consumo em excesso de bebidas alcoólicas (1 dose diária para mulheres e 2 para homens, que tendem a ter o metabolismo mais rápido).

A psoríase costuma se manifestar também nos períodos de frio, pois a pele fica mais ressacada. Por isso, expor-se ao sol por aproximadamente 10 minutos diários, antes das 10h e após às 16h, também ajuda a enfrentar a doença.

Tratamento da psoríase

A psoríase não tem cura, mas pode ser controlada com diversos tipos de tratamentos. Nos casos leves e moderados (maioria), indica-se exposição solar; medicamentos tópicos, como cremes e pomadas, para hidratação da pele; e ou medicamentos de uso oral. Tudo isso apenas com orientação médica.

Para os casos mais graves, além de medicamentos orais, podem ser indicados pelo médico alguns medicamentos injetáveis (tratamentos biológicos). Por ser uma doença que se manifesta na pele, a psoríase pode afetar a autoestima. Assim, o acompanhamento psicológico também é indicado para alguns pacientes.

O diagnóstico da psoríase, geralmente, é feito por um médico dermatologista a partir dos sinais e sintomas físicos apresentados pelo paciente. Em alguns casos, pode ser necessário a realização de uma biópsia, que consiste na retirada, sob anestesia local, de fragmentos da pele para análise em laboratório.

O Hospital Sírio-Libanês conta em seu corpo clínico com diversos médicos dermatologistas experientes para fazer o diagnóstico e o tratamento da psoríase. O Hospital oferece ainda atendimento psicológico aos seus pacientes, quando necessário, e toda estrutura para a realização de biópsias na pele. Para os casos de psoríase artropática, o Núcleo Avançado de Reumatologia disponibiliza tratamento especializado.