Saltos acima de 4 cm são os grandes vilões das dores nos pés

Tornozelo e Pé
Fonte: Dr. Osny Salomão, ortopedista e coordenador do Núcleo de Tornozelo e Pé do Hospital Sírio-Libanês.
Publicado em 18/12/2015

​Curiosidade

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas não sedentárias dão, em média, mais de 10 mil passos diariamente. Isso significa aproximadamente 3,65 milhões de passos por ano.

Cada passo tem de 80 cm a 1 m de comprimento. Sendo assim, nossos pés costumam andar de 2.920 a 3.650 km por ano, quase a distância entre as cidades de São Paulo e Manaus.

Os pés são a base do corpo humano e os principais responsáveis pela estabilidade e pela locomoção. Enquanto acordados, passamos a maior parte do tempo sobre os pés. Se estáveis no chão, eles já sofrem uma enorme carga diariamente, imagine o peso que recai sobre os pés durante o uso de calçados de salto alto.

Para cada centímetro de salto, a carga sobre o antepé (região dos dedos) dobra em cada passo em comparação às pisadas sem nenhuma inclinação, comenta o ortopedista e coordenador do Núcleo de Tornozelo e Pé do Hospital Sírio-Libanês, o dr. Osny Salomão. “Os saltos estão entre os grandes vilões das metatarsalgias, que são os quadros dolorosos na região do antepé”, alerta.

Segundo o especialista, os saltos não devem deixar de ser usados, mas exigem cautela. Saltos de até 4 cm não costumam sobrecarregar muito o antepé, sendo que a região costuma ficar mais sensível com o passar dos anos. Ou seja, mulheres jovens suportam ficar mais tempo sobre saltos altos que as idosas.

Em decorrência do uso frequente dos saltos altos ou com bicos muito finos, as mulheres são as mais afetadas pelas metatarsalgias. Nas clínicas públicas, a proporção é de 20 mulheres para cada homem com o problema, enquanto que nas clínicas privadas é de 50 para um, aproximadamente, observa o dr. Salomão. Para algumas patologias, no entanto, como a tenossinovite (inflamação no tendão de Aquiles), o uso de calçados com saltos pode ser indicado pelo médico.

Além das metatarsalgias, outros problemas comuns nos pés são as joanetes, um tipo de desvio lateral do dedão do pé acompanhado de um processo inflamatório geralmente doloroso; e os pés planos (chatos) e cavos. Às vezes, a região pode ser afetada também por neuromas – um tipo de fibrose dos nervos interdigitais (entre os metatarsos e os dedos) que provoca dores mais comumente durante as caminhadas.

O Núcleo de Tornozelo e Pé do Hospital Sírio-Libanês está habilitado para diagnosticar e tratar qualquer problema do pé. Com uma equipe altamente especializada, o grupo oferece tratamentos conservadores (imobilizações e palmilhas), medicamentosos e, quando necessário, cirúrgicos.

Entre os tratamentos cirúrgicos, o grupo tem-se destacado na realização de procedimentos minimamente invasivos. “Conseguimos hoje fazer cirurgias com incisões de 1 a 2 milímetros, sem a necessidade de imobilização”, conta o dr. Osny Salmão. “O paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte e já sai andando, enquanto que nas cirurgias convencionais as incisões são de até 7 cm e as imobilizações são necessárias por quase um mês”, compara.

O tratamento e a técnica mais adequada são sempre discutidos pelo médico com o paciente. Acesse aqui e conheça mais sobre o Núcleo de Tornozelo e Pé do Hospital Sírio-Libanês.