Pesquisas e avanços no tratamento do câncer de mama

 
Fonte: Dr. Romualdo Barroso, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília
Publicado em 02/06/2019

O tratamento do câncer de mama é um dos principais temas do encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), que acontece em Chicago esta semana. São vários os estudos apresentados sobre o tema neste encontro. Um deles, programado para ser apresentado nos próximos dias, é o MONALEESA 7.

A pesquisa incluiu apenas mulheres na pré-menopausa com câncer de mama metastático e avaliou o benefício da adição do medicamento ribociclibe ao tratamento padrão de hormonioterapia. Foi possível observar um aumento de sobrevida no grupo tratado com a combinação em mais de 10 meses, quase um ano a mais de vida em um grupo de pacientes jovens com tumor avançado. A redução no risco de morte foi de 29% e a pesquisa foi a primeira a demonstrar um aumento significativo na taxa de sobrevida em mulheres na pré-menopausa com tumor hormônio positivo.

Uma outra pesquisa avaliou a imunoterapia no câncer de mama metastático. Segundo explica o Dr. Romualdo Barroso, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, a introdução da imunoterapia em pacientes tratadas com quimioterapia para câncer hormônio positivo não obteve o resultado esperado. “A combinação de quimioterapia com a imunoterapia, nessas pacientes, não aumentou o tempo de sobrevida livre de progressão da doença”, informa o médico. Tão fundamental quanto encontrar formas de controlar a doença é entender quais caminhos não funcionam, para que a medicina foque em novas alternativas terapêuticas.

Já para os tumores de mama triplo negativo, uma atualização de uma pesquisa apresentada ano passado, chamada IMPASSION130, confirmou que o uso de imunoterapia associada a quimioterapia para pacientes com câncer de mama triplo negativo aumentou a expectativa de vida nos pacientes tratados.