Novos tratamentos para câncer de pele

 
Fonte: Dr. Rodrigo Munhoz, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; Dra. Marina Sahade, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. 
Publicado em 03/06/2019

O câncer de pele foi um dos tipos que mais se beneficiou da imunoterapia. O advento dessa classe de medicamentos mudou a história da doença, que hoje também faz uso da terapia-alvo. “Para uma doença que tinha tão pouco tratamento há uma década, hoje já existem importantes opções para tratar o paciente com melanoma com bons resultados”, explica Dr. Rodrigo Munhoz, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Durante o encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), que acontece em Chicago esta semana, novos estudos apresentaram avanços parciais com relação aos novos tratamentos para melanoma, o tipo de câncer de pele mais agressivo. Ainda levará alguns anos para concluir se esses novos tratamentos funcionam de fato até chegarem à prática médica. “O que observamos é que o modelo de tratamento adotado para o melanoma está sendo usado para avaliar a imunoterapia em outros tipos de câncer”, explica o médico.

O câncer de pele não-melanoma inclui diferentes tipos de tumores, como o carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e carcinoma de células de Merkel. “Mais do que apresentar novos tratamentos para o câncer de pele, discutiu-se muito na ASCO sobre como manejar os efeitos colaterais dos tratamentos atuais para a doença avançada”, diz Dra. Marina Sahade, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O tratamento com imunoterapia pode resultar em diversos tipos de eventos colaterais, como problemas cardíacos, tosse, falta de ar, coceira e pele avermelhada, entre outros. “É importante termos uma equipe multidisciplinar para cuidar do paciente”, diz a médica. Além do oncologista, o melhor manejo da doença e os efeitos do tratamento são realizados por uma equipe formada por oncologistas, cardiologistas, dermatologistas, cirurgiões, radioterapeutas, enfermeiros e farmacêuticos. “Cuidar de uma pessoa com câncer vai além de discutir os avanços de medicamentos. Falamos também sobre como melhorar a vida dos nossos pacientes”, conclui Dra. Marina.