Novos estudos sobre o câncer de pâncreas

 
Fonte: Dra. Brenda Gumz, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Publicado em 02/06/2019

O câncer de pâncreas é uma doença de difícil diagnóstico e tratamento, por isso, boas notícias relacionadas a esse tumor são alvo de muita atenção.

Estudo batizado de POLO1, apresentado durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), que acontece em Chicago esta semana, analisou o uso do medicamento olaparibe para a fase de manutenção do câncer de pâncreas metastático, indicado após o término do tratamento padrão com quimioterapia, que dura 6 meses. “Pacientes que usaram olaparibe apresentaram mais tempo livre de progressão da doença”, explica Dra. Brenda Gumz, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

Segundo dados apresentados na ASCO, após dois anos de acompanhamento do estudo, 22% dos pacientes tomando olaparibe não apresentaram progressão da doença, versus 9% dos pacientes que tomaram placebo. O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine.

Esse estudo avaliou pacientes que apresentavam mutações específicas chamadas BRCA, as mesmas encontradas em alguns casos de câncer de mama e ovário. No estudo, aproximadamente 5% dos pacientes apresentavam essa mutação germinativa, ou seja, transmitida de pais para filhos. “Esse estudo reforça a importância de fazer um aconselhamento genético e pesquisar mutações germinativas”, diz a médica. O medicamento olaparibe já é distribuído no Brasil.