Novas descobertas em tratamentos para câncer urológico e ginecológico

 
Fonte: Dr. Igor Morbeck, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília; Dra. Marcela Crosara, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Publicado em 04/06/2019

Durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), que acontece em Chicago esta semana, foram apresentados estudos sobre o uso de imunoterapia associado à quimioterapia em câncer de rim. “A combinação com diferentes mecanismos de ação apresentou bons resultados com respostas duradouras, aumento de sobrevida e efeitos colaterais manejáveis”, diz o Dr. Igor Morbeck, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

Para câncer de bexiga, foi apresentado uma pesquisa ainda em fase inicial, que avalia terapia-alvo conjugada, na qual um anticorpo monoclonal se liga ao tumor e libera a quimioterapia dentro das células cancerosas “Esse tratamento ainda está em fase inicial de pesquisa, porém os resultados, até o momento, são promissores”, explica o Dr. Morbeck.

Estudos avaliando tratamentos para câncer ginecológico, que incluem útero (colo e endométrio) e ovários, também foram destaque no evento. “Houve estudos promissores com imunoterapia para tumor do endométrio, que dentro do grupo dos tumores ginecológicos é o com tem perspectiva mais próxima de incorporação dessa terapia’’ explica Dra. Marcela Crosara, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

Para os tumores de ovário, houve trabalhos relevantes para mulheres que apresentam mutações nos genes BRCA com drogas orais, que inclusive já estão disponíveis para uso no país.