Estudos apontam a imunoterapia como uma opção para tratamento do câncer de mama metastático

Oncologia
Fonte: Dr. Artur Katz
Publicado em 27/08/2018

Muitas novas pesquisas foram publicadas nos últimos anos sobre modalidades terapêuticas para tumores metastáticos. Um dos mais importantes avanços nessa fase recente de estudos oncológicos foi a chegada da imunoterapia. Medicamentos dessa classe atuam fortalecendo o sistema de defesa do próprio corpo para que ele seja capaz de reconhecer e combater as células cancerígenas. Esse foi o tema da palestra ministrada pelo Dr. Artur Katz, diretor do Centro de Oncologia do Sírio-Libanês, durante o evento “Atualidades e Controvérsias em Câncer de Mama – OncoMeeting 2018”, organizado pelo Hospital Sírio-Libanês em parceria com o Grupo Oncoclínicas. O encontro aconteceu entre os dias 23 e 25 de agosto, em São Paulo.


Sobre o painel, Dr. Artur explica que ainda é cedo para se ter conclusões definitivas sobre a aplicação de imunoterapia para o tratamento do câncer de mama. “A imunoterapia é uma modalidade terapêutica que já é tida como consagrada para tratar uma série de tumores, como câncer de pulmão e melanoma. Para o tratamento do câncer de mama metastático, essa modalidade ainda está em avaliação, mas já temos visto resultados bastante positivos”, explica.


Um caso recente de aplicação da imunoterapia para tratamento do câncer de mama foi publicado pela revista científica Nature Medicine em junho deste ano. O experimento, realizado por um grupo de cientistas norte-americanos do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, conseguiu eliminar completamente um câncer de mama metastático em uma paciente cujo organismo não respondia a nenhum outro tipo de tratamento. Segundo os autores da pesquisa, foi a primeira vez que um paciente em estágio avançado de câncer de mama teve um tratamento bem-sucedido imunoterapia. Outros estudos, ainda em desenvolvimento, sugerem eficácia da imunoterapia combinada à quimioterapia ou a outras drogas usadas no combate ao câncer de mama.


“A cada estudo clínico, conquistamos novos conhecimentos e novos candidatos terapêuticos para ajudar a combater o câncer. Por isso que promover eventos como este, em que compartilhamos atualizações sobre o tema com a comunidade científica, são de extrema importância para oferecermos aos nossos pacientes tratamentos mais personalizados e menos invasivos, que os permitam melhor qualidade de vida”, conclui o oncologista.


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