Diagnóstico tardio dificulta tratamento da osteoporose em homens

 
Fonte: Dra. Ana Hoff, endocrinologista e médica responsável pelo Centro Integrado da Saúde Óssea do Sírio-Libanês.
Publicado em 14/04/2015

​​Por ser menos frequente nos homens do que nas mulheres, a osteoporose é uma doença que acaba muitas vezes sendo diagnosticada tardiamente na população masculina. No entanto, este tipo de alteração na qualidade do osso, tornando-o mais frágil, afeta um em cada quatro homens, após os 50 anos de idade.

A osteoporose masculina, geralmente, está relacionada à deficiência de testosterona e ao envelhecimento. Por isso, a partir dos 70 anos de idade, indica-se para todos os homens a realização da densitometria óssea – exame que informa o quanto há de osso na coluna e no fêmur, onde as fraturas por osteoporose são mais comuns.

Para homens com fatores de risco para a perda óssea, no entanto, a densitometria já deve ser feita a partir dos 50 anos de idade. São considerados fatores de risco: tabagismo, sedentarismo, consumo frequente de álcool, baixa ingestão de leite, histórico familiar de osteoporose, tratamento contra o câncer de próstata e uso prolongado de corticoides (cortisona).

“Como a menopausa provoca perda óssea, quase todas as mulheres já começam a ser alertadas pelos seus médicos para o risco da osteoporose antes mesmo dos 50 anos, enquanto que nos homens esse alerta vai se adiando e acaba sendo esquecido”, avalia a dra. Ana Hoff, endocrinologista e médica responsável pelo Centro Integrado da Saúde Óssea do Sírio-Libanês.

O ideal é que a doença seja reconhecida aos primeiros sinais de perda óssea, na fase de osteopenia. Mas, nos homens, é mais comum se detectar o problema quando ocorrem as fraturas, quando a osteoporose já está instalada.

As fraturas osteoporóticas mais frequentes ocorrem em vértebras (coluna) e no quadril. Nas vértebras, elas estão associadas a dores crônicas, deformidade e perda de estatura, enquanto as fraturas do quadril, geralmente, são mais graves, muitas vezes exigindo imobilização e intervenção cirúrgica, trazendo risco de morte.

Evitar os fatores de risco para as perdas ósseas é a melhor forma de prevenir a osteopenia e, consequentemente, a osteoporose. Quando o problema for diagnosticado ainda em estágio inicial (osteopenia), é possível reverter o quadro da doença por meio de reposição de cálcio e vitamina D; pela prática de exercícios físicos de fortalecimento muscular e de resistência, como pilates e musculação; e mudanças de certos hábitos como parar de fumar e restringir do consumo de álcool, quando for o caso.

Quando a perda óssea progride para osteoporose sua recuperação completa fica prejudicada. O avanço no tratamento, no entanto, tem resultado em métodos que melhoraram a qualidade e a quantidade de massa óssea, reduzindo significantemente os riscos de fratura. Além dos cuidados usados para o fortalecimento ósseo nos casos de osteopenia, existem hoje medicamentos orais, intravenosos ou subcutâneos contra a osteoporose.

O Centro Integrado da Saúde Óssea do Sírio-Libanês na Unidade Jardins oferece a pacientes adultos de ambos os sexos procedimentos diagnósticos – densitometria óssea, radiologia e exames laboratoriais – e terapêuticos contra a osteoporose e outras doenças ósseas.