Avanços em pesquisas sobre o câncer de próstata

 
Fonte: Dr. Diogo Bastos, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; Dr. Denis Jardim, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Publicado em 03/06/2019

O tratamento de câncer de próstata tradicionalmente tem como uma das principais armas o bloqueio hormonal (ADT, sigla em inglês para androgen-deprivation therapy). Novos estudos apresentados durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), que acontece em Chicago esta semana, avaliaram combinações desse tipo de tratamento com novos medicamentos. Uma dessas pesquisas avaliou a intensificação do bloqueio hormonal em pacientes com câncer de próstata metastático com a associação da droga apalutamida. “O estudo mostrou um aumento na sobrevida e no tempo que o paciente teve livre da progressão do câncer”, explica Dr. Diogo Bastos, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Um segundo tratamento também foi avaliado para o mesmo grupo de pacientes. Dessa vez, a combinação foi de ADT com a enzalutamida. “Os resultados também foram muito positivos. Temos mais opções terapêuticas para tratar esses pacientes”, diz o Dr. Bastos.

Além de medicamentos, foram realizadas importantes discussões na ASCO sobre o exame de PET-PSMA, sigla em inglês para prostate-specific membrane antigen, como uma importante ferramenta diagnóstica. O PET-PSMA é um exame que avalia a presença de uma proteína específica presente na membrana da célula do tumor de próstata. “Por meio do exame de PET-CT, é possível identificar a presença da doença mais precocemente e de uma forma mais acurada”, explica Dr. Denis Jardim, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Importante ressaltar que esse exame não é validado como rastreamento do câncer de próstata, o que ainda é feito por meio de um exame de sangue chamado PSA. Atualmente, o PET-PSMA pode ser considerado, principalmente, para diagnosticar mais precisamente uma eventual recidiva do câncer de próstata quando o PSA começa a elevar. “O PSMA também pode oferecer uma oportunidade de tratamento para o tumor, por meio de uma nova técnica que associa moléculas radioativas a esta proteína. Essa forma de tratamento está em fase final de implementação no Sírio-Libanês”, reforça Dr. Jardim.