A aplicação de anticorpos combinados a drogas tem se mostrado eficaz no combate ao câncer de mama metastático

Centro de oncologia
Fonte: Dr. Max Mano
Publicado em 27/08/2018

A discussão sobre novas tecnologias para o tratamento de câncer de mama metastático foi tema de um dos painéis realizados no evento “Atualidades e Controvérsias em Câncer de Mama – Oncomeeting 2018”, que aconteceu entre os dias 23 e 25 de agosto, em São Paulo. O encontro teve como objetivo discutir importantes atualizações de pesquisas e novas modalidades terapêuticas para diagnóstico e tratamento de tumores mamários.


Durante o painel, os palestrantes avaliaram a eficácia e os resultados de terapias-alvo e de drogas específicas para pacientes com mutações dos genes BRCA 1 ou 2. Atualmente, cerca de 10% dos casos de tumores na mama são ocasionados por uma destas condições genéticas.


Uma das classes mais recentes de medicamentos para tratar o câncer é a dos anticorpos monoclonais, que são proteínas sintéticas, similares às produzidas por nosso organismo, desenvolvidas em laboratório para, seletivamente, atacar e combater células tumorais com baixa incidência de efeitos colaterais. Os anticorpos monoclonais poder ser acoplados a uma molécula de quimioterápico (imunoconjugados). No caso destes últimos, “O anticorpo é criado para ter afinidade com o antígeno de maior presença em determinadas células tumorais. Dessa forma, ele se liga a essas células cancerígenas e despeja nelas a droga para combater o tumor”, detalha Dr. Max Mano, oncologista do Sírio-Libanês que ministrou a palestra sobre “Anticorpos Conjugados com Drogas: Novas Perspectivas no Tratamento do Câncer de Mama Metastático”.


O oncologista explica que o tratamento com anticorpos conjugados permite o uso de drogas muito potentes sem risco de comprometer o bem-estar do paciente, uma vez que o medicamento usado pelos anticorpos não é liberado na corrente sanguínea. “As taxas de resposta, pelo que vimos, são parecidas com a da quimioterapia, com o benefício de que, neste caso, minimizamos os efeitos colaterais e, assim, temos a possibilidade de prolongar o período de aplicação da droga”. De acordo com o médico, boa parte dos anticorpos monoclonais estão, atualmente, em fase de desenvolvimento clínico, mas já existe um caso de aplicação clínica com registro desde 2013 no Brasil, chamado de T-DM1 (Kadsylla), usado no tratamento do câncer de mama metastático com Her2 superexpresso. “Trata-se de uma área promissora da oncologia, que deve crescer nos próximos anos com a descoberta de novos alvos moleculares e avanços na engenharia farmacêutica”, conclui.


Além da palestra, Dr. Max Mano esteve presente em duas discussões de casos clínicos durante o evento: o primeiro sobre análise das particularidades de uma paciente com câncer de mama localmente avançado e sem metástase; e na segunda, sobre caso de neoadjuvância, quando o paciente com câncer é submetido à quimio

Leia mais sobre as principais discussões do Oncomeeting nos artigos abaixo:


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