Tratamento Cirúrgico de Pacientes com Doença de Parkinson por Meio de Implante Estereotáctico de Estimuladores Cerebrais Profundos

Objetivo

Acompanhar a evolução clínica dos pacientes submetidos ao procedimento cirúrgico no triênio 2012-2014 e realizar a comparação da eficácia no controle dos sintomas da doença de Parkinson entre os grupos de pacientes que receberam implantes em região do núcleo subtalâmico ou globo pálido interno.

Justificativa

Pouco se sabe sobre as bases fisiopatológicas, neurotransmissores, receptores e circuitos neurais envolvidos na gênese das discinesias induzidas por levodopa e por isso seu tratamento medicamentoso é praticamente inexistente. Este é um dos desafios atuais dos neurocientistas e neurologistas que pesquisam o Mal de Parkinson, suas repercussões na vida das pessoas acometidas pela doença. Nesta fase, o tratamento neurocirúrgico funcional pode auxiliar muito os parkinsonianos de modo conjugado com a reabilitação e medicações. Utilizando implantes estereotácticos de eletródios para estimulação elétrica cerebral ligados a estimuladores miniaturizados e totalmente implantáveis é possível manter por anos a terapêutica de estimulação cerebral, substituindo em parte, as medicações antiparkinsonianas. Esta terapêutica aplicada no globo-pálido mostrou-se eficaz no tratamento da rigidez, oligocinesia, tremor e discinesias induzidas pela levodopa. O fato da estimulação do núcleo subtalâmico melhorar os sintomas cardinais da doença de Parkinson, incluindo as alterações axiais e de marcha fez com que este método se tornasse o alvo preferencial no tratamento cirúrgico desta condição. Deste modo, a natureza conservadora e reversível da neuroestimulação e a possibilidade de ajustes dos parâmetros de estimulação de acordo com as necessidades clínicas dos pacientes ao longo do tempo, tornaram-na um instrumento seguro e eficaz, além de isentar das complicações das cirurgias ablativas bilaterais. Na atualidade há a busca pelo melhor alvo para estimulação cerebral para populações de paciente parkinsonianos e suas subpopulações diferenciais a depender dos sintomas predominantes.

Abrangência

Essa ação deverá ocorrer de 2015 até 2017.
Abrangência nacional.

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