Pesquisa – Estudos de Avaliação e Incorporação de Tecnologia

 

​​​​Bioengenharia para Tratamento de Malformações Craniofaciais Congênitas

Objetivo

Prevê o estabelecimento de ensaios clínicos envolvendo bioengenharia de tecidos em duas áreas distintas: bioengenharia de tecido ósseo para pacientes com fissuras lábio palatinas (FLP) e bioengenharia de tecido mole para pacientes com microssomias faciais (MF).

Contexto

Os objetivos do presente projeto estão em concordância com as prioridades estabelecidas na SCTIE.

Bioengenharia de tecido ósseo para pacientes com fissura lábio palatinas: Objetivo prioritário é realizar um ensaio clínico prospectivo, randomizado e controlado comparando dois tipos de intervenção para a reconstrução da FLP: enxerto ósseo alveolar com osso proveniente de crista ilíaca e enxerto ósseo alveolar por bioengenharia de tecido ósseo utilizando células-tronco mesenquimais (obtidas a partir de polpa de dentes decíduos). A eficácia do tratamento será medida por meio de avaliação dos índices de formação óssea após 12 meses, comparando os dois braços. Os parâmetros transoperatórios e complicações pós-operatórias serão avaliados nos 2 braços durante o acompanhamento dos pacientes nestes 12 meses.

Bioengenharia de tecido mole para pacientes com microssomia craniofacial: ensaio clínico prospectivo, randomizado e controlado comparando dois tipos de intervenção para a reconstrução de partes moles faciais em pacientes pediátricos portadores de microssomia craniofacial: enxerto autógeno de gordura estruturado e enxerto autógeno de gordura estruturado e suplementado com ADSC. O índice de permanência (retenção) dos enxertos serão avaliados e comparados após 12 meses por imagens fotográficas 3D e análise radiológica de face utilizando-se diversas variáveis volumétricas e lineares.

Justificativa

As fissuras lábio palatinas (FLP) e as microssomias faciais (MF) são as malformações craniofaciais mais comuns presentes ao nascimento, com incidência de aproximadamente 0,5 a 2/1000 nascidos vivos para as FLP e de 1/5600 nascidos vivos para as MF. O tratamento destas malformações é longo indo do nascimento até a vida adulta e incluem várias etapas cirúrgicas além de outros tratamentos multidisciplinares odontológicos, fonoaudiologia, psicologia entre outros. Por tudo isso, é um processo assistencial de alto custo para o sistema único de saúde, com alto grau de morbidade, sequelas funcionais, exclusão da vida social, absenteísmo.

Abrangência

Essa ação deverá ocorrer de 2015 até 2017.
Abrangência local, município de São Paulo.

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