Prevenção e Controle de Infecção

​​​​​​​​O que é?

A infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é aquela adquirida em função dos procedimentos necessários à monitorização e ao tratamento de pacientes em hospitais, ambulatórios, centros diagnósticos ou mesmo em assistência domiciliar (home care).

O diagnóstico das IRAS é feito com base em critérios definidos por agências de saúde nacionais e estrangeiras, como o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos.

Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas para prevenção e controle de IRAS, certos grupos apresentam maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses casos estão os pacientes em extremos de idade, pessoas com diabetes, câncer, em tratamento ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, submetidas a cirurgias de grande porte ou transplantes, obesas e fumantes.

O monitoramento das IRAS permite que os processos assistenciais sejam aprimorados e que o risco dessas infecções possa ser reduzido.

Nesse sentido, a higienização das mãos é um procedimento essencial. O nosso processo é baseado nas recomendações da OMS, que considera a necessidade de higienização das mãos, por todos os profissionais de saúde, em cinco momentos diferentes, incluindo antes e depois de qualquer contato com o paciente, conforme mostra a figura abaixo.

Nossas mãos levam saúde

Entre as infecções sistematicamente monitoradas pela instituição estão as de corrente sanguínea (ICS) associada ao cateter venoso central (CVC) e as que acontecem após cirurgias.

Infecção da corrente sanguínea associada ao cateter venoso central (CVC)

O que é?

A infecção de corrente sanguínea (ICS) associada ao cateter venoso central (CVC) ocorre quando bactérias ou fungos entram no sangue por meio do cateter e se manifesta normalmente com febres e calafrios ou tom avermelhado e sensação de dor na pele ao redor do cateter.

Procedimentos padronizados baseados em conhecimentos científicos, treinamento dos profissionais e uso de produtos de boa qualidade são estratégias que nós utilizamos no processo de prevenção dessa infecção.

O que medimos?

No indicador, consideramos o número de episódios de infecções associada ao uso de cateter venoso central em pacientes internados em unidades críticas. A meta estabelecida é fixada em 0,80 para cada 1.000 cateteres/dia, conforme o gráfico.

Densidade de incidência de infecção de corrente sanguínea associada ao uso do cateter venoso central em unidades críticas do Hospital Sírio-Libanês

Densidade de incidência de infecção de corrente sanguínea associada ao uso do cateter venoso central em unidades críticas do Hospital Sírio-Libanês

*ANAHP: Associação Nacional de Hospitais Privados / CVE: Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo / NHSN: National Healthcare Safety Network

Nos últimos períodos, o indicador de infecção de corrente sanguínea associada ao uso do cateter venoso central apresentou o valor abaixo da meta estabelecida em nossa instituição.

Este índice também é menor que o de comparadores de hospitais nacionais (ANAHP/CVE-SP*). Algumas medidas foram fundamentais para mantermos os índices baixos, das quais destacam-se:

  • Treinamento focado em cuidados na manipulação e curativo de CVC;
  • Monitoramento de adesão a higiene de mãos através de observação direta e consumo de álcool-gel;
  • A realização da “Primeira Corrida de Higienização das Mãos (competição positiva entre as unidades do hospital do consumo de produto alcoólico para higiene das mãos)
  • Monitoramento de adesão dos profissionais da saúde nas práticas adequadas de manipulação do cateter.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

Pergunte ao médico ou enfermeiro por que você deverá usar o cateter e quanto tempo precisará ficar com ele. Questione-os sobre as medidas de prevenção de infecção que serão adotadas.

Certifique-se de que os profissionais realizam a higienização das mãos com água e sabonete ou álcool gel antes e depois de cada atendimento.

Se o curativo estiver sujo ou molhado, informe o médico ou enfermeiro imediatamente.

Avise-os também sobre a ocorrência de dor ou vermelhidão na pele.

Não deixe que familiares, amigos e demais visitantes toquem o cateter. Todos devem higienizar as mãos quando entrarem e quando saírem do quarto.

Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

Infecção de sítio cirúrgico (ISC) em cirurgias limpas

O que é?

Esse tipo de infecção ocorre após a cirurgia, na parte do corpo onde foi realizado o procedimento. Estudos estimam de um a dois casos de infecção a cada 100 cirurgias realizadas. Os sintomas mais comuns envolvem vermelhidão e dor ao redor da área operada, drenagem de líquido turvo no local e febre. A maioria dessas infecções pode ser tratada com antibióticos, selecionados pelo médico de acordo com o agente causador da infecção. Eventualmente, outra cirurgia pode ser necessária para o tratamento da infecção.

Procedimentos padronizados e baseados em boas práticas internacionais, treinamento e atualização dos profissionais e uso de produtos de boa qualidade são estratégias que nós utilizamos para prevenção dessas infecções.

O que medimos?

No indicador, consideramos o número de episódios de infecção no local cirúrgico após cirurgias limpas, conforme mostra o gráfico abaixo. A meta estabelecida de 0,89% é baseada em dados de série histórica institucional.

Taxa de infecção de sítio cirúrgico (ISC) em cirurgias limpas

taxa-infeccao-sitio-cirurgico.jpg

A análise do gráfico permite concluir que a taxa de infecção em local cirúrgico em cirurgias limpas está abaixo de 1, o que significa que ocorreu menos de uma infecção a cada 100 cirurgias limpas realizadas.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

Antes da cirurgia, informe o médico sobre problemas de saúde que você tem. Alergias, diabetes e obesidade, por exemplo, podem afetar tanto o procedimento como o tratamento.

Pare de fumar, uma vez que isso reduz o risco de contrair uma infecção.

Não raspe os pelos próximos ao local da cirurgia, pois essa ação pode irritar a pele e torná-lo mais propenso a infecções.

No período pós-operatório, certifique-se de que os profissionais da equipe assistencial higienizaram as mãos com água e sabão ou álcool gel antes de examiná-lo.

Não deixe que familiares, amigos e visitantes toquem a ferida cirúrgica ou os curativos e oriente-os a lavar as mãos, ou usar álcool gel, antes e depois da visita.

Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.


Conheça outras metas:

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