Sírio-Libanês usa ultrassom de alta resolução para diagnosticar e avaliar câncer de pele

Publicado em 12/12/2019
Equipamento também ajuda no diagnóstico de outros problemas dermatológicos, além de ser um aliado para a dermatologia estética e na avaliação de nervos periféricos

Neoplasias cutâneas são as mais prevalentes no mundo e podem ser divididas em câncer de pele não-melanoma, o mais frequente do Brasil, e o melanoma, representado apenas por 4%. Ou seja, um tumor raro, mas responsável por 75% da mortalidade relacionada ao câncer de pele. Todos estes tumores, se forem detectados e tratados precocemente, apresentam altos índices de cura. Por isso a sua correta caracterização é imprescindível para a indicação do tratamento mais adequado, proporcionando menor morbidade e maior sobrevida dos pacientes.

 

Um dos grandes aliados na identificação de tumores benignos e malignos, bem como outras lesões de pele, é o ultrassom. Os mais recentes equipamentos, com transdutores lineares de alta resolução, que atingem frequências altíssimas de 33MHz, possibilitam uma avaliação mais acurada e diagnósticos bastante precisos de lesões da pele e caracterização de estruturas superficiais, vasculares (veias e artérias) e nervos periféricos, que não eram sequer antes identificadas pelos métodos de imagem. O Hospital Sírio-Libanês foi o pioneiro no Brasil e uma das primeiras instituições no mundo a adotar a ultrassonografia de alta resolução com transdutores de 24MHz para avaliação da pele, anexos e nervos periféricos. Hoje, a instituição usa os equipamentos de 24MHz e o 33MHz nestas avaliações.

 

Com essa tecnologia é possível caracterizar o tipo de câncer de pele, sua correta localização, dimensões, espessura e limites; determinar quais camadas invade e avaliar estruturas nobres como cartilagem, vasos e nervos, antes não visualizadas. É possível ainda selecionar o melhor local de biópsia e predizer subtipos de câncer de pele mais agressivos e com maior chance de recidiva, tudo isso para um melhor planejamento cirúrgico. No pós-operatório, permite a detecção e investigação de recidivas, metástases locais e em linfonodos, atuando na vigilância tumoral.

 

“Isso nos faz repensar o melhor exame a se indicar quando há suspeita de lesões superficiais. Para as afecções da pele, a ultrassonografia de alta resolução é o principal método, à frente da ressonância magnética. Para o estudo dos tumores cutâneos há novas e promissoras aplicações da ultrassonografia”, afirma Dr. Antonio Sergio Zafred Marcelino, um dos responsáveis por este tipo de exame no Centro de Diagnósticos do Sírio-Libanês. De acordo com Dra. Luciana Zattar, radiologista especialista em músculo-esquelético e também responsável pela ultrassonografia cutânea no Sírio-Libanês, trata-se de uma ultrassonografia com tecnologia de ponta que oferece mais precisão diagnóstica. “A alta frequência disponível no novo equipamento faz com que a gente consiga ver melhor estruturas superficiais, avaliar e individualizar inclusive as camadas e anexos da pele - a epiderme, a derme e o subcutâneo -, ou seja, o equipamento permite que tenhamos muito mais detalhes anatômicos e das lesões, facilitando seu diagnóstico, localização e estadiamento”, explica.

 

A isso somam-se as vantagens já conhecidas do ultrassom, como a ausência de radiação, a avaliação da vascularização sem a necessidade do uso de contraste iodado - que pode causar reações alérgicas e até dano aos rins -, facilidade de escanear grandes extensões em menos tempo, a possível comparação com o lado contralateral ou regiões sadias, que na avaliação de patologias e alterações sutis da pele tem um impacto ainda maior.

 

Além da atuação importantíssima na Oncologia dermatológica, em câncer de pele, também pode atuar em outras doenças dermatológicas, sejam inflamatórias - como a Hidradenite Supurativa e Morfeia por permitir o melhor e estadiamento e seguimento dos pacientes -, alterações e lesões da unha, patologias de origem vascular, como hemangiomas e malformações vasculares, e outras. Já na Dermatologia estética, avalia procedimentos com fios cirúrgicos e injeção de preenchedores; com o ultrassom o médico pode definir o local de injeção, o tipo de substância utilizada e pode fazer o diagnóstico de complicações, que podem ser graves. As aplicações são infinitas, promissoras e modificadoras de condutas e paradigmas.

 

Mitos e verdades sobre o câncer de pele

Com as férias de verão chegando, todo mundo quer se bronzear, mas é preciso ter cuidado. A médica dermatologista Cristina Abdalla, do Hospital Sírio-Libanês, comenta os mitos e verdades sobre o câncer de pele:

 

1 – Quanto maior o fator de proteção solar, melhor o protetor.

Mito. A sigla FPS, que aparece no rótulo do produto sempre seguida de um número, significa Fator de Proteção Solar, que é o índice que determina o tempo que uma pessoa pode permanecer ao sol sem produzir vermelhidão. O protetor solar de FPS 30 oferece quase 96% de proteção. O 50, protege 98% e o 100, 99%. Se o FPS 30 for aplicado corretamente, oferece proteção suficiente à exposição solar. É de extrema importância a quantidade de aplicação do filtro para que ele proteja a pele. Para o rosto pescoço e orelhas, uma colher de chá; para o tórax e costas, duas colheres de chá; para braços, uma colher de chá para cada braço; pernas, duas colheres para cada perna.

 

2 – É preciso usar protetor em dias nublados.

Verdade. Os raios ultravioleta, principalmente o UVA, estão presentes na mesma intensidade em dias nublados, portanto, o uso de protetor solar é imprescindível.

 

3 – O risco é maior no verão.

Verdade. O que determina maior risco de incidência de câncer de pele é o índice ultravioleta (IUV), que mede o nível de radiação solar na superfície da Terra. Quanto mais alto, maior o risco de danos à pele. Esse índice é mais alto no verão, porém pode ser alto em outras épocas do ano.

 

4 – Existe exposição ao sol 100% segura.

Mito. É preciso evitar excessos e sempre tomar sol com moderação

 

5 – Depilação a laser pode ser um fator para o surgimento do câncer de pele.

Mito. A fonte de luz é diferente das lâmpadas de bronzeamento e não causam câncer de pele. A interação pele e laser é conhecida há muitos anos e até o presente momento não se detectou evidência entre tratamentos a laser e câncer da pele.

 

6 – Quem tem pele, cabelo e olhos claros corre maior risco de ter câncer de pele.

Verdade. As pessoas morenas produzem mais melanina, que protegem a pele. Já as pessoas claras são mais sensíveis, então têm de se proteger e sempre usar protetor solar nas áreas expostas ao sol.

 

7 – Toda pinta escura é câncer de pele.

Mito. A pinta precisa ser examinada pelo dermatologista para avaliação. Somente após esta avaliação o especialista indicará a retirada ou não da pinta. É preciso atenção com pintas que coçam, que crescem, que sangram. Um jeito de identificar se uma pinta ou mancha pode representar algum perigo é utilizar a escala do ABCDE:

A de assimetria entre as metades da mancha

B de bordas irregulares

C de cores, que avalia a variação da coloração

D de diâmetro

E de evolução (mudança no padrão de cor, crescimento, coceira e sangramento)

 

8 – Queimadura pode se tornar um tumor de pele.

Verdade. É raro, mas pode acontecer, principalmente em grandes cicatrizes de queimaduras. É preciso observar mudanças na pele da cicatriz e buscar um especialista caso alguma diferença seja notada.

 

9 – Na sombra não é preciso usar filtro solar.

Mito. Mesmo na sombra é preciso passar o protetor solar, pois não estamos livres dos raios ultravioleta.

 

10 - Câncer não-melanoma pode evoluir para melanoma.

Mito. São lesões distintas. Mas quando a pessoa tem um câncer não-melanoma é sinal de que abusou do sol e que também poderá ter um melanoma, então precisa ficar sempre atenta.

 

11 – Melanoma não tem cura.

Mito. O importante é o diagnóstico em estágios iniciais, quando os tratamentos são mais eficientes. Hoje já há tratamentos inclusive para estágios mais avançados, mas quanto antes começar o tratamento, melhor.

 

12 - Somente regiões expostas ao sol podem ser afetadas.

Mito. Melanomas podem surgir em qualquer área do corpo, como genitais, glúteos, couro cabeludo e entre os dedos.

 

13 – Negros não precisam usar protetor solar.

Mito. Independentemente da cor da pele, todas as pessoas têm de usar protetor solar para se proteger, apesar de o câncer de pele negra ser menos comum. Porém, pessoas de pele negra podem adquirir o carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular e o melanoma.

 

14 – Câmeras de bronzeamento são 100% seguras.

Mito. No Brasil, este tipo de bronzeamento é proibido, assim como em outros países, justamente pelo alto risco que oferecem. Banhos de luz são recomendados apenas para doenças como psoríase e vitiligo, entre outras, pois as lâmpadas usadas nestes tratamentos usam ondas apropriadas para o tratamento.

 

15 – Quem tem muitas pintas ou histórico familiar de câncer de pele corre mais riscos.

Verdade. Pessoas com histórico familiar ou que tenham de 50 a 100 pintas no corpo devem ser avaliadas com maior frequência e também têm de se proteger, usando protetor solar e se expondo ao sol com moderação.

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