Abril é o mês de conscientização do câncer de testículo

Publicado em 03/04/2019
Doença, que representa 1% a 5% do total de tumores em homens, afeta principalmente jovens; diagnóstico e tratamento precoces são responsáveis pelo alto índice de cura

Abril é o mês dedicado à prevenção do câncer de testículo, doença que representa de 1% a 5% do total de casos de tumores em homens no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). "A prevenção é muito importante porque este tipo de câncer atinge homens jovens, principalmente entre de 20 a 40 anos, que em geral tem risco muito pequeno de ficar doente", alerta Dr. Diogo Assed Bastos, médico oncologista no Hospital Sírio-Libanês, ao comentar a proposta do Abril Lilás. A boa notícia é que esse tipo de tumor pode ser curado na maioria dos casos, mesmo quando já há metástases.

"Um dos fatores que contribuem para o alto índice de cura dos tumores de testículo é sua detecção precoce", explica o médico. "Como alterações no testículo são facilmente perceptíveis, a doença é descoberta em estágios ainda iniciais, na maioria das vezes." Mesmo assim, o médico ressalta que é importante os homens fazerem o auto exame, observando se há alterações na pele da bolsa testicular e no formato dos testículos. "Caso notem alguma alteração ou nódulo, região endurecida ou crescimento anormal do testículo, é importante consultar um urologista."

Os principais sintomas

O principal sintoma do câncer de testículo é o aumento do volume ou surgimento de um nódulo endurecido no testículo. Além disso, outros sintomas como dor imprecisa na parte baixa do abdômen e aumento ou sensibilidade dos mamilos também merecem atenção.

De acordo com dr. Bastos, dores agudas e inchaços repentinos dos testículos não são sintomas comuns desse tipo de câncer. No entanto, diante desses ou dos demais sintomas citados, um médico deve ser consultado.

Pancadas no testículo não causam câncer

Apesar de vários esportistas, como os jogadores de futebol Ederson, Magrão e Arjen Robben, Nenê Hilário (basquete) e Lance Armstrong (ciclismo), muitos supõem que pancadas ou pressão nos testículos possam causar a doença, mas, de acordo com o oncologista, isso é mito. "Não existe nenhuma relação do câncer de testículo com pancadas na região", afirma o médico.

O principal fator de risco para o câncer de testículo é a criptorquidia. Ou seja, quando os testículos, que são formados no interior do abdômen durante a gestação, não se deslocam para a bolsa escrotal antes do nascimento do bebê. Aqueles que nascem com esse tipo de problema têm 10% de risco estimado para desenvolver câncer de testículo.

Como não é possível prevenir a criptorquidia, as crianças que nascem com esse problema devem ser acompanhadas mais de perto pelo pediatra. Os testículos podem descer naturalmente ao longo dos primeiros anos de vida. Caso contrário, a criptorquidia pode ser corrigida por cirurgia.

Como diagnosticar e tratar

O ultrassom com doppler da bolsa testicular é o exame mais usado para indicar a suspeita de câncer de testículo. Quando diagnosticado em estágios iniciais, a cirurgia acaba sendo suficiente para tratar esse tipo de câncer. Realiza-se um procedimento de extração do testículo afetado. Pode-se colocar uma prótese no local do testículo para fins estéticos.

O câncer de testículo, no entanto, pode atingir linfonodos (pequenos órgãos presentes nos vasos linfáticos) do abdômen, quando a doença está em estágio intermediário; ou provocar metástase (estágio avançado da doença), espalhando-se para fígado, pulmões e cérebro, por exemplo. "Quanto mais rápido for o diagnóstico, melhores são as condições de tratamento, embora mesmo nos casos de metástase há grandes chances de cura", diz dr. Bastos.

Para os casos nos estágios intermediários e avançados, o tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia, além da cirurgia. Em geral, quando essas terapias complementares são necessárias, o tempo médio de duração do tratamento é de quatro a seis meses.

O Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês conta com os mais modernos tratamentos disponíveis contra o câncer de testículo. Apesar de a maioria dos pacientes manterem-se férteis com o testículo remanescente, a instituição oferece também a criopreservação dos espermatozoides. Dessa forma, antes de iniciar o tratamento os espermatozoides do paciente são coletados e congelados à temperatura de 196°C negativos. Isso aumenta ainda mais as chances de fertilidade, caso o paciente ainda deseje ter filhos.

Assunto: Saúde
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