Mitos e verdades sobre as próteses para aumentar as mamas

Publicado em 13/02/2017

A mamoplastia, cirurgia de colocação de próteses mamárias para, principalmente, aumento do tamanho das mamas, é um procedimento bastante popular no Brasil. Considerada simples e segura, a intervenção apresenta índice alto de satisfação das pacientes.

As próteses mamárias, além de proporcionar maior autoestima para as mulheres, melhoram a sua projeção e flacidez e também corrigem assimetrias.

No pós-operatório, geralmente sente-se apenas uma dor leve, eliminada com a ingestão de analgésicos simples. É importante evitar deitar de bruços e movimentar excessivamente os braços. Também, recomenda-se o uso de um sutiã compressivo por dois meses e a retomada das atividades habituais, duas semanas depois. É melhor voltar às práticas físicas e esportivas, dois meses depois da cirurgia.

Ainda hoje, existem muitas dúvidas sobre a cirurgia de próteses mamárias. Há vários mitos sobre o assunto.

Não existe idade específica para colocar a prótese de mama, podendo ser antes ou depois de ter filhos. Adolescentes acima de 16 anos podem realizar a cirurgia desde que tenham autorização dos pais e tenham atingido a maturidade física, ou seja, o desenvolvimento completo mamário para a realização da cirurgia.

Um mito muito difundido é que a prótese mamária pode causar câncer. E a resposta é negativa, porque estudos feitos com pacientes nos EUA e países da Europa comprovaram que não há qualquer relação entre o câncer de mama e o uso das próteses de silicone.

Outra dúvida recorrente é se a prótese atrapalha a realização da mamografia, exame que rastreia a presença de doenças, como o câncer de mama. E, novamente, não se trata de uma afirmação verdadeira. Dezenas de estudos confirmam que a prótese não altera o diagnóstico de patologias mamárias.

Outro ponto que se questiona é se a prótese impede a amamentação. E a respostas é não, mais uma vez. As próteses são elásticas e revestidas por uma cápsula resistente e o silicone não vaza nem escorre. Ainda há próteses com fixação atrás da glândula mamária ou atrás do músculo para não atrapalhar as futuras mamães.

Raramente, uma prótese se rompe ou estoura. Isso só acontece quando há um trauma significativo, como, por exemplo, um acidente automobilístico. Também pode ocorrer uma perda de sensibilidade das mamas, geralmente temporária, mas, alguns meses depois da cirurgia, as pacientes recuperam a sensibilidade.

Cabe também esclarecer que as próteses mamárias não são definitivas e, como sofrem um desgaste natural, que varia de paciente para paciente, em algum momento, deverão ser substituídas. Não dá para estabelecer um prazo pré-determinado.

Em casos extremamente raros, pode haver uma reação do organismo contrária à prótese, que deverá ser retirada.

Como sempre, o importante é conversar com o cirurgião plástico para decidir qual é a melhor indicação caso a caso.

SOBRE O DR. ALEXANDRE AUDI – Cirurgião plástico, formado pela Faculdade de Medicina da USP-SP, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cirurgião plástico do Hospital da Aeronáutica de São Paulo e do Núcleo de Feridas Complexas do Hospital Sírio-Libanês.

 

Fonte: paranashop.com.br

Assunto(s): Bem-estar; Notícias; Saúde
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