Alzheimer atinge 1,2 milhão de brasileiros

Publicado em 10/01/2018

Perda de memória para fatos recentes, dificuldade de atenção, orientação e outras funções cognitivas, mudança de comportamento e dificuldade de encontrar palavras durante uma conversa. Estes são alguns dos sintomas da doença de Alzheimer, que, geralmente, afeta pessoas acima dos 60 anos. Levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que, até 2050, cerca de 152 milhões de pessoas receberão o diagnóstico de demência, número três vezes maior ao que se tem hoje. Deste montante, o Alzheimer representará 70% dos casos.

De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), o mundo conta com 35,6 milhões de casos da doença e, no Brasil, o número chega a 1,2 milhão. "O Alzheimer é um processo neurodegenerativo e progressivo do sistema nervoso central. Hoje se considera que o processo se inicia anos antes dos primeiros sintomas, período chamado de fase pré-clínica da doença", afirma Ricardo Krause, neurologista do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC). Durante a evolução, é possível constatar a redução do volume cerebral, da quantidade de neurônios e das ligações entre estas células nervosas, além de averiguar alterações envolvendo as proteínas beta-amiloide e tau.

Segundo o neurologista Roger Taussig Soares, a forma mais comum da doença é a relacionada com o envelhecimento do cérebro. A chance de desenvolvê-la duplica a cada cinco anos depois dos 60, chegando a quase metade dos indivíduos com 85 anos ou mais.

Pessoas jovens também podem desenvolver Alzheimer. No entanto, neste caso, a causa costuma ser genética. "Acreditamos que o neurologista tenha mais recursos clínicos para a investigação do problema, mas isso varia de acordo com a formação de cada especialista. Existe uma lista de exames de sangue que são obrigatórios para excluir outras causas de problemas cognitivos. Exames específicos, como ressonância magnética do cérebro e exame de liquor, são utilizados com critério, de acordo com a necessidade do paciente", disse Soares.

Por ser uma doença incurável e de caráter progressivo, o tratamento é paliativo e os medicamentos reduzem o avanço dos sintomas e asseguram ao paciente melhor qualidade de vida. "Trata-se o sintoma, pois não há cura. Em um futuro próximo vamos chegar à cura, pois já existem trabalhos avançados sobre o tema. É uma questão de tempo", diz Eduardo Mutarelli, neurologista do Hospital Sírio Libanês.

Mutarelli faz questão de frisar a importância de se levar uma vida saudável. "Cuidar da saúde, da pressão arterial, manter os índices de colesterol em níveis adequados e fazer uma atividade física regular reduz bastante a incidência da doença. É importante manter-se ativo, ler, dançar, cantar, tocar um instrumento e aprender coisas novas. Manter a mente ativa e uma dieta saudável é fundamental", aconselha o especialista. Patrícia Morgado

SINAIS DE ALERTA:

  • Alteração da memória recente (perguntar ou relatar com frequência um mesmo assunto);
  • Fazer confusões ao contar um fato, confundir datas;
  • Esquecer compromissos, de pagar contas e onde guardou objetos;
  • Dificuldade em encontrar palavras durante uma conversa;
  • Mudança no comportamento (irritabilidade, ansiedade, apatia, perda do interesse, agressividade).

 

Fonte: METRÔ NEWS/GUARULHOS - GERAL - Página(s) 001/008 


Assunto(s): Bem-estar; Hospital; Saúde
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