Ombro e Cotovelo

Capsulite adesiva ou ombro congelado

A cápsula articular do ombro é uma estrutura a base de colágeno, elástica e flexível, que reveste a articulação, ajudando na estabilidade e função do ombro. Quando inflama, ela incha, fica vermelha e mais espessa, perdendo sua elasticidade. A dor e a progressiva limitação dos movimentos dessa articulação caracterizam a chamada capsulite adesiva do ombro, ou ombro congelado, como era conhecida antigamente.

Geralmente, a dor surge sem uma causa aparente, mas ela também pode estar relacionada a alguma lesão, mau jeito ou cirurgia anterior do ombro ou mesmo relacionada a algumas doenças como diabetes e doenças da tireoide.

A capsulite adesiva do ombro possui três fases. Inicialmente, surge a dor com a progressiva limitação dos movimentos do ombro de forma gradual, a denominada fase inflamatória. Em seguida, vem a fase restritiva ou de “congelamento", quando os movimentos já estão bem limitados. Por último, há a fase de “descongelamento” ou da restauração dos movimentos do ombro, também lenta e progressiva. Esse processo pode levar de seis meses até cerca de dois anos ou mais.

Diagnóstico da capsulite adesiva do ombro

A capsulite adesiva é diagnosticada por meio da história clínica do paciente, do exame físico e de exames de imagem, principalmente o de ressonância magnética, que podem ajudar a excluir outras doenças, confirmando, assim, o diagnóstico.

Tratamento da capsulite adesiva do ombro

O tratamento é definido conforme o estágio em que se encontra a doença. A fase inicial requer o controle da dor. Nas fases mais avançadas, a recuperação do movimento torna-se o principal objetivo.

Em alguns casos, o médico pode indicar bloqueios seriados do nervo supraescapular, injeções de anestésico no ombro, bem na região que passa este nervo. Semelhante a uma injeção intramuscular, o procedimento é realizado a cada duas, três ou quatro semanas. Apesar de não se saber ao certo o que de fato causa esta doença, esse nervo parece ser o responsável e as injeções podem ajudar no tratamento. A fisioterapia e a hidroterapia também usadas, para o controle da dor e recuperação do movimento.

Se o tratamento conservador não der resultado satisfatório, pode-se realizar cirurgia por artroscopia para as liberações necessárias, principalmente da cápsula articular. Isso dependerá de cada caso, do estágio da doença, da gravidade e das opções técnicas do cirurgião.

Esse procedimento só deverá ser realizado por ortopedista especializado, com o acompanhamento de equipe anestésica e de fisioterapeuta também especializado, pois a fisioterapia costuma ser prolongada e diária. A colaboração do paciente é outro ingrediente importante e imprescindível.

 


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