Mastologia

​​​​​​​​Como Reduzir o Risco do Câncer de Mama

Para reduzir o risco de câncer de mama, qualquer mulher deve considerar as seguintes medidas comportamentais:

  • Manter uma dieta balanceada, rica em frutas e vegetais e com pouca gordura.
  • Praticar atividades físicas regulares, pelo menos por 1 hora, 3 dias por semana.
  • Evitar sobrepeso.
  • Quando amamentar, fazê-lo pelo maior número de meses possível.
  • Evitar ingestão alcoólica excessiva, mais de três drinques de alto teor alcoólico por dia.

São mulheres de risco especial para câncer de mama aquelas que:

  • Têm mãe, irmã ou filha com câncer de mama antes da menopausa.
  • Têm pelo menos dois parentes próximos com câncer de mama em qualquer idade.
  • Tiverem diagnóstico de lesões de alto risco em biópsia de mama, como hiperplasia atípica e neoplasia lobular in situ.

Para mulheres de risco especial, pode-se considerar individualmente, além das medidas comportamentais, o uso de medicamentos ou a realização de cirurgias com finalidade preventiva.

Algumas substâncias, como o tamoxifeno e o raloxifeno, têm a capacidade de impedir que os estrogênios produzidos no corpo estimulem células mamárias predispostas a se transformar em câncer. São remédios que precisam ser ingeridos por via oral por cinco anos e reduzem em 60% a chance de câncer em mulheres com quadro de alto risco.

O tamoxifeno já foi testado e aprovado em qualquer faixa etária, e o raloxifeno, até o momento, somente no período da pós-menopausa. Ambos podem provocar reações colaterais, que são mais frequentes com o uso do tamoxifeno, como ondas de calor, hiperplasia do endométrio e favorecimento de tromboses.

Cirurgia redutora de risco

A cirurgia redutora de risco mais empregada é a adenectomia mamária profilática, que significa a retirada da massa glandular interna, preservando-se a pele, aréola e mamilo. Em seguida, é colocada na prótese de silicone atrás do músculo peitoral maior.

Este procedimento reduz o risco em 90%. Não existe redução total porque permanece um coxim gorduroso abaixo da pele, de 0,5 cm a 1 cm, que é necessário para preservar a irrigação sanguínea. Resultados estéticos bons são verificados em cerca de 85% dos casos. As complicações são assimetrias, descoloração, necrose e contratura capsular, com endurecimento local. Além disso, existe quase sempre diminuição da sensibilidade erógena dos mamilos.

O uso de drogas ou a realização de cirurgias para prevenção só tem sentido em mulheres que apresentam um risco especial para câncer. A opção por empregar ou não uma destas medidas é delicada e requer detalhadas explicações e muita reflexão sobre a relação risco-benefício individualmente.

Nas famílias com vários casos de câncer de mama, em cerca de 40% das vezes a predisposição é causada por mutação nos genes BRCA 1 e 2. Existe um teste sanguíneo para pesquisar a alteração nestes genes que pode ajudar na decisão sobre a prevenção primária.

A mutação nesses genes implica em 60 a 80% de chance de desenvolvimento do câncer de mama durante toda a vida e de 10 a 40% de chance de desenvolvimento de câncer de ovário.

 


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