Imunizações

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​​​​​​​​​​​​​​Centro de Imunizações

O Centro de Imunizações do Hospital Sírio-Libanês tem como um de seus diferenciais a individualização do cuidado e o atendimento a necessidades específicas dos pacientes. O serviço está preparado para atender crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos, viajantes, medicina ocupacional e clientes em situações de saúde especificas como por exemplo, pós tratamento imunossupressor.

Todos esses grupos contam com programas específicos, a cargo de uma equipe multiprofissional especialmente treinada para atender todas estas áreas.

O serviço também conta com a tecnologia de um dispositivo vibratório que auxilia no alívio da dor no momento da aplicação da vacina, e a equipe atua de forma humanizada utilizando brinquedos musicais e interagindo com os clientes para proporcionar uma experiência mais acolhedora no atendimento da vacinação.


Conheça algumas das principais vacinas oferecidas:

A vacina disponível no HSL é composta de lactose, sorbitol, cloridrato de L-histidina, L-alanina e solução salina, e são elaboradas a partir de vírus vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha.

A vacina contra Febre Amarela pode ser encontrada em clínicas privadas de vacinação ou em Unidades Básicas de Saúde.

Indicação: Crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões com recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional onde existe risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Obs: Em alguns países a comprovação de vacinação é exigida para viajantes brasileiros, já que o Brasil é considerado endêmico para a doença.

O documento internacional de registro da vacina chama-se Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Para realizar a emissão do CIVP, é necessário comparecer em um dos serviços públicos ou privados credenciados à ANVISA, apresentar um documento de identidade com foto e a caderneta de vacinação com o registro da vacina, ou realizar a emissão online através do site: http://portal.anvisa.gov.br/certificado-internacional-de-vacinacao-ou-profilaxia. Em casos onde a vacina está contraindicada, o médico deverá emitir o certificado de isenção da vacinação contra febre amarela, encontrado através do site: https://civnet.anvisa.gov.br/app/viajante/login?wicket-crypt=EBLT8PdnCtQ, com a justificativa da isenção. O documento permite a entrada de não vacinados nos países que exigem o CIVP de pessoas provenientes de regiões endêmicas

Contraindicações: Crianças abaixo de 6 meses de idade; Indivíduos infectados pelo HIV, sintomáticos e com imunossupressão grave comprovada por exames laboratoriais; Pessoas com imunodepressão grave por doença ou uso de medicamentos imunossupressores; Mulheres amamentando bebês menores de 6 meses. Se a vacinação não puder ser evitada, conversar com o pediatra da criança e suspender o aleitamento materno por 10 dias; Pacientes transplantados; Pacientes com câncer; Pessoas com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras). A vacinação de indivíduos a partir de 60 anos deve ser evitada, a menos que haja alto risco de infecção.

    Esquema de doses:
  • Rotina: dose única a partir dos 9 meses e até os 59 anos.

OBS: Em situações de risco (municípios onde haja circulação do vírus da febre amarela com registro de casos em humanos), idosos, gestantes e outros grupos de precaução devem ser vacinados, desde que não haja contraindicação.

Dose fracionada é considerada eficaz e segura, sendo utilizada como estratégia de saúde pública importante na contenção de surtos, e para viajantes com exigência da vacinação e apresentação do CIVP é recomendada a comprovação de apenas uma dose na vida, obrigatoriamente a dose plena padrão, aplicada no mínimo dez dias antes da viagem.

Via de aplicação: Subcutânea.

É composta por polissacarídeos da cápsula da bactéria (Salmonella typhi), fenol, cloreto de sódio, fosfato dissódico diidratado, fosfato monossódico diidratado e água para injeção. Trata-se de vacina inativada, portanto, não é capaz de causar a doença.

A vacina contra Febre Tifóide pode ser encontrada em clínicas privadas de vacinação e em centros de atendimento ao viajante.|

Indicação: Crianças a partir de 2 anos de idade, adolescentes e adultos que viajam para áreas de alta incidência da doença, como países no sudeste asiático e África, em situações específicas de longa permanência e após avaliação médica criteriosa. Também é recomendada para profissionais que lidam com águas contaminadas e dejetos.

Contraindicação: Hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da vacina.

    Esquema de doses:
  • Uma dose; a vacina confere proteção por três anos, se o risco de exposição à doença persistir ou retornar, a revacinação pode ser recomendada após este período.

Via de aplicação: Intramuscular ou subcutânea.

Vacina que previne de doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, principalmente meningite. Sua composição é de pó liofilizado com polissacarídeo da cápsula da bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib) conjugado com toxoide tetânico, lactose, cloreto de sódio, água para injeção. Pode ser encontrada isolada ou combinada com a vacina tríplice bacteriana (DTPw ou DTPa). É uma vacina inativada, portanto, não causa a doença.

A vacina Hib faz parte da rotina de vacinação infantil, compondo a vacina penta encontrada nos postos de saúde (tríplice bacteriana de células inteiras, hepatite B e Hib – DTPw-HB/Hib) e na rede privada de clínicas de vacinação, é encontrada nas vacinas penta (tríplice bacteriana acelular, poliomielite inativada (VIP) e Hib – DTPa-VIP/Hib) e hexa (tríplice bacteriana acelular, poliomielite inativada, Hib e hepatite B – DTPa-VIP-HB/Hib) e também na apresentação isolada.

Nos Cries (Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais), está disponível para pessoas com condições clínicas específicas que aumentam o risco para a doença ou para complementação de esquemas vacinais, na apresentação isolada.

Indicação: Crianças a partir de 2 meses até 5 anos de idade, e crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos com condições médicas que aumentam o risco para doenças por Hib (ex: ausência de baço ou disfunção nesse órgão; antes e/ou após transplante de órgão ou medula óssea; após quimioterapia; entre outras).

Contraindicação: Pessoas que apresentaram anafilaxia provocada por qualquer componente da vacina ou por dose anterior.

    Esquemas de doses:
  • O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda e disponibiliza a vacina em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam uma quarta dose entre 12 e 18 meses, em especial para crianças vacinadas com a vacina DTPa.
  • Crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos não vacinados e com doenças que aumentem o risco da doença: duas doses com intervalo de dois meses.

Via de aplicação: Subcutânea ou intramuscular (nunca pelas vias intravascular ou intradérmica).

A vacina contra Hepatite A é composta por antígeno do vírus da hepatite A, sal de alumínio amorfo, estabilizante (podendo variar conforme o fabricante), cloreto de sódio a 0,9%. Também pode conter em sua composição traços de antibiótico (neomicina), fenoxietanol e formaldeído. É uma vacina inativada, portanto, não é capaz de causar a doença.

É encontrada nas Unidades Básicas de Saúde, para crianças de 15 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, e nas clínicas privadas de vacinação, para crianças a partir de 12 meses, adolescentes e adultos. Também está disponível nos Cries (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais) para pessoas com algumas condições clínicas que aumentam o risco para a hepatite A.

Indicação: Todas as pessoas a partir de 12 meses de vida.

Contraindicação: Pessoas que tiveram reação anafilática a algum componente da vacina ou a dose anterior.

    Esquema de doses:
  • Duas doses com intervalo de seis meses.

As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam a aplicação rotineira aos 12 e 18 meses de idade, ou o mais cedo possível, quando a vacinação não ocorrer nestas idades recomendadas. Já o Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 2017, alterou a faixa etária do esquema para dose única da vacina para crianças entre 15 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Via de aplicação: Intramuscular.

É uma vacina que protege contra uma infecção do fígado (hepatite) causada pelo vírus da hepatite B. Tem em sua composição proteína de superfície do vírus da hepatite B purificado, hidróxido de alumínio, cloreto de sódio e água para injeção, podendo conter ainda fosfato de sódio, fosfato de potássio e borato de sódio.

Na rede pública é utilizada a apresentação em multidose (mais de uma dose por frasco), que contém como conservante o timerosal (derivado do mercúrio). Trata-se de vacina inativada, portanto, não causa a doença.

A vacina contra Hepatite B é encontrada na rede pública, para todas as pessoas. Pode ser usada a vacina hepatite B isolada ou, para as doses dos 2, 4 e 6 meses de idade, na apresentação combinada a outras vacinas (vacina Pentavalente: DTPw-HB/Hib).

Na rede privada também é encontrada em apresentação isolada para todas as idades e em apresentação combinada Hexavalente (DTPa-VIP-HB/Hib) para menores de 7 anos; Existe ainda a apresentação combinada com a vacina hepatite A (vacina hepatite A e B) para crianças maiores de 1 ano, adolescentes e adultos.

Indicação: Todas as pessoas de todas as faixas etárias.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram anafilaxia com qualquer componente da vacina ou com dose anterior, ou em pessoas que desenvolveram púrpura trombocitopênica após dose anterior de vacina com componente hepatite B.

    Esquema de doses:
  • Na rotina de vacinação em crianças, deve ser aplicada a primeira dose, de preferência, nas primeiras 12-24 horas após o nascimento, para prevenir hepatite crônica – forma que acomete 90% dos bebês contaminados ao nascer, e é especialmente indicada para gestantes não vacinadas. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou o esquema de quatro doses: ao nascer e aos 2, 4 e 6 meses de vida. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam os esquemas de quatro doses (adotado pelo PNI) ou de três doses: ao nascimento e aos 2 e 6 meses de vida.
  • Crianças maiores, adolescentes e adultos (não vacinados no primeiro ano de vida), o PNI, a SBP e a SBIm recomendam três doses com intervalo de um mês entre primeira e a segunda e de cinco meses da segunda para a terceira (0 – 1 – 6 meses).
  • Prematuros vacinados ao nascer necessitam, obrigatoriamente, de quatro doses.
  • Para crianças a partir de 12 meses de idade, adolescentes e adultos, as clínicas privadas de vacinação dispõem ainda da vacina que combina hepatite A e hepatite B em uma única injeção. Em menores de 16 anos, duas doses com intervalo de seis meses. Nas maiores, o esquema é de três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda e de cinco meses da segunda para a terceira (0 – 1 – 6 meses).
  • Pessoas com o sistema imunológico comprometido necessitam de dose dobrada em quatro aplicações (esquema 0-1-2-6 meses), para melhorar a resposta ao estímulo produzido pela vacina. Devem realizar exames periódicos para acompanhar os níveis de anticorpos e, sempre que a quantidade diminuir, receber um reforço com dose dobrada.

Via de aplicação: Intramuscular.

Vacina que protege contra infecções do fígado (hepatites) causadas pelos vírus da hepatite A e hepatite B. Tem em sua composição o vírus inativado (morto) da hepatite A e da proteína de superfície do vírus da hepatite B, sais de alumínio, formaldeído, sulfato de neomicina, fenoxietanol, polissorbato 20, cloreto de sódio e água para injeção. Pelo vírus da composição ser inativado (morto), a vacina não pode causar a doença.

É uma vacina que encontra-se disponível apenas em clínicas privadas de vacinação.

Indicação: Crianças a partir dos 12 meses de idade, adolescentes e adultos, e é uma boa opção para aqueles que ainda não foram vacinadas contra as duas hepatites.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram anafilaxia provocada por qualquer componente da vacina ou em dose anterior, ou para pessoas que desenvolveram púrpura trombocitopênica após dose anterior de vacina com antígenos do vírus da hepatite B.

    Esquemas de doses:
  • Crianças e adolescentes a partir de 1 ano e menores de 16: duas doses com intervalo de seis meses.
  • Adolescentes a partir dos 16 anos, adultos e idosos: três doses, sendo a segunda aplicada um mês após a primeira, e a terceira, cinco meses após a segunda (0 – 1 – 6 meses).

OBS: Pessoas com indicação de dose dobrada da vacina hepatite B ou esquema de quatro doses, devem receber complementação com a vacina hepatite B.

Via de aplicação: Intramuscular profunda.

A vacina previne contra a doença herpes zóster, popularmente conhecido como “cobreiro”, que traz como sua principal complicação, a neuropatia pós-herpética, causando dor crônica, prolongada, de difícil controle e extremamente debilitante.

A vacina pode ser encontrada em clínicas privadas de vacinação, e é composta por vírus vivos atenuados da varicela zóster (VVZ) da cepa Oka/Merck, sacarose, gelatina, ureia, cloreto de sódio, levoglutamato de sódio monoidratado, fosfato de sódio dibásico, fosfato de potássio monobásico, cloreto de potássio, traços de neomicina e de soro de bezerro e água para injeção. Não contém conservantes.

Indicação: Pessoas com idade igual ou acima de 50 anos, e é recomendada como rotina para maiores 60 anos de idade.

Contraindicação: Pessoas imunodeprimidas, história de alergia grave (anafilaxia) a algum dos componentes da vacina, pessoas com tuberculose ativa não tratada e gestantes.

Esquema de doses: Dose única.

Local de aplicação: Subcutânea.

A vacina do HPV previne contra infecções persistentes e lesões pré-cancerosas causadas pelos tipos de HPV 6,11,16,18. Também previne o câncer de colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus e verrugas genitais (condiloma), e o câncer de pênis, boca e garganta nos homens.

Tem em sua composição proteínas L1 dos papilomavírus humano (HPV) tipos 6,11,16,18, sulfato de hidroxifosfato de alumínio, cloreto de sódio, L-histidina, polissorbato 80, borato de sódio e água para injeção. É uma vacina inativada, portanto, não é capaz de causar a doença.

A vacina contra o HPV 4v está disponível nas Clínicas Privadas para meninas e mulheres de 9 a 45 anos e meninos e homens de 9 a 26 anos, e nas Unidades Básicas de Saúde, para: Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos no esquema de duas doses (0-6 meses) e para pessoas de 9 a 26 anos portadores do vírus HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos em tratamento com radioterapia ou quimioterapia. Além das Unidades Básicas de Saúde, esses pacientes também podem ser vacinados nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries) e o esquema para essas pessoas é o de três doses (0 - 1 a 2 – 6 meses).

Indicação: O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a vacina para meninas de 9 a 14 anos de idade, meninas de 15 anos que já tenham tomado uma dose, meninos de 11 a 14 anos e em indivíduos de 9 a 26 anos de ambos os sexos em condições de saúde já referidas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a vacinação de meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e jovens de 9 a 26 anos. Homens e mulheres em idades fora da faixa de licenciamento também podem ser beneficiados com a vacinação, de acordo com critério médico.

Contraindicação: Gestantes e pessoas que apresentaram anafilaxia após receber uma dose da vacina ou a algum de seus componentes.

    Esquemas de doses:

    O esquema deve ser iniciado o mais cedo possível e são recomendadas duas ou três doses, dependendo da idade de início da vacinação.

  • Para meninas e meninos de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias são indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas (0 - 6 meses).
  • A partir dos 15 anos, são três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses).
  • Independentemente da idade, meninas e mulheres imunodeprimidas por doença ou tratamento devem receber três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses).

Via de aplicação: Intramuscular.

A vacina é formulada através de proteínas de diferentes cepas do vírus Influenza definidas ano a ano conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza a vigilância nos hemisférios Norte e Sul.

Existe a vacina trivalente, com duas cepas de vírus A e uma cepa de vírus B, esta encontrada na rede pública de saúde, e a vacina quadrivalente, com duas cepas de vírus A e duas cepas de vírus B, sendo esta encontrada em redes privadas de vacinação como o HSL.

Trata-se de vacina inativada, portanto, não é capaz de causar a doença. As cepas vacinais são cultivadas em ovos embrionados de galinha e, por isso, as vacinas contêm traços de proteínas do ovo. Podem conter traços de formaldeído e antibióticos (geralmente gentamicina ou neomicina), que são utilizados durante a fabricação para prevenir contaminação por germes. Também contém cloreto de sódio e água para injeção. Na apresentação monodose, ou seja, em seringas prontas com doses individuais, a vacina não contém conservantes.

A vacina contra Influenza Trivalente pode ser encontrada na rede pública, disponível para crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, maiores de 60 anos, profissionais da Saúde, pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (como diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, imunocomprometidos, entre outras) e população indígena e privada de liberdade. Na rede privada, está disponível a vacina contra Influenza Quadrivalente para pessoas a partir de 6 meses, sem restrições de idade.

Indicação: Todas as pessoas a partir de 6 meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções respiratórias, que podem ter complicações e a forma grave da doença.

Contraindicação: Pessoas com alergia grave (anafilaxia), a algum componente da vacina ou a dose anterior.

OBS: Em nota técnica divulgada pela SBIM em 2019 (Sociedade Brasileira de Imunizações), alergia a ovo, mesmo graves como a anafilaxia, não são mais consideradas contraindicação nem precaução para o uso da vacina influenza. Pessoas com histórico de alergia ao ovo, mesmo graves como anafilaxia, não apresentaram reações alérgicas ao serem vacinadas.

    Esquemas de doses:
  • Para crianças de 6 meses a 9 anos de idade: duas doses na primeira vez em que forem vacinadas (primovacinação), com intervalo de um mês e revacinação anual.
  • Para crianças maiores de 9 anos, adolescentes, adultos e idosos: dose única anual.
  • Para menores de 3 anos, na dependência da bula do fabricante, o volume a ser aplicado em cada dose pode ser de 0,25 mL ou 0,5 mL.

Via de aplicação: Intramuscular.

A vacina Meningocócica B previne meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas graves) causadas pela bactéria meningococo do tipo B.

É uma vacina inativada, portanto, não causa infecção e tem em sua composição quatro componentes (três proteínas subcapsulares e vesículas da membrana externa do meningococo B), além de hidróxido de alumínio, cloreto de sódio, histidina, sacarose e água para injeção.

Indicação: Crianças e adolescentes, conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm), adultos até 50 anos de idade, dependendo de risco epidemiológico, viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença e para pessoas de qualquer idade com doenças com maior susceptibilidade para a doença meningocócica.

Contraindicação: Pessoas com história de anafilaxia após uso de algum componente da vacina ou após dose anterior.

    Esquema de doses:
  • As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam o uso rotineiro de duas doses (aos 3 e 5 meses de vida) e um reforço (entre os 12 e 15 meses) na vacinação infantil. No entanto, caso a primeira dose não seja aplicada aos três meses de vida, o esquema pode variar:
  • Faixa etária de início da vacinação Número de doses do esquema primário Intervalo entre doses Reforço
    3 a 5 mesesDuas dosesDois mesesUma dose entre 12 e 15 meses, no mínimo seis meses após a última dose do esquema primário
    6 a 11 mesesDuas dosesDois mesesUma dose entre 12 e 15 meses, no mínimo dois meses após a última dose do esquema primário
    12 a 23 mesesDuas dosesDois mesesDois meses Uma dose, com intervalo de 12 a 23 meses em relação à última dose do esquema primário
  • Crianças a partir de 24 meses, adolescentes e adultos com até 50 anos em situações que justifiquem a vacinação devem receber duas doses, com intervalo de um mês, sem reforços.
  • A vacinação pode ser antecipada para os 2 meses de vida. Nesse caso, são recomendadas três doses, com intervalo mínimo de um mês, e uma dose de reforço entre os 12 e 15 meses, com intervalo de seis meses em relação às doses do esquema primária.

Via de aplicação: Intramuscular.

A vacina previne contra meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y. Contém antígeno formado por componentes das cápsulas das bactérias (oligossacarídeos) dos sorogrupos A, C, W e Y conjugados a uma proteína que, dependendo do fabricante, pode ser o toxoide tetânico ou o mutante atóxico da toxina diftérica, chamado CRM-197. Pode conter também sacarose; trometamol; fosfato de potássio diidrogenado; sacarose; cloreto de sódio; fosfato de sódio diidrogenado monoidratado; fosfato dissódico hidrogenado diidratado; cloreto de sódio e água para injeção. É uma vacina inativada, portanto, não causa a doença e é encontrada em clínicas privadas de vacinação.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram anafilaxia após o uso de algum componente da vacina ou após dose anterior.

    Esquema de doses:
  • Para crianças, a vacinação deve iniciar aos 3 meses de idade com duas doses no primeiro ano de vida e reforços aos 12 meses, 5 anos e 11 anos de idade. Para adolescentes que nunca receberam a vacina meningocócica conjugada quadrivalente — ACWY, são recomendadas duas doses com intervalo de cinco anos.
  • Para adultos, dose única.

As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam o uso rotineiro dessa vacina para crianças, adolescentes e adultos. Na impossibilidade de usar a vacina ACWY, deve-se utilizar a vacina meningocócica C conjugada.

Segundo nota técnica divulgada em 22/08/2019 pela SBIm e SBP, não existem dados de estudos sobre intercambialidade entre as diferentes vacinas meningocócicas conjugadas ACWY (ACWY-CRM - Menveo® e ACWY-TT – Nimenrix®, que fazem parte do portfólio do HSL) nas doses realizadas na primovacinação. Crianças e adolescentes vacinados com a vacina MenC podem se beneficiar com o uso da MenACWY, com o objetivo de ampliar a proteção, respeitando um intervalo mínimo de um mês da última MenC.

Vacina meningocócica conjugada ACWY-CRM - Menveo®
Idade de início da vacinação Número de doses e intervalos mínimos
3 a 6 meses 2 doses, com intervalo de 2 meses entre elas, aos 3 e 5 meses de vida. Reforço aos 12-15 meses. Esquema 2 +1.
7 a 23 meses 2 doses, com a segunda dose administrada no 2° ano de vida e pelo menos 2 meses após a 1' dose
Crianças com 24 meses ou mais, adolescentes e adultos Uma dose
Importante: Para crianças de 2 a 12 meses diante de necessidade de oito proteção contra o sorogrupo A (como em viagens poro localidades onde o sorogrupo é endêmico) ou em coso de quodros médicos de maior suscetibilidade à doença meningocócico (imunocomprometidos, infectados com HW, deficiência de complemento, osplenio funcional ou anatómica e uso de biológicos, como o eculizumobe, que inibem o sistema complemento), o esquema de rotina entre 2 e 6 meses de idade deverá ser 3 + 1.
Vacina meningocócica conjugada ACWY-TT - Nimenrix®
Idade de início da vacinação Número de doses e intervalos mínimos
Lactentes com mais de 6 semanas 2 doses, com intervalo de 2 meses entre elas, aos 3 e 5 meses de idade. Reforço aos 12-15 meses. Esquema 2 +1.
Crianças com 12 meses ou mais, adolescentes e adultos Uma dose

Via de aplicação: Intramuscular profunda.

Vacina que previne doenças causadas por 23 tipos de pneumococos. É inativada, portanto, não causa a doença. Tem em sua composição partículas purificadas (polissacarídeos) das cápsulas de 23 tipos de Streptococos pneumoniae(pneumococo), cloreto de sódio, água para injeção e fenol.

É uma vacina encontrada em clínicas privadas de vacinação e nos Cries - Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais para pessoas a partir de 2 anos de idade, adolescentes e adultos que apresentam condições especiais de saúde com maior susceptibilidade de ter doença grave causada pelo pneumococo.

Indicação: Crianças a partir de 2 anos de idade, adolescentes e adultos que tenham alguma condição de saúde que aumenta o risco para doença pneumocócica (ex: diabetes, doenças cardíacas e respiratórias graves; sem baço ou com o funcionamento comprometido desse órgão; com problemas de imunidade, entre outras condições). Também é recomendada como rotina para pessoas a partir de 60 anos de idade.

OBS: Para crianças, adolescentes e adultos saudáveis esta vacina não é recomendada como rotina.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram anafilaxia causada por algum componente ou dose anterior da vacina.

    Esquemas de doses:
  • Recomenda-se a combinação da VPP23 com a VPC13. Idealmente, deve-se iniciar o esquema com a aplicação de vacina pneumocócica conjugada VPC10 ou VPC13, e aplicar uma dose da VPP23 seis a doze meses depois da dose da vacina conjugada, e outra cinco anos após a primeira dose de VPP23.
  • Na maioria das vezes não se recomenda aplicar mais de duas doses de VPP23.

Via de aplicação: Intramuscular.

A vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10) previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por dez sorotipos de pneumococos e a vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) previne cerca de 90% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por 13 sorotipos de pneumococos.

A VPC10 é composta de dez sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo), oito deles conjugados com a proteína D do Haemophilus influenzae tipo b, um com o toxoide tetânico e outro com toxoide diftérico. Contém também cloreto de sódio, fosfato de alumínio e água para injeção. A VPC13 é composta de 13 sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também sais de alumínio, cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80 e água para injeção. São vacinas inativadas, portanto não causam as doenças.

Indicações: Crianças a partir de 2 meses e menores de 6 anos de idade é recomendada a vacinação rotineira com VPC10 ou VPC13; Crianças acima de 6 anos de idade, adolescentes e adultos portadores de algumas doenças crônicas, recomenda-se esquema com as vacinas VPC13 e VPP23 e pacientes maiores de 50 anos e, principalmente, para maiores de 60 anos, é recomendado esquema com as vacinas VPC13 e VPP23.

Contraindicação: Pessoas com história de anafilaxia após usar algum componente da vacina ou após dose anterior da vacina.

    Esquemas de doses:

    VPC10 ou VPC13
  • O Programa Nacional de Vacinação passou a adotar, em 2016, na rotina de vacinação infantil, duas doses com intervalo mínimo de 2 meses no primeiro ano de vida e uma dose de reforço aos 12 meses de idade.
  • As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam a vacinação infantil de rotina com quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses de vida e reforço entre 12 e 15 meses com a VPC13
  • Para crianças entre 1 e 2 anos e não vacinadas: duas doses com intervalo de dois meses.
  • Para crianças entre 2 e 5 anos de idade e não vacinadas: uma dose.
  • Para crianças entre 2 e 5 anos e portadoras de doenças crônicas que justifiquem, pode ser necessário complementar a vacinação com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23).

Crianças que começam a vacinação com atraso, após os 6 meses de vida, precisam que seus esquemas sejam adaptados de acordo com a idade de início. A SBP e a SBIm recomendam que se a criança foi vacinada com a VPC10, se beneficia da proteção de uma dose adicional da VPC13, administrada dois meses após a última VPC10.

    VPC13
  • Para crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos com doenças crônicas que justifiquem a vacinação e ainda não vacinados: dose única. Em algumas situações, duas doses com intervalo de dois meses podem estar indicadas. Nesses casos, pode ser necessário complementar a vacinação com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23).
  • Para maiores de 50 anos: dose única.
  • Para os maiores de 60 anos, recomenda-se complementar a vacinação com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23).

Crianças menores de 6 anos que completaram o esquema de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde com a vacina PCV10 têm benefícios se tomarem mais uma dose da VPC13, o que aumenta a proteção contra a doença pneumocócica.

Via de aplicação: VPC10 e VPC13 – Intramuscular.

Vacina que previne contra a doença Poliomielite, conhecida como paralisia infantil. Está disponível em duas apresentações, Vacina Oral Poliomielite (VOP) e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). A VOP é encontrada apenas nas Unidades Básicas de Saúde e a VIP, em apresentação isolada, está disponível nas Unidades Básicas de Saúde apenas para as três primeiras doses do esquema infantil de rotina. As demais doses para a prevenção da poliomielite são feitas com a vacina VOP.

Nas clínicas privadas de vacinação, está disponível apenas em apresentações combinadas com outras vacinas: Pentavalente (DTPa-VIP/Hib) e Hexavalente (DTPa-VIP-HB/Hib), para crianças com menos de 7 anos, e Tetrabacteriana (dTpa-VIP) para crianças a partir de 3 anos de idade, adolescentes e adultos.

Nos Cries - Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, a apresentação isolada está disponível para crianças e adultos imunodeprimidos ou contactantes de imunodeprimidos, situações que contraindicam a utilização da vacina VOP.

Vacina Oral Poliomielite (VOP) – É uma vacina oral atenuada bivalente, ou seja, composta pelos vírus da pólio tipos 1 e 3, vivos, mas “enfraquecidos”. Contém ainda cloreto de magnésio, estreptomicina, eritromicina, polissorbato 80, L-arginina e água destilada.

Vacina Inativada Poliomielite (VIP) Por ser inativada, não causa a doença. É uma vacina trivalente e injetável, composta por partículas dos vírus da pólio tipos 1, 2 e 3. Contém ainda 2-fenoxietanol, polissorbato 80, formaldeído, meio Hanks 199, ácido clorídrico ou hidróxido de sódio. Pode conter traços de neomicina, estreptomicina e polimixina B, utilizados durante a produção.

Indicação: A vacina poliomielite é indicada de rotina para todas as crianças menores de 5 anos e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) adota a vacina VIP nas três primeiras doses do primeiro ano de vida (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e a VOP no reforço e campanhas anuais de vacinação.

É recomendada também para viajantes adolescentes e adultos com destino ao Paquistão e ao Afeganistão, onde a poliomielite ainda existe, ou onde há risco para transmissão (principalmente alguns países da África).

OBS: A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) orienta que a VIP seja a vacina de preferência na administração de todas as doses.

Contraindicação: VOP Gestantes e todos os que convivem com esses grupos; pessoas que sofreram anafilaxia após o uso de componentes da fórmula da vacina (em especial os antibióticos neomicina, polimixina e estreptomicina) e pessoas que desenvolveram a pólio vacinal após dose anterior. VIP – História de anafilaxia à dose anterior da vacina, ou a algum de seus componentes, contraindica doses futuras.

    Esquemas de doses:
  • A imunização contra a poliomielite deve ser iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, além dos reforços entre 15 e 18 meses e aos 5 anos de idade.
  • VIP - Na rotina de vacinação infantil: aos 2, 4 e 6 meses, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos de idade. Na rede pública as doses, a partir de um ano de idade, são feitas com VOP.
  • VOP – Na rotina de vacinação infantil nas Unidades Básicas de Saúde, é aplicada uma dose aos 15 meses e aos 4 anos de idade, na rotina e em campanhas de vacinação para crianças de 1 a 4 anos.

Via de aplicação: VOP - Oral e VIP – Intramuscular.

A vacina previne contra a doença diarreica causada pelo rotavírus.

A Vacina Oral Monovalente (VRH1) contém um tipo de rotavírus vivo “enfraquecido”, além de sacarose, adipatodissódico, meio Eagle modificado Dulbecco (DMEM) e água estéril. É disponibilizada de rotina pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), nas Unidades Básicas de Saúde, para crianças de 2 a 8 meses de vida.

Nas clínicas privadas de vacinação, para crianças a partir de 6 semanas a 8 meses de vida está disponível a Vacina oral atenuada pentavalente (VR5) que é composta por cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”, sacarose, citrato de sódio, fosfato de sódio monobásico monoidratado, hidróxido de sódio, polissorbato 80, meios de cultura e traços de soro fetal bovino.

Indicação: Bebês de 6 semanas a 8 meses e 0 dia. A primeira dose deve ser obrigatoriamente aplicada até a idade de 3 meses e 15 dias, e a última dose até os 7 meses e 29 dias.

Contraindicação: Crianças fora da faixa etária citada acima; com deficiências imunológicas por doença ou uso de medicamentos que causam imunossupressão; com alergia grave (urticária disseminada, dificuldade respiratória e choque anafilático) provocada por algum dos componentes da vacina ou por dose anterior da mesma; e com doença do aparelho gastrintestinal ou história prévia de invaginação intestinal.

    Esquema de doses:
  • VRH1 – Para crianças a partir de 6 semanas de idade: em duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas (um mês). Esquema padrão: 2 e 4 meses de idade.
  • VR5 Para crianças a partir de 6 semanas de idade: três doses, com intervalo mínimo de quatro semanas (um mês). Esquema padrão: 2, 4 e 6 meses de idade.
  • Sobre ambas as vacinas A idade máxima para começar a vacinação é 3 meses e 15 dias. Se houver atraso, a imunização não poderá ser feita. Da mesma forma, a idade máxima para a última dose é 7 meses e 29 dias.

Via de aplicação: Oral.

Vacina que previne contra as doenças sarampo, caxumba e rubéola. É uma vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e da caxumba; aminoácidos; albumina humana; sulfato de neomicina; sorbitol e gelatina. Contém também traços de proteína do ovo de galinha usado no processo de fabricação da vacina.

OBS: No Brasil, uma das vacinas utilizadas na rede pública contém traços de lactoalbumina (proteína do leite de vaca).

Pode ser encontrada em Unidades Básicas de Saúde e em clínicas privadas de vacinação

Indicação: Crianças, adolescentes e adultos.

Contraindicação: Gestantes, pessoas com imunodeficiência por doença ou medicação, história prévia de anafilaxia após aplicação de dose anterior da vacina ou a algum componente.

OBS: A maioria das crianças com história de reação anafilática a ovo não tem reações adversas à vacina e, mesmo quando a reação é grave, não há contraindicação ao uso da vacina tríplice viral. Foi demonstrado, em muitos estudos, que pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas com alergia grave, têm risco insignificante de reações anafiláticas. Teste cutâneo não é recomendado, pois não consegue prever se a reação acontecerá. No entanto, é recomendado que estas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente hospitalar ou outro que ofereça condições de atendimento de anafilaxia.

    Esquemas de doses: Todo indivíduo deve ter comprovado em caderneta de vacinação duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade para ser considerado protegido.
  • Para crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam como rotina duas doses: uma aos 12 meses e a segunda quando a criança tiver entre 1 ano e 3 meses e 2 anos de idade, junto com a vacina varicela, podendo ser usadas as vacinas separadas (SCR e varicela) ou a combinada (tetraviral: SCR-V).
  • Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas: duas doses com intervalo de um a dois meses.
  • Na rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a vacinação infantil, a primeira dose desta vacina é aplicada aos 12 meses de idade; e aos 15 meses (quando é utilizada a vacina combinada à vacina varicela [tetraviral: SCR-V]). Também podem se vacinar gratuitamente indivídos até 29 anos (duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias) e indivíduos entre 30 e 49 anos (uma dose).
  • Indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba e rubéola são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.
  • OBS: Eventualmente, em caso de surtos, o Ministério da Saúde (MS) pode realizar campanhas de vacinação para crianças a partir de 6 meses de vida. Esta dose “extra” não substitui as duas doses recomendadas no esquema de vacinação.

Via de aplicação: Subcutânea.

Vacina que previne contra Sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). É uma vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola, da caxumba e da varicela (catapora), lactose anidra, sorbitol, manitol, aminoácidos, traços de neomicina e água para injeção. Contém traços de proteína do ovo de galinha usado no processo de fabricação da vacina.

É encontrada na rede privada, para crianças de 12 meses a 12 anos de idade e nas Unidades Básicas de Saúde, para crianças de 15 meses a 4 anos.

Indicação: Está recomendada para crianças e adolescentes menores de 12 anos em substituição das vacinas tríplice viral (SCR) e varicela, quando a aplicação destas duas for coincidente.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou a vacina SCR-V para a aplicação da segunda dose da vacina SCR e dose única da vacina varicela.

Contraindicação: Gestantes; pessoas imunocomprometidas por doença ou medicação; história de anafilaxia após dose anterior da vacina ou a algum componente.

A maioria das crianças com história de reação anafilática a ovo não tem reações adversas à vacina e, mesmo quando a reação é grave, não há contraindicação ao uso da vacina tríplice viral. Foi demonstrado, em muitos estudos, que pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas com alergia grave, têm risco insignificante de reações anafiláticas, porém é recomendado que estas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente hospitalar ou outro que ofereça condições de atendimento de anafilaxia.

    Esquemas de doses:
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina, com intervalo de três meses: aos 12 meses e entre 15 e 24 meses de idade. Se não for possível usar a quádrupla, é possível substituí-la pela tríplice viral (SCR) e a vacina varicela.
  • Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas: duas doses com intervalo de um mês.
  • O sistema público disponibiliza na rotina duas dose de varicela: na apresentação SCR-V — aplicada aos 15 meses nas crianças que já receberam a primeira dose de tríplice viral — e em formulação isolada, aos 4 anos.

OBS: Indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.

Para ser considerado protegido, todo indivíduo dever ter tomado duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

Via de aplicação: Subcutânea.

Vacina que previne contra a doença varicela, popularmente conhecida como catapora. É uma vacina atenuada que contém em sua composição vírus vivos “enfraquecidos” da varicela, além de gelatina, traços de neomicina, água para injeção. Não contém traços de proteína do ovo de galinha.

Esta vacina pode ser encontrada em clínicas privadas de vacinação, para crianças a partir de 9 meses de vida, adolescentes e adultos e nos Cries - Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, para pessoas com condições específicas de saúde.

Indicação: Recomendada de rotina para crianças a partir de 12 meses (excepcionalmente, em situações de surto, por exemplo, também para crianças menores, a partir de 9 meses) e todas as crianças, adolescentes e adultos suscetíveis (que não tiveram catapora).

Contraindicação: Pessoas com história de anafilaxia causada por qualquer dos componentes da vacina ou após dose anterior, gestantes e pessoas com deficiência do sistema imunológico, seja por doença ou tratamento imunossupressor.

    Esquema de doses:
  • É disponibilizada pelo sistema público de saúde, na rotina, duas doses de varicela: na apresentação SCR-V — aplicada aos 15 meses nas crianças que já receberam a primeira dose de tríplice viral — e em formulação isolada, aos 4 anos.
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina varicela: a primeira aos 12 meses e a seguinte entre 15 e 24 meses de idade. Essas doses coincidem com o esquema de vacinação da vacina SCR e, portanto, o uso da vacina SCR-V pode ser adotado.
  • Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos suscetíveis são indicadas duas doses com intervalo de um a dois meses.
  • Em situação de surto na região de moradia ou na creche/escola, ou ainda quando há um caso de varicela dentro de casa, a vacina pode ser aplicada em bebês a partir de 9 meses – essa dose aplicada antes de 12 meses será desconsiderada no futuro e a criança deverá tomar as duas doses de rotina, conforme já descrito aqui.

Via de aplicação: Subcutânea.

É uma vacina inativada, portanto, não é capaz de causar a doença. Previne contra as doenças Difteria, Tétano e Coqueluche.

Tem em sua composição os toxóides diftérico e tetânico (derivados das toxinas produzidas pelas bactérias causadoras das doenças), e componentes da cápsula da bactéria da coqueluche (Bordetella pertussis), sal de alumínio como adjuvante, fenoxietanol, cloreto de sódio e água para injeção. A quantidade de toxóide diftérico e de componentes pertussis é menor que na vacina infantil (DTPa).

Esta vacina pode ser encontrada em clínicas privadas de vacinação e nas Unidades Básicas de Saúde para gestantes a partir da 20ª semana de gestação e profissionais da Saúde que atuam em maternidades e serviços de atendimento a recém-nascidos.

Indicações: Reforço das vacinas DTPa ou DTPw em crianças a partir de 3 anos de idade, adolescentes e adultos; Gestantes e todas as pessoas que convivem com crianças menores de 2 anos, principalmente bebês menores de 1 ano de idade, incluindo familiares, babás, cuidadores e profissionais da Saúde.

Contraindicação: Pessoas com história de anafilaxia ou sintomas neurológicos causados por algum componente da vacina ou após a administração de dose anterior.

    Esquema de doses:
  • Pode ser usada para a dose de reforço prevista para os 4-5 anos de idade.
  • Recomendada para o reforço na adolescência.
  • Recomendada para os reforços em adultos e idosos.
  • Para crianças com mais de 7 anos, adolescentes e adultos que não tomaram ou sem registro de três doses de vacina contendo o toxoide tetânico anteriormente, recomenda-se uma dose de dTpa seguida de duas ou três doses da dT.
  • As gestantes devem receber uma dose de dTpa, a cada gestação, a partir da 20ª semana de gestação. Se não vacinadas durante a gravidez, devem receber uma dose após o parto, o mais precocemente possível (de preferência ainda na maternidade).

Via de aplicação: Intramuscular.

Vacina que previne as doenças Difteria, tétano, coqueluche e poliomielite na mesma aplicação. É uma vacina inativada, portanto, não causa a doença.

Tem em sua composição os toxoides diftérico e tetânico (derivados das toxinas produzidas pelas bactérias causadoras das doenças), componentes da cápsula da bactéria da coqueluche (Bordetella pertussis), vírus da poliomielite inativados (mortos) tipos 1, 2 e 3, sal de alumínio como adjuvante, 2-fenoxietanol, polissorbato 80, cloreto de sódio e água para injeção. Também pode conter traços de formaldeído, neomicina e polimixina B usados no processo de fabricação.

Esta vacina é encontrada em clínicas privadas de vacinação, para crianças a partir de 3 anos de idade, adolescentes e adultos

    Indicações:
  • Para crianças a partir de 3 ou 4 anos de idade, adolescentes e adultos, para os reforços de seus esquemas de vacinação.
  • Pode substituir as formulações infantis da vacina tríplice bacteriana (DTPa e suas combinações) no reforço de 4 a 5 anos de idade.
  • Para adolescentes e adultos, pode substituir a vacina dTpa e é a alternativa para viajantes com destinos às áreas de risco para poliomielite.
  • Para gestantes, pode substituir a dTpa na indisponibilidade desta vacina ou quando se trata de gestante viajante para área de risco para a poliomielite.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram anafilaxia após uso de componentes da vacina ou dose anterior.

Esquema de doses: Pode substituir qualquer dose de dTpa. Em caso de viagens a locais de risco para a poliomielite, pode ser aplicada mesmo em pessoas que estejam em dia com a dTpa.

Via de aplicação: Intramuscular.

  • Vacina Pentavalente acelular (DTPa-VIP/Hib) — inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP) e a Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que previnem difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite.
  • Vacina Hexavalente acelular (DTPa-VIP-HB/HIb) — inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP), a hepatite B (HB) e a Haemophilus influenzae tipo b (HIb), que previnem difteria, tétano, coqueluche, meningitepor Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B.

São vacinas inativadas, não sendo capazes de causar doença. Possuem em sua composição:

DTPa-VIP/Hib: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado e vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

DTPa-VIP-HB/HIb: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado, vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3 e componente da superfície do vírus da hepatite B. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

Estas vacinas são encontradas apenas em clínicas privadas de vacinação como o HSL.

Indicação: São recomendadas para crianças a partir de 2 meses de idade podendo ser aplicadas até os 7 anos.

Contraindicações: Indivíduos maiores de 7 anos de idade; Crianças que apresentaram encefalopatia nos sete dias seguintes à aplicação anterior de vacina contendo componente pertussis e história de anafilaxia a qualquer componente da vacina.

Esquema de doses: Vacinação rotineira em crianças (aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses), preferir o uso da vacina Pentavalente ou Hexavalente. Para reforço entre 4 e 5 anos de idade, recomenda-se o uso de DTPa ou dTpa-VIP.

Via de aplicação: Intramuscular.

Informações

Telefone: (11) 3394-0200 ou entre em contato pelo e-mail vacinas@hsl.org.br​  e saiba qual a disponibilidade da vacina desejada.


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Rua Dona Adma Jafet, 115 Bloco D - 1º andar - Bela Vista - São Paulo


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Segunda a Sábado, das 8h às 18h, exceto domingos e feriados.

​​* O atendimento é realizado sem a necessidade de agendamento prévio.








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  • Responsável técnica
  • Dra. Maria Zilda de Aquino. CRM (SP): 25.584

Gerente Operacional
Cassia Guerra 

Coordenadora de enfermagem
Lucilene Cova

Enfermeira
Elisangela de Oliveira Camara

Técnica de enfermagem
Ana Paula Nose

Técnica de enfermagem
Jaqueline Souza

Farmacêutica
Isabela Miguez De Almeida



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