Centro de Infectologia

O Centro de Infectologia Hospital Sírio-Libanês, conta com mais de 30 especialistas, além de profissionais de diversas áreas, como enfermagem, nutrição e fisioterapia, entre outras. Trabalhando em todas as áreas de atuação do Hospital Sírio-Libanês, entre elas consultoria e assessoria na área de medicina.

Entre os diferenciais do Centro, destaca-se o tratamento centrado no paciente, tendo como principal objetivo estabelecer a melhor relação médico-paciente, trazendo informações e orientações sobre a doença, promovendo a escolha compartilhada e individualizada do tratamento clínico, com foco em devolver ao paciente o bem-estar e a qualidade de vida.

Onde Estamos:

Rua Dona Adma Jafet, 115 Núcleo de Medicina Avançada Bloco E - 4º andar - Bela Vista - São Paulo

Informações:

Telefone: +55 (11) 3394-5007

Horário de Funcionamento:

Das 8h às 19h

Coordenação:

Conselho Coordenação:

Equipe Médica

  • Adriana Coracini Tonacio de Proenca — CRM: 129578
  • Ana Lucia Lei Munhoz Lima — CRM: 47358
  • Andre Machado Luiz — CRM: 116993
  • Anna Christina Nunes D'ambrosio — CRM: 76019
  • Antonio Carlos Nicodemo — CRM: 28270
  • Apoena de Lima Curi Meserani — CRM: 85321
  • Camila Sunaitis Donini — CRM: 143465
  • Christina Terra Gallafrio Novaes — CRM: 100670
  • Cristhieni Rodrigues — CRM: 79099
  • Dania Abdel Rahman — CRM: 139541
  • David Everson Uip — CRM: 25876
  • Edson Abdala — CRM: 61265
  • Elisabeth Lima Nicodemo — CRM: 28254
  • Esper Georges Kallas — CRM: 67395
  • Fabiana Siroma Callegaro — CRM: 122495
  • Fernanda Justo Descio Bozola — CRM: 138414
  • Gladys Villas Boas do Prado — CRM: 108624
  • Gustavo Leal Dittmar — CRM: 152476
  • Hermes Ryoiti Higashino — CRM: 112060
  • Jessica Fernandes Ramos — CRM: 124622
  • Jorge Luiz Mello Sampaio — CRM: 103822
  • Keilla Mara de Freitas — CRM: 161392
  • Lorena Silva Laborda — CRM: 94873
  • Lucas Chaves Netto — CRM: 139692
  • Marcelo Nobrega Litvoc — CRM: 87974
  • Maria Beatriz Gandra de Souza Dias — CRM: 36584
  • Maura Salaroli de Oliveira — CRM: 100750
  • Max Igor Banks Ferreira Lopes — CRM: 87167
  • Mirian de Freitas Dal Ben Corradi — CRM: 115036
  • Otelo Rigato Junior — CRM: 57775
  • Paola Cappellano Daher — CRM: 83499
  • Ralcyon Francis Azevedo Teixeira — CRM: 120762
  • Rogerio Zeigler — CRM: 75633
  • Silvia Pereira Goulart — CRM: 111978
  • Tania Mara Varejao Strabelli — CRM: 48217
  • Ursula Castelo Branco Teixeira Vieira — CRM: 145398

A Infectologia tem apresentado um grande crescimento da área de atuação, estudos demonstram cientificamente o benefício da atuação dos médicos infectologistas no manejo e tratamento de pacientes graves. A equipe de infectologia do Hospital Sírio-Libanes é formada por profissionais qualificados e capacitados a diagnosticar e tratar as doenças infectocontagiosas, desde as mais comuns e conhecidas, até as doenças mais complexas e raras.

Os coronavírus são a causa de 5 a 10 por centro das infecções do trato respiratório alto adquiridas na comunidade e também tem papel importante quanto à gravidade das manifestações clínicas em crianças e adultos.

Um novo tipo de coronavírus (Covid-19), detectado inicialmente na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, é responsável pela morte de milhares de pessoas em todo o mundo.  Já há casos confirmados no Brasil.

No passado, outros coronavírus causaram síndromes de repercussão na saúde pública. Em 2002 - Síndrome Respiratória Aguda (SARS) e em 2012 - Síndrome Respiratória do Oriente Medio (MERS)

O quadro clínico caracteriza-se por febre, tosse e dificuldade de respirar, sintomas esses comuns a várias outras viroses, daí a dificuldade de se estabelecer o diagnóstico diferencial.

O período de incubação do vírus é de até 14 dias.

A transmissão inicial provável foi o contato de seres humanos com frutos do mar e animais vivos vendidos em um mercado público na província de Hubei. Embora já se conheça, o potencial de transmissão inter-humanos ainda se encontra em investigação.

São considerados casos suspeitos os pacientes com sintomas da doença e que tenham viajado para área de transmissão ativa do vírus ( províncias de Hubei e a província de Guangdong ) nos últimos 14 dias do início da manifestação clínica.

A confirmação do diagnóstico é feita por exames sofisticados de biologia molecular realizados em laboratórios especializados.

Não existe tratamento específico e tampouco vacina preventiva. São utilizados medicamentos sintomáticos e os casos mais graves devem ser encaminhados aos serviços de saúde.

A taxa de mortalidade ainda não é conhecida.

A prevenção é feita através de medidas de higiene habitual : evitar aglomerações e contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos antes e depois das refeições e, especialmente, após contato direto com doentes; evitar a transmissão através da tosse e do espirro praticando a "etiqueta da tosse" ou seja, usar lenços de papel descartáveis para cobrir o nariz e aboca lavando as mãos logo em seguida.

Até o momento, não há restrições para viagens internacionais.

Fonte: Dr. David Uip - CRM: 25876

Diretor do Centro de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês

Sarampo é uma doença muito contagiosa que ocorre em todo o mundo.

As principais características clínicas são: febre alta, mal estar geral, tosse, coriza e conjuntivite. Após alguns dias, surge um vermelhidão por todo o corpo.

Um fato relevante, que atesta a alta contagiosidade do Sarampo, é que após o contato, 90% dos indivíduos suscetíveis desenvolvem a doença.

O período de contagiosidade estimado é de cinco dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após

São diversas as síndromes causadas pelo vírus do Sarampo, destacando-se:

  • - Sarampo clássico;
  • - Quadro clínico modificado, por imunização incompleta;
  • - Síndrome Neurológica, do tipo panencefalite esclerosante e encefalomielite;
  • - Complicações bacterianas, destacando-se a encefalite e a pneumonia;

O período de incubação do Sarampo clássico varia de 6 a 21 dias e se inicia após o vírus entrar nas conjuntivas ou mucosa respiratória. O período de contagiosidade estimado é de cinco dias antes e quatro dias após o aparecimento do exantema.

A fase prodrômica persiste de 2 a 8 dias. É definida pelo surgimento de febre, mal estar, anorexia, conjuntivite, coriza e tosse. A febre pode ultrapassar os 40 graus. A severidade da conjuntivite pode ser caracterizada por intenso lacrimejamento e fotofobia.

Após 48 horas do exantema o paciente pode apresentar enantema, caracterizado por manchas de Koplik - elevações eritematosas da mucosa oral, atingindo o restante da boca e lábios. Essas manchas permanecem por 12 a 72 horas e auxiliam no diagnóstico clínico da doença.

O exantema do Sarampo aparece aproximadamente 2 a 4 dias após o período da febre e consiste em lesões eritematosas, maculopapulares, iniciando-se na face e distribuindo-se na direção crânio-caudal, de forma centrífuga. As palmas das mãos e as plantas dos pés raramente são envolvidas. Nos casos mais severos podem surgir petéquias e, na sequência sinais de hemorragia.

Outros sinais clínicos do sarampo incluem: febre alta, aumento do tamanho e número de gânglios, sinais e sintomas respiratórios, destacando-se faringite e conjuntivite.

A melhora clínica inicia-se 48 horas após o aparecimento do exantema, ocorrendo , muitas vezes, descamação da pele nas áreas mais afetadas.

As complicações podem ocorrer em mais de 30% dos casos. A mais comum é a diarréia. As mortes são causadas por complicações respiratórias e neurológicas.

Nos países em desenvolvimento as complicações são mais frequentes e os casos fatais giram em torno de 4-10%.

Há aumento do risco de complicações em pacientes imunecomprometidos, mulheres grávidas, em indivíduos com deficiência de vitamina A ou de outros elementos nutricionais e em extremos de idade.

O diagnóstico clínico de Sarampo deve ser cogitado em pacientes febris, com exantema e sinais diversos como tosse, coriza e conjuntivite.

Adicionalmente, o diagnóstico laboratorial baseia-se em pelo menos um dos seguintes exames: positividade sorológica do anticorpo IgM, aumento significativo do anticorpo da classe IgG,em amostras paradas, colhidas com intervalo de tempo não inferior a duas semanas, isolamento do vírus em cultura ou detecção do RNA viral por reação de polimerase reversa.

O diagnóstico diferencial deve ser feito de acordo com a fase da doença destacando-se: Dengue, infeções respiratórias comuns, , Roséola , Eritema infeccioso, reação alégica a medicamentos e a diversos outros processos infecciosos.

Não há medicamentos específicos para o tratamento do Sarampo. Quando é necessário faz-se através de medidas de suporte ,uso de medicamentos sintomáticos e quando necessário, pela gravidade, promove-se internações em Unidades de Terapia Intensiva. A Vitamina A é indicada nos caso de hipovitaminose específica, mais frequente em crianças.

Alguns especialistas recomendam o uso da Ribavirina- anti-viral - em pacientes com pneumonia causada pelo vírus do Sarampo em crianças com menos de 12 meses de idade, ou acima dessa idade, que necessitam de suporte respiratório mecânico e em pacientes com imunodepressão severa. A imunização é a melhor forma de prevenção do Sarampo em crianças e adolescentes. A vacina utilizada protege contra o Sarampo, Caxumba e Rubeola (MMR).

Em situações normais a vacina está recomendada a crianças =/> 12 meses de idade. Em locais onde existe risco ou aumento do número de casos de Sarampo, as crianças devem ser imunizadas a partir de 6 meses. A segunda é indicada aos 15 meses de idade

A vacina é de vírus vivo atenuado, administrada por via subcutânea. Apresenta as seguintes contra indicações: alergia previa aos componentes da vacina (ovo, gelatina), gravidez e imunodeficiência grave.

Adultos que não sabem ou não foram vacinados recomenda-se duas doses de vacinas com intervalo de 28 dias. Adultos nascidos antes de 1957, habitualmente estão protegidos, pois tiveram Sarampo A despeito das campanhas atuais que objetivam aumentar o número de imunizados, sente-se clara e inadmissível relutância em atender ao chamado público por parte da população.

As consequências são individuais - aumento do número de casos, das internações e das mortes e coletivos - aumento da população exposta e do custo público.

A decisão de não vacinar não encontra respaldo na literatura médica e científica.

O vírus da hepatite B é da família dos hepadnavírus e é considerado hoje um problema global de saúde pública.

Estima-se que aproximadamente 2 bilhões de pessoas no mundo apresentem evidências passada ou presente de infecção pelo vírus B da Hepatite.

Quase 250 milhões são carreadores crônicos do vírus. A prevalência estimada na América do Sul encontra-se entre 2 à 7%. No Brasil, 1% a 1,5%.

A progressão da doença aguda para crônica varia com a idade, atingindo 90% no período peri-natal, 20%-50% entre 1 e 5 anos e menos de 5% em adultos.

O diagnóstico de infecção crônica é baseado na persistência do antígeno de superfície (HBsAg) por um período superior a seis meses.

As formas mais comuns de transmissão do vírus B são materno-fetal, sexual e, através, do uso de seringas e agulhas contaminadas. Há ainda a o risco da contaminação nosocomial, ou de paciente a paciente ou do paciente ao profissional da área de saúde, via instrumental ou de forma acidental, pela picada da agulha.

É possível a transmissão horizontal através do contato inadequado do sangue e fluídos sanguíneos do pai com o filho e deve ser comprovada pela análise genética e filogenética do vírus.

A vacinação, pré-exposição, contra o vírus da hepatite B é a melhor forma de previnir a infecção pelo vírus. A vacinação universal em recém-nascidos é recomendada na maioria dos países. Deve ser administrada ainda a todas as pessoas que não tiveram contato com o vírus (soro-negativos) especialmente, aqueles com grande exposição ou considerados imunodeficientes por qualquer causa.

A profilaxia pós exposição deve ser considerada para os indivíduos que tiveram exposição e potencialmente podem transmitir o vírus. São incluídas a exposição percutânea ou de mucosas ao sangue ou secreções infectadas.

Para reduzir a transmissão materno-fetal, filhos de mães soro-positivas deverão receber imunização passiva e ativa (vacina e imune globulina específica). Adicionalmente, ministrar drogas anti-virais em mães com alta quantificação do vírus no sangue.

A decisão para iniciar o tratamento é primariamente baseada na presença ou ausência de cirrose hepática, níveis alterados das enzimas hepáticas e da quantificação do vírus no sangue.

O objetivo principal do tratamento é a supressão do vírus. Os agentes anti-virais para o tratamento da hepatite crônica incluem o Peg-interferon, os análogos nucleosídeos - entecavir e tenofovir.

Muitos pacientes que recebem análogos nucleosídeos são tratados por um período de 4 a 5 anos ou por um tempo indefinido.

Pacientes diagnosticados com hepatite crônica pelo vírus B devem ser aconselhados a previnir o agravamento da doença, evitando o uso de bebidas alcólicas e vacinando-se contra a Hepatite A.

A gonorreia é uma infecção causada por uma bactéria - cocos gram-negativo, de transmissão sexual, de importância mundial, estimando-se que nos Estados Unidos são reportados mais de 350.000 casos por ano e um outro tanto semelhante se quer é notificado.

É a maior causa de uretrite no homem e cervicite na mulher, na qual pode evoluir para doença inflamatória pélvica, infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. A Neisseria gonorrhoeae pode ser invasiva e causar doença sistêmica do tipo endocardite e meningite.

Adicionalmente, o gonococos pode ser transmitido de mãe para filho na proporção de 30% `a 50%, culminando com quadros clínicos importantes como a conjuntivite neonatal, faringite, artrite e doença disseminada.

As formas extra-genitais, sintomáticas ou não, incluem: faringe, reto e conjuntivas. Algumas vezes a transmissão dessas apresentações clínicas não ocorrem por via sexual.

No sexo masculino, a doença ano-retal gonocócica é mais comum em homens que fazem sexo com homens(HSM). Em um estudo multi-cêntrico com a participação de mais de 11.000 HSM, 1.100 apresentaram exame positivo para N.gonorrhoeae; em outras pesquisas as o diagnóstico ocorreu em mais de 40% dos investigados. Essas observações são coerentes com os achados de aumento em 3 vezes do risco da contaminação pelo vírus da AIDS em HSH com doença retal gonocócica.

A doença gonocócica disseminada ocorre em 0,5 `a 5% dos pacientes infectados. Fatores de defesa do hospedeiro e microbianos podem ser os responsáveis pela disseminação.

A sistematização da bactéria determina duas síndromes: a artrite purulenta e a tríade - tendo-sinovite, dermatite e poli-artralgia. Outras manifestações generalizadas incluem a endocardite, meningite e osteomielite.

O teste de amplificação do ácido nucleico (NAAT) é o preferido para o diagnóstico da infecção gonocócica ano-genital, urinária e faringea.

Desde que se estabeleceu, em saúde publica, a falência da erradicação do gonococos é desejável que o tratamento atinja eficácia superior a 95%. A vigilância mundial `aN.gonorrhoae demonstrou aumento da sua resistência a múltiplas classes de antimicrobianos, incluindo as penicilinas, tetraciclinas, macrolideos e fluoroquinolonas. A recomendação atual, a despeito da menor sensibilidade anti-microbiana é na sequência: ceftriaxone, azitromicina e tetraciclina.

O tratamento dos parceiros sexuais é essencial para prevenir as re-infecções e controlar a disseminação da N.gonorrhoae.

A AIDS foi reconhecida entre homossexuais masculinos, nos Estados Unidos, em 1981. Após três décadas, tornou-se a pior epidemia do século vinte, matando mais de 35 milhões de pessoas. Estudos moleculares filogenéticos indicam que o HIV estava presente na África, em populações localizadas, desde o início dos anos de 1900.

O otimismo inicial que se seguiu após a descoberta do HIV, o desenvolvimento de testes diagnósticos, a profilaxia das infecções oportunísticas, a identificação da eficácia das drogas antivirais e a prevenção da transmissão materno-fetal têm-se contraposto a magnitude da pandemia mundial. A disseminação continuada em novas áreas e a consolidação em vários outros locais culminam em um cenário desalentador.

A disseminação da doença é alarmante em alguns continentes, especialmente na África sub-Sahariana, no sudeste da Asia e continua expressiva no leste da Europa, America Latina e Caribe.

No final de 2015, as estatísticas relatadas eram as seguintes:

  • - 36,7 milhões de crianças e adultos vivendo com HIV/AIDS
  • - 2,1 milhões novos infectados em 2015
  • - 1,1 milhão de mortos em 2015
  • - 3,3 milhões de crianças vivendo com HIV/AIDS

Na America Latina estima-se que 2 milhões de pessoas estejam contaminadas, dessas, 3/4 no Brasil, Colombia. Mexico e Venezuela. Na Jamaica, avalia-se que 30% dos homens que fazem sexo com homens estejam infectados.

As principais formas de transmissão são a sexual, a parenteral, especialmente, em usuários de drogas ilícitas e a perinatal. Em alguns lugares do mundo, a despeito do acesso ao diagnóstico e a medicamentos, cada vez mais efetivos, a população de homens que fazem sexo com homens é 19 vezes mais infectada, quando comparada a outros grupos de pacientes contaminados pelo HIV. Nos EUA, 68% dos novos casos encontram-se nessa condição.

A introdução da terapia antirretroviral impactou na epidemiologia do HIV, não só no aumento e na melhor qualidade de vida, como na diminuição da transmissão, pela menor circulação do vírus, evitando novas contaminações. Até o final de 2015, o tratamento beneficiou mais de 17 milhões de pessoas em todo o mundo. Mas, os desafios ainda são inúmeros, alguns transformando-se em metas até 2020, segundo os órgãos mundiais de saúde. Os três principais são:

  • - 90% das pessoas vivendo com HIV conhecerão sua condição de soro-positivos
  • - 90% das pessoas diagnosticadas receberão terapêutica antirretroviral.
  • - 90% das pessoas recebendo a terapêutica antirretroviral terão supressão viral

Na verdade, o que pesquisadores, profissionais da saúde e pacientes anseiam é a incorporação de uma vacina à prevenção e a descoberta de novos medicamentos mais eficazes, com menos efeitos adversos, para todos.

As arboviroses são definidas por um conjunto de doenças virais transmitidas por vetores. Têm se tornado importantes e frequentes preocupações em diversas regiões do mundo motivadas por desmatamentos pouco criteriosos, reflorestamentos, muitas vezes, não planejados, crescente dispersão territorial, falta de saneamento básico, alternâncias climáticas e a necessidade de ações de prevenção e controle cada vez mais complexas.

A definição das arboviroses deve-se ao fato de seu ciclo replicativo ocorrer nos insetos, sendo necessário que tenha a capacidade de infectar vertebrados e invertebrados.

A partir da disseminação do vírus no sangue em um hospedeiro vertebrado por período suficiente, possibilita-se a infecção do hospedeiro invertebrado, através da infecção na glândula salivar do inseto e , na sequência, viabiliza-se a contaminação de outros hospedeiros vertebrados. Dessa forna, os arbovírus causam doenças em humanos e outros animais.

Embora haja mais de 500 espécies de arbovirus, quatro apresentam maior circulação em São Paulo: o Dengue, o Chikungunya, o Zika e o Febre Amarela.

É impressionante a capacidade de adaptação desses vírus e a possibilidade de se estabelecerem em outras áreas. Os impactos da co-circulação viral, ainda não bem conhecidos, a intensidade das viremias, a resposta do sistema imune a múltiplas agressões, demandam estudos científicos cada vez mais aprofundados.

Portanto, quatro fatores associados são responsáveis pela transmissão de doenças através de vetores: a resposta do hospedeiro, o comportamento do vetor, o grau de imunidade do indivíduo a macro e micro ecologia.

Os sinais e sintomas relacionados com estas quarto viroses são bastante semelhantes, dificultando o diagnóstico específico dessas doenças. Muitas vezes, são necessários exames laboratoriais para a definição do agente etiológico, como esperado, o número de casos e graves e óbitos , nas formas sintomáticas, são expressivos na Febre Amarela, a despeito dos avanços do conhecimento, novas conquistas na tentativa da sustentação da vida, e até a realização de transplante de órgãos. Por sua vez, a Dengue, muitas vezes assintomática, nas suas forma graves,pode evoluir para choque hemorrágico e morte. Além disso, as associações do Zika com diversas síndromes e com a transmissão vertical têm sido motivo de preocupação de toda a sociedade. O Chkungunya, muitas vezes, de pouca expressão clínica aguda, pode avançar para quadros crônicos poli-artrágicos, debilitantes, necessitando de acampamento clínico constante.

A análise retrospectiva dessas arborviroses e as suas diversas implicações, que ultrapassam o indivíduo, atingindo a população e todo o sistema de saúde, obrigam que a autoridade sanitária municipal, dentro do pacto federativo, adote medidas imediatas para o controle de vetores, com a eliminação dos focos certificando a importância das medidas de manejo ambiental para o sucesso de toda a operação.

É evidente que no caso da Febre Amarela a barreira imposta pela vacina, a continua e altas taxas de cobertura vacinal constituem o principal método para previnir e controlar a doença.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, dentro do que está pactuado com o Governo do Estado e com o Ministério da Saúde, apresentará o seu Plano de Contingência, multi-profisional, multi-disciplinar e multi-setorial que envolverá as diversas Secretarias Municipais, seus Secretários, inclusive o Prefeito Bruno Covas.

As arboviroses não estão de volta, pois nunca nos abandonaram - David Uip

A infecção pelo vírus Varicela-Zoster causa duas formas de doenças clínicas distintas: Varicela, também conhecida como catapora e Herpes Zoster, que os antigos chamavam de "cobreiro".

A manifestação primária da catapora caracteriza-se por vesículas disseminadas por todo o corpo. Após a resolução clínica, segue-se a forma latente, que quando reativada leva ao Herpes Zoster.

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos estima que aproximadamente 30% das pessoas apresentem Zoster durante a vida. A incidência aumenta com a idade, devido ao declínio da imunidade celular específica.

A idade é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de Zoster, em especial após os 50 anos. Outros fatores associados incluem as doenças malignas, desordens da imunidade mediada por célula, pacientes HIV positivos, transplantados de órgãos e pacientes com doenças crônicas do fígado e dos rins e as moléstias auto-imunes.

Aproximadamente, de 1 - 4% dos indivíduos podem apresentar um segundo episódio de Herpes Zoster, sendo mais comum em pacientes imunodeprimidos.

Pessoas com Herpes Zoster podem disseminar o vírus Varicela-Zoster, para aqueles que não tiveram varicela (catapora) ou os que nunca receberam a vacina. O vírus se dissemina através do contato direto com lesões ativas. As lesões são consideradas infecciosas até que se transformem em crostas. Há ainda, embora menos frequente, a transmissão pelo ar.

As manifestações clínicas do Herpes Zoster incluem: vesículas acompanhando um ou, menos frequentemente, dois ou mais trajetos vizinhos da derme e neurite aguda.

Em ocasiões raras, pacientes imunocompetentes podem apresentar Zoster ocular ou neurológico, consideradas formas graves que necessitam de medicamentos anti-virais, por via venosa e por tempo prolongado.

O tratamento com drogas anti-virais específicas diminui a duração e a severidade da neurite aguda. No entanto, não é claro se minimizam o risco da neurite pós-herpética.

A neuralgia pós-herpética é definida quando a dor persiste por um período superior a 4 meses , as vezes perdurando por mais de um ano. Não existe analgesia adjuvante competente, mesmo utilizando-se gabapentina, anti-depressivos tricíclicos ou glucocorticóides.

A vacina para Herpes Zoster diminui o risco de desenvolver a doença, bem como o surgimento da neuralgia pós-herpética, especialmente em pessoas com mais de 50 anos de idade. A vacina é contra indicada em pacientes com alto grau de imunodepressão, reação anafilática a gelatina e a neomicina e em mulheres grávidas.