Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

RÁDIO JOVEM PAN 620 AM/SÃO PAULO | JORNAL JOVEM PAN
Data Veiculação: 31/08/2021 às 15h15

Quinze horas e dezesseis minutos estado de são paulo confirmou hoje a primeira morte pela variante delta da Covid19 há uma variante que tem preocupado no mundo todo o que já levou inclusive alguns retrocessos em determinadas flexibilizações em outros países levando a novas ondas de contaminação é que são paulo se fala no monitoramento desses casos todos mas há uma preocupação sem dúvida alguma mesmo com o avanço da vacinação e ernani cox vai trazer mais informações pra gente ela tem um convidado na batard é isso boa tarde denise batard pra todo mundo que acompanha o jovem pan olha denise de acordo com a secretaria municipal de piracicaba que foi onde foi confirmada essa morte a vítima é uma mulher de setenta e quatro anos com comorbidades que já tinha sido vacinada com duas doses da corona wágner de vacina contra a convide então sobre esse assunto a gente conversa com o doutor reis que é diretor de ensino e pesquisa do hospital sírio libanês doutor eu já até começo perguntando pro senhor é pensando na que a vítima ela tinha estas duas doses da corona hvac já recebidas uma terceira dose então que já tá sendo discutirei aqui em são paulo deve começar no dia seis de setembro pode é evitar uma eventual alta de casos por causa da variante delta lala boa tarde a todos fazer falar com vocês é muito importante gente entender que a as vacinas como um todo elas continuam apresentando eficácia e efetividade contra a variante delta a os trabalhos mostram que de fato à para algumas das plataformas em especial as vacinas de vírus inativado que desde o início nós sabíamos que era uma vacina que apesar de muito segura a tecnologia bastante dominada ela não consegue estimular o sistema imune nos mesmos níveis de que vacinas mais modernas tecnologias mais modernas em paralelo a isso a gente também sabe que nos pacientes mais idosos existe um fenômeno chamado imunossenescência sistema imune não responde com o mesmo o mesmo rigor de o organismo de um indivíduo mais jovem por tanto para indivíduos mais idosos que tomaram vacina indivíduos inativado corona vac uma terceira dose a pode nos ajudar assim a elevar o nível das respostas tanto moral ou celular tudo de anticorpos de células melhorando a proteção desse indivíduos contra a variante delta que de fato ela é uma variante com maior poder de infectividade ela infecta mais pessoas animais eficiente na infecção de pessoas agora doutor luiz seis nós temos casos no exterior de pessoas que é de de programas que utilizar outras vacinas que agora também estão recomendando uma terceira dose que seria para assegurar uma proteção ainda maior e tem essa questão específica da variante delta quer parece furar o cerco com mais facilidade né olha é existem dados bastante robustos na literatura mostrando que para para outras a plataformas de vacina como por exemplo as vacinas de vetores virais no brasil a foram utilizadas astrazeneca e jansen e pelas vacinas jerry enorme sager no brasil foi usada a vacina da faixa essa capacidade da delta de evadir o sistema imune de causar infecção mesmo nos indivíduos a com duas doses essas cenas ou no caso da jansen uma dose única essa quebra da proteção foi da ordem de cinco a sete por cento acho muito importante a gente lembrar que é vacina ainda é um bem escasso o brasil tem uma percentagem da população à completamente protegida com as duas doses ou dose única que ainda gira na ordem de vinte e oito vinte e nove por cento já tenha avançado a com quase dois milhões de dólares ao tio que é muito bom mas ainda deixa uma parcela muito grande da população desprotegida não acho que a gente tem que entender muito bem qual é a população que de fato merece uma terceira dose para completar o sistema de proteção e quando a gente vai discutir uma seria um buster não há uma terceira dose mais buster para aumentar a proteção da população de um modo geral eu acho que aqui tem uma escolha que é muito importante gente entender com base na circulação da variante delta e com base no percentual da população completamente vacinada agora do nós estamos avançando muito com a vacinação agora perdeu na terra faixa etária menor a partir dos doze anos e a vacina autorizada é a de fazer que o senhor disse que poderia oferecer uma proteção maior e aí se pensa nesse reforço exatamente com essas vacinas que seria da fazer ou da astrazeneca enquanto isso não acontece a gente vive o risco de o avanço da delta será acha que ela pode ultrapassar a gama desse estágio de complicação novamente o que nós estamos tendo a vacinação todo mundo tá comemorando com percentual grande da população tem a primeira dose pelo menos não é como se isso déficit desse aval para essa flexibilização toda que a gente está vendo sorveu um risco potencial para o brasil por essa estratégia que está sendo adotada e eu me preocupa e celebrarmos de uma maneira exagerada a primeira dose a primeira dose é insuficiente já era insuficiente para as variantes que estavam circulando e ela é claramente insuficiente para a variante delta tão nós precisamos aumentar a taxa da população com o esquema completo de vacinação nesse momento me parece que é acreditar uma falsa segurança a esse percentual de quase sessenta e três por cento da população com uma dose me parece prematuro é uma dose da vacina fazer a assembléia única ou corona vacth não é suficiente para proteção contra a variante del flexible é flexibilizar nesse um mês com base numa população com uma dose de vacina me parece precipitado e acho que a gente deve manter o rigor no uso de máscaras distanciamento porque é até que a gente tem uma cobertura vacinal mais significativa é o risco de novas variantes vão persistir e se me permite mais um comentário é muito importante gente entender isso de uma maneira global é como eu disse vacina ainda é um bem escasso enquanto houver áreas de população no mundo não protegidas novas variantes surgiram dessas áreas e as variantes viajam com a mesma velocidade que a gente viaja hoje portanto é a gente precisa tomar muito cuidado ao celebrar é essa margem de a vacinação da população brasileira precisamos aumentar a cobertura da população com duas doses a o sistema a programa completo de vacinação doutor em cima estão até uma questão que o ms acaba até reforçando o mundo não está seguro até que todos estejam protegidos e com essas duas doses e a gente tem essa discussão não só aqui no brasil como em outros lugares de começar com a terceira dose enquanto como senhor disse a gente tem em si as a vacina como bem escasso e ainda tem uma grande parte da população que tenho só a primeira dose então minha pergunta é nesse momento que a gente tá é um momento de já pensar nessa terceira dose enquanto ainda tem uma grande parte da população ou o ideal seria realmente forçar é não forçar né mais intensificar os esforços para procurar essas pessoas que tão com a segunda dose atrasada eu acho que nós precisamos muito reforçar a necessidade de completar o esquema vacinal na maior percentual possível da população completar o esquema de vacinação existem evidências de que para uma população específicas tão falando que de idosos e de imunossuprimidos que tomaram uma vacina de uma tecnologia de vírus inativado uma terceira dose é importante para proteção desta população portanto eu acho que a gente precisa é tomar muito cuidado é no que que nós queremos e eu entendo que é prioritário uma ampla cobertura vacinal com duas doses das vacinas necessárias duas doses ou uma dose no caso da batida de uma dose para que a gente aumente a população protegida em paralelo a isso a manutenção dos padrões e distanciamento social uso de máscaras higiene das mãos é fundamental para que a gente consiga conter o espalhamento da variante delta então eu acho que são estratégias complementares ou não acho que a gente está numa posição de fazer escolhas na fusão de fazer estratégias complementares duas doses para quem precisa das duas doses e talvez terceira dose para esse grupo específico a de idosos vamos suprimidos pelo menos é o que as evidências apontam neste momento agricultor na última questão é que pra gente já finalizar a delta lá se começou nela o primeiro caso foi identificado aqui há quase dois meses e agora de esteve essa confirmação da primeira morte pensando aqui no estado de são paulo o governo tem reforçado muito que a delta não é predominante ainda que a gama é predominante não queria saber se do ponto de vista dos pontos de vista mais médico se está este espaçamento aí de dois meses entre o primeiro caso e a primeira morte se pode aí ser considerado como um lento avanço da variante aqui no território é paulista é eu confesso sim que é muita gente se discutiu sobre a nocividade de avanço da delta seria maior ou menor é alguma instrução de facto surpreendidas talvez com uma velocidade talvez não esperada é da substituição da variante gama pela variante delta é o fato é que a variante delta vem crescendo na população como todos os números indicam isso é acho que ele ser mais ou menos rápido a gente pode comparar a relação a gama versos outras variantes que circulavam pelo mundo eu acho que o importante é a gente ter a noção de que a variante belga é assim mais infecciosa e que nós precisamos estar preparados para o avanço dessa variante que a variante circula agora que vai acabar substituindo cal temos que ter uma ampla cobertura vacinal duas doses para todo mundo a terceira dose para quem eventualmente cair nestes grupos de risco e não abandonar as estratégias de controle distanciamento o uso de máscaras essa é a arma que o tite tem para combater e saí da chapada ali bom então é essas foram as palavras a explicando um pouquinho sobre a delta do é doutor luiz reis que é diretor de ensino e pesquisa do sírio libanês doutor agradeço a disponibilidade e atenção aqui com a jovem pan eu que agradeço muito obrigado estou sempre à disposição é excelente e quinze horas e vinte minutos andando rápido intervalo é que porque muito mais informação continua emocional já vem já joguei bola nervoso.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 31/08/2021 às 06h00

Um medicamento de custo barato — cerca de 2 euros (R$ 12) — e amplamente utilizado para tratar doenças cardiovasculares pode ser uma nova opção terapêutica contra o novo coronavírus. Pesquisadores europeus observaram, em um estudo clínico, que a droga metoprolol ajuda a tratar problemas pulmonares em pacientes com a forma grave da covid-19. Os resultados publicados no periódico especializado Journal of the American College of Cardiology (JACC) são preliminares, pois foram observados em um grupo pequeno de doentes, mas os responsáveis pela descoberta estão animados com o efeito e pretendem, como próximo passo da pesquisa, avaliar o desempenho da droga em um grupo maior de pacientes. No artigo, os cientistas explicam que a forma mais grave da covid-19 gera insuficiência respiratória grave, um problema que requer intubação e está associado a uma alta taxa de mortalidade. “A infecção pulmonar desencadeada pelo vírus Sars-CoV-2 pode progredir para a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), na qual a inflamação e a hiperativação de neutrófilos (células de defesa) desempenham um papel central. Atualmente, há uma falta de terapias para a SDRA associada a covid-19”, escrevem. A equipe saiu em busca de alguma droga que pudesse ajudar esses pacientes, e, entre diversos medicamentos, escolheu o metoprolol. Estudos anteriores indicaram que esse remédio é uma boa opção para regular a ativação exagerada de neutrófilos em situações de estresse agudo, como um infarto do miocárdio. Para avaliar se isso funcionaria em caso de infecção pelo Sars-CoV-2, os cientistas testaram a droga em um grupo de 20 pessoas intubadas em função da covid-19. Parte dos pacientes recebeu, de forma intravenosa, 15mg da droga por dia, durante 3 dias. O grupo controle recebeu soro. Os especialistas analisaram secreções presentes no interior do pulmão dos pacientes antes e após o tratamento. Observaram que aqueles que receberam a terapia experimental apresentaram melhora na hiperativação dos neutrófilos e na oxigenação, quando comparados ao grupo controle. “Ficou claro que, entre os pacientes tratados com metoprolol, foram necessários menos dias em ventilação mecânica e, portanto, uma estadia mais curta na UTI”, detalha, em comunicado, Arnoldo Santos, intensivista do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares Carlos III, na Espanha, e um dos autores do estudo. A equipe destaca que o estudo é inicial, mas que os dados são promissores. “Embora precisemos ser cautelosos com resultados de um ensaio piloto, observamos que o tratamento com metoprolol, nesse ambiente clínico, é seguro, está associado a uma melhora na saúde pulmonar e parece levar a melhorias rápidas na oxigenação do paciente”, afirma Borja Ibañes, também autor do estudo. “Esse medicamento parece ser uma intervenção promissora, que pode melhorar o prognóstico de pacientes com covid-19 gravemente enfermos”, acrescenta. Segurança Os responsáveis pela pesquisa também enfatizam que o metoprolol é um remédio seguro e barato, além de já estar disponível aos médicos. A próxima etapa do estudo é avaliar se os efeitos do tratamento experimental se repetem em um número maior de pacientes. “Conseguimos auxílio financeiro e, agora, vamos para um ensaio com cerca de 350 pacientes, em 14 UTIs em toda a Espanha”, adiantam os autores. Thiago Fuscaldi, pneumologista e intensivista do Hospital Sírio- Libanês em Brasília, avalia que a pesquisa traz dados importantes, que merecem ser avaliados em uma amostra maior. “Uma análise com apenas 20 pacientes pode gerar riscos de coincidências, é difícil dar garantias de que a melhora aconteceu por causa da droga testada ou por outros medicamentos usados na UTI, como os corticoides, que também foram administrados durante os testes”, justifica “Ainda assim, os dados de melhora foram muito expressivos. É possível que essa pesquisa inicial abra as portas para o uso de mais uma droga no tratamento de casos graves da enfermidade caso isso se repita em uma análise maior.” O médico brasileiro acredita que a escolha pela droga metoprolol se justifica por estudos anteriores em que ela foi usada para o tratamento da sepse, uma inflamação grave. “Algumas pesquisas feitas para tratar essa enfermidade com esse remédio demonstraram dados positivos, mas tudo foi meio nebuloso, ficou difícil dizer se existiu realmente uma melhora. Por isso, a ideia desses pesquisadores em testá-la para outra infecção, como a covid-19”, afirma. Fuscaldi ressalta ainda que o surgimento de mais opções terapêuticas para tratar a forma grave da covid é extremamente bem-vindo. “Já temos algumas opções, mas ainda são poucas, como os corticoides, o remdesivir e o tocilizumab, todos aprovados pelo FDA, nos Estados Unidos. É importante termos outras alternativas para ajudar esses pacientes.” Nova cepapreocupa Uma nova variante do Sars-CoV-2 identificada na África do Sul preocupa especialistas. Chamada de C.1.2, a recente cepa teve uma taxa muito alta de transmissibilidade em análises laboratoriais e, por isso, teme-se um escape da variante aos efeitos das vacinas disponíveis. Cientistas ponderam que novos estudos mostrarão o comportamento dessa variante. A C.1.2. é derivada da linhagem C.1, que foi dominante nos casos de covid-19 registrados no país no meio da primeira onda da pandemia, em 2020. Ela foi registrada, pela primeira vez, em maio, nas províncias e Mpumalanga e Gauteng, em Joanesburgo e Pretória. A descoberta foi anunciada por um grupo de cientistas sul-africanos em um artigo publicado na plataforma de estudos científicos MedRxiv, sem revisão de pares. Proteção menor As vacinas contra a covid-19 induzem a produção de anticorpos protetores em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, mas em uma quantidade menor do que a em imunizados saudáveis, mostra um estudo publicado na última edição da revista especializada Annals of Internal Medicine. O trabalho sinaliza a necessidade de uma dose de reforço nesses indivíduos, defendem os autores. Eles avaliaram 133 pacientes que tomavam medicamentos imunossupressores para tratar doenças inflamatórias crônicas, como a artrite reumatoide, e 53 pessoas saudáveis (grupo controle). Foram colhidas amostras sanguíneas de todos os participantes duas semanas antes de eles receberem a primeira dose da vacina da Pfizer ou da Moderna. O procedimento foi repetido três semanas após a inoculação da segunda dose dos fármacos protetivos. Todos os avaliados saudáveis e 88,7% dos imunossuprimidos produziram anticorpos contra o vírus que causa a covid-19. No entanto, os níveis das células de defesa no segundo grupo equivaleu a um terço do nível detectado no primeiro. Para os cientistas, a constatação de uma resposta imune em pessoas com sistema imunológico comprometido, mesmo que não seja tão forte, é uma notícia encorajadora. “Alguns de nossos pacientes têm hesitado em ser vacinados, o que é lamentável (...) Muitos deles estão preocupados que a vacinação possa causar um agravamento da doença, mas não vimos isso acontecer. Há claramente um benefício para essa população”, enfatiza, em comunicado, Alfred Kim, pesquisador da Universidade de Washington e um dos autores. Professor de patologia e imunologia da mesma universidade e também participante do estudo, Ali Ellebedy lembra que ainda não se sabe qual é o nível mínimo de anticorpos necessários para evitar a infecção. Por isso, segundo ela, os dados indicam a importância de reforçar a proteção em imunossuprimidos. “É essa incerteza que justifica a necessidade de uma terceira dose, especialmente porque temos essas variantes altamente infecciosas, capazes de causar infecções invasivas mesmo entre pessoas saudáveis.”

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 31/08/2021 às 03h00

Nova aposta para tratar a covid grave Administrado durante três dias, remédio para doenças cardiovascuLares reduz a demanda por ventilação mecânica em pesquisa com 20 pacientes. Preço da droga, cerca de R$ 12, também chama a atenção. Cientistas da Espanha planejam novo ensaio com 350 voluntários Um medicamento de custo barato — cerca de 2 euros (R$ 12) —e amplamente utilizado para tratar doenças cardiovasculares pode ser uma nova opção terapêutica contra o novo coronavírus. Pesquisadores europeus observaram, em um estudo clínico, que a droga metoprolol ajuda a tratar problemas pulmonares em pacientes com a forma grave da covid-19. Os resultados publicados no periódico especializadoJournal oftheAmerican College of Cardiology (JACC) são preliminares, pois foram observados em um grupo pequeno de doentes, mas os responsáveis pela descoberta estão animados com o efeito e pretendem, como próximo passo da pesquisa, avaliar o desempenho da droga em um grupo maior de pacientes. No artigo, os cientistas explicam que a forma mais grave da covid-19 gera insuficiência respiratória grave, um problema que requer intubação e está associado a uma alta taxa de mortalidade. “A infecção pulmonar desencadeada pelo vírus Sars-CoV-2 pode progredir para a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), na qual a inflamação ea hiperativação de neutrófilos (células de defesa) desempenham um papel central. Atualmente, há uma falta de terapias para a SDRA associada a covid-19", escrevem. A equipe saiu em busca de alguma droga que pudesse ajudaresses pacientes, e, entre diversos medicamentos, escolheu o metoprolol. Estudos anteriores indicaram que esse remédio é uma boa opção para regular a ativação exagerada de neutrófilos em situações de estresse agudo, como um infarto do miocárdio. Para avaliar se isso funcionaria em caso de infecção pelo Sars-CoV-2, os cientistas testaram a droga em um grupo de 20 pessoas intubadas em função da covid- 19. Parte dos pacientes recebeu, de forma intravenosa, 15mg da droga por dia, durante 3 dias. O grupo controle recebeu soro. Os especialistas analisaram secreções presentes no interior do pulmão dos pacientes antes e após o tratamento. Observaram que aqueles que receberam a terapia experimental apresentaram melhora na hiperativação dos neutrófilose na oxigenação, quando comparados ao grupo controle. "Ficou claro que, entre os pacientes tratados com metoprolol, foram necessários menos dias em Nova cepa preocupa Uma nova variante do Sars-CoV-2 identificada na África do Sul preocupa especialistas. Chamada de C.1.2, a recente cepa teve uma taxa muito alta de transmissibilidade em análises laboratoriais e, por isso, teme-se um escape da variante aos efeitos das vacinas disponíveis. Cientistas ponderam que novos estudos mostrarão o comportamento dessa variante. A C.1.2. é derivada da linhagem C.l, que foi dominante nos casos de covid-19 registrados no país no meio da primeira onda da pandemia, em 2020. Ela foi registrada, pela primeira vez, em maio, nas províncias e Mpumalanga e Gauteng, em Joanesburgo e Pretória. A descoberta foi anunciada por um grupo de cientistas sul-africanos em um artigo publicado na plataforma de estudos científicos MedRxiv, sem revisão de pares. ventilação mecânica e, portanto, uma estadia mais curta na UTI”, detalha, em comunicado, Amoldo Santos, intensivista do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares Carlos III, na Espanha, e um dos autores do estudo. A equipe destaca que o estudo é inicial, mas que os dados são promissores. “Embora precisemos ser cautelosos com resultados de um ensaio piloto, observamos que o tratamento com metoprolol, nesse ambiente clínico, é seguro, está associado a uma melhora na saúde pulmonar e parece levar a melhorias rápidas na oxigenação do paciente", afirma Borja Ibanes, também autor do estudo. “Esse medicamento parece ser uma intervenção promissora, que pode melhorar o prognóstico de pacientes com covid-19 gravemente enfermos”, acrescenta. Segurança Os responsáveis pela pesquisa também enfatizam que o metoprolol é um remédio seguro e barato, além de já estar disponível aos médicos. A próxima etapa do estudo é avaliar se os efeitos do tratamento experimental se repetem em um número maior de pacientes. “Conseguimos auxílio financeiro e, agora, vamos para um ensaio com cerca de 350 pacientes, em 14 UTIs em toda a Espanha”, adiantam os autores. Thiago Fuscaldi, pneumologista e intensivista do Hospital Sírio- Libanês em Brasília, avalia que a pesquisa traz dados importantes, que merecem ser avaliados em uma amostra maior. “Uma análise com apenas 20 pacientes pode gerar riscos de coincidências, é difícil dar garantias de que a melhora aconteceu por causa da droga testada ou por outros medicamentos usados na UTI, como os corticoides, que também foram administrados durante os testes”, justifica “Ainda assim, os dados de melhora foram muito expressivos. É possível que essa pesquisa inicial abra as portas para o uso de mais uma droga no tratamento de casos graves da enfermidade caso isso se repita em uma análise maior.” O médico brasileiro acredita que a escolha pela droga metoprolol se justifica por estudos anteriores em que ela foi usada para o tratamento da sepse, uma inflamação grave. "Algumas pesquisas feitas para tratar essa enfermidade com esse remédio demonstraram dados positivos, mas tudo foi meio nebuloso, ficou difícil dizer se existiu realmente uma melhora. Por isso, a ideia desses pesquisadores em testá-la para outra infecção, como a covid19”, afirma. Fuscaldi ressalta ainda que o surgimento de mais opções terapêuticas para tratar a forma grave da covid é extremamente bem-vindo. “Já temos algumas opções, mas ainda são poucas, como os corticoides, o remdesivir e o tocilizumab, todos aprovados pelo FDA, nos Estados Unidos. É importantetermos outras alternativas para ajudar esses pacientes." As vacinas contra a covid-19 induzem a produção de anticorpos protetores em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, mas em uma quantidade menor do que a em imunizados saudáveis, mostra um estudo publicado na última edição da revista especializadaAnnals ofInternaiMedicine. O trabalho sinaliza a necessidade de uma dose de reforço nesses indivíduos, defendem os autores. Eles avaliaram 133 pacientes que tomavam medicamentos imunossupressores para tratar doenças inflamatórias crônicas, como a artrite reumatoide, e 53 pessoas saudáveis (grupo controle). Foram colhidas amostras sanguíneas de todos os participantes duas semanas antes de eles receberem a primeira dose da vacina da Pfizer ou da Moderna. O procedimento foi repetido três semanas após a inoculação da segunda dose dos fármacos protetivos. Todos os avaliados saudáveis e 88,7% dos imunossuprimidosproduziram anticorpos contra o vírus que causa a covid-19. No entanto, os níveis das células de defesa no segundo grupo equivaleu a um terço do nível detectado no primeiro. Para os cientistas, a constatação de uma resposta imune em pessoas com sistema imunológico comprometido, mesmo que não seja tão forte, é uma notíciaencorajadora. “Alguns de nossos pacientes têm hesitado em ser vacinados, o que é lamentável (...) Muitos deles estão preocupados que a vacinação possa causarum agravamento da doença, mas não vimos isso acontecer. Há claramente um benefício para essa população”, enfatiza, em comunicado, Alfred Kim, pesquisador da Universidade de Washington e um dos autores. Professor de patologia e imunologia da mesma universidade e também participante do estudo, Ali Ellebedy lembra que ainda não se sabe qual é o nível mínimo de anticorpos necessários para evitar a infecção. Por isso, segundo ela, os dados indicam a importância de reforçar a proteção em imunossuprimidos. “É essa incerteza que justifica a necessidade de uma terceira dose, especialmente porque temos essas variantes altamente infecciosas, capazes de causar infecções invasivas mesmo entre pessoas saudáveis."