Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

CNN BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 30/05/2020 às 21h24

Saúde Recuperação do coronavírus pode durar três meses após alta hospitalar Pacientes que ficaram internados em estado grave convivem com órgãos ainda em processo de recuperação, mesmo em casa, e análise de sequelas permanentes Carla Bridi Da CNN, em São Paulo 30 de Maio de 2020 às 21:24 Compartilhar Mãos trêmulas, respiração ofegante e fraqueza corporal. Essa é a primeira visão que se tem do arquiteto e músico Nelson Coelho, quatro dias depois de receber alta hospitalar. Aos 60 anos e sem comorbidades, ele testou positivo para o Covid-19 ainda no mês de março e ficou internado por 46 dias em dois hospitais da cidade de São Paulo, a maioria do período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A primeira consulta depois da alta foi agendada com o médico que o acompanhou durante todo o período de internação. “A tomografia do Nelson foi a pior que eu vi dos meus pacientes”, afirma o pneumologista Rafael Carraro. “O pulmão dele estava 80% afetado”. Nelson entrou para uma estatística de quase 190 mil brasileiros recuperados após infecção pelo coronavírus. Eles correspondem a 40% do total de casos confirmados no país, enquanto o número de mortes corresponde a 6%, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. Residente em São Paulo, ele também entrou para os números de 4 em cada 5 pacientes de UTI que sobrevivem à infecção no estado, epicentro da doença no país. Minoria entre os infectados, pacientes que estiveram entre a vida e a morte pelo Covid-19 iniciam um longo processo de recuperação em casa, após a alta hospitalar. “Um paciente como o Nelson a gente estima que ele precise, pelo menos, de uns três meses de treinamento, de reabilitação, para ele voltar a ter um status, uma performance que ele tinha antes da infecção, e não é às custas de uma recuperação pulmonar”. Curado da pneumonia ainda durante a internação no hospital, os próximos passos para Nelson de fortalecimento em casa são voltados para a recuperação física e ganho de massa muscular. O tratamento é padrão para pacientes que ficam por tempo prolongado em internação na UTI, debilitados pelo quadro de internação e pela falta de locomoção por tempo prolongado. “A internação, por si só, geralmente a gente observa uma perda de força muscular que fica em torno de 1% ao dia”, explica Christina May, Coordenadora do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio Libanês. No caso de Nelson, a internação por tempo prolongado decorreu do avanço do coronavírus aos rins, fazendo com que ele começasse a passar por sessões de hemodiálise ainda durante a entubação na UTI, que se estenderam até a véspera de sua alta hospitalar. Já em casa, ele deverá fazer dois exames semanais para avaliar a necessidade de hemodiálise posterior à internação, além de hemogramas para acompanhar a regressão da anemia com que foi acometido ainda no hospital, que levou até à transfusão de sangue. “Hoje em dia se discute muito a generalização do tratamento para pacientes com infecção pelo Covid. E a gente vê que a infecção, a característica da doença, ela varia muito de uma pessoa para outra, e fala a favor de ter uma interação grande com fatores genéticos do indivíduo que a gente ainda não conhece”, afirma Carraro. Estudos ainda estão em andamento em relação a sequelas permanentes. Até o momento, se sabe que os órgãos mais afetados pela infecção com o coronavírus são os pulmões, coração, rins e o cérebro, principalmente na coordenação de funções motoras e na perda de olfato e paladar, como apontou nesta semana um estudo da Universidade da Flórida, que mostra perda de 80% do olfato em pacientes recuperados. Depois do susto, restam as lembranças da internação em isolamento total da esposa e dos dois filhos e o valor às coisas simples. “Eu comemorei porque tomei banho em pé e sozinho, quando que iria imaginar isso? São essas coisas que fazem a gente ver que não foi pouca coisa não”, diz Nelson. “Só de ficar em casa, sentar no sofá, assistir um filme, são coisas que a gente não dava valor antes”, reflete a também arquiteta Nice Coelho, esposa de Nelson. “Só de pensar em tudo que a gente viveu e que ele quase morreu, já é motivo de alegria ele estar aqui”.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | CADERNO 2
Data Veiculação: 30/05/2020 às 03h00

Indagado a respeito da aprovação, no Senado, de projeto de lei que autoriza o uso de leitos não ocupados de UTI para pacientes do SUS, suspeitos de covid-19, Sydney Klajner, do Einstein, lembrou à coluna que a Constituição já garante esse tipo de medida. “Estamos, inclusive, negociando com o Estado”, frisou o médico. O mesmo faz Paulo Chapchap, do Sírio Libanês. Público 2 Ao que se apurou, essa redundância abre precedência para a negociação por chamamento público. Haverá requisição administrativa do governo somente se a resposta dos hospitais for insuficiente e a utilização dos leitos pelo SUS se dará em unidades com menos de 85% de suas UTIs ocupadas. Público 3 Em SP, a Prefeitura fez licitação e pagará R$2,1 mil ao dia, por leito. O custo do leito, no Einstein, começa em... R$ 4 mil. “Há despesas altas, equipamentos necessários, remédios específicos, etc, e que não estão incluídas na simples cessão do leito”, adverte o presidente do Einstein. Barra limpa Pandemia do coronavírus na rua e isolamento em casa fizeram explodir as vendas de produtos de limpeza. Dado da empresa UAU Inglesa mostra crescimento de nada menos que 46% em março e abril na comparação com o mesmo período ano do ano passado. Os mais consumidos? Lavagem de roupas e cloro. POLAROID 0 lendário fotógrafo German Lorca comemorou 98 anos em encontro virtual no Zoom. Entre os ■ participantes, amigos como Eder Chiodetto, Márcio Scavone, Rubens Fernandes Júnior, Amyr e Marina Klink, Leão Serva e Vilma Slomp. The man RESPONSABILIDADE SOCIAL • A Ipiranga, Gerdau, Hospital Moinhos de Vento e o Grupo Zaífari, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, inauguram centro de tratamento com 60 leitos para pacientes com covid-19. Investimento de R$ 10,4 milhões. • Abilio Diniz aceitou o convite de Nizan Guanaes e realizam live amanhã. Faz parte do programa Sunday Night Live, uma série de três lives que vão ao ar todo domingo. No Instagram @Nizanlive. • O movimento Contagiando Sorrisos distribui máscaras de tecido feitas por dezenas de artistas, como Ziraldo e Laerte, entre outros. Alexander Stubb, ex-primeiro ministro da Finlândia, palestrante de live do JP Morgan esta semana, bateu palmas para os procedimentos de isolamento social no seu país, na Alemanha, na Coréia do Sul e em Israel. Mas não resistiu e cutucou três líderes que classificaram a pandemia da covid-19 de “resfriadinho”: os do Brasil, Rússia e Estados Unidos. “Esses são verdadeiros macho mens”, ironizou. Pós-covid-19 Instituição financeira dá continuidade a duas operações de venda de ativos negociadas com empresas estrangeiras: uma do setor de TI e outra do agribusiness. Segundo fonte credenciada, há dúvidas sobre os valores combinados antes da pandemia. Afinal, o dólar deu um salto e tanto. DANIELA RAMIRO/ESTADÃO Em isolamento social em casa desde 20 de março, Fafá de Belém se prepara para sua primeira live em meados de junho que terá como tema novelas. "Nasci com uma música na novela Gobrieto, Filho do Bahia. De lá pra cá, somam mais de 60 os temas de novela. Quero comemorar esses 45 anos de carreira com um olhar de emoção", diz ela, que conta ter organizado a vida na quarentena. "Cuido das coisas de casa, cozinho... esperando tudo passar".

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 30/05/2020 às 03h00

A fala do prefeito Bruno Covas (PSDB) de que estabelecimentos comerciais não devem retornar à atividade exatamente no dia i.° de junho pegou de surpresa representantes de comércios e serviços na cidade de São Paulo. Para entidades de classe, a exigência da Prefeitura para que cada setor apresente um protocolo de segurança contra o coronavírus que ainda precisará passar por análise e aprovação antes de as lojas voltarem a funcionar vai “burocratizar” o processo e consequentemente atrasar a retomada econômica. “Recebemos um sinal trocado. Em um dia, o governador fala que a vida recomeçaria na segunda, mesmo com algumas restrições. No dia seguinte, o prefeito fala outra coisa”, afirma Francisco de la Tôrre, vice- presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fe comercio-SP). “Já existiam protocolos de serviços essenciais que continuaram funcionando, como farmácias e supermercados. Por que apresentar uma nova solução?”, indaga. Segundo afirma, a Fecomercio-SP quer que a gestão municipal aceite uma proposta única para todo setor varejista e consiga fazer a análise já na segunda-feira. “Há centenas de entidades representativas dos setores. Se cada uma apresentar um protocolo, a Prefeitura não tem estrutura para analisar tudo.” Presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait também demonstra preocupação com a possibilidade de a gestão Covas demorar para avaliar as propostas e diz ter notícia de “grande quantidade” de empresas que “não sobreviveram ao período da pandemia”, mas ainda sem estimativa do número. “Agora, também preocupa quantas vão conseguir sobreviver à retomada, porque não é instantâneo.” Shopping. “A gente sabe que a burocracia no Brasil é muito lenta, então possivelmente podemos ter demora para reabrir. E uma pena, porque o setor já está extremamente afetado com 70 • Prejuízo R$ 44 bilhões é a estimativa de prejuízo da Fecomércio-SP nos meses de março, abril e maio. Em relação ao fechamento do ano, a previsão é de queda de 11% no faturamento em relação a 2019, com baixa de R$ 83,4 bilhões. dias de fechamento”, afirma Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop). Com a exigência da Prefeitura, ele projeta que comércios em shopping só voltem a funcionar mesmo a partir da próxima semana. Shoppings e comércios de rua na fase 2, laranja (como é o caso da capital), só poderão operar com 20% da capacidade e com horário de funcionamento de quatro horas por dia. Para Sahyoun, contudo, a regra estabelecida deixa o empresário em dúvida se realmente vale a pena retomar a atividade. “Há uma série de custos, desde aluguel do espaço, conta de energia, transporte e alimentação dos colaboradores. Muitos empresários estão analisando e dizendo que não vai compensar.” Segundo afirma, o setor vai tentar renegociar a medida. “Se não houver essa elasticidade no horário, aí é natural que acabe gerando algum tipo de congestionamento.” Em nota, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) diz que “os estabelecimentos de São Paulo estão preparados para voltar a funcionar a partir do dia i.° de junho, nas regiões liberadas”. Segundo a entidade, já teria sido criado um protocolo de recomendações, com consultoria do Hospital Sírio-Libanês, para orientar a reabertura. Sem perspectiva de reabertura na capital, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP) manifestou inconformismo” e pediu revisão do cronograma os bares ficaram para a fase 3 de flexibilização. “Não entendemos por que fomos excluídos se também nos comprometemos a seguir o protocolo de segurança”, disse o presidente da Abrasel, Percival Maricato.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 30/05/2020 às 00h45

Indagado a respeito da aprovação, no Senado, de projeto de lei que autoriza o uso de leitos não ocupados de UTI para pacientes do SUS, suspeitos de covid-19, Sydney Klajner, do Einstein, lembrou à coluna que a Constituição já garante esse tipo de medida. “Estamos, inclusive, negociando com o Estado”, frisou o médico. O mesmo faz Paulo Chapchap, do Sírio Libanês. Ao que se apurou, essa redundância abre precedência para a negociação por chamamento público. Haverá requisição administrativa do governo somente se a resposta dos hospitais for insuficiente e a utilização dos leitos pelo SUS se dará em unidades com menos de 85% de suas UTIs ocupadas. Em SP, a Prefeitura fez licitação e pagará R$2,1 mil ao dia, por leito. O custo do leito, no Einstein, começa em… R$ 4 mil. “Há despesas altas, equipamentos necessários, remédios específicos, etc, e que não estão incluídas na simples cessão do leito”, adverte o presidente do Einstein. Barra limpa Pandemia do coronavírus na rua e isolamento em casa fizeram explodir as vendas de produtos de limpeza. Dado da empresa UAU Ingleza mostra crescimento de nada menos que 46% em março e abril – na comparação com o mesmo período ano do ano passado. Os mais consumidos? Lavagem de roupas e cloro. The man Alexander Stubb, ex-primeiro ministro da Finlândia, palestrante de live do JP Morgan esta semana, bateu palmas para os procedimentos de isolamento social no seu país, na Alemanha, na Coreia do Sul e em Israel. Mas não resistiu e cutucou três líderes que classificaram a pandemia da covid-19 de “resfriadinho”: os do Brasil, Rússia e Estados Unidos. “Esses são verdadeiros macho mens”, ironizou. Pós-covid-19 Instituição financeira dá continuidade a duas operações de venda de ativos negociadas com empresas estrangeiras: uma do setor de TI e outra do agribusiness. Segundo fonte credenciada, há dúvidas sobre os valores combinados antes da pandemia. Afinal, o dólar deu um salto e tanto.