Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

CNN BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 29/08/2020 às 21h52

O Brasil está realizando 27 estudos sobre o uso de plasma de pessoas que tiveram Covid-19 no tratamento de pacientes com a doença. A técnica, que já foi utilizada em pandemias anteriores, é uma esperança na luta contra os efeitos do novo coronavírus no organismo. O primeiro estudo do plasma convalescente, produzido pelo próprio corpo de pacientes recuperados, está sendo conduzido pelos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, em São Paulo. Uma série de exames foi feita para saber se os doadores tinham níveis de anticorpos suficientes para a transfusão. Nesse estudo, 120 pacientes vão receber o material. "Aparentemente você consegue prevenir a intubação em um número razoável. Comprovamos que a terapia é segura e potencialmente útil para aqueles pacientes que estão à beira de serem entubados, por exemplo", diz Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Einstein. "Essa é a primeira vez que este procedimento está sendo usado em larga escala e no mundo inteiro", completa Silvano Wendel Neto, diretor médico do Sírio Libanês. O hospital das Clínicas, também em São Paulo, está realizando outro estudo, com parceria de outros hospitais privados. Alguns doentes recebem somente placebo. "Estamos sorteando 120 pacientes em três grupos: um não recebe plasma, outro recebe uma bolsa e outro duas bolsas de plasma", explica Wendel.

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 29/08/2020 às 08h00

A demanda no setor hoteleiro despencou quase 90% no auge da quarentena no Brasil, mas aos poucos as redes vêm registrando uma retomada gradual. Para atrair o consumidor, hotéis oferecem novas experiências, desde piquenique ao ar livre até cinema e jantar assinado por chef francês no quarto. As apostas são necessárias para compensar, ao menos em parte, a queda drástica da demanda no segmento corporativo. “Diante das restrições do turismo internacional e da alta do dólar, o brasileiro está buscando alternativas para descansar e se distrair com segurança”, afirma Fabio Godinho, presidente da rede GJP de hotéis e resorts, em entrevista à EXAME. Entre as bandeiras da rede está a Wish, com unidades em Gramado (Rio Grande do Sul) e Natal (Rio Grande do Norte), por exemplo, que já ofereciam experiências como cinema no quarto, com direito a poltronas e pipoca. Mas foi na pandemia que a demanda decolou de vez. “Vendíamos cerca de 10 pacotes por semana, agora vendemos 10 por dia, no mínimo”, relata Godinho. Piquenique Também na rede Wish, há a opção de comprar o pacote de piquenique. A experiência pode ser voltada para famílias ou casais. No horário marcado, os hóspedes precisam apenas chegar ao local do piquenique – uma área ao ar livre, com distanciamento social – e desfrutar de comes e bebes, além dos itens como toalha e utensílios. O preço varia. Na unidade Serrano, por exemplo, o pacote de piquenique custa a partir de 55 reais por pessoa, na versão mais simples que inclui tábua de queijos, frios, frutas secas e oleaginosas, frutas e sanduíches naturais, entre outros itens. Jantar com vista para o Ibirapuera Refeições no quarto – dentro do conceito de room service – não são novidade no mundo da hotelaria, mas as redes estão ampliando a oferta do serviço para quem não quer ou precisa necessariamente se hospedar no local. O Pullman Ibirapuera, da rede Accor, adaptou alguns quartos, retirando as camas, para atender os clientes como se fossem um “restaurante particular”. Há ainda a opção de hospedagem no pacote. Toda semana, o chef francês Jean Christophe, responsável pela cozinha do restaurante TasteIT, elabora um menu especial com entrada, prato principal e sobremesa. Os quartos, que podem receber até quatro pessoas, se destacam pela vista de pontos turísticos de São Paulo, como o parque do Ibirapuera, por exemplo. A experiência é ofertada às sextas e sábados e precisam ser reservadas com 24 horas de antecedência, sem a necessidade de pré-pagamento. O valor é de 600 reais por casal (inclui vinhos, bebidas não-alcoolicas e taxas) e 1.200 reais no caso de hospedagem, com direito a café da manhã. A rede também Higienização Para garantir que os hóspedes tenham o máximo de segurança possível, a rede fechou um contrato exclusivo com o Hospital Sírio Libanês para um protocolo de biossegurança em todas as áreas do hotel. “No quarto, os hóspedes podem ficar absolutamente tranquilos que onde ele tocar estará descontaminado”, assegura o executivo. No restante das áreas, as equipes de funcionários foram treinadas e as rotinas de limpeza e higienização aumentaram. A rede investiu 3 milhões de reais no protocolo. “Nos próximos dois anos, essa preocupação deve ser prioritária para nós.” A rede Accor informa também ter fortalecido e intensificado as medidas de higiene e prevenção para garantir a segurança dos hóspedes. O grupo utiliza o selo Allsafe e certificação realizada pela organização internacional Bureau Veritas. “Nosso novo protocolo, com elevados padrões de limpeza, garante que esses padrões são cumpridos em todos os nossos hotéis”, diz o grupo.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 29/08/2020 às 06h00

Os índios Kuikuro, de Mato Grosso, entenderam em março, ainda sem casos de Covid-19 na sua aldeia, que era importante ter atendimento de saúde dentro do seu território. Eles conseguiram dinheiro, improvisaram um hospital dentro da associação indígena e contrataram uma médica, um enfermeiro e três assistentes de enfermagem. Uma oca se tornou casa de isolamento. Giulia Parise Balbão, médica de saúde da família, foi a contratada. Ela chegou pela primeira vez ao Xingu no final de julho e conheceu o cacique Afukaká Kuikuro, que também pegou a doença, assim como uma anciã de 90 anos. Antes, a médica pediu demissão do Hospital Sírio Libanês, onde trabalhava havia mais de 1 ano. Na comunidade, disse que não tinha horário para atender os indígenas – foram 57 confirmações da doença, mas a aldeia estima que mais de 200 pessoas pegaram o vírus. Muitos moradores apresentaram os sintomas e não tiveram acesso aos testes. Cerca de 400 indígenas vivem no local. "Tive momentos em que estive muito cansada porque foi muito desafiador. Afukaká dizia ‘estou muito feliz por você estar aqui, lutei muito por isso’. Isso me motivava", contou a médica. "Tive momentos em que estive muito cansada porque foi muito desafiador. Afukaká dizia ‘estou muito feliz por você estar aqui, lutei muito por isso’. Isso me motivava", contou a médica. "À noite, as pessoas me chamavam e diziam ‘tal índio está com gripe, vai lá avaliar’. Eu ia de lanterna, era um número de atendimentos muito grande. Nem sei quantos por dia, mas sei que conheci todas as casas. Às vezes vivem 14, 15 pessoas em um só lugar". "À noite, as pessoas me chamavam e diziam ‘tal índio está com gripe, vai lá avaliar’. Eu ia de lanterna, era um número de atendimentos muito grande. Nem sei quantos por dia, mas sei que conheci todas as casas. Às vezes vivem 14, 15 pessoas em um só lugar". O que chamou a atenção de Balbão na cultura Kuikuro foi a capacidade de organização em grupo antes da chegada do problema. A informação chegou na aldeia pela TV e se espalhou. O presidente da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu, Yanama Kuikuro, ficou preocupado junto com o cacique Afukaká. A comunidade passou a arrecadar dinheiro com a ajuda de doações. Uma campanha foi feita pelo Facebook. Antes de estourarem os casos, a aldeia já tinha os profissionais de saúde, equipamentos de proteção individual, suporte de oxigênio e um plano de resgate aéreo em caso de complicação de algum caso grave. Mesmo com dezenas de infectados, entre adultos e idosos, ninguém morreu. Balbão acredita que o resultado positivo está ligado à capacidade de prevenção e à manutenção das regras da comunidade. "Os Kuikuro estavam muito organizados. Organização é uma marca dessa comunidade. Eles usaram a medicina branca, os remédios que eu recomendei, mas não perderam a tradição e trouxeram as ervas que iriam precisar. Eles se prepararam, isso eu achei brilhante. Eles viram que o coronavírus chegaria e conseguiram se proteger ao máximo". "Tudo foi acatado após o esforço das lideranças em conscientizar. É uma junção de fatores culturais. Eles não bebem, não fumam, não têm nenhum tipo de vício. Trabalham na roça, pescam e têm uma alimentação natural. Não têm um padrão de alimentação urbana. Não existem muitos casos de diabetes. Evitaram ir para a cidade, evitaram se aglomerar". Fogo chegando Antes de chegar à comunidade, a médica fazia chamadas em vídeo com os moradores da aldeia. No fundo da imagem, eles mostravam a fumaça das queimadas. Balbão e Yanama dizem que entre julho e o início de agosto foi o período de fogo intenso na região. "Melhorou a situação da fumaça por aqui por enquanto, mas teve muita queimada. Fiquei muito preocupado com relação a isso, porque ia juntar com a pandemia. Alguns pacientes já estavam com dificuldade para respirar", disse Yanama. "Na região do Alto Xingu temos bombeiros indígenas que lutam para apagar o fogo. Ligamos para a equipe do Prevfogo também, do governo, e eles fizeram contato para mais gente ajudar no combate", explicou a liderança. A médica disse que as crianças ainda sentem os problemas respiratórios, com "quadros agudos, bronquite, asma". Os sintomas são consequência da fumaça e da poeira. Mortes indígenas por Covid De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), 739 indígenas morreram devido à Covid-19 até 12h10 desta sexta-feira (28). Os dados levam em consideração os relatos de associações e entidades diretamente ligadas às etnias, e mostram que 28.471 integrantes de 156 povos tiveram resultado confirmado para a doença. O número é superior ao apresentado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde. Os dados oficiais do governo apontam 376 mortes pelo novo coronavírus entre os povos, com 22.852 casos. Segundo a Apib, os indígenas moradores das cidades não estão contabilizados nos números da pasta e, por isso, além de outros fatores, o balanço é menor.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 29/08/2020 às 03h00

O formato vinha sendo chamado de “livemício” e era defendido principalmente pela produtora Paula Lavigne, que pretendia organizar shows virtuais em homenagem a Guilherme Boulos, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL. O próprio PSOL consultou o TSE para saber se havia viabilidade de fazer “livemícios” não remunerados em meio à pandemia. Em sessão nesta sexta, o relator da consulta, ministro Luis Felipe Salomão, rejeitou a possibilidade sob o argumento de que a lei eleitoral que proibiu showmícios, cie 2006, também veta “eventos assemelhados”. “A realização de eventos com a presença de candidatos e artistas, em geral transmitidos pela internet e assim denominados de lives eleitorais, equivale a meu juízo à própria figura do showmício, ainda que em formato distinto do presencial, tratando-se assim de figura expressamente vedada”, afirmou Salomão. Ele foi acompanhado pelos outros seis integrantes do tribunal. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que “o fato de o showmício ser feito pela tecnologia, ou seja, via live, não altera o conteúdo”. “A forma não altera o conteúdo. Dessa maneira, está expressamente vedado por lei”, disse. Defensores dos “livemícios” vinham afirmando que shows não remunerados não podiam ser enquadrados na lei de 2006, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu os showmícios. Além dos ministros do tribunal, a área técnica do TSE e o Ministério Público já haviam se manifestado em oposição à realização de lives eleitorais. JM Eleitores poderão ir às urnas das 7h às 17h nos dois turnos em novembro TSE ampliou 0 horário de votação no pleito municipal para minimizar risco de aglomerações José Marques são paulo O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, ampliou o horário de votação nas eleições municipais deste ano em uma hora devido à pandemia do coronavírus. Os locais de votação estarão abertos das 7I1 às 17I1, considerados os horários locais, no primeiro e no segundo turnos, respectivamente nos dias 15 e 29 de novembro. Antes, o horário previsto era de 8h às íyh. A ampliação foi definida após consultoria técnica de estatísticos do tribunal e especialistas do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, do Insper, da Fiocruz e da USP. Além disso, haverá horário de votação preferencial de 7I1 às íoh para pessoas acima dos 60 anos, que fazem parte do grupo de risco da Covid-19. Essa decisão foi tomada pelo TSE após orientação de consultoria sanitária da Fiocruz e dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein. Segundo o TSE, a intenção da ampliação do horário égarantir mais tempo para que eleitores votem em segurança e tentar reduzir as possibilidades de aglomeração nos locais de votação. Barroso afirma que a antecipação do início da votação, em vez de extensão para as i8h, foi em atendimento a um pedido dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). “Após ouvirmos os presidentes de Tribunais Regio0 presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Roberto Barroso, em sessão do Supremo Neison Jr. 18.mar.20/DivulgaçãoSTF nais Eleitorais e os respectivos diretores-gerais, ficou decidido, por unanimidade, que este horário será de 7I1 às 17I1. Não foi possível estender para mais tarde do que isso porque, em muitas partes do Brasil, depois dessa hora, há dificuldade de transporte e há problemas de violência”, afirmou. O ministro afirma que na eleição os mesários adotarão equipamentos de proteção individual, como máscaras e protetores faciais e que haverá álcool em gel para higienização das mãos dos eleitores. Inicialmente, as eleições teriam o primeiro turno em 4 de outubro e o segundo em 25 de outubro. Em julho, devido à pandemia, 0 Congresso aprovou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) adiando o pleito. A PEC também alterou datas da realização de convenções partidárias para escolha dos candidatos e deliberações sobre coligações, o início da propaganda eleitoral e a prestação de contas das campanhas. Corte cita proibição de showmício e proíbe ‘livemícios’ também nesta sexta-feira (28), o TSE rejeitou, por unanimidade, a possibilidade de realização de transmissões online, sem público,