Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

BAND.COM.BR/SÃO PAULO
Data Veiculação: 29/06/2021 às 00h00

BandNews FM Em entrevista à BandNews FM, a médica Keilla Freitas enfatizou que a comparação entre imunizantes atrasa o processo coletivo de proteção Em entrevista à Rádio BandNews FM nesta terça-feira (26), a médica infectologista Keilla Freitas reforçou a importância de as pessoas não deixarem de se imunizar no período em que já podem ser contempladas por estarem “escolhendo a melhor vacina” contra a Covid-19, tendência observada por profissionais de saúde desde que o país passou a contar com mais de uma opção de imunizante de tecnologias diferentes. Aos apresentadores Helen Braun e Ivan Brandão, a integrante da equipe da Clínica Regenerati e do Hospital Sírio Libanês destacou que todas as vacinas disponíveis atualmente no Brasil obtiveram a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que atestou sua segurança e eficácia. Keilla enfatizou também que a comparação entre imunizantes, além de atrasar o processo coletivo de proteção contra o vírus (que é o principal objetivo de uma campanha vacinal), é uma prática que não faz sentido, uma vez que não há estudos que realmente comparem diretamente as vacinas. Segundo a infectologista, “Não adianta tentar comparar uma vacina com a outra, um estudo com o outro, que é os critérios que as pessoas costumam usar, porque os estudos são feitos de formas diferente

Saiba quais são os critérios para vacinar obesos contra a Covid-19
Data Veiculação: 29/06/2021 às 09h00

Nos últimos meses, os governos dos estados brasileiros vêm incluindo pessoas com obesidade grave nas listas prioritárias para a vacinação contra a Covid-19. Mesmo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) defina a obesidade pelo Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30, para que o paciente seja vacinado prioritariamente contra a covid-19 é preciso que o índice seja maior que 35, o obeso grave. Além disso, pessoas que passaram pela cirurgia bariátrica também podem receber a imunização por se tratar de doença crônica. De acordo com o cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo do Hospital Brasília Luiz Fernando Córdova, pessoas com IMC entre 35 e 40 entram nos requisitos para a prioridade. De acordo com o especialista, os critérios para casos de prioridade são comorbidades, ou doenças associadas, como hipertensão, diabetes, imunodeprimidos, transplantados e os obesos graves. Por obesidade ser doença crônica, aqueles que passaram pela cirurgia bariátrica recentemente também podem receber a dose. Alguns estados ampliaram a gama de pacientes. Por exemplo, em algumas cidades no Brasil, os governantes abriram a vacinação para aqueles que iam operar e para os pacientes operados, considerando que eles estão melhores da obesidade, melhor das doenças, mas que continuam tendo uma doença crônica. “Por outro lado, na maioria dos estados do Brasil, os governantes levam em consideração os critérios de indicação para a cirurgia bariátrica, que são IMC acima de 35 com comorbidades ou IMC acima de 40, que é o obeso grave”, explica Luiz Fernando. O médico informa que é importante salientar que os pós-operados recentes, aqueles que ainda não iniciaram seus processos de manutenção da cirurgia bariátrica, devem se vacinar. De acordo com Luiz Fernando, esses pacientes ainda não se curaram das doenças causadas pela obesidade. Em todos os casos, o médico explica que ainda assim há necessidade da comprovação médica, mesmo que o caso seja visível. “Tem que ter laudo do médico. É preciso atestar se o paciente é portador de tal peso, tal altura, tal IMC, tais doenças associadas, colocando o CID e indicando a vacina”, finaliza. A obesidade é uma doença que atinge uma em cada quatro pessoas acima de 18 anos no País. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso é o equivalente a 41 milhões de indivíduos. O diagnóstico se dá quando o paciente apresenta um acúmulo de gordura acima do adequado para suas faixa etária e altura. Os motivos mais comuns para o ganho de peso são a má alimentação e o descontrole emocional. As pessoas ficam esperando que haja um remédio curativo para a obesidade, mas não existe. O que precisamos é conscientizar a população de que trata-se de uma doença que precisa do envolvimento de cada um”, afirma Cláudia Cozer Kalil, endocrinologista do Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ele, se uma mudança nos hábitos e no pensamento das pessoas não acontecer em breve, o Brasil continuará acumulando índices desanimadores. Hoje, o país já é o segundo no mundo que mais realiza cirurgias bariátricas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).