Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 28/12/2020 às 21h13

O prefeito da cidade baiana de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, permanece internado na unidade semi-intensiva do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em tratamento das complicações causadas pela Covid-19. Segundo o boletim divulgado na tarde desta segunda-feira (28), ele recebe medicação e apresenta o quadro clínico estável. Herzem, de 72 anos, foi internado, inicialmente, em Vitória da Conquista, pouco mais de uma semana após ser diagnosticado com a doença. Ele chegou a usar um cateter com oxigênio, mas foi transferido para São Paulo, no sábado (26), respirando sem ajuda de equipamentos. A mulher do prefeito, Luci Gusmão, também teve diagnóstico positivo para Covid-19. Ela já se recuperou da doença. Herzem foi reeleito prefeito de Vitória da Conquista, em segundo turno, no dia 29 de novembro. O prefeito teve 54% dos votos válidos, derrotando Zé Raimundo (PT), que teve 46% dos votos. Assista aos vídeos do BATV

SP2/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 28/12/2020 às 19h09

boa noite o instituto butantan recebeu hoje um novo lote da vacina corona vac desenvolvida em parceria com o laboratório se novak da china desta vez são quinhentas mil doses prontas o uso ainda depende do registro na anvisa agência nacional de vigilância sanitária e ainda sem a aprovação da agência o governo de são paulo mantém a data do aniversário da cidade de são paulo pro início da campanha de imunização contra o novo coronavírus as quinhentas mil doses de corona vai chegar às onze e meia da manhã no aeroporto internacional de guarulhos com esse quinto lote em são paulo já tem pouco mais de nove milhões de doses cada pessoa vai precisar de duas o governo do estado prevê que a primeira fase da vacinação começa no dia vinte e cinco de janeiro e isso se a corona vac não for incluída no plano nacional de imunização segundo o governo a corona awake atingiu o índice mínimo recomendado pela organização mundial da saúde que é de cinquenta por cento mais a eficácia é exata ainda não foi divulgada nem os resultados foram submetidos à avaliação da anvisa sem esses dados o instituto butantan não tem como pedir o registro ou o uso emergencial a anvisa a agência nacional de vigilância sanitária a corona vac é produzida por uma técnica onde o coronavírus é multiplicado depois é inativado com produtos químicos para não causar a doença é purificado e misturado a uma solução de água sais e conservantes a gente já sabe que as vacinas de vírus inativado são menos eficientes em estimular a resposta imune e por isso mesmo a maioria dela senão quase a totalidade requerem mais de uma dose outra vacina que poderá ser usada no brasil após registro na anvisa é a desenvolvida pela universidade de oxford em parceria com o laboratório astrazeneca o diretor do laboratório diz que a eficácia do imunizante deve superar os noventa por cento e a unifesp universidade federal de são paulo acompanha quatro mil e cem e sem dos voluntários que tomaram uma dose desta vacina ou de placebo substância sem efeito a fundação oswaldo cruz no rio de janeiro tem um acordo de compra de cem milhões de doses dessa vacina outras duas vacinas também poderão ser usadas no brasil após o registro a do laboratório janssen já está na fase três sete mil e quinhentos voluntários brasileiros serão selecionados para participar dos testes só que essa vai demorar mas os resultados só devem sair no ano que vem já a vacina dos laboratórios faz exibiu um tec foi aprovada em outros países e está sendo aplicada nos estados unidos e no reino unido a farmacêutica informou que continua em negociações com o governo federal para fornecer pro brasil e neste momento a gente precisa de todas as vacinas o desafio de ganhar deu uma cobertura vacinal na população é enorme e para conseguir isso nós vamos precisar de todas elas na quarta-feira um novo lote da corona vaca e deve chegar a são paulo com um milhão e meio de doses prontas segundo o governo do estado sobre a eficácia o instituto butantan vem dizendo que as informações só serão divulgadas depois que os dados foram comparados os resultados dos testes clínicos em outros países e que isso é para evitar que a vacina tenha diferentes índices de eficácia o resultado dessa comparação só deve ficar pronto na segunda semana de janeiro vamos ver agora a média móvel que mostra a evolução da pandemia aqui no nosso estado.

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 28/12/2020 às 15h49

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, deve entrar o ano de 2021 com força, beirando os 200 mil mortos pela doença desde sua chegada ao Brasil. Embora o cenário com relação às vacinas em desenvolvimento seja animador, com testes clínicos bem-sucedidos e início da aplicação na população de países como Reino Unido e Estados Unidos, especialistas alertam que, pelo menos no Brasil, vamos passar boa parte do próximo ano como vivemos em 2020, com restrições do comércio e atividades culturais e a manutenção de medidas de proteção contra o contágio, como o uso de máscara e o distanciamento social. O plano de vacinação nacional do governo -classificado por especialistas como lento e insuficiente para cobrir toda a população- as dificuldades logísticas para distribuir o imunizante à população e as altas taxas de transmissão do vírus tornam mais demorada a retomada de uma vida mais parecida com o que existia antes da pandemia. A data para o início da imunização no país ainda é incerta. O Ministério da Saúde já fez quatro previsões: os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março foram cogitados para o começo da campanha. O impasse fez crescer a insegurança da população com relação aos planos do governo, que afirma aguardar uma autorização para um imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de bater o martelo. "Até que os grupos prioritários sejam vacinados, deve-se passar quase um ano inteiro. Quando isso acontecer, devemos ter uma menor circulação do vírus na população, mas ainda teremos muitos casos novos da doença e mortes causadas por ela", diz Viviane Alves, microbiologista e professora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB/UFMG). Em três fases iniciais, a campanha deverá vacinar trabalhadores da área da saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e pessoas de comunidades tradicionais, pessoas com algumas morbidades e deficiências permanentes severas, trabalhadores da educação e segurança pública, entre outros. "Leva um tempo até que o programa de vacinação chegue a todos que fazem parte dos grupos de maior risco", afirma Alves. Quando for finalizada a vacinação dos grupos de risco, Alves diz que haverá maior tranquilidade para os mais suscetíveis à doença, com a diminuição no número de mortes entre essas pessoas. "Mas ainda não sabemos se as vacinas podem evitar a transmissão do vírus e, assim, se não forem seguidos os cuidados necessários, a transmissão entre os mais jovens ainda pode pressionar o sistema de saúde", diz a cientista. Segundo o imunologista Daniel Santos Mansur, professor e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os jovens adultos são grande parte do número de infectados pela doença por estarem mais expostos, circulando mais. Esse grupo também deve ser um dos últimos a receber a vacina, ficando à frente apenas das crianças, que tem as menores chances de complicações com a Covid-19. "Não acho que a vacinação inicialmente vai mudar o cenário em termos de número de novas infecções a ponto de podermos deixar o distanciamento social e o uso de máscaras, por exemplo", diz. É possível ser infectado com o vírus, mas não manifestar nenhum sintoma da doença. Os chamados assintomáticos seriam cerca de 40% a 50% do total de infectados pelo Sars-CoV-2, segundo estimativas de cientistas. Os primeiros resultados divulgados dos estudos com as vacinas em teste são animadores, mas a eficácia medida diz respeito à capacidade que o imunizante tem para proteger contra o desenvolvimento da Covid-19 e não mostram os imunizantes podem diminuir a transmissão. Os resultados da fase 3 de testes clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, publicados no início de dezembro, indicam que o imunizante é capaz de bloquear a transmissão do vírus em quem a recebe, de acordo com Mansur. Mas o pesquisador lembra que esse dado ainda precisa ser confirmado e que nenhuma outra vacina em desenvolvimento apresentou dados referentes à capacidade de evitar o contágio. "Distribuir para todas as pessoas uma vacina que previne a doença e bloqueia a transmissão é o cenário ideal, mas ainda estamos um pouco longe dele", diz Mansur. Outro grande desafio é ampliar a cobertura vacinal até que a circulação do vírus diminua a ponto de reduzir drasticamente o surgimento de novos casos da doença. Para chegarmos a essa imunidade coletiva, porém, devemos superar a baixa quantidade de doses disponíveis das vacinas aprovadas, disputadas por todos os países do mundo. A resistência da população aos imunizantes disponíveis é outra barreira nesse caminho. Um artigo publicado neste mês na revista científica BMJ por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos) mostrou que os países mais ricos já garantiram 51% das doses de vacinas disponíveis para compra, mesmo possuindo menos de 14% da população mundial. No Brasil, a principal aposta foi a vacina de Oxford/AstraZeneca, da qual o governo federal garantiu cerca de 100 milhões de doses ainda em junho. O imunizante não foi aprovado em nenhum país ainda e foi passado para trás pela vacina criada pela Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, com quem o governo só iniciou as tratativas para um acordo em dezembro para garantir a compra de 70 milhões de unidades. Cada pessoa precisa receber duas doses das principais vacinas em desenvolvimento para adquirir proteção contra a doença. Assim, 70 milhões de doses seriam suficientes para vacinar 35 milhões de pessoas. Para chegarmos à imunidade coletiva e diminuirmos radicalmente os riscos de infecção, especialistas apontam que uma parcela entre 70% e 80% da população precisa ser vacinada --o que representa algo entre 146 milhões e 180 milhões de brasileiros. Além da baixa disponibilidade de doses inicial, o número de pessoas que recusam tomar a vacina tem aumentado nos últimos meses. Segundo pesquisa nacional do Datafolha divulgada neste mês, cerca de 22% dos entrevistados afirmam que não pretendem se vacinar. Em agosto, os que rejeitavam o imunizante somavam 9% da população brasileira. Segundo cientistas e médicos, a disseminação de informações falsas e a atitude do presidente Jair Bolsonaro, que desencoraja a aplicação da vacina, contribuem para o movimento antivacina, que vai contra a ciência bem fundamentada dos imunizantes, que combateram doenças e evitam milhões de mortes todos os anos. "Quando não atingimos a cobertura vacinal necessária, novos surtos podem acontecer. Foi isso que aconteceu nos últimos anos com os surtos de sarampo e febre amarela porque as pessoas deixaram de vacinar", afirma Mirian de Freitas Dal Ben, médica infectologista no Hospital Sírio-Libanês. "Vacinas são um mecanismo de controle de doenças, e quando um pequeno grupo decide não vacinar o impacto disso pode ser grande na população como um todo", diz a médica. Dal Ben afirma que quanto mais pessoas estiverem vacinadas, maiores as chances de diminuir a circulação do vírus e proteger pacientes com doenças de base que não podem receber o imunizante. No dia 17 de dezembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a vacina contra a Covid-19 pode ser obrigatória e liberou a União, estados e municípios a aprovarem uma lei que restringe direitos das pessoas que não quiserem se vacinar. Os cientistas afirmam que há ainda muitos conhecimentos a serem produzidos a respeito do vírus e das vacinas que podem combatê-lo. Entre as incertezas que serão carregadas para o próximo ano, estão a duração da imunidade concedida pela vacina e a capacidade de mutação do vírus, que pode trazer a necessidade de uma vacinação recorrente e periódica, como acontece com a gripe. "Mas só teremos essas respostas com o passar do tempo", diz Mansur. De modo geral, cientistas e médicos concordam que a chegada das vacinas é o começo do fim da pandemia, mas não o fim da doença. "As pessoas não vão estar protegidas após a liberação da vacina. A liberação é apenas o início do processo de imunização da população, e a situação só vai estar confortável quando uma boa parte das pessoas for vacinada", diz Dal Ben. "A ameaça da Covid-19 vai continuar existindo. Mesmo após a vacinação ampla, a doença será transmitida em um nível menor, endêmico. Não vamos poder descuidar da cobertura vacinal sob risco de enfrentarmos novos surtos da doença", conclui a médica. * Vacinas contra a Covid-19 na fase 3 dos testes clínicos Última fase antes da aprovação para uso na população. Nela, milhares de pessoas são vacinadas e outras milhares recebem placebo (uma injeção que não contém o imunizante) para quantificar o potencial de imunização da candidata a vacina Pfizer/BioNTech - BNT162b2* Moderna/Niaid Universidade de Oxford/AstraZeneca* Sinovac - Coronavac* Instituto Gamaleya/Fundo Russo de Investimento Direto - Sputnik V Janssen (Johnson & Johnson)* Bharat Biotech - BBV152 Novavax - NVX-CoV2373 Instituto de Virologia e Biotecnologia Vector - EpiVacCorona CanSino Biologics Sinopharm e Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan Anhui Zhifei Longcom Biopharmaceutical/Institute of Microbiology/Chinese Academy of Sciences Medicago Inc. (*) Vacinas atualmente testadas no Brasil Países que já aprovaram a vacina para uso na população (Pfizer/BioNTech - BNT162b2) Reino Unido Bahrein Estados Unidos Canadá México, Arábia Saudita Chile

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 28/12/2020 às 14h18

O Brasil vive uma situação extremamente delicada em relação à pandemia nesta última quinzena do ano. Mesmo com a média móvel de novos casos de covid-19 se aproximando de 50 mil por dia, maior patamar até agora, o nível de isolamento social despencou por causa da indiferença de boa parte da população em relação aos riscos de aglomerações nas férias de verão e festas de fim de ano. De acordo com a plataforma In Loco, que compila dados de GPS dos celulares, o porcentual da população que mantém as restrições de movimentação caiu de 48,3% para 39,1% na semana entre 13 e 19 de dezembro, o que representa a menor adesão desde o início da pandemia. “Cerca de 60% das pessoas que transmitem o coronavírus são assintomáticas, por isso encontros sociais e aglomerações precisam ser evitados”, adverte Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo. Enquanto o número de mortos pela covid-19 no País se aproxima de 200 mil – ou seja, um a cada mil brasileiros –, a proporção de casos confirmados é de um para cada 30 brasileiros. Praticamente todo mundo já teve alguém no circuito mais próximo diagnosticado com a doença. Recorde de casos A segunda onda da covid-19 no Brasil está claramente configurada pela evolução do gráfico dos casos. Depois de crescer gradualmente entre março e agosto, a contaminação foi caindo até o começo de novembro. Daí em diante, os números voltaram a crescer – e rapidamente. Bastaram seis semanas para que toda a redução obtida ao longo das 15 semanas anteriores se perdesse. O número de mortes acompanhou esse movimento, ainda que numa proporção menor na segunda onda. Na semana entre 19 e 25 de julho, auge da primeira onda, foram 319.389 casos e 7.714 mortes, o maior número de vidas perdidas numa única semana até agora no País. Já a semana entre 13 e 19 de dezembro bateu o recorde de casos, 320.581, mas teve menos mortes, 5.082. Assim, na comparação entre as duas semanas, o índice de letalidade caiu de 2,4% para 1,6%. Tudo aponta, no entanto, para um crescimento significativo da contaminação nas próximas semanas – e, por consequência, do número de mortes. A situação dos Estados Unidos, recordista de casos e de mortes, é um exemplo que deveria ser levado a sério pelos brasileiros como advertência do que pode estar vindo por aí. Desde o início da pandemia, o Brasil vem seguindo o desenho geral da evolução dos números dos Estados Unidos, com um mês de atraso – que é justamente a diferença entre a identificação do primeiro caso da doença em cada país (21 de janeiro nos Estados Unidos e 25 de fevereiro no Brasil). Nos Estados Unidos, a pior semana da primeira onda, em julho, teve a média de 67 mil casos diários. Agora, na segunda onda, a força de disseminação do vírus foi espantosamente multiplicada. O país chegou ao patamar de 100 mil casos diários em novembro e de 200 mil casos no início de dezembro – e o gráfico continua apontando para o alto. Otimismo com 2021 Mesmo com todos os dados preocupantes do momento, há um clima de otimismo no ar por causa da proximidade da vacinação. O instituto de pesquisa Opinion Box acaba de ouvir mais de 2 mil brasileiros sobre as perspectivas para 2021 e 65% deles disseram acreditar que será um ano melhor, ante 21% que imaginam um ano igual e apenas 14% que preveem um ano pior. Dos que acham que será pior, 60% apontam o agravamento da crise econômica como principal motivo. Dos que acham que será melhor, 65% consideram que a principal razão para isso será a vacinação contra a covid-19. O otimismo aflora quando se pensa no ano como um todo, mas não nos próximos meses. Há um grande receio em relação ao período até que a vacinação comece a fazer diferença nos índices de contaminação. Dos entrevistados, 71% admitiram estar com medo da segunda onda e 74% acham que as cidades deveriam retomar medidas mais drásticas de restrição à circulação de pessoas. Apenas 25% acham que o pior da pandemia já passou. 766E3C01-53A8-483E-9B06-CCE0C7108013 Cerca de 60% das pessoas que transmitem o coronavírus são assintomáticas E0EAB005-9061-4B3D-86B9-AEB61693E313 Cristina Megid, Diretora da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo 766E3C01-53A8-483E-9B06-CCE0C7108013 Num primeiro momento, a vacina não estará disponível para todos e precisamos ficar atentos E0EAB005-9061-4B3D-86B9-AEB61693E313 Jurandi Frutuoso, Secretário executivo do Conass Vacina não é milagre Diante do cenário de forte desrespeito aos princípios de isolamento social no Brasil, a única solução para amenizar o quadro é a vacinação. Não será, no entanto, um processo rápido, da noite para o dia. A tendência natural é de que o número de casos vá caindo à medida que mais pessoas sejam vacinadas, mas a população precisará continuar com todos os protocolos de prevenção ao longo do processo. “Num primeiro momento, a vacina não estará disponível para todos e precisamos ficar atentos porque as infecções voltaram a ganhar força em todo o País”, alerta Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Manter os cuidados mesmo com a vacinação será fundamental porque, em primeiro lugar, há um prazo de algumas semanas para que a imunização faça efeito. Outro motivo é que as vacinas não têm índice de 100% de eficácia. Uma parcela das pessoas continuará suscetível ao vírus mesmo tendo recebido a vacina – ainda que, espera-se, os efeitos da doença sejam amenizados nesses casos. A segunda onda da covid-19 traz grandes preocupações aos gestores de saúde, pela combinação entre a alta velocidade de evolução dos números, a queda da adesão da população à ideia de isolamento social e algumas diferenças em relação à estratégia de enfrentamento da primeira onda. Uma dessas diferenças é que a maior parte dos hospitais de campanha montados na primeira fase da pandemia foi desativada. O número de leitos criados especialmente para o atendimento de casos de covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil está, hoje, na casa dos 7 mil – em julho, chegou a 10 mil. Com isso, o sistema público de saúde corre maior risco de entrar em colapso nos primeiros meses de 2021 do que na fase mais aguda da primeira onda. A rede privada também entrará no novo ano sob pressão, como comprovam os números de dois dos mais respeitados hospitais do País, ambos sediados em São Paulo. Tanto o Einstein quanto o Sírio-Libanês estão com ocupação acima de 90% dos seus leitos totais, em decorrência principalmente da procura por pacientes contaminados pela covid-19.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 28/12/2020 às 12h00

A pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, deve entrar o ano de 2021 com força, beirando os 200 mil mortos pela doença desde sua chegada ao Brasil. Embora o cenário com relação às vacinas em desenvolvimento seja animador, com testes clínicos bem-sucedidos e início da aplicação na população de países como Reino Unido e Estados Unidos, especialistas alertam que, pelo menos no Brasil, vamos passar boa parte do próximo ano como vivemos em 2020, com restrições do comércio e atividades culturais e a manutenção de medidas de proteção contra o contágio, como o uso de máscara e o distanciamento social. O plano de vacinação nacional do governo —classificado por especialistas como lento e insuficiente para cobrir toda a população— as dificuldades logísticas para distribuir o imunizante à população e as altas taxas de transmissão do vírus tornam mais demorada a retomada de uma vida mais parecida com o que existia antes da pandemia. A data para o início da imunização no país ainda é incerta. O Ministério da Saúde já fez quatro previsões: os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março foram cogitados para o começo da campanha. O impasse fez crescer a insegurança da população com relação aos planos do governo, que afirma aguardar uma autorização para um imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de bater o martelo. “Até que os grupos prioritários sejam vacinados, deve-se passar quase um ano inteiro. Quando isso acontecer, devemos ter uma menor circulação do vírus na população, mas ainda teremos muitos casos novos da doença e mortes causadas por ela”, diz Viviane Alves, microbiologista e professora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB/UFMG). Em três fases iniciais, a campanha deverá vacinar trabalhadores da área da saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e pessoas de comunidades tradicionais, pessoas com algumas com morbidades e deficiências permanentes severas, trabalhadores da educação e segurança pública, entre outros. “Leva um tempo até que o programa de vacinação chegue a todos que fazem parte dos grupos de maior risco”, afirma Alves. Quando for finalizada a vacinação dos grupos de risco, Alves diz que haverá maior tranquilidade para os mais suscetíveis à doença, com a diminuição no número de mortes entre essas pessoas. “Mas ainda não sabemos se as vacinas podem evitar a transmissão do vírus e, assim, se não forem seguidos os cuidados necessários, a transmissão entre os mais jovens ainda pode pressionar o sistema de saúde”, diz a cientista. Segundo o imunologista Daniel Santos Mansur, professor e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os jovens adultos são grande parte do número de infectados pela doença por estarem mais expostos, circulando mais. Esse grupo também deve ser um dos últimos a receber a vacina, ficando à frente apenas das crianças, que tem as menores chances de complicações com a Covid-19. “Não acho que a vacinação inicialmente vai mudar o cenário em termos de número de novas infecções a ponto de podermos deixar o distanciamento social e o uso de máscaras, por exemplo”, diz. É possível ser infectado com o vírus, mas não manifestar nenhum sintoma da doença. Os chamados assintomáticos seriam cerca de 40% a 50% do total de infectados pelo Sars-CoV-2, segundo estimativas de cientistas. Os primeiros resultados divulgados dos estudos com as vacinas em teste são animadores, mas a eficácia medida diz respeito à capacidade que o imunizante tem para proteger contra o desenvolvimento da Covid-19 e não mostram os imunizantes podem diminuir a transmissão. Os resultados da fase 3 de testes clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, publicados no início de dezembro, indicam que o imunizante é capaz de bloquear a transmissão do vírus em quem a recebe, de acordo com Mansur. Mas o pesquisador lembra que esse dado ainda precisa ser confirmado e que nenhuma outra vacina em desenvolvimento apresentou dados referentes à capacidade de evitar o contágio. "Distribuir para todas as pessoas uma vacina que previne a doença e bloqueia a transmissão é o cenário ideal, mas ainda estamos um pouco longe dele", diz Mansur. Outro grande desafio é ampliar a cobertura vacinal até que a circulação do vírus diminua a ponto de reduzir drasticamente o surgimento de novos casos da doença. Para chegarmos a essa imunidade coletiva, porém, devemos superar a baixa quantidade de doses disponíveis das vacinas aprovadas, disputadas por todos os países do mundo. A resistência da população aos imunizantes disponíveis é outra barreira nesse caminho. Um artigo publicado neste mês na revista científica BMJ por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos) mostrou que os países mais ricos já garantiram 51% das doses de vacinas disponíveis para compra, mesmo possuindo menos de 14% da população mundial. No Brasil, a principal aposta foi a vacina de Oxford/AstraZeneca, da qual o governo federal garantiu cerca de 100 milhões de doses ainda em junho. O imunizante não foi aprovado em nenhum país ainda e foi passado para trás pela vacina criada pela Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, com quem o governo só iniciou as tratativas para um acordo em dezembro para garantir a compra de 70 milhões de unidades. Cada pessoa precisa receber duas doses das principais vacinas em desenvolvimento para adquirir proteção contra a doença. Assim, 70 milhões de doses seriam suficientes para vacinar 35 milhões de pessoas. Para chegarmos à imunidade coletiva e diminuirmos radicalmente os riscos de infecção, especialistas apontam que uma parcela entre 70% e 80% da população precisa ser vacinada —o que representa algo entre 146 milhões e 180 milhões de brasileiros. Além da baixa disponibilidade de doses inicial, o número de pessoas que recusam tomar a vacina tem aumentado nos últimos meses. Segundo pesquisa nacional do Datafolha divulgada neste mês, cerca de 22% dos entrevistados afirmam que não pretendem se vacinar. Em agosto, os que rejeitavam o imunizante somavam 9% da população brasileira. Segundo cientistas e médicos, a disseminação de informações falsas e a atitude do presidente Jair Bolsonaro, que desencoraja a aplicação da vacina, contribuem para o movimento antivacina, que vai contra a ciência bem fundamentada dos imunizantes, que combateram doenças e evitam milhões de mortes todos os anos. “Quando não atingimos a cobertura vacinal necessária, novos surtos podem acontecer. Foi isso que aconteceu nos últimos anos com os surtos de sarampo e febre amarela porque as pessoas deixaram de vacinar”, afirma Mirian de Freitas Dal Ben, médica infectologista no Hospital Sírio-Libanês. “Vacinas são um mecanismo de controle de doenças, e quando um pequeno grupo decide não vacinar o impacto disso pode ser grande na população como um todo”, diz a médica. Dal Ben afirma que quanto mais pessoas estiverem vacinadas, maiores as chances de diminuir a circulação do vírus e proteger pacientes com doenças de base que não podem receber o imunizante. No dia 17 de dezembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a vacina contra a Covid-19 pode ser obrigatória e liberou a União, estados e municípios a aprovarem uma lei que restringe direitos das pessoas que não quiserem se vacinar. Os cientistas afirmam que há ainda muitos conhecimentos a serem produzidos a respeito do vírus e das vacinas que podem combatê-lo. Entre as incertezas que serão carregadas para o próximo ano, estão a duração da imunidade concedida pela vacina e a capacidade de mutação do vírus, que pode trazer a necessidade de uma vacinação recorrente e periódica, como acontece com a gripe. “Mas só teremos essas respostas com o passar do tempo”, diz Mansur. De modo geral, cientistas e médicos concordam que a chegada das vacinas é o começo do fim da pandemia, mas não o fim da doença. “As pessoas não vão estar protegidas após a liberação da vacina. A liberação é apenas o início do processo de imunização da população, e a situação só vai estar confortável quando uma boa parte das pessoas for vacinada”, diz Dal Ben. “A ameaça da Covid-19 vai continuar existindo. Mesmo após a vacinação ampla, a doença será transmitida em um nível menor, endêmico. Não vamos poder descuidar da cobertura vacinal sob risco de enfrentarmos novos surtos da doença”, conclui a médica. * Vacinas contra a Covid-19 na fase 3 dos testes clínicos última fase antes da aprovação para uso na população. Nela, milhares de pessoas são vacinadas e outras milhares recebem placebo (uma injeção que não contém o imunizante) para quantificar o potencial de imunização da candidata a vacina Pfizer/BioNTech - BNT162b2* Moderna/Niaid Universidade de Oxford/AstraZeneca* Sinovac - Coronavac* Instituto Gamaleya/Fundo Russo de Investimento Direto - Sputnik V Janssen (Johnson & Johnson)* Bharat Biotech - BBV152 Novavax – NVX-CoV2373 Instituto de Virologia e Biotecnologia Vector - EpiVacCorona CanSino Biologics Sinopharm e Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan Anhui Zhifei Longcom Biopharmaceutical/Institute of Microbiology/Chinese Academy of Sciences Medicago Inc. (*) Vacinas atualmente testadas no Brasil Países que já aprovaram a vacina para uso na população (Pfizer/BioNTech - BNT162b2) Reino Unido Bahrein Estados Unidos Canadá México, Arábia Saudita Chile

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | Outros
Data Veiculação: 28/12/2020 às 03h00

Mais de 5,7 mil com a covid-19 PANDEMIA/ DF tem, ao menos, 5.789 pessoas que ainda estão com o novo coronavírus, além de 4.201 mortes. Pesquisa revela queda no isolamento O ano da pandemia se aproxima do fim com 248 mil infectados pela covid-19, no Distrito Federal. Desse total, 4.201 morreram por causa da doença, e 96% (238.553 pessoas) conseguiram se recuperar. Na noite de ontem, a Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou mais três mortes e 615 contaminações. Os cálculos indicam a existência de, ao menos, 5.789 pessoas em fase de recuperação. Os que não resistiram às complicações da doença correspondem a 1,7% do total. Apesar de os idosos fazerem parte do grupo com risco de desenvolver um quadro grave da covid-19,948 pessoas com menos de 60 anos morreram na capital federal por causa da infecção. Entre as três vítimas confirmadas ontem, um paciente fazia parte da faixa etária de 40 a 49 anos. Os outros dois tinham mais de 70. Um morava em Brasilândia; outro, no Gama; e o terceiro, em Samambaia. Na comparação por sexo, os homens correspondem à minoria (45,8%) dos infectados, mas são os que mais morrem (57,9%). O alerta vale para pessoas com doenças cardíacas, que somam 2.667 entre os que perderam a vida. Em relação às regiões administrativas com maiores índices, Ceilândia li* dera com mais casos e óbitos. A cidade acumula 28.789 notificações e 753 vítimas. A incidência de mortes também é a maior do DF — 2,6%. No Distrito Federal, a taxa de transmissibilidade do novo coronavírus en* contra-se em 0,79, segundo boletim de ontem da SES-DF. O dado revela que um grupo de 100 indivíduos que carregam o micro-organismo é capaz de transmitir a doença para, em média, outras 79 pessoas. Quando a taxa de transmissão está abaixo de 1, a tendência é de queda no contágio. Em 3 de dezembro, o indicador era de 1,3. Levantamentos relacionados à pandemia mostram uma relação direta entre o aumento de casos e a diminuição da quantidade de pessoas que respeitam o distanciamento social. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira, mostrou que o percentual de moradores do DF rigorosamente isolados caiu de 13,08%, em outubro, para 8,71%, em novembro. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, também houve queda. Enquanto 34,4% deles estavam isolados de forma rigorosa em julho, apenas 14,5% se encontravam na mesma condição nomes passado. A Pnad Covid-19 também revelou que 736 mil brasilienses — 24% da população — tem alguma comorbidade e que mais da metade desse grupo (63,1%) é de idosos. Os problemas mais comuns foram hipertensão, diabetes, doenças pulmonares e cardíacas, além de depressão e câncer. Acidente doméstico A queda do deputado Cláudio Abrantes (PDT), ocorrida no sábado, provocou Lesão nas vértebras C4 e C5, da coluna cervicaL, segundo nota divulgada pela assessoria do parlamentar. 0 deputados não teve qualquer perda de sensibilidade, paralisia ou redução das funções de seus membros. Abrantes passou a noite em observação no hospital Sírio Libanês de Brasília e tem alta prevista para hoje. Levantamento do IBGE mostra que brasilienses passaram a ter menos rigor nos cuidados.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | ESPECIAL
Data Veiculação: 28/12/2020 às 03h00

0 Brasil vive uma situação extremamente delicada em relação à pandemia nesta última quinzena do ano. Mesmo com a média móvel de novos casos de covid-19 se aproximando de 50 mil por dia, maior patamar até agora, o nível de isolamento social despencou por causa da indiferença de boa [tarte da população em relação aos riscos de aglomerações nas férias de verão e festas de fim de ano. De acordo com a plataforma In Loco, (jiie compila dados de GPS dos celulares, o percentual da população que mantém as restrições de movimentação caiu de 48,3% [tara 39,1% na semana entre 13 e 19 de dezembro, o que representa a menor adesão desde o início da pandemia. “Cerca de 60% das pessoas que transmitem o coronavírus são assintomáticas, por isso encontros sociais e aglomerações precisam ser evitados”, adverte Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo. Enquanto o número de mortos pela covid-19 no País se aproxima de 200 mil ou seja, um a cada mil brasileiros -, a proporção de casos confirmados é de um para cada 30 brasileiros. Praticamente todo mundo já teve alguém no circuito mais próximo diagnosticado com a doença. RECORDE DE CASOS A segunda onda da covid-19 no Brasil está claramente configurada pela evolução do gráfico dos casos. Depois de crescer gradualmente entre março e agosto, a contaminação foi caindo até o começo de novembro. Daí em diante, os números voltaram a crescer e rapidamente. Bastaram seis semanas para que toda a redução obtida ao longo das 15 semanas anteriores se perdesse. O número de mortes acompanhou esse movimento, ainda que numa proporção menor na segunda onda. Na semana entre 19 e 25 de julho, auge da primeira onda, foram 319.389 casos e 7.714 mortes, o maior número de vidas perdidas numa única semana até agora no País. Já a semana entre 13 e 19 de dezembro bateu o recorde de casos, 320.581, mas teve menos mortes, 5.082. Assim, na comparação entre as duas semanas, o índice de letalidade caiu de 2,4% para 1,6%. Tudo aponta, no entanto, para um crescimento significativo da contaminação nas próximas semanas e, por consequência, do número de mortes. A situação dos Estados Unidos, recordista de casos e de mortes, é um exemplo que deveria ser levado a sério pelos brasileiros como advertência do que pode estar vindo por aí. Desde o início da pandemia, o Brasil vem seguindo o desenho geral da evolução dos números dos Estados Unidos, com um mês de atraso que é justamente a diferença entre a identificação do primeiro caso da doença em cada país (21 de janeiro nos Estados Unidos e 25 de fevereiro no Brasil). Nos Estados Unidos, a pior semana da primeira onda, em julho, teve a média de 67 mil casos diários. Agora, na segunda onda, a força de disseminação do vírus foi espantosamente multiplica NA SAUDE, PRIMEIROS MESES DE 2021 SERÃO ••v* • * • • • Diante da indiferença aos riscos de contaminação, o prognóstico é de aumento progressivo dos casos e lotação dos hospitais No Brasil, segunda onda da covid-19 não deve ser neutralizada pela vacina !.% • * vív • • • • • vyCv. •V>v ■.'•V Foto: Getty Images da. O país chegou ao patamar de 100 mil casos diários em novembro e de 200 mil casos no início de dezembro e o gráfico continua apontando para o alto. OTIMISMO COM 2021 Mesmo com todos os dados preocupantes do momento, há um clima de otimismo no ar por causa da proximidade da vacinação. O instituto de pesquisa Opinion Box acaba de ouvir mais de 2 mil brasileiros sobre as perspectivas para 202 l e 65% deles disseram acreditar que será um ano melhor, ante 21% que imaginam um ano igual e apenas 14% que preveem um ano pior. Dos que acham que será pior, 60% apontam o agravamento da crise econômica como principal motivo. Dos que acham que será melhor, 65% consideram que a principal razão para isso será a vacinação contra a covid-19. O otimismo aflora quando se pensa no ano como um todo, mas não nos próximos meses. Lá um grande receio em relação ao período até que a vacinação comece a fazer diferença nos índices de contaminação. Dos entrevistados, 71% admitiram estar com medo da segunda onda e 74% acham que as cidades deveriam retomar medidas mais drásticas de restrição à circulação de pessoas. Apenas 25% acham que o pior da pandemia já passou. MM Cerca de 60% das pessoas que transmitem o coronavírus são assintomáticas Cristina Megid Diretora da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo MM Num primeiro momento, a vacina não estará disponível para todos e precisamos ficar atentos Jurandi Frutuoso #. Secretário executivo do Conass • ’• •_*. í:?!ÍWSSí* ’• • 'Diante do cenário de forte •. Dê crespei to aos princípios de isolamento social no Brasil, a única solução para amenizar o quadro é a vacinação. Não será, no entanto, um processo rápido, da noite para o dia. A tendência natural é de que o número de casos vá caindo à medida que mais pessoas sejam vacinadas, mas a população precisará continuar com todos os protocolos de prevenção ao longo do processo. “Num primeiro momento, a vacina não estará disponível para todos e precisamos ficar atentos porque as infecções voltaram a ganhar força em todo o País”, alerta Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Manter os cuidados mesmo com a vacinação será fundamental porque, em primeiro lugar, há um prazo de algumas semanas para que a imunização faça efeito. Outro motivo é que as vacinas não têm índice de 100% de eficácia. Uma parcela das pessoas continuará suscetível ao vírus mesmo tendo recebido a vacina ainda que, espera-se, os efeitos da doença sejam amenizados nesses casos. A segunda onda da covid-19 traz grandes preocupações aos gestores de saúde, pela combinação entre a alta velocidade de evolução dos números, a queda da adesão da população à ideia de isolamento social e algumas diferenças em relação à estratégia de enfrentamento da primeira onda. Uma dessas diferenças é que a maior parte dos hospitais de campanha montados na primeira fase da pandemia foi desativada. O número de leitos criados especialmente para o atendimento de casos de covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil está, hoje, na casa dos 7 mil em julho, chegou a 10 mil. Com isso, o sistema público de saúde corre maior risco de entrar cm colapso nos primeiros meses de 2021 do que na fase mais aguda da primeira onda. A rede privada também entrará no novo ano sob pressão, como comprovam os números de dois dos mais respeitados hospitais do País, ambos sediados em São Paulo. Tanto o Einstein quanto o Sírio-Libanês estão com ocupação.