Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

ANAHP
Data Veiculação: 26/08/2020 às 00h00

Um novo evento para um novo mundo 26 de agosto, 2020 O Conahp 2020 será gratuito, 100% digital e com cunho social, e reunirá especialistas e líderes de saúde do mundo todo para discutir o futuro do setor pós-pandemia Uma pandemia sem precedentes mudou a história e fez com que o mundo se reinventasse. Para compartilhar as transformações com todos, neste ano, excepcionalmente, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) irá realizar o Congresso Nacional de Hospitais Privados (CONAHP) totalmente online e com acesso gratuito. As inscrições para o evento, que acontecerá de 16 a 20 de novembro, já estão abertas e podem ser feitas pelo site conahp.org.br . Com o mote “Vamos fazer juntos”, o maior congresso de saúde da América Latina vai reunir entidades, gestores, profissionais do setor e cidadãos que têm sido fortemente impactados nesse período, para discutir o tema “Lições da pandemia: desafios e perspectivas para o sistema de saúde brasileiro”. São esperados mais de 70 palestrantes nacionais e internacionais, em 30 horas de conteúdo e com experiências interativas em 3D. “Acreditamos que, à medida que o Brasil e o mundo se reergam após meses de crise, o Conahp será o ambiente propício para discutir a retomada das atividades do setor de saúde no país, atuando como um fórum para dividirmos os aprendizados desses meses de intenso combate a uma das piores pandemias vividas no mundo, certos de que teremos de nos adaptar a um novo normal”, afirma Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Anahp. O presidente da Comissão Científica do Conahp 2020 e diretor do Instituto de Qualidade e Segurança do Hospital Sírio-Libanês, José Mauro Vieira Jr., destaca que, mesmo com as mudanças necessárias para essa edição, a qualidade do conteúdo oferecido seguirá o mesmo caminho de anos anteriores. “Nosso intuito é entregar um evento com a mesma excelência que nos fez conquistar reconhecimento ao longo das sete edições que tivemos até agora, mas desta vez de forma gratuita e com um alcance ainda maior e mais democrático, uma vez que o assunto é essencial para o país, dentro e fora do setor hospitalar”, destaca. Durante o evento, os participantes poderão acompanhar e interagir nas plenárias e nos debates sobre as perspectivas na saúde em três eixos principais: Pessoas, Sustentabilidade e Assistencial. Entre os temas de destaque estão “Um novo olhar para os sistemas de saúde no mundo: o que a covid-19 nos ensinou”, na plenária de abertura; “Burnout inevitável: a exaustão dos profissionais de saúde no pós-covid-19”, em Pessoas; “As consequências socioeconômicas da pandemia covid-19 | Dimensões nacional e internacional dos danos”, em Sustentabilidade; e “O papel decisivo das políticas públicas de saúde adotadas no processo de enfrentamento da Covid-19”, na perspectiva Assistencial.

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 26/08/2020 às 06h00

Mohamed Parrini. FOTO: DIVULGAÇÃO A transformação de algumas das grandes potências mundiais no último século passou pela colaboração entre o setor público e o privado. Universidades como Stanford e Berkeley, no Vale do Silício, e a Johns Hopkins, em Washington DC e Maryland, nos EUA, assim como Oxford e Cambridge, no Reino Unido, são exemplos de ecossistemas mistos que, ao unirem a excelência entre ensino e pesquisa, tornaram-se corresponsáveis pelo desenvolvimento econômico, social e tecnológico dos locais em que estão inseridos. O reflexo disso é o aumento exponencial no desenvolvimento de longo prazo desses países, elevando o nível de produção de conhecimento e de geração de riqueza para a sociedade. Esse fenômeno também pode ser observado no Brasil, que possui diferentes organizações filantrópicas privadas fundadas pelas diversas comunidades de imigrantes que foram acolhidas em nosso país. Durante o século passado, construíram uma bela história de trabalho, desenvolvimento e educação, fundamentais para o crescimento da nação. Entre esses exemplos, podemos citar os hospitais Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Sírio Libanês – que unem o desenvolvimento em pesquisa, ciência e novas tecnologias para construção de pilares essenciais de uma sociedade mais próspera. Essas cinco instituições participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), criado há pouco mais de dez anos para qualificar e fortalecer o SUS em todo o território nacional. Os hospitais aplicam a integralidade das imunidades fiscais devidas, aportando, além de recursos financeiros, expertise e conhecimento de ponta por meio de projetos estratégicos de transformação científica e social. Aliar recursos financeiros e intelectuais para promover as transformações estratégicas necessárias à saúde pública no Brasil é um dos pilares do programa. Por meio de iniciativas de avaliação de novas tecnologias, pesquisas de novos medicamentos, programas de educação avançada, programas de gestão e serviços de assistência médica, estas instituições levam know-how, metodologia e melhores práticas já empregadas em outros cenários de sucesso. Sobretudo no setor da saúde, a filantropia deve ser melhor compreendida, aprimorada e também estimulada, considerando a importância de todas as instituições prestadoras de serviços assistenciais ao Sistema Único de Saúde e também das que participam do PROADI. Os hospitais ligados ao programa elevam continuamente o nível da medicina e da assistência no país, gerando, a partir de seu crescimento e empreendedorismo, mais recursos e contrapartidas a serem aplicadas na saúde pública brasileira. Neste momento de pandemia da COVID-19, nosso sistema de saúde confirmou toda sua relevância e essencialidade, mediante um SUS integrado e capilarizado nacionalmente, quando conectado às instituições filantrópicas. E foi também neste momento que o PROADI-SUS reforçou seu papel na contribuição estratégica de apoio ao Ministério da Saúde, através de diversos projetos atualmente em andamento. O uso da telemedicina é um dos exemplos práticos disso: os hospitais membros ajudaram a reduzir em 20% a mortalidade e em 50% o tempo de internação em UTIs públicas atendidas pelo projeto Tele-UTI. Ao priorizar temas como desenvolvimento da ciência, fortalecimento da atenção básica, estudos epidemiológicos, educação profissional, inovação tecnológica e programas de gestão, é possível melhorarmos nossas ineficiências, trabalhando de forma mais colaborativa e com menos preconceitos, almejando uma saúde universal, integrada e eficiente. Além da conexão entre dois sistemas de saúde, esse formato pode trazer contribuições estratégicas inclusive a outras áreas prioritárias – como educação, ciência e tecnologia. O Brasil requer um planejamento de transformação focado no médio e longo prazo, onde as corporações exerçam suas demandas para além dos interesses de suas próprias categorias. Hoje, não é mais possível pensarmos apenas no país que desejamos para os nossos filhos: temos a obrigação de construirmos programas e instrumentos que modifiquem a sociedade que deixaremos para os nossos netos e bisnetos. As futuras gerações dependerão cada vez mais da sociedade civil, de instituições fortes e de sistemas colaborativos – e o PROADI serve de inspiração para este futuro. *Mohamed Parrini é CEO do Hospital Moinhos de Vento, instituição integrante do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS)